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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa


O Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC), de que aqui apresentamos a plataforma, é um recurso de referência para a escrita exigido pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, de 1990. Este instrumento permite conhecer a grafia, a divisão silábica, a flexão e outras propriedades formais de cada palavra do português, representando todos os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. 
Neste momento, os dados disponibilizados são ainda provisórios, estando a ser revistos e completados antes do lançamento oficial da obra, em julho de 2014. O VOC é constituído por Vocabulários Ortográficos Nacionais (VON) que representam o léxico característico de cada país. Neste momento, estão já em fase final de integração os VON de Brasil, Moçambique, Portugal e Timor-Leste, a que se prevê que se sigam a breve trecho os de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe.
O VOC é coordenado pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa, uma instituição da CPLP, e conta com a colaboração de uma vasta equipe de especialistas em diferentes países.
Os internautas poderão acompanhar aqui, de forma pública e transparente, os últimos passos para a criação do VOC, com a ressalva de que os dados disponibilizados neste momento na plataforma não são definitivos e, como tal, ainda podem sofrer grandes alterações, por vezes num curto espaço de tempo, antes do lançamento oficial.
Para ter acesso ao Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC) clique aqui

quarta-feira, 16 de abril de 2014

ACORDO ORTOGRÁFICO: A batalha do asterisco

Pedro Mexia é um homem marcado no jornal onde escreve. Não interessa que assine uma coluna semanal fixa, dessas com direito a foto de meio corpo centralizada no terço superior da página, ou que seu nome apareça com frequência nas resenhas e críticas do caderno de cultura. Não adianta: por onde quer que leve sua pena nos suplementos do semanário português Expresso, é seguido por uma nota de rodapé que o assombra e avisa o leitor: “Pedro Mexia escreve de acordo com a antiga ortografia.”
“No princípio, a nota de rodapé servia para justificar minha objecção de consciência contra o Acordo Ortográfico, mas depois nunca mais caiu. Achei que a certa altura as pessoas já sabiam e ela era dispensável, mas lá continua”, disse-me Mexia numa tarde de dezembro, enquanto abocanhava um sanduíche de pão preto em um café atrás do Palácio Galveias, em Lisboa, onde pombas e pavões disputam comida pelos jardins. Os olhos azuis, o cabelo loiro já ralo, que lhe confere uma testa avantajada, e um cavanhaque claro com falhas transmitem ao jornalista e poeta de 41 anos uma fisionomia que um bom lombrosiano chamaria de inocente e pacata, jamais belicosa.
Como um guerreiro, contudo, num artigo publicado em 14 de janeiro de 2012, Mexia fustigou o aviso imposto pelo jornal em que trabalha e que lhe faz companhia logo abaixo de seu e-mail. “Eu agradeço que o Expressome permita a objecção de consciência”, começa em tom cordato, para a seguir, num momento shakespeariano, bradar en gardecontra o lembrete que o persegue: “Suspeito que esta fórmula foi inventada por alguém que pretende colar aos dissidentes o vocábulo ‘antiga’, como se nós escrevêssemos em galaico-português. Como se a língua que a maioria dos portugueses ainda usa se tornasse por simples decreto ‘antiga’: antiquada, decrépita, morta.”
Para ler o texto completo de Cláudio Goldberg Rabin clique aqui

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