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sábado, 20 de agosto de 2022

Navegando pelo cinema

 





Um documentário que masca poesia 




O título enigmático desse documentário vem de um canto de trabalho etíope e significa algo como “o nascimento do bem-estar”. Refere-se ao efeito de mascar o khat, uma folha de propriedades euforizantes e anfetamínicas. O hábito é secularmente difundido na África Oriental e na Península Arábica. O filme de Jessica Beshir é um retrato impressionista de uma comunidade de muçulmanos sufistas da Etiópia que vive da colheita e venda do khat, a principal commodity daquele país atualmente, em substituição ao café. Para ler o texto de Carlos Alberto Mattos clique aqui








"Taxi Driver" - O cinema como sonho e imaginação 




O expressionismo sensualista de Taxi Driver possui um conteúdo narcotizante, que não deixa de suscitar uma certa estranheza.  A melodia composta por Bernard Herrmann, que atravessa todo o filme, possui uma indelével dualidade capaz de nos guiar desde um deambular sereno pelas ruas de Nova Iorque até às profundezas obscuras da mente de Travis Bickle (Robert De Niro). A música nunca aparece como complemento da imagem, mas como elemento que marcha ao seu lado. Os dois elementos estéticos entrelaçam-se como duas cobras que acasalam e transpiram para a forma fílmica os movimentos interiores que vivificam todo o filme. Para ler o texto de Claudio Azevedo clique aqui









 "Sorrisos de uma noite de amor", de Ingmar Bergman (1955) 




Fredrik Egerman (Gunnar Björnstrand) é o que todo jovem advogado sonha ser. Ele tem dinheiro, um belo escritório, assistentes para todas as funções e uma jovem esposa de 19 anos esperando em casa. As pessoas sabem quem ele é e até mesmo sobre suas aventuras na vida pessoal, inclusive o caso que ele teve com a famosa atriz Desiree Armfekdt (Eva Dahlbeck) por alguns anos. Quando os dois se reencontram numa ocasião em que a artista está na cidade se apresentando numa peça de teatro, começa uma série de jogos envolvendo uniões infelizes, ciúmes, possessão e desejos mal direcionados. Mas tudo há de se resolver com os três sorrisos de uma noite de verão. Para ler o texto de Caio Bogoni clique aqui


Leia a crítica de Natasha Moura clicando aqui


Leia a crítica de Sérgio Vaz clicando aqui



Assista ao FILME INTEGRAL (1:44:25) clicando aqui


segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Navegando pelo cinema

 



Bolsonarismo filmado e antecipado 


Para ler o comentário de Bruno Leites sobre filmes que anteciparam a atual destrutividade brasileira clique aqui




O cinema de Ingmar Bergman em perspectiva


Dono de uma das filmografias mais invejadas por seus pares e reverenciadas pelos amantes de cinema, o sueco Ingmar Bergman não foi um cineasta convencional. Dotado de um olhar capaz de capturar e mostrar a alma humana, lançou obras, nos seus mais de 60 anos de carreira, que são debatidas e discutidas até hoje não só pelo seu primor cinematográfico, mas pelos questionamentos existenciais presentes em cada filme do diretor. Para ler o texto de André Cardoso clique aqui


Primeira longa-metragem da marroquina Maryam Touzani, teve a sua estreia na Secção Un Certain Regard em Cannes de 2019. Um debut delicado, urgente e refrescantemente seguro de si mesmo que nos dá a conhecer o outro lado da sororidade. Para ver o trailer clique aqui



sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Ingmar Bergman - 100 Anos

 



Bergman - 100 Anos - Trailer HD - Documentário sobre a vida do diretor sueco Ingmar Bergman - Seleção Oficial no Cannes Classics do Festival de Cannes 2018

Em 1957, algo insuperável aconteceu. Um sueco magro, por volta dos 40 anos, entra em um período de produção cinematográfica sem precedentes, envolvido em 6 projetos ao mesmo tempo. Ele realizou alguns dos maiores clássicos da história do cinema, produziu uma série de espetáculos para teatro e rádio, e dirigiu diversos filmes de TV. Em termos de cineastas contemporâneos, Ingmar Bergman permanece em grande parte inigualável, e sua vida está prestes a ser revelada neste documentário que celebrou o seu centenário em 2018.


 

VÍDEO - “O Cinema de Ingmar Bergman” por Filippo Pitanga


 

VÍDEO - O Cinema de Ingmar Bergman

O Cinema de Bergman é marcado por excelentes filmes que abordam o máximo do existencialismo humano e nossas relações interpessoais, o que os tornam tão profundos e belos.


 

VÍDEO - Celebrando A Dança da Morte de "O Sétimo Selo"


 

VÍDEO - O Sétimo Selo e o Sentido Último da existência


quarta-feira, 22 de julho de 2020

"Monika e o Desejo" - Uma obra-prima de Ingmar Bergman

Mónica e o Desejo - SAPO Mag

Bergman é um pessimista, e o preço a ser pago pela vida não é pequeno. É disso que tratará, em suma, este filme. Para tanto, criará na pessoa de Monika uma personagem inesquecível. Ela é viva, inquieta, contraditória, animal, carnal. Ela é plena, e dessa plenitude Harriet Andersson dá conta com tanta desenvoltura que não é de estranhar que Ingmar Bergman tenha feito dela sua musa quase ao primeiro olhar (diz Bergman que não só ele, toda a equipe do filme se apaixonou por ela).
Temos aí uma das mais fortes interpretações femininas de todos os tempos, marcada pelo primeiro plano, quase ao final, em que Monika, desafiadora, olha não para a câmera, mas para cada um de nós, pessoalmente, opondo ao nosso juízo sobre ela e aos nossos preconceitos a evidência de seu corpo.
Andersson se afirma como talvez a mais notável de todas as admiráveis atrizes bergmanianas. "Monika" é possivelmente a obra-prima desse momento de Bergman. 

Para ter acesso ao filme "Monika e o Desejo" (1953) - (1:31:53) clique no vídeo aqui

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Luz, trevas e os demônios de Bergman


O inescapável "A hora do lobo" está em cartaz no Sesc Digital. Um casal em uma ilha deserta, um pintor que começa a ver figuras, a esposa tentando arrancá-lo da loucura. No rosto de Liv Ullmann, em plano fechado, síntese da obra do cineasta sueco. 
Para ler o texto de José Geraldo Couto clique aqui


Memória popular para evitar o desterro coletivo

No filme "Narradores de Javé" (2004), de Eliane Caffé, povoado será engolido por uma represa. A salvação poderia ser a história de seu povo, que redescobre o sentido de pertencimento. Esquecem que governos só se atém a “história dos vencedores”… 
Para ler o texto de Matheus de Almeida clique aqui



Bacurau e Recife Frio: da neve ao caos

"Bacurau" e "Recife Frio" foram concebidos na mesma época e a partir de uma ideia-chave semelhante: alterações provocadas por fenômenos externos às sociedades, mas com sinal trocado. 
Para ler o texto de Jan Cenek clique aqui

Taama taama ani N'Fa Douwa, Vanessa Fernandes 2011

Cinemas Pós-Coloniais e Periféricos 

Como investigadores da história do cinema, entendemos a necessidade de estudos sobre o que está a ser produzido numa certa margem do cinema contemporâneo, questionando inclusive a própria ideia de produção periférica ou marginal, uma vez que grande parte dos filmes que aqui trazemos consolida, em torno dos próprios filmes e de seus realizadores, novos “centros” de ativação cultural, deslocando as velhas (novas) relações entre centro-periferia.
Para ler o texto de Michelle Sales clique aqui

sábado, 23 de março de 2019

Ingmar Bergman: Biografia, filmografia e prêmios

Ingmar Bergman

Nasce no ano de 1918 em Uppsala, filho de um pastor protestante. Frequentou a Universidade de Estocolmo onde estudou Literatura e História de Arte antes de começar a trabalhar como assistente de produção na Ópera Real de Estocolmo. Diz-se que inventou uma nova linguagem cinematográfica abarcando uma grande variedade de temas e tons. Entre os temas mais destacados encontra-se o seu fascínio pela mulher. Para além do cinema, terá participado em mais de centenas de produções teatrais. O mundo metafísico da religião influenciou o realizador  tanto na sua infância como adolescência, a sua educação teve por base princípios luteranos como "pecado, confissão, castigo, perdão e redenção". 
Para ler sua biografia e filmografia completa, bem como os prêmios que recebeu clique aqui


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Centenário de Ingmar Bergman


Um dos maiores diretores da história do cinema, o artista sueco completaria 100 anos hoje. Bergman nos deixou em 2007, aos 89 anos, mas seu legado continua, influenciando e encantando diferentes gerações de cineastas. 
Para ter acesso à sua filmografia clique aqui

domingo, 19 de agosto de 2018

O cinema de Ingmar Bergman

O ator Bengt Ekerot e Ingmar Bergman durante as filmagens de “O Sétimo Selo

Se puxarmos os fios temáticos emaranhados na filmografia de Ingmar Bergman, teremos uma espécie de teia onde o núcleo é a crise da civilização ocidental: o enfrentamento à moral religiosa, a propensão autoritária da família tradicional, os efeitos da repressão ao sexo, os dilemas existenciais, os limites da linguagem — são poucos os aspectos culturais implodidos no século 20 que escaparam às suas lentes argutas. Desdobrada sobretudo no cinema e no teatro, a obra deixada pelo prolífico diretor sueco, que faria 100 anos em 2018, segue despertando interesse. 
Para ler o texto completo de Andrei Reina clique aqui

terça-feira, 31 de julho de 2018

Centenário de Ingar Bergman e a culpa das mulheres


Seu fascínio chega ao ponto de machucá-las — inclusive fisicamente, como em “Persona”. Vinga-se assim do desejo que provocam nele – e de que são, evidentemente, “culpadas”.
Para ler o texto completo de Walnice Nogueira Galvão clique aqui

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Bergman - 100 anos

Bergman - 100 anos - filme

Um dos maiores cineastas de todos os tempos, único diretor a receber a "Palma das Palmas" no festival de CannesIngmar Bergman completaria 100 anos em 14 de julho de 2018. O documentário de Jane Magnusson é uma homenagem à carreira desse artista, mas não se furta a dissecar seu nocivo temperamento e o seu processo criativo, o que faz da obra algo mais instigante do que um simples resgate histórico.
Para ler o texto completo de Amanda Aouad clique aqui

Resultado de imagem para BERGMAN: UM MICROSCÓPIO PARA O HUMANO | SÉRGIO RIZZO

Assista “Bergman: um microscópio para o humano” de Sérgio Rizzo clicando no vídeo aqui

Resultado de imagem para Análise de O SÉTIMO SELO de Ingmar Bergman

Assista à análise de “O sétimo selo” de Ingmar Bergman clicando no vídeo aqui

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Bergman e o nazismo

 

O centenário de Ingmar Bergman está sendo amplamente comemorado pelo mundo inteiro. Livros, exposições, retrospectivas, seminários... No Brasil está sendo lançado esta semana o documentário Bergman 100 Anos, focado na hiperprodutividade do artista durante o ano de 1957, quando ele lançou dois filmes, filmou mais dois e dirigiu um telefilme e quatro peças de teatro. 
Para ler o texto completo de Carlos Alberto Mattos clique aqui

terça-feira, 17 de julho de 2018

Para conhecer o mar de Ingmar Bergman


Começa em diversas capitais brasileiras mostra de cineasta sueco. Conhecido por seus dramas metafísicos graves, ele passou por muitos gêneros — como a crítica social e o drama político.
Para ler o texto completo de José Geraldo Couto clique aqui

sábado, 14 de julho de 2018

A história de Ingmar Bergman, o pintor dos tormentos humanos, que faria cem anos

Reprodução

Há 100 anos, em 14 de julho, nascia Ingmar Bergman, o famoso cineasta sueco de obras muitas vezes de difícil compreensão, mas muito celebradas por fãs e críticos, e que continua fascinando e chocando o público. 
Para ler o texto completo clique aqui

Conheça 5 filmes fundamentais para entender o cineasta clicando aqui

quarta-feira, 10 de maio de 2017

"Cenas de um Casamento" - Ingmar Bergman


É sempre um desafio enorme escrever qualquer coisa sobre Ingmar Bergman. Incontestavelmente um dos maiores diretores da história, sua filmografia é repleta de existencialismo, quase uma autoanálise psicológica como método de fuga das angústias humanas.
Cenas de um Casamento – apesar de ser uma série dividida em seis episódios para a televisão – não é diferente de seus outros clássicos em longa metragem. Aqui Bergman vai discutir a condição amorosa, a necessidade de sua existência e a suposta importância da presença do amor nas relações e no casamento moderno. Já que sabemos que nos antigos isso não era necessariamente um pré requisito, será que hoje é? Ou ainda vive-se de aparências, máscaras? 
Para ler o texto completo de Philippe Leão clique aqui

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Mostra pelos 50 anos de 'Persona' é passeio extraordinário por Bergman

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Mostra pelos 50 anos de 'Persona' é passeio extraordinário por Bergman

SÉRGIO RIZZO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


18/10/2016  

À luz do entardecer de um domingo de verão, cerca de 30 felizardos acompanham, em uma praia rochosa, as atrizes Sofia Pekkari e Nina Zanjani interpretarem um trecho da peça "Deformed Persona" (Persona deformada).
"Tento me dividir em duas", diz uma delas. "Tento pensar em corpo e alma, carne e ar, tentando realmente, sinceramente, observar a mim mesma do lado de fora, de cima."
Realizada em homenagem aos 50 anos do lançamento de "Persona", a performance encerrou, em 3 de julho, a Bergmanveckan (Semana Bergman, o evento anual dedicado ao cineasta e organizado pelo Bergmancenter) de 2016.
Não haveria lugar melhor para a celebração: o trecho de praia da ilha de Fårö (Suécia) onde o filme foi rodado, em 1965, a poucos metros do local que mais tarde Bergman escolheria para viver e morrer.
Parte das homenagens à obra-prima do diretor sueco chega a São Paulo na programação da 40ª Mostra Internacional de Cinema, com a exposição "Por Trás da Máscara - 50 Anos de Persona" e a exibição de cópia digital restaurada do filme, na quinta (20), ambas no Itaú Cultural.
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5 CURIOSIDADES SOBRE A OBRA
Gênesis: Bergman disse que a liberdade de 'Persona' salvou a sua vida, pois o cargo que tinha então no Teatro Real Sueco lhe parecia uma prisão
Roteiro com anotações: 'Kinematograph' era o título de 'Persona'. As páginas expostas na mostra estão em sueco; alguns trechos foram traduzidos para o português
'O' livro: 'O Herói do Nosso Tempo', de Liérmontov, é mostrado no prólogo de 'Persona' e já estava, assim como o garoto que o lê, em 'O Silêncio'
Strindberg: Bergman dirigiu quatro montagens de 'O Sonho', de Strindberg (1849-1912), cujo prefácio parece tratar do próprio 'Persona'
Sófocles: A personagem de Liv Ullmann emudece durante apresentação de 'Electra', em uma variação do luto vivido pela protagonista da peça
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Poucos filmes em 120 anos de cinema renderiam uma exploração vertical (e sensorial) como a que faz a exposição, com curadoria e concepção artística (100% brasileira) de Helen Beltrame-Linné, diretora do Bergmancenter desde 2014, e Murilo Hauser.
A versão paulistana é ligeiramente maior do que a de Fårö, cobrindo desde as origens do projeto até as referências para as quais "Persona" aponta. Para admiradores de Bergman, é um passeio extraordinário pelo seu universo temático e formal.
Apesar disso, também não consegue (e alguém conseguiria?) esgotar o filme. Ao contrário, e melhor: abre janelas para campos de observação e interpretação que o espectador pode explorar na próxima vez em que voltar a ele.
Os jovens diretores da nouvelle vague e de outros cinemas novos dos anos 1960 lideravam a cena autoral quando Bergman ensaiou, na acepção mais experimental do termo, uma pequena fuga moderna a suas próprias convenções.
Em "Persona", ele se distanciou do registro estético que o havia consagrado em filmes como "Morangos Silvestres" (1957) e "O Sétimo Selo" (1957), ao mesmo tempo em que continuou a abordar seus grandes temas.
Uma espécie de "Bergman 2.0", que encafifou e seduziu muitos com sua aura simbólica. Filme-enigma que convida a "decifrá-lo", mas com espaço para análises, devido às múltiplas portas de entrada.
Há uma atriz veterana que emudece durante uma apresentação de "Electra" (Liv Ullmann) e uma jovem enfermeira encarregada de seus cuidados (Bibi Andersson). Mas há também as imagens antológicas da sequência de créditos e do prólogo, algumas das quais retornam.
No Brasil, foi lançado com o título "Quando Duas Mulheres Pecam". Não é uma leitura só moralista, o que combina com a atual onda reacionária no país, mas redutoramente tola. Mercadologicamente oportunista, sem dúvida.
"Minha concepção fundamental é justamente não ter concepção fundamental", disse Bergman em 1968. "Minhas ideia sobre a vida, que eram extremamente dogmáticas no começo, se tornaram mais flexíveis pouco a pouco. Hoje elas não existem mais, não são mais as mesmas."
"Persona" traduz um artista fenomenal não mais no verão de suas certezas, mas no outono de suas dúvidas. 

POR TRÁS DA MÁSCARA 

Onde: Itaú Cultural, av. Paulista, 149, tel. (11) 2168-1777
Quando: ter. a sex., das 9h às 20h; sáb., dom. e fer.; das 11h às 20h; até 6/11
Quanto: grátis


FONTE: Aqui

quarta-feira, 4 de março de 2015

Brasileira assume direção da fundação que preserva a memória de Ingmar Bergman


Helen Beltrame-Linné, a brasileira que assumiu a direção do Bergman Center
Foto: Magnus Ihreskog / Divulgação

Uma jovem cinéfila brasileira mergulha na obra de seu ídolo, um dos maiores diretores da história do cinema. Ela ganha o mundo, descobre o amor, casa-se com um sueco e tem a vida transformada de uma maneira que jamais esperou. O que parece sinopse de filme-pipoca é na realidade um resumo da trajetória de Helen Beltrame-Linné. Aos 34 anos, a advogada paulista de Ribeirão Preto assumiu, no mês passado, a direção-geral do Bergman Center, fundação sueca que guarda o acervo e promove ações para divulgar a obra de Ingmar Bergman, na ilha de Faro, onde o cineasta rodou alguns de seus filmes mais memoráveis e viveu por cerca de 40 anos, até sua morte, em 2007.Entre a formação em Direito e sua última façanha, o roteiro da vida de Helen incluiu capítulos bem diversos. Dois anos atrás, por exemplo, ela era administradora de produção na Zazen Filmes, do diretor José Padilha (“Tropa de elite”). Cinéfila convicta, porém, largou tudo para estudar em Paris. E, apaixonada pelo diretor de “O ovo da serpente”, “Gritos e sussurros” e “O sétimo selo”, aproveitou a temporada na Europa para se inscrever no programa de residência do Bergman Center. A fundação oferece aos bolsistas a chance de desenvolver projetos numa das antigas propriedades do cineasta em Faro. Mas a proposta de escrever o roteiro de um “filme intimista” foi rejeitada pela comissão.
Para ler o texto completo de Carlos Helí de Almeida clique aqui

terça-feira, 17 de junho de 2014

FILME "O sétimo selo": a obra-prima de Ingmar Bergman


Para ver "O Sétimo Selo", do sueco Ingmar Bergman, um dos mais espantosos filmes da História do Cinema, clique no vídeo aqui

sábado, 1 de junho de 2013

As dores e as artes de Ingmar Bergman em autobiografia

O cineasta Ernest Ingmar Bergman nasceu em Uppusala, na Suécia, em 14 de julho de 1919, e morreu em Faro, em 30 de julho de 2007. Filho de um pastor, ele teve uma educação bastante rígida, passou por conturbados relacionamentos amorosos, envolveu-se bastante com teatro, dirigindo desde importantes casas de espetáculos do país-natal até algumas das mais famosas peças de autores como Strindberg e dirigiu mais de 50 longas-metragens. É o que se descobre na autobiografia Laterna mágica, recém-lançada pela Cosac Naify.
 
Como bem afirma o também cineasta Woody Allen, no prefácio, este não é exatamente um livro a respeito dos filmes de Ingmar Bergman – trata muito mais de teatro e da infância do mesmo, mas apresenta ótimos indícios para se descobrir de onde veio cada uma das marcas que o realizador imprimiu em suas obras. Uma das passagens mais intensas do livro trata-se da descoberta sexual com uma tia e a primeira paixão por uma garota depois encontrada morta. Outra, divertidíssima, é o convívio com a estrela cinematográfica Ingrid Bergman nos sets de filmagem.
 Em meio a missas e confusões, Ingmar Bergman afirmava que conseguia se acalmar apenas com as artes: “era magro, tinha o pescoço torto, era irritável e estava sempre furioso, brigava o tempo todo, praguejava e gritava, colecionava más notas e muitas bofetadas. Os cinemas e o lugar na terceira fila do balcão lateral do Dramaten (teatro sueco) eram meus únicos refúgios”.

Para ler o texto completo de Guilherme Bryan clique aqui

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