quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Soneto do amor difícil

 




Soneto do amor difícil

 



 

 

A praia abandonada recomeça


logo que o mar se vai, a desejá-lo:


é como o nosso amor, somente embalo


enquanto não é mais que uma promessa...




Mas se na praia a onda se despedaça,


há logo nostalgia duma flor


que ali devia estar para compor


a vaga em seu rumor de fim de raça.




Bruscos e doloridos, refulgimos


no silêncio de morte que nos tolhe,


como entre o mar e a praia um longo molhe


de súbito surgido à flor dos limos.




E deste amor difícil só nasceu


desencanto na curva do teu céu.





 

 

David Mourão-Ferreira





Divulgando o mais recente livro do autor do blog Aqui  

 


O Globo, Bolsonaro e o genocídio



Punir os crimes de Estado cometidos durante o governo Bolsonaro, com o adequado rigor da lei, pode ser a oportunidade para depurar nossas forças armadas dos desvios de função herdeiros de práticas deletérias que devem ser criminalizadas em nossa República. Para ler o texto de Carlos Eduardo Martins clique aqui


Leia "A herança do golpe e a trapaça eleitoreira de Bolsonaro na Petrobras" de Camila de Caso clicando aqui


Leia "Sociedade civil: a luta e a lei que Bolsonaro não queria" de Luise Villares e Igor Ferrer clicando aqui


Leia "Como resgatar a imagem do Brasil pós-Bolsonaro" de Oliver Stuenkel clicando aqui


Leia "Como a luta contra o latifúndio ganhou o Brasil" de Marco Weissheimer clicando aqui


Leia ""O Agro não é pop": estudo aponta que a fome é resultado do agronegócio" de Gabriela Moncau clicando aqui


Leia ""Os povos indígenas são a última reserva moral dentro desse sistema", constata Daniel Munduruku" clicando aqui


Leia "Aplicativos de delivery: a nova faceta do trabalho infantil" de Bianca Muniz e José Cícero clicando aqui


Leia "A fome desumaniza, corrompe a cidadania e inviabiliza o país" de Atila Roque clicando aqui


Leia "Furtar por fome não pode ser visto como crime, diz jurista Hugo Leonardo" clicando aqui

Michael T. Klare: China, 2049

 



Em 2049, a China será uma zona catastrófica climática, não uma superpotência militar, prevê neste artigo Michael T. Klare, professor emérito de Estudos sobre Paz e Segurança Mundial do Hampshire College. Para ler seu texto clique aqui


Leia "Pesquisadores da China marcam um salto quântico" de Dave Makichuk clicando aqui


Leia "Mais uma crise, mais uma chance: Será o fim do neoliberalismo econômico?" de Thiago Antoniolli, Adriano Vilela Sampaio e Carmen Feijó clicando aqui


Leia "O crescimento do fascismo na Europa" de Lejeune Mirhan clicando aqui



Leia "Erros de ataques de drones americanos e o custo em vidas humanas" de Alfred de Zayas e Adriel Kasonta clicando aqui



Leia "Pepe Escobar: Sochi investiga a utopia de um mundo multipolar" clicando aqui



Leia "O mundo precisa de usinas de energia nuclear" de Henry Kressel clicando aqui



Leia "Lei dos EUA vai barrar importação de produtos ligados a desmatamento ilegal" clicando aqui



Leia "A Internacional da Ultradireita quer a América Latina" de Miguel González, Naiara Galarraga Gortázar e Federico Rivas Molina clicando aqui



Leia "Montanha de lixo com '18 andares de altura' garante sobrevivência de pobres na Índia" clicando aqui


Coldplay & Selena Gomez: "Let Somebody Go"

 



Para assistir à interpretação de "Let Somebody Go" pelos Coldplay & Selena Gomez clique no vídeo aqui

Fotografia e Arte

 



Steve Birnbaum capta no presente o passado da música 


Na sua página de Instagram o realizador e fotógrafo norte-americano revisita lugares históricos da música, uma fotografia de cada vez. Para ver alguns de seus trabalhos clique aqui






Spencer Tunick fotografou 200 corpos nus para ajudar a salvar o Mar Morto


Pintadas de branco e completamente despidas, duas centenas de pessoas posaram nuas no terreno árido junto do Mar Morto, no sul de Israel, para chamar a atenção para o desastre ambiental que lá se vive. O projecto foi realizado por Spencer Tunick, fotógrafo norte-americano, que, segundo o Guardian, foi convidado pelo Ministério do Turismo israelita para retratar o desaparecimento do Mar Morto, que tem vindo a perder vários metros de água. Para ver algumas das fotos de Spencer Tunick clique aqui






A Exposição Europa Oxalá


A exposição Europa Oxalá é também o momento ideal para desconstruir o mito colonial e a melancolia pós-colonial designados como “arte africana”. Atribuída a toda a produção artística que tem origem no continente africano, a expressão tem sido utilizada para a diferenciar de uma forma grosseira de toda a arte incluída nos compêndios e nas narrativas da história universal da arte fundada na matriz ocidental. A arte dita africana era tida como uma arte sem autoria, desligada da diversidade dos seus contextos de produção, fossem eles um país do Norte de África, do Sul ou da costa leste ou oeste, fosse do século XIV ou do século XX. Para ler o texto de António Pinto Ribeiro clique aqui






Como o sofá de 'lábios' de Dalí começou a vida ... nas costas de um envelope



O arquivo recém-aberto de papéis do patrono da arte revela um esboço inédito da obra surrealista. Para ler o texto de Joanna Morhead clique aqui

Navegando pelo cinema



Como o épico 'Duna' se tornou a aposta mais arriscada do cinema moderno


Na virada do milênio, o cinema pop experimentou uma revolução com o lançamento da trilogia "O Senhor dos Anéis". O projeto mega ambicioso previa a produção de três filmes simultaneamente, única forma de cobrir a obra de J.R.R. Tolkien. O intervalo de lançamento entre cada episódio foi de um ano. Era um risco: caso o primeiro afundasse, o estúdio ainda teria dois outros filmes para lançar. "Duna" enfrentou dilema parecido. A obra de Frank Herbert, um dos pilares da ficção científica, é impossível de ser condensada em um filme. David Lynch tentou em 1984 e fracassou de forma retumbante. Ao mergulhar no projeto de uma nova adaptação, o diretor Denis Villeneuve fracionou a narrativa em dois roteiros. O estúdio se comprometeu a rodar o primeiro. Já a segunda parte, surpreendentemente, ainda é uma incógnita. Para ler o texto de Roberto Sadovski clique aqui





Egum


O curta tem uma inquietude muito grande. É um filme pesado, no sentido de lidar com afetos. É visceral, mexe com o estômago. A maioria da equipe é de pessoas pretas. Ainda que sejamos de lugares diferentes do Rio de Janeiro e do país, temos histórias parecidas em comum. Isso estava presente no set e em toda a pré-produção, quando discutimos sobre como lidaríamos com essas questões. Para ler o texto de Max Chagas clique aqui







Azor - suspense assustador de conspiração sobre a complacência dos super-ricos



O longa-metragem de estreia de Andreas Fontana é um drama irritantemente sutil sobre um banqueiro privado suíço visitando clientes na Argentina durante o período da junta militar e 'desaparecimentos'. Para ler o texto de Peter Bradshaw clique aqui

Metaverso: entre a possibilidade de uma existência estendida e a escravidão algorítmica

 



Pesquisador Rafael Zanatta traz a conceituação do metaverso, novo horizonte da Internet, e fala das possibilidades e limites que esta nova tecnologia deve trazer para a convivência humana nos ambientes físicos e digitais. Para ler sua entrevista clique aqui


Leia "A digitalização nas formas de governar, reflexões sobre o resgate do humano nas estruturas de poder" de Alfonso Ballesteros clicando aqui


Leia "Ética, pós-humanismo e participação política na sociedade da inteligência artificial" de Sebastiano Maffetonne clicando aqui


Leia "Elogio à verdade comum, provisória e mundana" de Antonio Lafuente clicando aqui


terça-feira, 19 de outubro de 2021

"A voz" - Chacal


 


A voz



não o verso que fala


mas a voz que o diz


não o metro medido


mas o som que o ativa




serena selvagem


sem rumo sem pouso


veloz vai a voz


em batismo de fogo




do umbigo à boca


investida a pelo


viajando ela vai


voz a palo seco




em tubos transversos


a plenos pulmões


ela agora se abisma


arco-íris de sons




em salões empoados


ou em praças vazias


quando uma voz ecoa


toda noite se dia




se no corpo não cabe


e na alma não pia


entre o sol e a sombra


toda voz se esguia




Chacal




Divulgando o mais recente livro do autor do blog Aqui  

Vídeo: Conselheiros do CFM incentivaram prescrição da cloroquina em reunião secreta do gabinete paralelo

 



Eram precisamente 18 horas do domingo, 19 de julho de 2020, quando começou uma reunião online com a presença de figuras importantes da saúde brasileira. O encontro sigiloso reuniu dois secretários do Ministério da Saúde, um vice-presidente e dois conselheiros do Conselho Federal de Medicina, o CFM, médicos de diferentes regiões do país e o empresário Carlos Wizard. A pauta era discutir o embasamento legal para a prescrição da cloroquina e as estratégias de distribuição da droga, comprovadamente ineficaz contra a covid-19, no Brasil. A reunião foi secreta – e permaneceu sigilosa até agora. Nesse ambiente reservado, os representantes do CFM admitem que estavam ali fazendo o que não deveriam: promovendo um tratamento na época já descartado pelas maiores autoridades de saúde do mundo contra uma doença que ainda não tem cura. A gravação do encontro foi entregue ao Intercept por uma fonte que pediu para se manter anônima por medo de represálias. Para ler o texto de Guilherme Mazieiro e Rafael Moro Martins clique aqui


Leia "As surpreendentes maternidades insubmissas" de Berenice Bento clicando aqui


Leia "É preciso afastar Bolsonaro já para parar a matança" Entrevista com Francisco Whitaker clicando aqui


Leia "A invenção do "Bolsonaro paz e amor" é uma zombaria grotesca à inteligência" de Juan Arias clicando aqui


Leia "Jessé Souza: É preciso explicar o Brasil desde o ano zero" clicando aqui


Leia "O clube dos bilionários sem projeto de país" de Luis Nassif clicando aqui


Leia "A radicalização da luta antirracista no Brasil" de Paulo César Ramos clicando aqui


Leia "Como desmontar a Ciência e Tecnologia brasileiras" de Roberto Amaral clicando aqui


Leia ""Tratamento precoce" e "kit covid": a lamentável história do combate à pandemia no Brasil" de Ivanir Ferreira clicando aqui


Leia "'Cadela', 'macaco', 'viadinho': somos milhões sentados à mesa com os nazistas" de Fabiana Moraes clicando aqui


Leia "Smart cities: Salvador e as novas faces da segregação" de Gabriel Barros Bordignon clicando aqui


Leia "Caminhos para retomar a Petrobrás" de Paulo Kliass clicando aqui


A ciência explica como tomamos decisões

 



Um olhar científico sobre as complexas capacidades envolvidas em optar por alguma coisa —ou mudar de rumo. E as mais importantes não são as que imaginamos. Para ler o texto de David Dorenbaum clique aqui


Leia "A face política das criptomoedas" de Étienne Perrot, S. J. clicando aqui


Leia "Pequeno glossário foucaultiano" clicando aqui


Leia "O vocabulário do populismo" de Giacomo Marramao clicando aqui


Tommy Emmanuel: "Mombasa"




Só a Música consegue (e concebe) tanta alegria, no meio de tanto virtuosismo e imaginação. Assista a Tommy Emmanuel,  interpretando  "Mombasa", clicando aqui


Prémio Universidade de Lisboa para Gonçalo M. Tavares

 



O escritor Gonçalo M. Tavares recebeu o Prémio Universidade de Lisboa, de 25 mil euros, pela sua obra “singular”. "Jerusalém", "O Osso do Meio", "Uma Viagem à Índia" ou "Histórias Falsas" são alguns dos livros de Gonçalo M. Tavares, cuja obra foi já publicada em mais de cinquenta países. Para ler o texto e assistir à sua entrevista (0:09) clique aqui

 




Como é feita a escolha do Nobel? 


Maior premiação científica do mundo estabelece sigilo de 50 anos sobre o processo de seleção. A confidencialidade inclui tanto os nomes dos indicados quanto dos que indicam, bem como os pareceres dos especialistas. Os preparativos para a seleção começam no ano anterior. Milhares de membros de academias, professores universitários, cientistas e ganhadores do Nobel anteriores são convidados a sugerir candidatos. Os comitês de cada uma das áreas recebem cerca de 300 nomes e, após uma pré-seleção e uma avaliação por especialistas, os finalistas são enviados às respectivas Academias. A partir daí, os membros decidem quem serão os laureados por maioria de votos. O anúncio é feito no início de outubro e a cerimônia de premiação em dezembro. Para ler o texto completo clique aqui



Navegando pelo cinema



“Marighella” 



Marighella” é uma história que aconteceu no auge da Ditadura Militar. Entendemos rapidamente que não seria um filme que deveria ter firulas ou pirotecnias. Queríamos que os espectadores acreditassem naquela história e naquelas imagens. Apesar de estar iluminado e cenografado, buscamos um caminho muito realista. A direção de arte de Frederico Pinto e a luz deveriam ser reais. Para ler o texto completo clique aqui







Uma câmera-jaguar Kichwa contra o colonialismo



Com seus próprios documentos da história, povos originários traduzem em imagens e registram suas memórias ancestrais e seu patrimônio cultural, além de servir de instrumento na busca por justiça – como no caso da empresa petrolífera no Equador. Para ler o texto de Marcos Aurélio Felipe clique aqui







Filme de viagem em família iraniana ganha prêmio principal no festival de cinema de Londres



"Hit the Road", de Panah Panahi, ganha prêmio por "produção cinematográfica distinta que captura a essência do cinema". Para ler o texto de Nadia Khomami clique aqui

André Lemos: Os modernos e sua destruição dos modos de "existências"

 



O professor André Lemos analisa a obra de Bruno Latour "Investigação sobre os modos de existência: Uma antropologia dos modernos". Para ler sua entrevista clique aqui




O corpo é o sustento do capitalismo 


O corpo é, por natureza, problemático”, escreve Mabel Moraña em seu último livro "Pensar el cuerpo: Historia, materialidad y símbolo" (Herder). Nele analisa, com um enfoque interdisciplinar, a corporalidade a partir de diversos eixos como a história, a arte, a representação, o gênero, a política, a tecnologia e a violência. Formada em Literatura e Filosofia, é uruguaia, radicou-se na Venezuela, durante a ditadura em seu país de origem, e depois terminaria residindo definitivamente nos Estados Unidos, onde fez um doutorado na Universidade de Minnesota. Hoje, leciona na Universidade de Washington. Para ler sua entrevista clique aqui





Noura Erakat: A Branquitude como propriedade em Israel - restabelecimento, reabilitação e remoção


O Iluminismo europeu é geralmente associado à emergência das democracias liberais, à separação da Igreja e do Estado, tal como ao triunfo da razão e da ciência sobre a emoção e o misticismo. Os pensadores iluministas afirmaram com insistência que conceitos como a razão, a universalidade e o secularismo foram o sustentáculo da modernidade. Contudo, em vez de se aproximarem da tolerância e da inclusão, os conceitos iluministas reificaram e entrincheiraram as distinções com diferença consequente. O conhecimento científico, marcado por uma verdade demonstrável, não pôs em questão as ordenações divinas da hierarquia racial, fornecendo explicações racionais para elas. Em vez de aceitar a amplitude da diversidade humana, o universalismo impôs violentamente uma norma hegemónica e singular do sujeito universal. Os judeus europeus acabaram por transportar o peso do triunfo da modernidade. O Iluminismo secularizador interrompeu as relações sociais tradicionais construídas em torno das doutrinas religiosas e, por meio da etnologia, produziu hierarquias étnica e racialmente ordenadas dos seres humanos. Para ler o texto de Noura Erakat clique aqui





Sobre a organização da vida e os tempos de trabalho constituinte, uma reflexão feminista


Nas últimas semanas, assistimos a uma aceleração da temporalidade constituinte, do Chile, marcada por jornadas de trabalho que duram até o amanhecer. Escrevemos essas linhas porque, como feministas, a imposição do mandato de uma ética sacrificial e hiperprodutivista como condição desse processo parece insustentável, excludente e contrária a uma política de cuidado. Para ler o texto de Javiera Manzi A., Irune Martinez e Andrea Salazar clique aqui


  © Blogger template 'Solitude' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP