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sábado, 14 de outubro de 2017

A sensibilidade à injustiça econômica pode significar maior risco de depressão

Paulo Pimenta

A forma como certas zonas do nosso cérebro respondem à desigualdade pode ajudar a prever se estas pessoas vão manifestar sintomas de depressão no futuro, concluiu agora um estudo de investigadores japoneses. 
Para ler o texto completo de Andrea Cunha Freitas clique aqui

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

De Patologias e Ficções

Kirsten Dunst (Justine) em cena do filme "Melancolia" (2011), de Lars von Trier
No filme de Lars von Trier, Melancolia se refere tanto a um planeta que aparenta estar em rota de colisão com a Terra, quanto ao estado emocional de Justine, o qual Freud descreveu como um abatimento profundamente doloroso, marcado pela cessação de interesse pelo mundo exterior, a perda da capacidade de amar, a inibição de toda a atividade e a deterioração da auto-estima, culminando numa delirante expectativa de punição.
Em resenha para o The New York Times, A. O. Scott considera essa expectativa de punição umas das razões pelas quais as pessoas assistem aos filmes de Lars Von Trier. “O sofrimento – predominantemente, mas não exclusivamente, o sofrimento das mulheres – é tanto seu assunto favorito quanto seu método preferido.” A aproximação do planeta Melancolia reverte qualquer expectativa tradicional, tornando difícil argumentar contra o fatalismo e a depressão de Justine, que encontram ressonância frente à possibilidade iminente de aniquilação global.
Curiosamente, dois aspectos centrais do filme de Lars von Trier – a melancolia e o sofrimento das mulheres – se relacionam com o artigo “Quando a tristeza se tornou uma doença? Como patologizamos a vida cotidiana”, publicado no AlterNet. Diane Cole analisa dois livros recém-lançados, ainda sem tradução para o português, que questionam a expansão e consequente erosão dos conceitos de depressão e estresse, a ponto de se tornarem virtualmente insignificantes em termos de diagnóstico e tratamento.
Para ler o texto completo de Maissa Bakri clique aqui

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Aceleração e depressão – Maria Rita Kehl

Numa época em que a vida social parece tão antidepressiva, como é possível que o aumento das depressões tenha adquirido características de uma epidemia? Penso que a aceleração que marca a vivência temporal do sujeito contemporâneo desvaloriza a vida psíquica, produzindo justamente o sentimento de vazio interior que caracteriza as depressões.
Veja a palestra de Maria Rita Kehl no programa Café Filosófico no vídeo aqui

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