Mostrando postagens com marcador Sebastião Salgado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sebastião Salgado. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de agosto de 2020

Sebastião Salgado na Amazônia

Sebastião Salgado na Amazônia - Zo'é - Especiais - Especiais - Folha de  S.Paulo

Zo'é é uma etnia que viveu décadas quase sem contato com brancos se esconde na floresta próxima às Guianas por causa do coronavírus, que já infectou mais de 28 mil indígenas no país, segundo dados não oficiais; na mais longa expedição de seu projeto ‘Amazônia’, o fotógrafo Sebastião Salgado passou dois meses acompanhando o dia a dia desta comunidade que habita uma área montanhosa na região do Cuminapanema, ao norte do Pará. 
Para ler o texto de Leão Serva e ver algumas fotos de Sebastião Salgado clique aqui

domingo, 7 de julho de 2019

Lava Jato tramou vazamento de delação para interferir na política da Venezuela após sugestão de Sergio Moro


Procuradores da Lava Jato se articularam para vazar informações sigilosas da delação da Odebrecht para a oposição venezuelana após uma sugestão do então juiz Sergio Moro. As conversas privadas pelo aplicativo Telegram em agosto de 2017 indicam que a principal motivação para o vazamento era política, e não jurídica, e que os procuradores sabiam que teriam que agir nas sombras. “Talvez seja o caso de tornar pública a delação dá Odebrecht sobre propinas na Venezuela. Isso está aqui ou na PGR?”, sugeriu Moro ao coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba Deltan Dallagnol às 14h35 do dia 5 de agosto. 
Para ler o texto completo de Lenadro Dewmori, Andrew Fishman e Amanda Audi clique aqui

Leia "Lava Jato foi um processo corrupto engolindo outro, aponta revista britânica Prospect Magazine" clicando aqui

Leia ""Foro de S. Paulo de Moro" e flerte de Deltan com guerra civil na Venezuela" de Reinaldo Azevedo clicando aqui

Leia "Lenio Luiz Streck: Os fins justificam os meios? No Direito, não! Mas na "lava jato", sim!" clicando aqui

Leia "A Lava Jato, ou 'Foro de Curitiba', é uma organização criminosa internacional" de Fernando Brito clicando aqui

Leia "Globo, enfim, capitula e mostra conluio de Moro com Dallagnol" clicando aqui

Leia "Rui Costa Pimenta: Moro está merecendo a cadeia que prega para os outros" de Rui Coata Pimenta clicando aqui

Leia "Xadrez de como a Lava Jato não seguia sequer a ética dos bandidos, por Luis Nassif" clicando aqui

Leia "Briga com mídia custa a Moro reprimenda internacional e ação na PGR" de André Barrocal clicando aqui

Leia "A tropa de choque de Sergio Moro no Congresso é um desfile de homens com problemas com a lei" de João Filho clicando aqui

Leia "Só no dicionário e na cabeça de Bolsonaro a reeleição vem antes de trabalho" de Josias de Souza clicando aqui

Leia "Acordo com União Europeia ameaça desenvolvimento do país, diz ex-executivo dos BRICS" de Tiago Angelo clicando aqui

Leia "Emir Sader: a luta do século XXI é a luta antineoliberal" clicando aqui

Leia "Sebastião Salgado na Amazônia" de Leão Serva clicando aqui


segunda-feira, 24 de junho de 2019

Sebastião Salgado: "Foi dito que eu fazia estética da miséria. Ridículo! Fotografo meu mundo"

entrevista Sebastião Salgado

É uma lenda viva da imagem documental. Durante quatro décadas fotografou as maiores atrocidades do ser humano e as mais esplêndidas paragens do planeta. Aos seus 75 anos, recheado de prêmios e reconhecimento, está na reta final de outro de seus hercúleos projetos sobre as tribos da Amazônia. Seu motor foi a curiosidade por conhecer as coisas do mundo e a vontade de transmiti-las; caminhando de lugar em lugar, diz, como “um homem da Idade Média”. 
Para ler a entrevista de Sebastião Salgado clique aqui


Capa Carcara #18_miniatura.jpg

Veja o último número (18) da revista de fotos artísticas Carcara clicando aqui

domingo, 2 de setembro de 2018

Sebastião Salgado na Amazônia


Expedição do fotógrafo brasileiro documenta os índios suruwahas, que vivem sem cacique ou qualquer outra hierarquia em uma pequena comunidade isolada no sul do Amazonas, onde produzem toda sua comida, cultivam o vigor físico e preservam tradições –como a de usar poções venenosas para caçar, pescar e morrer jovem. 
Para ler o texto completo de Leão Serva clique aqui

sábado, 25 de agosto de 2018

Sebastião Salgado retrata a aldeia que teme o não indígena

Resultado de imagem para Sebastião Salgado retrata a aldeia que teme o não indígena

Esta série de imagens faz parte de Amazônia, o novo (e talvez último) projeto do fotógrafo Sebastião Salgado. Para vê-las clique aqui

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Sebastião Salgado prevê extinção da fotografia nas próximas décadas

São Paulo, 10.03.2014 - SP - Brasil - Sebastião Salgado - O fotógrafo Sebastião Salgado lança sua biografia o livro Da minha terra à Terra, escrita em parceria com Isabelle Francq. ( Foto: Bruno Poletti/Folhapress - FSP Mônica Bergamo )

Sebastião Salgado prevê extinção da fotografia nas próximas décadas

DA AFP - 28/10/2016  

Sebastião Salgado apareceu mancando e de muletas. O fotógrafo brasileiro rompeu o menisco em sua última viagem à Amazônia, onde retratou comunidades indígenas há três anos. Mas, vestido de gala para receber um prêmio, senta-se e dispara: "a fotografia está acabando".
Aos 72 anos, um dos melhores fotógrafos dos séculos 20 e 21 se sente tão desconectado da tecnologia, dos celulares e aplicativos como o Instagram quanto as tribos que está registrando nos últimos meses.
"Eu não sei nem ligar um computador", confessa com um sorriso.
O homem que imortalizou a pobreza e a natureza selvagem em todo o mundo continua trabalhando como fazia antes: com negativos e impressões, que revê e toca. Mas agora produz suas fotos com uma câmera digital.
"Eu me adaptei um pouco, como os dinossauros antes de morrer", brinca diante de um pequeno grupo de jornalistas na entrega do prêmio Personalidade, concedido pela Câmara de Comércio França-Brasil, no Rio de Janeiro.
Mas Sebastião Salgado não tem Instagram nem "nada" disso. "Eu não gosto. Sei que os jovens gostam, mas eu não consigo", diz.
Às vezes, explica ele com sua voz arrastada, olha o celular de seus sobrinhos e fica horrorizado ao ver como os aplicativos para compartilhar fotos acabam servindo para "exibir toda a sua vida, para que todos a vejam".
"Olha, às vezes tem fotos interessantes, mas para fotografar você tem que ter uma boa câmera com uma lente adaptada, tem que ter uma série de condições, a luz... não pode ser um processo automatizado", explica.
o
IMAGEM X FOTOGRAFIA

Autor de livros antológicos, como "Trabalhadores" (1996), "Outras Américas" (1999), "Êxodos" (2000) e "Gênesis" (2013), Salgado acredita que a fotografia tem que passar pelo papel.
"A fotografia está acabando porque o que vemos no celular não é a fotografia. A fotografia precisa se materializar, precisa ser impressa, vista, tocada, como quando os pais faziam antes com os álbuns de fotos de seus filhos", afirma. "Estamos em um processo de eliminação da fotografia. Hoje temos imagens, mas não fotografias", insiste.
Salgado recorda como nas filmagens do documentário premiado sobre a sua vida, "O Sal da Terra" (2014), a câmera que Wim Wenders e seu filho utilizaram era a mesma que ele utilizava em seus trabalhos. "Uma câmera não é mais uma câmera 100% fotográfica", lamenta.
Filho de uma geração analógica e praticamente artesanal, o brasileiro se atreve a prever uma data de expiração para a fotografia: "Eu não acredito que a fotografia vá viver mais do que 20 ou 30 anos. Vamos passar para outra coisa".
Mas antes que sua profecia se cumpra, Salgado tenta contribuir com seu grão de areia. Sua mais recente obsessão: buscar as raízes de seu país nas comunidades indígenas da floresta amazônica para que os mais jovens se lembrem através de exposições em escolas e universidades.
"O Brasil é um dos poucos países do mundo que pode conviver com sua pré-história!", diz emocionado o artista, arqueando as espessas sobrancelhas brancas.
Embora por um tempo tenha ficado deprimido com o que via através das lentes e acreditasse que não havia esperança para o homem, Salgado seguiu adiante encontrando refúgio na natureza com o seu projeto ecológico Instituto Terra.
Agora, a meio caminho entre Paris e Brasil, está animado com a Amazônia. Nem sua idade, nem o menisco rompido conseguem pará-lo.
"Depois disso, não sei o que vou fazer". Salgado faz uma pausa e sorri: "Se o outro joelho não quebrar...". 
FONTE: Aqui

sábado, 24 de outubro de 2015

Sebastião Salgado: A anarquia da luz


As imagens de O sal da Terra são excepcionalmente belas. Mais que isso: contundentes, impressionantes, intensas. E tristes. Trata-se de uma beleza crua, na maioria das vezes entalhada em dor profunda, maciça. Quem já teve a oportunidade de ver as fotografias produzidas por Sebastião Salgado, atendo-se aos olhos dos personagens sofridos, quase sempre destacando-se de corpos esquálidos, dificilmente se esquecerá da imagem. Porém, se por um lado as cenas expostas na tela provocam desconforto, por outro prevalece o consolo falsamente protetor garantido pela distância entre espectador e imagem. O trabalho de Salgado se propõe a fazer essa ponte, aproximando mundos. No documentário, é mostrada de forma poética a saga do mineiro de Aimorés que, depois de já formado em economia, se encanta com a fotografia. Vivendo na Europa, casado e pai, renuncia a um promissor emprego burocrático em sua área de formação e sai pelo mundo retratando cenas fortes de violência, miséria e natureza exuberante.
Para ler o texto completo de Glaucia Leal clique aqui

domingo, 4 de outubro de 2015

Sebastião Salgado atribui culpa a EUA e Europa por atual crise dos refugiados


Sebastião Salgado atribui culpa a EUA e Europa por atual crise dos refugiados

POR ENTRETEMPOS (04/10/15)

Tião, como é chamado pelos amigos, não toma café. Ainda assim, motivado pelo projeto ambiental que mantém com a marca italiana de café Illy, resolveu fotografar o universo em torno do grão. Mais importante fotógrafo brasileiro, Sebastião Salgado, 71, viajou por Etiópia, China, Costa Rica, Colômbia, Brasil e muitos outros países a fim de registrar plantações e trabalhadores, esforço que resultou no livro “Perfume de Sonho”, que ele lança agora pela Paisagem.
Mas as questões sociais e as tantas tragédias que documentou não foram deixadas para trás. Neste ano, Sebastião retornou aos arquivos de 1991 para resgatar o material produzido sobre o trabalhadores que lutaram para apagar o fogo dos poços de petróleo queimados a mando do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein. A recuperação de imagens nunca publicadas resultará em um novo livro, a ser lançado em junho do ano que vem pela editora Taschen.
Antes de voltar a Paris, onde vive, Sebastião Salgado conversou com a Folha, por telefone, sobre a crise dos refugiados, questão abordada em “Êxodos” (2000), a atual situação do Brasil e “O Sal da Terra”, documentário dirigido por Juliano Salgado, seu filho, em parceria com o cineasta alemão Wim Wenders. A obra foi finalista do Oscar neste ano. Leia a seguir a entrevista.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/ep.gif
Folha – Após lançar “Genesis”, o senhor publica um livro sobre o café, obra que também discorre sobre a relação entre o homem e a terra. Abandonou a temática das tragédias?
Sebastião Salgado – A vida da gente é feita de fases. São momentos em que você tem uma grande conexão de pensamentos com aquilo que está vivendo. Trabalho em um grande projeto ambiental no Brasil, então a minha ligação com o tema é muito forte. Estou fazendo um outro trabalho, sobre a Amazônia, sobre a problemática indígena, uma problemática social, mas ligada ao meio ambiente. Claro que trouxe essa aproximação para um lugar onde me sinto confortável psicologicamente para trabalhar. É o meu mundo hoje. O livro do café é nesse sentido. A gente começou um projeto ambiental com a Illy no Vale do Rio Doce, e também um pouco em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, no qual fizemos um movimento de criação de pequenos viveiros parar tentar produzir o café plantado à sombra [modo de produção mais sustentável] no Brasil. Também criamos cartilhas para tentar fazer com que as propriedades rurais que trabalham com café respeitem a lei de 20% para reservas permanentes. Daí veio a ideia do livro. O café é a minha vida, apesar de eu não tomar café. Meu pai veio para a minha região trazendo café. Quando menino, eu tinha uma máquina de beneficiar café, que preparava para exportação. Depois virei economista, e a parte teórica da minha tese que eu ia fazer sobre o doutoramento era sobre oferta e demanda de café no mundo. O café foi como uma janela que se abriu para mim.
Quando esse trabalho começou?
Foi antes do “Genesis”. Comecei muito devagarinho e, depois, durante o “Genesis”, utilizava um pouquinho do tempo para fazer o [projeto do] café.
O senhor volta a fazer parceria com uma empresa neste novo trabalho. O caminho para viabilizar grandes projetos é esse?
É um dos caminhos. No caso da Vale com o “Genesis”, trata-se de uma empresa que a gente conhece desde o início do nosso projeto ambiental, é o nosso maior parceiro. Olha, você não pode negar, nós vivemos num mundo em que as empresas são a base da nossa sociedade, tudo o que consumimos vêm das empresas, então tem que haver um respeito em relação a elas. Existe uma tendência de vilipendiar, mas nós mesmos somos as empresas. Quando a gente tem um pouquinho de dinheiro, o banco logo propõe a compra de ações aqui, ações ali. Acaba que todo mundo é proprietário também. Então pode ser um caminho. Foi o caso desses projetos, mas o trabalho novo não é assim.
Sobre o que será esse trabalho?
Trabalhei em 1991 naqueles poços de petróleo do Kuwait que Saddam Hussein mandou colocar fogo. Foi a maior catástrofe ambiental do planeta. Foram emitidos ali, queimados ou jogados no terreno, mais de 1 bilhão de barris de petróleo. Fiz um trabalho grande, mas o material usado no nosso livro “Trabalhadores” entrou quase que marginalmente. Neste ano, reeditei as folhas de contato, e o resultado será um livro excepcional de cem fotografias que sairá no meio do ano que vem, provavelmente em junho. O lançamento vai ocorrer nos 25 anos da primeira publicação dessas imagens no “New York Times”. Assim como “Genesis”, será um livro caro, grande, e outro menor, de tamanho normal. Aí não tem empresa, não tem nada. Somos nós e a editora. Fotografei empresas americanas e canadenses que estavam lutando contra o fogo, mas o livro é uma história humana. Os verdadeiros heróis da Guerra do Golfo foram as pessoas que apagaram o fogo dos poços de petróleo. O que conhecemos desse material são sete ou oito fotografias, não muito mais do que isso. Tenho retratos de trabalhadores que são fora do comum.
A questão dos refugiados, abordada em “Êxodos”, voltou com força. Como olha o assunto a partir do que já testemunhou?
É um drama sério. Hoje fala-se muito sobre a questão porque está chegando na porta dos países que detém a informação, que detém grande concentração financeira do mundo, que é o “berço” da nossa sofisticada civilização. Mas, olhe bem, o problema é grave há dezenas de anos. Como essas pessoas estão chegando à Europa, parece que a história é nova, mas não é nova, não. É velha, é a história da globalização, da reorganização da família humana, da concentração em centros urbanos, das geopolíticas. Quando eu conheci o Iraque, era um país rico, onde as pessoas trabalhavam, tinham aposentadoria, residências e viviam em paz. Um país imaginou que lá havia armas de destruição em massa, atacou o lugar e o trouxe para a idade da pedra.
No Iraque hoje ninguém tem casa, bomba explode todos os dias, é um país fisicamente destruído. Para onde você quer que esse povo vá? Olha o que aconteceu na Líbia: era uma estabilidade, de uma ditadura, mas os líbios tinham casa, escola, viviam de uma maneira razoável. Tomou-se a decisão
de botar o [ex-ditador líbio] Gadaffi para fora. Bombardeios, tropas francesas e britânicas entraram com os rebeldes, mas eles não tinham ideia da casa de marimbondo em que estavam mexendo. A ponto de ninguém assumir o controle daquilo, nem os líbios, virou um negócio terrível. De onde saem milhares de refugiados que hoje atravessam em direção à Itália? Você joga com a história dos outros e depois sofre com as consequências.

Isso dá margem para defender a manutenção de ditaduras.
Olha, a intervenção no Iraque não foi para acabar com a ditadura. Foi por petróleo. Na Líbia também. Eu não sou a favor de ditadura nenhuma, hein? Mas acho que esse tipo de intervenção tem que ser muito bem pensada, muito bem calculada, porque as consequências podem ser brutais. Olhe as centenas de milhares de pessoas que estão sofrendo essa violência brutal. Os processos não podem ser violentos de nenhum dos lados, têm de ser negociados. Você não pode aceitar que a violência seja impressa numa realidade histórica qualquer, de cima para baixo. Você destrói tudo.
Sebastião Salgado/Divulgação
O senhor está retornando a Paris, onde vive desde o fim da década de 1960. O que achou da situação do Brasil neste momento?
Eu fui economista, e tudo na economia é expectativa. O Brasil começou uma espécie de negação a todos os níveis de um sistema. Começou na negação da Copa do Mundo, negação das autoridades, negação de todo o poder constituído. É um estado de espírito que entrou no Brasil e que, como todo estado de espírito, tem direções e momentos. É um país jovem onde está se contestando tudo, onde o nível de corrupção é uma coisa avassaladora e que não é uma novidade. Mas, pela primeira vez, a classe dirigente corruptora está na cadeia, isso é uma conquista colossal. Eu não estou falando nada de partidos, nem que um é bom e outro é ruim, estou falando de um momento fabuloso na história do país. A expectativa é que o Brasil vai voltar, é um país de uma potencialidade sem limites, com uma população jovem, grande, com mercado interno garantido, com sistema industrial e agrário. É uma questão de expectativa. O Brasil está passando por uma fase temporária, mas é uma fase interessante, em que você está contestando tudo nessa sociedade.
Qual é a sua expectativa?
Você não consegue passar de uma etapa a outra sem viver intensamente a sua história. A partir daqui vamos chegar a um punhado de aprendizados, e o país vai evoluir de uma outra maneira. Estou mais seguro do que nunca. Por exemplo, se você pegar na campanha do ano passado a quantidade de doações de empresas que ia para as campanhas de Dilma, Aécio, Marina… Nenhum brasileiro pode considerar uma coisa daquela razoável. Você investe centenas de milhões numa campanha política. Onde é que você imagina que vai tirar o lucro? Aquilo ali é uma forma indireta de corrupção. Então o Senado vetou as doações de empresas privadas a campanhas, o Câmara dos Deputados abriu a lei outra vez e o Supremo fechou de novo. Pelo menos nós temos um resíduo moral neste país. Acho que as coisas vão se acertar.
Ficou decepcionado quando “O Sal da Terra” não venceu o Oscar?
Não, de forma alguma. “O Sal da Terra” ganhou muita coisa, prêmio especial [do júri da mostra Um Certo Olhar] em Cannes, o César. O Oscar é um prêmio americano, feito para americanos, com júri praticamente todo de americanos. O grande prêmio do documentário foi ser indicado entre os cinco finalistas.
Seu filho dirigiu o documentário sobre a sua vida. Se sentiria confortável se outra pessoa, e não ele, tivesse feito o filme?
Acho que não, porque eu não ia dedicar todo esse tempo que dediquei a ele e ao Wim. É uma ocupação do seu tempo num momento muito pesado da nossa vida, da Lélia, da nossa equipe. Você só faz isso para o seu filho.

PERFUME DE SONHO
AUTOR Sebastião Salgado
EDITORA Paisagem
QUANTO R$ 199,90 (317 págs.)

Fonte: Aqui  

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Sebastião Salgado - Aula Magna na UFRGS - Março 2014


- os primeiros 30 min é de uma fala inicial de Salgado partindo dele quando menino, contando da vida com os familiares no interior de Minas, próximo à cidade de Aimorés. Dos cursos que fez. Do encontro com a mulher Laélia. Da ida para fora do Brasil;
- os 25 min seguintes é de uma seleção de fotos com fundo musical belíssimo. Cada fotografia, mesmo não sendo muito nítida, dá pra ler uma história de gente que mora longe, muito longe, mas que, às vezes, pode confundir-se com o nosso interior também longínquo, pois pela vida a fora já tivemos muitas vivências.
- depois uma fala do Sebastião, de quase uma hora, falando desses muitos lugares povoados pelas mais diferentes gentes que fotografou. Os “êxodos”. Situações todas elas quase de extrema sobrevivência;
- em seguida mais uns 25 min de fotografias, agora de paisagens longínquas, tanto nos tempos quanto nos espaços, pois ainda há nesses lugares pouca intervenção humana. “Genesis”;
- por último: uns 23 min de respostas às perguntas dos universitários, como uma síntese da aula e do que pensam Laélia e Sebastião, em termos de rumos dos trabalhos artísticos deles e do incerto futuro da humanidade.
É uma aula esperançosa que nos projeta para à frente, para o tanto com que podemos nos envolver, no sentido de fazer trabalhos bem feitos, pensando no bem.
Ana Maria Cambruzzi
Para ver o vídeo da intervenção de Sebastião Salgado clique aqui

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ENTREVISTA / SEBASTIÃO SALGADO: ‘Para a fotografia, tem que saber experimentar o prazer de esperar’

 

A pé, a cavalo, o olhar aprende de outro jeito. A melhor escola como fotógrafo para Sebastião Salgado foi talvez a daqueles deslocamentos para conduzir o gado pelas terras de seu pai durante dias, percorrendo centenas de quilômetros. Foi assim que a sensibilidade visual de quem é hoje um dos grandes do mundo se foi educando. Passo a passo, aprendendo, diz, “o prazer da espera”. Por oito anos andou imerso em seu último projeto –Gênesis, em exposição até maio no museu Caixaforum, de Madri–, oito anos nos quais se fixou nas origens do planeta, ainda presentes em muitas paragens preservadas –ou em perigo– da Terra. O olhar ecológico, ideológico desse brasileiro exilado na França durante os anos duros da ditadura, nômade, mas tremendamente familiar, moldou uma ética e uma estética global que nos ajuda a compreender muito melhor o mundo.
Para ler a entrevista de Sebastião Salgado clique aqui

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

SEBASTIÃO SALGADO: O livro do Gênesis

GENESIS - SEBASTIÃO SALGADO
Água, fogo, terra, luz. Esses quatro elementos combinados nos planos de Deus ao criar o mundo podem apresentar variáveis muito diferentes, mas aos olhos de Sebastião Salgado se multiplicam até o infinito, e até saem da norma porque, se bem que o criador deixou claro, por exemplo, que os crocodilos devem rastejar pela superfície até submergir na água, o fotógrafo brasileiro nos pode sugerir, graças à superdotada visão que extrai de suas objetivas, que essas criaturas também voam.Quem se aproximar do CaixaForum de Madri pode comprovar com os próprios olhos ao contemplar as 245 fotos do Gênesis segundo Salgado, um trabalho em que o fotógrafo brasileiro percorreu durante oito anos o planeta em busca, nem mais nem menos, do paraíso.
Para que? Para emular o olho de Deus, mas ser fiel a Darwin, para testemunhar as origens da vida intactas, para comprovar que a água corre, que a luz é esse manancial mágico que penetra como um pincel e modifica as infinitas sugestões em branco e preto que Salgado nos mostra do mundo. Para experimentar junto à terra e os caminhos que os textos sagrados relatam, mas também seguir o rastro da evolução das espécies; para comprovar que os pinguins se expressam; para comparar a pegada com escamas da iguana e a monumental carapaça das tartarugas das Galápagos. Para explicar que os indígenas têm na pele tatuado o mapa de sua comunhão com os rios e os bosques; e que os elefantes e os icebergs emulam fortalezas de gelo e pele; e que a geologia desenha monumentos e que ainda restam santuários naturais aos quais nos podemos aferrar.
Para ler o texto completo de Jesús Ruiz Mantilla clique aqui

sábado, 26 de outubro de 2013

Roda Viva entrevista o fotógrafo Sebastião Salgado

O fotógrafo Sebastião Salgado vem ao centro do Programa Roda Viva e fala sobre sua carreira, ambientalismo e o processo de produção da série Genesis, uma coleção de imagens capturadas em oito anos de viagens aos lugares mais extremos e impressionantes do planeta.
Veja a entrevista de Sebastião Salgado clicando aqui


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Sebastião Salgado: O silencioso drama da fotografia


Doutorado em economia, Sebastião Salgado só enveredou pela fotografia já estava na casa dos 30 anos, mas a disciplina tornou-se numa obsessão. Os seus projetos, que duram anos, captam de forma bela o lado humano de uma história global que frequentemente envolve morte, destruição ou decadência. Aqui, ele conta uma história profundamente pessoal de um ofício que quase o matou e mostra fotografias impressionantes do seu último trabalho, "Genesis", que documenta as pessoas e os lugares esquecidos pelo mundo.
Para ver a palestra de Sebastião Salgado clique aqui

quarta-feira, 22 de maio de 2013

ENTREVISTA / SEBASTIÃO SALGADO: Fascínio da imagem

Sebastião Salgado construiu sua carreira como um dos mais aclamados fotógrafos da história registrando o homem, as questões sociais, a industrialização, a economia, a imigração, a vida e a morte das guerras. Um desses projetos, Êxodos, lançado em 2000, é o best-seller que encarna seu fascínio pelo humano ordinário em fuga – o trânsito dos refugiados. Ao término desse projeto, que marcou sua biografia, o fotógrafo brasileiro radicado em Paris estava morrendo.
Como as populações que viu agonizarem em Ruanda, como os milhares de cadáveres que viu serem empilhados por retroescavadeiras, seu corpo também se deteriorava. Mergulhado na depressão e na descrença profunda na humanidade, Salgado decidiu parar de fotografar.
Para curar sua alma, refugiou-se no Brasil. Lá, junto do pai e da mulher, a designer Lélia Wanick Salgado, descobriu que a degradação não era apenas do ser humano, mas também do ambiente. O paraíso no qual tinha passado a infância estava sendo arrasado. Diante do desafio de reconstruir o ecossistema que trazia na memória, lançou-se a um projeto de reflorestamento e preservação ambiental.
Para ler a entrevista de Sebastião Salgado clique aqui
O contato com a terra, então, lhe devolveu o contato com a Terra. E daí nasceu Genesis, um projeto fotográfico ambicioso e milionário (de € 8 milhões), dividido em oito anos e em 32 reportagens, verdadeiras expedições a ecossistemas, paisagens e povos intocados pelo progresso.

terça-feira, 26 de março de 2013

SEBASTIÃO SALGADO: Um dos mais prestigiados fotojornalistas do mundo


Sebastião Salgado (1944) é um fotógrafo brasileiro reconhecido mundialmente por seu estilo único de fotografar. Nascido em Minas Gerais, é um dos mais respeitados fotojornalistas da atualidade. Nomeado como representante especial do UNICEF em 3 de abril de 2001, dedicou-se a fazer crônicas sobre a vida das pessoas excluídas, trabalho que resultou na publicação de dez livros e realização de várias exposições, tendo recebido vários prêmios e homenagens na  Europa e no continente americano. "Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair" diz Sebastião Salgado. "Eu acredito que uma pessoa comum pode ajudar muito, não apenas doando bens materiais, mas participando, sendo parte das trocas de ideias, estando realmente preocupada sobre o que está acontecendo no mundo".
É um dos grandes nomes da fotografia mundial, com uma premiada obra marcada pelo olhar original e pela preocupação com as camadas mais desfavorecidas da sociedade. Entre seus livros destacam-se: Outras Américas (1986), que retrata as condições de vida dos camponeses latino-americanos; Trabalhadores (1993); e Terra (1997), que trata da questão agrária no Brasil. Em 2000, deflagra o projeto Êxodos, em que percorre o mundo expondo fotos, realizadas em 47 países, sobre a migração do campo para as cidades.
Pode ver algumas de suas fotos presentes no vídeo clicando aqui

  © Blogger template 'Solitude' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP