Justiça racial e colonialismo em Portugal: da negação à reparação
Nos anos 30, com o slogan “Portugal não é um país pequeno”, o
Estado Novo procurou cultivar um orgulho nacional derivado da dimensão do
império colonial português. Contudo, nos anos 50, numa altura em que os
impérios coloniais se encontravam em colapso pelo mundo inteiro, o regime
viu-se obrigado a justificar a sua presença colonial em África. Nesse sentido,
amplificou a narrativa do luso tropicalismo – um imaginário de Portugal como
uma nação multirracial e pluricontinental, com uma capacidade inata para um
tipo de colonização amigável e não-violenta, e uma atitude liberal
relativamente a relações sexuais e casamentos inter-raciais. Silenciando a
realidade do racismo e do colonialismo, a propaganda solidificou-se em livros
de história, estátuas e monumentos, cimentando uma narrativa histórica
profundamente alienada. Para ler o texto de Rui Braga clique aqui
A história da minha negritude
Poder declarar-me mulher negra, é fazer visível o laço invisível
da minha ancestralidade, identidade legítima e que me aceita, esfera onde eu
deixo de ser bastarda. Nela eu sou filha, sou humana, tenho voz e tenho o amor
e a aceitação daqueles que se reconhecem em mim, por vezes nos meus cabelos
crespos, por outras vezes na cor da minha pele, mas sempre nas nossas histórias
de resistência e conquistas. Para ler o texto de Aline Djokic clique aqui
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