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quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Estamos polarizando o amor? Psicanalista analisa relações atuais em livro

 


Ela já colocou a monogamia em xeque, questionou a "fórmula" do casamento duradouro e deu dica sincera a quem possa estar com dificuldade de fazer "sexo virtual" em tempos de pandemia. Agora, a psicanalista Regina Navarro Lins avisa que estamos atravessando um período de mudanças dos modelos tradicionais de relacionamento que "explodiram" há pelo menos 60 anos, ao lado dos movimentos hippie, feministas e LGBT. Atendendo a pessoas com questões da vida afetiva em consultório há 47 anos, Regina tem opinião - forte e pública - sobre quase todos os assuntos que dizem respeito à forma com que nos relacionamos amorosamente. Em seu novo livro, "Amor na vitrine", a escritora revisita a história do amor em diferentes sociedades e tempos para mostrar de onde vem o jeito com que encaramos sexualidade, sentimentos e comportamentos nas relações. Para ler sua entrevista na qual ela fala do novo livro e avalia as relações contemporâneas clique aqui

sábado, 30 de novembro de 2019

"Quem te ama não te agride!" diz campanha contra a violência no namoro

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Estudos indicam que um em quatro jovens inquiridos admitiu ter sido agressor nas suas relações amorosas. O futebolista William Carvalho, o surfista Vasco Ribeiro e a apresentadora Sílvia Alberto são alguns dos rostos de uma nova campanha do Governo contra a violência no namoro, que foi lançada esta quinta-feira com o tema “Quem te ama, não te agride!”. Esta ação tem a preocupação de apontar diversas formas de violência e “chamá-las pelos nomes”, deixando a mensagem: “Se alguém te agride, se alguém te humilha, se alguém te controla, se alguém te isola dos amigos, isso não é amor, é violência”. Para assistir ao vídeo da campanha clique aqui

Leia "Só existem dois motivos para uma pessoa não ser feminista" de Regina Navarro Lins clicando aqui

sábado, 13 de julho de 2019

Com filho na embaixada, Bolsonaro prova que o mundo é dos herdeiros


Quem vem de cidade pequena, como eu, sabe que o sobrenome é uma espécie de entidade divina pelo interior do país. Essa entidade é capaz de abrir portas, furar filas, driblar multas, embelezar os atributos mais opacos e transformar em projeto as ideias mais estapafúrdias. A fama precede o rosto nessas cidades, mas seus representantes são facilmente identificáveis entre os simples mortais, seja pela forma como aceleram os carrões pela avenida principal, seja pela forma como dão ordem a todos os que veem na frente, inclusive aos que não são seus empregados. 
Para ler o texto completo de Matheus Pichonelli clique aqui

Leia "Embaixada para Bolsonaro lembra que a meritocracia é hereditária no Brasil" de Leonardo Sakamoto clicando aqui

Leia "Armação do Dallagnol com TRF4 mostra sistema judicial corrompido e capturado" de Jeferson Miola clicando aqui

Leia "O "não" taxativo dos brasileiros a armar a população. E agora, Bolsonaro?" de Juan Arias clicando aqui

Leia "Ditadura brasileira pagava francês para espionar exilados em Paris" de Talita Marchao clicando aqui

Leia "Por que homofobia e machismo têm tudo a ver?" de Regina Navarro Lins clicando aqui

Leia "Como começar a ouvir João Gilberto" clicando aqui


sábado, 20 de abril de 2019

O disfarce monogâmico das mulheres está saindo de cena


Pesquisadores da Universidade da Austrália Ocidental publicaram na revista Royal Society Open Science a conclusão de um estudo em que "tanto homens quanto mulheres foram precisos ao avaliar a probabilidade dos homens, mas não das mulheres, traírem e roubarem o parceiro de outro". Não é difícil entender porque as mulheres disfarçam ter relações sexuais fora do casamento e os homens não. Desde a infância foi ensinado a elas que deveriam se relacionar sexualmente apenas com um homem. Isso fez com que se sentissem culpadas ao perceber seu desejo sexual por alguém que não fosse o marido. Certamente seriam acusadas e discriminadas. 
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quinta-feira, 18 de abril de 2019

A ideia de que há pecado no sexo causa sofrimento desde a infância


O sexo sempre teve destaque na história da humanidade. Dependendo da época e do lugar, foi glorificado como símbolo de fertilidade e riqueza, ou condenado como pecado. A condenação do sexo surgiu com o patriarcado, há cinco mil anos. Restringindo-se, no início, às mulheres, para dar ao homem a certeza da paternidade. Há dois mil anos a repressão sexual generalizou-se. O padrão moral tornou-se, em tese, o mesmo para homens e mulheres, embora na prática houvesse maior condescendência para com o homem. 
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sábado, 16 de março de 2019

Muito usado para justificar feminicídio, ciúme é sempre tirano e limitador


Em São Paulo, das 364 denúncias de feminicídio protocoladas pelo MPSP entre março de 2016 e março de 2017, 30% delas tiveram como justificativa "ciúme, sentimento de posse ou machismo". Em Goiás, o TJ-GO informa que há mais de 67 mil processos em tramitação relacionados à Lei Maria da Penha. Dentre eles, a palavra "ciúme" foi usada mais de 50 mil vezes em atos judiciais, despachos e sentenças. Não há dúvida de que a relação amorosa entre homens e mulheres sempre foi prejudicada pelo ciúme. Inicialmente o do homem estava ligado ao medo de falsificação da descendência — dar o próprio nome e criar um filho que não fosse seu. Esse temor serviu para justificar a extrema violência que as mulheres sofreram nas sociedades patriarcais. Para elas, que só podiam exprimir dedicação e obediência, esse sentimento era proibido de se manifestar, caso existisse. Para ler o texto completo de Regina Navarro Lins clique aqui

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Na nossa cultura, há uma expectativa de que todos sintam vergonha do sexo


A história do ato sexual, que se designa prosaicamente por coito ou, escolhendo entre os seus milhares de sinônimos, “carapauzada”, “pôr a escrita em dia” ou ainda “mandar o bernardo às couves”, é a de um movimento pendular perpétuo entre liberdade e constrangimento, amor à luz do dia e hipocrisia das sombras.”, diz o sociólogo francês Michel Bozon. Durante muito tempo o prazer sexual não foi admitido. Repressões, inibições e frustrações imperavam Aos poucos, no final do século XIX, esse quadro começa a dar sinais de mudança. Diminuem a vergonha do próprio corpo e a sexualidade culpada, que favorecem a infelicidade de mulheres e homens. Por volta dos anos 1920, as pessoas começam a se tocar, a se acariciar, a se beijar na boca.
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domingo, 16 de abril de 2017

Relação homem/mulher: parceria ou dominação

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A questão da semana é o caso da internauta cujo marido fica com todo o seu salário alegando que ela não sabe economizar. Ele ganha três vezes mais que ela, mas insiste em que ela tem que pagar a casa onde mora. Nem o 13º ele deixa com ela. Ela diz que não falta nada em casa, mas que está muito cansada com essa situação. 
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domingo, 5 de março de 2017

Tocar, abraçar, acariciar é o que desejamos. Mas entre nós existe uma carência profunda disso

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A questão da semana é o caso do internauta que nunca recebeu carinho do pai; não se lembra de um beijo ou de se sentar no seu colo. Ele está preocupado porque seu filho vai nascer e teme não saber se relacionar com o filho.
Tocar, abraçar, acariciar. É o que desejamos, mas entre nós existe uma carência profunda disso. E vem desde muito cedo. 
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quinta-feira, 2 de março de 2017

A difícil relação entre o homem e a mulher

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A questão da semana é o caso da internauta que diz não poder ser sincera, quando inicia um relacionamento, e mostrar que quer sexo, companhia e amizade. Diz ter tentado ser sincera com o homem que iniciou uma relação, mas escondeu as intenções mesmo assim e depois a acusou de não ter compreendido. 
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domingo, 29 de janeiro de 2017

É possível viver bem sem sexo?

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A questão da semana é o caso da internauta que já teve namorados, mas com nenhum deles sentiu vontade de ter relações sexuais. Ela quer saber se deveria se tratar para se sentir uma mulher saudável sexualmente. 
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Quando há amor, mas não se suporta a exclusividade

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A questão da semana é o caso do internauta que gosta muito do namorado e é feliz com ele. O relacionamento é aberto, mas na prática não funciona, porque o namorado fica mal quando sabe que ele transou com alguém. Ele diz já não aguentar mais suas próprias mentiras e puladas de cerca, mas não suporta a ideia de monogamia.
O amor é uma construção social; em cada época se apresenta de uma forma. Nós, do Ocidente, somos regidos pelo amor romântico. 
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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Amar várias pessoas ao mesmo tempo pode vir a ser um comportamento comum

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A questão da semana é o caso do internauta, que tem duas namoradas e uma sabe da outra. A sua intenção é levar ambas para a cama ao mesmo tempo. Pergunta se isso é um distúrbio.
Amar várias pessoas ao mesmo tempo, práticar sexo a três….Desde os anos 60, assistimos a comportamentos amorosos e sexuais impensáveis em outras épocas. Mas essa história tem um ponto de partida. 
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sábado, 22 de outubro de 2016

Exigência de fidelidade no casamento contribui para perda de tesão

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A questão da semana é o caso do internauta, de 33 anos, cuja esposa nos últimos três anos não quer mais saber de sexo. Ele diz ser um bom marido, faz tudo que ela quer, a trata com carinho e quando vão deitar ela já dormiu e nem encostou nele, que diz viver mal há anos. Vários internautas se identificaram com ele e declararam se encontrar na mesma situação. 
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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Na maioria dos casamentos observa-se o conflito entre a diminuição do desejo e o aumento da ternura

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A grande maioria das pessoas que respondeu à enquete da semana acredita que homens e mulheres casados fazem menos sexo. E não é sem motivo.
Assim como na nossa cultura acredita-se que só é possível estar bem vivendo uma relação amorosa, o casamento por amor, a partir do século 20, passou a ser sinônimo de felicidade e, por conseguinte, uma meta a ser alcançada por todos. 
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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Reflexões sobre a exclusividade sexual

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A maioria das pessoas que respondeu à enquete da semana espera exclusividade sexual do parceiro desde o início do relacionamento.
De uma maneira geral, numa relação estável as cobranças de exclusividade são constantes e é natural sua aceitação. Severa vigilância é exercida sobre os parceiros.
Entretanto, todas as restrições impostas e aceitas com naturalidade ameaçam muito mais a relação do que a “infidelidade”. Reprimir os verdadeiros desejos não significa eliminá-los. Quando a fidelidade se traduz por concessão que se faz ao outro, o preço se torna muito alto e pode inviabilizar a relação. Para ler o texto completo de Regina Navarro Lins clique aqui 

sábado, 8 de outubro de 2016

Apesar de medos e culpas, homens e mulheres são profundamente adúlteros

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A questão da semana é o caso do internauta, casado, que gosta muito da esposa e tem tesão por ela, mas sente uma “vontade louca” de transar com outra mulher. Já pensou em sugerir uma relação aberta, mas não sabe se aguentaria o ciúme. 
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sábado, 1 de outubro de 2016

O que aceitamos ou não num relacionamento

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A questão da semana é o caso da internauta que tem um namorado frequentador assíduo de swings. Concordaram que ele iria uma vez ao mês e que contaria a ela. Isso já aconteceu três vezes e nessa noite ela fica muito mal, chora e tem ciúmes. Ele não permite que ela vá nem a convida para ir com ele. 
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A incompreensível repressão sexual

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A maioria das pessoas que respondeu à enquete da semana acredita que nada deve ser proibido no sexo. É evidente que não estamos falando de práticas sexuais criminosas, que devem ser proibidas, condenadas e punidas.
Podemos citar a pedofilia, o estupro, a necrofilia, o sexo com animais, entre muitos outros crimes. Mas o que está em discussão aqui é a proibição ao prazer entre as pessoas, prazer consensual, que não ataca nem fere ninguém. 
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A sofrida violência doméstica


A questão da semana é o caso da internauta, casada há quatro anos. Seu marido fica cada vez mais agressivo. Quando discutiam sobre um gasto e ela estendeu a mão para pegar o cartão de crédito sobre a mesa, ele a agarrou e jogou no chão. Ela está preocupada e muito magoada. 
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