segunda-feira, 30 de novembro de 2020

"Sonho" - António Vilhena

 






Sonho

 



Quando o tempo era jovem


era velho o sonho que trazia dentro de mim.


Agora, o tempo velho deu lugar a um sonho novo.



 

Já não sei se sinto a sombra desse lugar


onde os teus olhos me traziam cativo.



 

Hoje sou refém do tempo


em que a liberdade de pensar


o futuro esculpe no jovem


o tempo velho de um sonho novo.



 

António Vilhena


Milton Santos, pandemia e real fragmentado

 



A globalização, ensinava ele, subverte escalas e nos aparta ainda mais da Natureza. A ciência, hiperespecializada, tornou-se cega a fenômenos complexos. A pandemia, sem contexto, reduz-se a espetáculo. Como voltar, agora, à totalidade? Para ler o texto de Fran Alavina clique aqui

Leia "Origens do racismo estrutural brasileiro" clicando aqui


Leia "Racismo no Carrefour: Empresas descumprem os mais elementares direitos humanos" de Pedro Serrano clicando aqui


Leia "Brasileiro não pode ser premiado" de Paulo Nogueira Batista Jr. clicando aqui


Leia "Ministério da Justiça confirma: acordo com procuradores dos EUA para condenar Lula foi ilegal" clicando aqui


Leia "A mentira como arma eleitoral do fascismo" de Armando Januário dos Santos clicando aqui


Leia "Estado, Democracia e Desigualdade" de Rosa Angela Chieza clicando aqui


Leia "A melhor forma de enfrentar a violência do latifúndio é lutando pela democratização da terra" de Gustavo Marinho clicando aqui


Leia "A estreita relação entre o trabalho informal e a covid" de Adalberto Cardoso e Thiago Brandão Peres clicando aqui


Leia "Crises econômicas e ciclos de mudança de governos no Brasil" de José Eustáquio Diniz Alves clicando aqui

Da "questão feminina" a algumas encruzilhadas da diferença nos corpos

 



Prevenindo mal-entendidos supérfluos, deixemos claro que a igualdade entre mulheres e homens está longe ainda de ter sido alcançada e que o tema de uma nova repartição dos papéis conserva toda a sua atualidade e é portador de um potencial de reabertura da questão política de primeira importância. Para ler o texto de Miguel Serras Pereira clique aqui


Leia "Carta de Roma: Por que livros incomodam tanto a direita?" de Marcela Magalhães de Paula clicando aqui


Leia "O sonho americano criou "descartados". O mérito às vezes mata" de  Silvia Guzzetti clicando aqui


Leia "A democracia como ordem imaginada" de André Márcio Neves Soares clicando aqui


Leia "É hora de colocar a economia internacional em seu lugar" de Alberto Acosta clicando aqui


Leia "Ladislau Dowbor: As razões para um novo sistema financeiro" clicando aqui


Leia "Repensar a economia, um desafio aos jovens" de Luigino Bruni clicando aqui


Leia "No reino da contemplação passiva" de Anselm Jappe clicando aqui


Leia "Barcelona propõe a luta pela Soberania Digital" de Francesca Bria clicando aqui


Leia "Como os "rios voadores" agravam degelo da Antártida" clicando aqui


Leia "Cuba diz ter desmontado tentativa de 'golpe suave' ao desarticular movimento em Havana" clicando aqui


Leia "Eduardo Galeano: O mais humano dos deuses" clicando aqui


Leia "A quem pertence...?" de António Sousa Ribeiro clicando aqui


Leia "Friedrich Engels foi mais do que um segundo violino para Karl Marx" de Marcello Musto clicando aqui

Shuba & Brian May: "Love of my life" & Shuba: "I Want to Break Free"

 



Love of my Life” é um dos grandes clássicos da banda rock inglesa “Queen” e uma das faixas do seu álbum “A Night At The Opera” lançado em 1975. Foi escrita por Freddie Mercury em homenagem a Mary Austin, com quem teve um longo relacionamento no início do dos anos 70 e manteve uma grande amizade até 1991, ano do seu falecimento. Esta interpretação é da cantora indo-americana Shuba com acompanhamento de Brian May, o guitarrista dos “Queen”. Para assisti-la clique no vídeo aqui





 

Para assistir à interpretação de “I Want to Break Free” na voz de Shuba clique  no vídeo aqui



José Eustáquio de Brito: "Desafios e perspectivas da metodologia de pesquisa num curso de mestrado profissional"



Tendo em vista o processo de implantação de um programa de mestrado profissional numa universidade pública, as reflexões propostas nessas “palavras abertas” visam a problematizar a relação entre teoria e prática inerente a essa modalidade de pós-graduação stricto sensu considerando, dentre outros aspectos, o perfil dos sujeitos ingressantes. Na abordagem desenvolvida no artigo, destacam-se a atenção a ser conferida aos mestrandos em virtude de suas vinculações a atividades de trabalho, que se relacionam com os projetos de pesquisa e intervenção, bem como a reflexão epistemológica acerca da postura inter / transdisciplinar a ser adotada no desenvolvimento da disciplina Metodologia de Pesquisa, que subsidia a realização do trabalho final do curso de mestrado profissional. Nesse sentido, fundamenta-se teoricamente esse desafio a partir da abordagem ergológica, que concebe o trabalho como atividade humana, refletindo sobre processos de reconhecimento e validação de saberes. Para ler o texto de José Eustáquio de Brito clique aqui

 

DOSSIÊ: Saúde Mental em tempos de pandemia

 



Portugal é um dos países europeus com maior prevalência de doenças psiquiátricas. Ainda assim, contamos com uma fraca resposta pública nesta área. Mediante os impactos da covid-19 e o agudizar da crise socioeconómica, urge garantir que nos munimos dos recursos necessários para dar resposta à população. Para ler o Dossiê organizado por Mariana Carneiro clique aqui



Para salvar a economia, salvem as pessoas em primeiro lugar (2/2)






Com os últimos dados de testes COVID-19, casos, hospitalizações e mortalidade atualizados diariamente numa base de município a município, as ferramentas analíticas podem expor no prazo de uma ou duas semanas se as atuais medidas de redução são eficazes. Caso contrário, devem ser imediatamente sintonizados no melhor interesse esclarecido tanto da saúde pública como da economia. Para ler o texto de Phillip Alvelda, Thomas Ferguson e John C. Mallery clique aqui



Uma pandemia, dois futuros






Quase um ano após a irrupção da Covid-19, o mundo permanece impotente diante da pandemia. As medidas tomadas para contê-la causaram, entretanto, uma tripla crise, econômica, política e cívica. Duas grandes tendências já foram reforçadas: o triunfo das indústrias digitais e o retorno do Estado como controlador do capitalismo. Dois movimentos complementares…Para ler o texto de Robert Boyer clique aqui



Pandemia exacerba exploração do trabalho infantil 





Existem caminhos que não devem ser refeitos. Um deles é o da abolição do trabalho infantil. Vergonhosamente, ainda são muitas as pequenas mãos utilizadas para arar os campos, extrair metais das minas, são muitas as crianças forçadas a se levantar de madrugada para vender nos mercados, são muitas as meninas obrigadas a percorrer quilômetros para encontrar a água necessária para a família, forçadas aos trabalhos domésticos que as impede de frequentar a escola, e cujo futuro é apenas o casamento e a gravidez precoces. Para ler o texto de Anna Lisa Antonucci clique aqui




O que se sabe sobre a covid-19 até agora?







Quase um ano se passou desde que o novo coronavírus ficou conhecido mundo afora. Desde então, cientistas descobriram uma série de detalhes sobre o vírus e sobre como tratar a doença. Entenda lendo o texto de Fabian Schmidt clicando aqui



A vacina vai nos ajudar, mas não vai nos livrar das pandemias







"Seja como for, uma coisa é certa: apostar na vacina como única arma decisiva é perigoso. Porque a pandemia não é um “acidente biológico”, que sem avisar atingiu a humanidade e que pode ser enfrentada com medicamentos e vacinas, mas o sintoma de uma doença crônica e rapidamente progressiva, que atinge toda a biosfera. Um drama histórico inutilmente anunciado e que tenderá a prolongar-se e repetir-se se não alterarmos as condições ambientais e sociais que o determinaram", escreve Ernesto Burgio, membro do Comitê Científico do ECERI (Instituto Europeu de Pesquisa do Câncer e do Meio Ambiente) – Bruxelas. Para ler seu texto clique aqui



Por que predomínio do 'homem branco' em testes pode atrapalhar futuro de vacinas e remédios 







Ao divulgar, no início do mês, resultados satisfatórios de seu projeto de vacina contra a covid-19, as farmacêuticas Pfizer e BioNTech logo destacaram em um comunicado que, dos mais de 43 mil participantes dos testes de fase 3 no mundo, "42% tinham origem étnica diversa". À frente de outra candidata a vacina, a empresa Moderna também tem divulgado dados sobre o perfil dos voluntários que estão participando dos seus testes — na fase 3, realizada nos Estados Unidos com 30 mil pessoas, 63% eram brancos, 20% latinos, 10% negros, 4% asiáticos, e 3% "outros". A empresa diz em seu site ter como objetivo que os participantes "sejam representativos das comunidades sob maior risco da covid-19 e de nossa sociedade diversa". Segundo uma reportagem com informações exclusivas publicada em outubro pela agência Reuters, a Moderna chegou a desacelerar seu cronograma de testes ao constatar que a maior parte dos voluntários recrutados por empresas terceirizadas eram brancos, o que precisou ser revisado. O esforço das empresas em comunicar a diversidade entre voluntários de testes responde a um debate que não é de hoje, mas que foi impulsionado pela pandemia de coronavírus. Para ler o texto de Mariana Alvim, clique aqui




As corporações que tornam o mundo cada vez mais doente








Como as corporações que dominam quatro setores — farmacêutico, químico, biotecnológico e agroindustrial — submetem populações a padrão alimentar cada vez mais monótono, devastador da natureza e associado a enfermidades como a covid. Para ler a entrevista com Silvia ribeiro clique aqui






Guia do cinema político - III

 



Para ler a seleção de filmes apresentados por Walnice Nogueira Galvão sobre a anatomia do poder, com a indicação da plataforma em que estão disponíveis clique aqui


The Invisible Vegan




A pandemia tem servido para nos fazer refletir sobre o mundo e nossas ações em diversos aspectos. O documentário The Invisible Vegan demonstra que a alimentação é uma das mais importantes dentre elas, porque envolve, de alguma maneira, todos os demais. Para ler o texto de Amanda Aouad clique aqui



Que herói é esse? 




De maneira talvez involuntária, "Cadê Edson?" acaba retratando a miopia política que afeta alguns ditos "movimentos sociais" de caráter disruptivo e incapazes de enxergar para além de suas pautas imediatas. Para ler o texto de Carlos Alberto Mattos clique aqui






domingo, 29 de novembro de 2020

"Coração Polar" - Manuel Alegre


 



Coração Polar

 



Não sei de que cor são os navios


quando naufragam no meio dos teus braços


sei que há um corpo nunca encontrado algures


e que esse corpo vivo é o teu corpo imaterial


a tua promessa nos mastros de todos os veleiros


a ilha perfumada das tuas pernas


o teu ventre de conchas e corais


a gruta onde me esperas


com teus lábios de espuma e de salsugem


os teus naufrágios


e a grande equação do vento e da viagem


onde o acaso floresce com seus espelhos


seus indícios de rosa e descoberta.



Não sei de que cor é essa linha


onde se cruza a lua e a mastreação


mas sei que em cada rua há uma esquina


uma abertura entre a rotina e a maravilha


há uma hora de fogo para o azul


a hora em que te encontro e não te encontro


há um ângulo ao contrário


uma geometria mágica onde tudo pode ser possível


há um mar imaginário aberto em cada página


não me venham dizer que nunca mais


as rotas nascem do desejo


e eu quero o cruzeiro do sul das tuas mãos


quero o teu nome escrito nas marés


nesta cidade onde no sítio mais absurdo


num sentido proibido ou num semáforo


todos os poentes me dizem quem tu és.



 

Manuel Alegre


A impunidade do governo está assegurada, protegida pelo esquecimento fácil

 




Vida curta, umas 72 horas, a do escândalo de testes da pandemia entulhados em Guarulhos. O retorno das contaminações em massa deve-se, em parte, à baixíssima aplicação pública de testes. À falta de explicação, Bolsonaro recorreu à condição de farsante profissional e mentiu que “todo o material foi enviado aos estados e municípios”. Mas não faltaram crimes contra a saúde pública e de administração perdulária. Para ler o texto de Janio de Freitas clique aqui


Leia "Uma face da transfobia chamada solidão" de Armando Januário dos Santos clicando aqui


Leia "O papel dos militares" de Manuel Domingos Neto clicando aqui


Leia "Há controvérsias - "Ela", Clarice: já centenária ou a paixão segundo Clarisse Lispector" de Ronaldo Werneck clicando aqui

Patti Smith: "É preciso dar muitos passos para conseguir ser livre"

 




Narradora, poeta e cantora underground, ela se define, aos 73 anos, como uma sobrevivente. A pandemia lhe confirmou que a liberdade é uma conquista mental e, para que a sociedade americana despertasse, ela saiu às ruas para cantar e incentivar as pessoas a votar. Seus livros, assim como sua vida, estão escritos com lembranças de Robert Mapplethorpe e Sam Shepard, seus dois grandes amores. E também de Janis Joplin, Bob Dylan e William Burroughs, que lhe ensinou o segredo da arte: manter o nome limpo e não fingir. Para ler a entrevista de Patti Smith clique aqui


Leia "Gênero, neoconservadorismo e democracia" de Flávia Biroli, Juan Marco Vaggione e Maria das Dores Campos Machado clicando aqui


Leia "Phillip Alvelda, Thomas Ferguson e John C. Mallery: Para salvar a economia, salvem as pessoas em primeiro lugar" (1/2)" clicando aqui


Leia "A ordem mundial de Joe Biden" de Shlomo Ben-Ami clicando aqui


Leia "Em 165 países, o Beidou da China supera o GPS americano" de Toru Tunashima clicando aqui


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