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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Igreja e Marxismo: os passos de um novo diálogo


O diálogo entre o Vaticano e a rede Transform! de marxistas europeus prepara-se para seu momento mais ousado e ambicioso; depois de três rodadas em “terreno católico” prepara-se o primeiro encontro em “solo marxista”: em 2018 será instalada a Universidade de Verão do Diálogo na ilha grega de Syros, com o apoio da Universidade do Mar Egeu e do Ministério da Educação do governo socialista da Grécia. 
Para ler a entrevista do intelectual marxista Michael Löwy e do teólogo frei Betto sobre o assunto clique aqui

sábado, 19 de novembro de 2016

Frei Betto: "Inquilino no governo, PT tomou chega para lá do dono da casa"

  • O frade dominicano e escritor Frei Betto foi assessor especial de Lula em 2003 e 2004
Muita coisa mudou no cenário político do Brasil desde que o assessor de movimentos sociais Carlos Alberto Libânio, 72, o Frei Betto, lançou "A Mosca Azul". A obra, que mostrava a relação do Partido dos Trabalhadores com o poder, completou dez anos desde que foi lançada, em 2006 --época em que o PT, a despeito do escândalo do mensalão, eclodido em 2005, ainda detinha o governo. Naquele ano, aliás, a maior parte do eleitorado daria a Luiz Inácio Lula da Silva um segundo mandato na Presidência e abriria o caminho para que o petista definisse sua sucessora, Dilma Rousseff, nas duas eleições subsequentes. 
Para ler o texto de Janaína Garcia clique aqui

terça-feira, 25 de outubro de 2016

"Um livro imprescindível!" | Frei Betto escreve sobre o "A difícil democracia", de Boaventura de Sousa Santos

frei-betto

A esquerda precisa urgentemente se reinventar. E essa reinvenção passa necessariamente por uma reflexão profunda sobre os impasses da experiência democrática cujos sintomas despontam de maneira mais aguda no presente. É essa a tônica de A difícil democracia: reinventar as esquerdas, o novo livro do renomado sociólogo português Boaventura de Sousa Santos que acaba de chegar, quentíssimo, da gráfica aqui. A obra tem sua primeira publicação mundial no Brasil pela Boitempo e será debatida pelo autor em uma série de atividades na III Bienal do Livro e da Leitura, em Brasília, que acontece agora entre 21 e 30 de outubro de 2016, e tem Boaventura como Homenageado Internacional deste ano. 
Confira o texto de orelha do livro, escrito por Frei Betto clicando aqui

domingo, 3 de julho de 2016

Frei Betto: "Lula só não se candidatará em 2018 se estiver preso ou morto"


Em um pequeno quarto do térreo de um convento, Carlos Alberto Libânio, de 71 anos, mais conhecido como Frei Betto, guarda exemplares de seus livros. Escreveu mais de 50. O último, uma conversa com Fidel Castro. Frade dominicano, estudioso, ativista, ex-ministro da primeira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, teórico da esquerda, mas também experiente em movimentos sociais, Frei Betto é uma espécie de consciência crítica do Partido dos Trabalhadores (PT). Conheceu Lula na juventude de ambos, quando dividiam quartos improvisados nos tempos da criação do partido e da quase clandestinidade. Agora, repreende Lula por não ter renunciado a um modo de vida luxuoso demais para ser um exemplo e o partido por não ter realizado tudo o que, na sua avaliação, se propunha nos seus primórdios. Ele, por sua vez, continua vivendo austeramente em um convento de São Paulo, alérgico a qualquer bem material, argumentando que o ambientalismo trará, por fim, essa esperada sociedade mais justa.
Para ler a entrevista de Frei Betto clique aqui

terça-feira, 19 de maio de 2015

A vocação literária de Frei Betto


Prestes a completar 71 anos e com sessenta livros publicados, Frei Betto descobriu o amor pela escrita muito cedo, quando suas redações escolares (ou composições, como se dizia à época) fizeram os professores identificarem seu talento – mas só se tornou um autor “graças aos generais brasileiros”.
Integrante da Ação Católica, grupo que se opunha ao regime militar, Carlos Alberto Libânio Christo foi preso duas vezes: em 1964 e no período 1969-1973, quando estava no Rio Grande do Sul e participava de uma rede clandestina formada pelos dominicanos para apoiar os insurgentes.
Dessa segunda experiência, resultaram dois livros de cartas, atualmente reunidas num único volume intitulado Cartas da prisão. Começava a se desenhar aí o perfil do religioso e militante que publicou vários títulos de caráter memorialístico – entre eles, Batismo de sangue, que narra os episódios que levaram ao assassinato do ativista Carlos Marighella e que daria origem ao filme homônimo de Helvécio Ratton.
O cruzamento de atuação política com religião aproximaram Frei Betto do cristianismo progressista dos dominicanos e da teologia da libertação, mas jamais sufocaram sua verdadeira vocação – a literatura. Vocação que foi alimentada pela mãe, Maria Stella Libânio Christo, cristã progressista e autora de livros sobre culinária (entre eles, o clássico Fogão de lenha), e pelo pai, Antônio Carlos Vieira Christo, advogado, cronista e ferrenho anticlerical, que chorou copiosamente quando soube que o filho ia ingressar na ordem dos dominicanos, mas que mais tarde se tornaria “fã da teologia da libertação, de D. Pedro Casaldáliga”, segundo Frei Betto.
Na entrevista a seguir, concedida no convento dos dominicanos, no bairro paulistano de Perdizes, o autor de Minas do ouro fala da preocupação de dissociar a ficção das questões ideológicas – que continuaram presentes em suas intervenções públicas, levando-o a participar do programa Fome Zero, durante o governo Lula, mas não o impedindo de ser um crítico dos desvios de rota do PT e da timidez da esquerda.
Para ler a entrevista de Frei Beto clique aqui

terça-feira, 24 de setembro de 2013

VIGILÂNCIA & PRIVACIDADE: Arapongagem

Todos os meios eletrônicos, de computadores a celulares, podem ser radiografados pelos serviços de segurança dos EUA. O Big Brother sabe tudo que se passa em nossa casa. A araponga é uma ave que não perde a oportunidade de meter o bico em todo fruto que encontra pela frente. E possui uma propriedade especial: as sementes engolidas não perdem o poder germinativo que, inclusive, é maximizado. Sob a ditadura, os espiões do SNI ganharam o apelido de arapongas. Metiam o bico na vida de todo mundo, até mesmo de quem apoiava o regime militar.
Agora, graças ao jovem Snowden, sabemos que a maior arapongagem praticada na história da humanidade é made in USA. Os EUA, que consideram a segurança mais importante que a liberdade, e o capital, que os direitos humanos, metem o nariz na vida de pessoas, governos, empresas e instituições. Aprenderam com Clausewitz que a surpresa é o trunfo do inimigo.
Para ler o texto completo de Frei Beto clique aqui

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Meu nome é medo - Frei Beto

Meu propósito é dominar corações e mentes. Incutir em cada um o medo do outro. Medo de estender a mão, tocar em cumprimento a pele impregnada de bactérias nocivas.
Medo de abrir a porta e receber um intruso ansioso por solidariedade e apoio. Com certeza ele quer arrancar-lhe algum dinheiro ou bem. Pior: quer o seu afeto. Melhor não ceder ao apelo sedutor. Evite o sofrimento, tenha medo de amar.
Quero todos com medo da comunidade, do vizinho, do colega de trabalho. Medo do trânsito caótico, das rodovias assassinas, dos guardas que intimidam e achacam. Medo da rua e do mundo.
Convém trancar-se em casa, fazer-se prisioneiro da fragilidade e da desconfiança. Reforce a segurança das portas com chaves e ferrolhos; cubra as janelas de grades; espalhe alarmes e eletrônicos por todos os cantos.
Para ler o artigo completo de Frei Beto clique aqui

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