Mostrando postagens com marcador neoliberalismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador neoliberalismo. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de julho de 2026

Brasil - Radiografia semanal


 

Lula abre novos mercados e exportações brasileiras superam em mais de seis vezes perdas nos Estados Unidos


Leonardo Attuch: O mundo é bem maior e mais vasto do que o umbigo de Trump


Oliveiros Marques - 2026: o ano que começamos a nos libertar do império


Jamil Chade: Trump exigiu que Brasil barrasse China e eliminasse taxas aos EUA


Trump tem duas guerras em curso: uma contra o Irã, outra contra o Brasil, diz Roberto Abdenur, ex-embaixador nos EUA


Maurício Alfredo: Ataque ao Pix e tarifaço colocam Trump na disputa eleitoral brasileira contra Lula


Tarifaço: EUA ameaçam ampliar ataques se Brasil aplicar reciprocidade


Governo Lula reage ao tarifaço dos EUA e denuncia ataque à soberania nacional e às regras do comércio internacional


Entenda os dez principais argumentos da defesa comercial brasileira contra os Estados Unidos


José Luís Fiori: Na mira da geopolítica dos EUA – Brasil, Irã, Cuba


Luís Nassif - De JK a Lula: o maestro que o orçamento exige


VÍDEO - Seminário De JK a Lula: O que falta ao Brasil para traçar um Plano de Metas?


Lucas Pordeus León: Ações pró-armas de Trump devem favorecer facções criminosas no Brasil


Roberto Uchoa de Oliveira Santos - Paradoxo trumpista: desregulamentação das armas nos EUA abastece facções brasileiras que Washington chama de terroristas


DOSSIÊ - Jogo Perigoso: o Brasil das Bets


James Gorgën e Marcio Pochmann: Quem dará as cartas no mercado de dados no Brasil?


Isadora Vianna Sento-Sé: Como combater o feminicídio?


Marcelo Menna Barreto: Violência política avança contra mulheres e ameaça a democracia


Otávio Augusto Cunha: O flerte entre o mercado da fé e a ultradireita


Flávio Magalhães Piotto Santos: Apontamentos sobre a greve da USP


Caio S. Marçal - Homeschooling: fundamentalismo cristão e ofensiva neoliberal contra a educação pública


Roberto Rafael Dias da Silva: Educação domiciliar é uma decisão individual?


Quem é Flávio Bolsonaro? Parte 3: o que mostram os casos da rachadinha, Fabrício Queiroz e outras controvérsias


Cecília Olliveira - Rei Midas reverso: Tudo que Flávio Bolsonaro toca vira inquérito


Lindbergh Farias: A família Bolsonaro quer transformar o Brasil numa colônia dos Estados Unidos


Florestan Fernandes Jr: Flávio Bolsonaro e a estratégia da distração


Marco Damiani: “Boca do jacaré” se abre com ascensão de Lula e isolamento de Flávio Bolsonaro


Josué Medeiros: O Brasil está preparado para derrotar novamente o bolsonarismo




Rafael Machado: A crise do futebol brasileiro e seus efeitos na projeção internacional do Brasil


Gol histórico de Pelé é recriado com inteligência artificial


Pedro Martins: 'Brasil tem de parar de se gabar' no futebol e 'descer do salto', diz biógrafo escocês de Pelé


Marcia Carmo explica por que a amizade entre Brasil e Argentina é tão importante


Fabio Luis Barbosa dos Santos: Porque torcer para a Argentina


Juca Kfouri: Perder a vergonha é pior do que perder a Copa


Ricardo Amaral: O futebol não perdoa a covardia. A política também não


Liszt Vieira: Futebol, o cavalo Caramelo e o hino nacional


Licio Caetano do Rego Monteiro: Carlo Ancelotti não soube ganhar


Breno Altman: O Brasil caiu na prateleira do futebol mundial


Lucas Santos: O futebol, o religioso e o político


sábado, 25 de abril de 2026

Brasil - Radiografia semanal

 












































sábado, 4 de abril de 2026

Política e geopolítica mundial

 

















































sábado, 28 de março de 2026

Reflexões sobre o tempo presente


Vincent Berthelier: Será que Marx era estiloso?


Evgeny Morozov: Socialismo após a IA


Douglas Barros - Só há um mundo: cinco hipóteses contra a falência da crítica e por um novo horizonte comunista


César Bolaño: Por um decolonialismo marxista


Marcela Magalhães: O feminismo não é wokismo


Jwana Aziz e ​​​​​​​Anna Lavis: O que é um “macho alfa”?


Sara Goes e Paola Jochimsen: O “homem cancelado” como identidade política


Vinicius Siqueira: O nascimento do racismo na Alemanha – Hannah Arendt


Thomas Meaney: Normcore, Jurgen Haberrmas


Como (e por que) montar seu próprio curso online


Claudia Bacci: Para escancarar a misoginia das ditaduras


Luís Nassif: O risco invisível do crédito privado global


Emilano José: Agências norte-americanas e ascensão do neoliberalismo – parte 8


Novidade editorial CLACSO


Notícias da China no. 16 | 28 de março de 2026


Soberania Digital - 27/03/2026


Soberania Digital - 26/03/1026


Soberania Digital - 25/03/2026


Soberania Digital - 23/03/2026


Cory Doctorow: A possível internet pós-corporações


Fabricio Solagna: A cosmocomputação contra o colonialismo digital


Patricia Simón: O amor como ética pública e resistência


Vinício Carrilho Martinez: Como o capitalismo digital e o tecnofascismo estão reproduzindo antigas estruturas de dominação


Matthew P. Bergman e Zamaan Qureshi: Meta e Google são consideradas culpadas em casos históricos por causarem danos a jovens de forma consciente


Andrea DiP, Sofia Amaral, Ricardo Terto, Stela Diogo, Thaís Santana - Fé e IA: como as tecnologias estão transformando as experiências religiosas


Laís Martins: Como a IA abre caminho para o tecnofascismo


Paul D. McNelis, SJ: O argumento a favor de uma renda básica universal na era da IA 


Como a guerra no Oriente Médio pode acelerar a transição energética


Oliver Milman: Pesquisa revela que os EUA causaram US$ 10 trilhões em danos climáticos desde 1990


Franco Delle Donne: A extrema-direita aprendeu que primeiro se conquistam as mentes, depois as urnas


Roberto Mangabeira Unger: A rebeldia nem sempre compensa, mas a obediência sempre é punida


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Reflexões sobre o tempo presente

 
































Julián Fuks - Viver por viver, não mais para contar: um não ao predomínio do trabalho


"A vida não é a que cada um viveu, e sim a que cada um recorda e como recorda para contá-la." Durante muitos anos, até pouco tempo atrás, acho que vivi de acordo com essa máxima. São as palavras com que Gabriel García Márquez abre a sua autobiografia, palavras das quais poucos escritores costumam discordar. A vida, para um escritor dedicado, pode ser uma sequência de experiências menos ou mais valorosas, cujo valor se estima pelo efeito posterior que produzem quando narradas. Não interessa, então, se um escritor se anima, se alegra, se comove, se apaixona. Interessa se será capaz de provocar um efeito semelhante, fazer daquilo matéria suficiente para animar, alegrar, comover, apaixonar.

Já não concordo com García Márquez, não concordo com o escritor que fui durante tantos anos. Talvez não seja dedicado o bastante, talvez me falte algo da ambição de jovem, mas não creio mais que a finalidade última da vida estaria em sua conversão em prosa, menos ainda para o consumo de alguns estranhos. Escrever pode ser uma forma privilegiada de entender uma experiência própria, de fixá-la num sentido particular, mas não é a única e nem mesmo a melhor. Recordar com palavras é sempre um pouco distorcer, corromper, deturpar.

Recordar em si é já realizar essa deturpação, criar na mente um sucedâneo impreciso da experiência que acabará por tomar o seu lugar — mas paciência, recordar é da ordem do inevitável. Escrever é que oferece uma escolha: escrever ou não escrever, substituir ou não o real por seu simulacro tão falho.

Há nisso tudo uma discussão sobre o papel preponderante da razão, de um movimento mental ordenado. Se a vida não é a que cada um viveu, e sim a que cada um conta a si mesmo e aos outros, toda uma série de emoções e sensações inomináveis se perde de maneira irreparável. O corpo não contaria com outra memória senão aquela da consciência e da linguagem, o corpo seria uma máquina de ideias e nada mais. É uma visão utilitária da vida; só o que nela vale é o que pode se tornar relato. Ora, mais verdadeiro deve ser o contrário: talvez haja mais intensidade naquelas vivências cuja finalidade se encerra em si mesma. Como, digamos, o canto, a dança, o sexo, todos habitualmente tão inenarráveis, tão mal narrados.

Sinto que não estou falando aqui só de literatura, ou da vida desinteressante dos escritores. Um escritor não só vive sua experiência própria, procura também observar a dos demais. E ao meu redor vejo por toda parte pessoas cada vez menos dispostas a abdicar dos prazeres ditos menores, cada vez mais entregues ao riso, à alegria, à fruição, ao exercício cotidiano de uma felicidade (sim, é possível que eu ainda esteja marcado pelo Carnaval). O desejo de registro e de relato, ao menos agora, tem prescindido em grande medida da reflexão e da palavra. Por ora, os que me cercam parecem esquecidos de suas ambições vagas, de seus anseios sérios demais, em vez disso se dedicando ao encontro de seus prazeres reais numa partilha com os próximos.

Não há de ser casual que a luta maior do momento presente, em termos políticos e sociais, seja por uma vida menos devotada ao trabalho. Houve um tempo em que lamentaríamos o hedonismo, ou o descompromisso das novas gerações, sua carência de ambições. 

Agora não, os tempos convulsivos já nos fizeram entender outra coisa, que não há nenhum ganho em conceber a existência como uma sequência de obrigações, de deveres, de martírios diários. Que há algo bem mais fundamental do que as metas que estabelecemos para nós mesmos, em momentos sisudos que apagam toda leveza possível, toda beleza. E que, afinal, só com isso, só com a restituição dessa leveza, dessa beleza, desse prazer, temos alguma chance de encontrar o sentido perdido do trabalho, o sentido extraviado da escrita. Quem sabe assim cheguemos a alcançar algo digno de recordar.

Fonte
  (21/02/2026)

  © Blogger template 'Solitude' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP