Mostrando postagens com marcador Guy Debord. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guy Debord. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

BBB e a sociedade do espetáculo

Os traços de nossa cultura, a semelhança e os mais diferentes dilemas são hoje frequentemente refletidos na mídia. Um fator exemplar são os reality shows apresentados na TV. Tomo como foco o Big Brother Brasil (BBB), apresentado pela Rede Globo de Televisão, criticado por alguns e venerado por outros, que continua chamando a atenção do público visando ao interesse e à apreciação pela vida íntima que foram mencionados pelas teorizações do sociólogo Richard Sennett (1999).
O conhecimento de si como interioridade surge com a lógica público/privado que marcara a modernidade, logo a exibição da intimidade em nossa sociedade é originária da “exploração da vida privada” fazendo com queo BBB seja considerado um fenômeno midiático globalizado, mas qual a fórmula para tanto sucesso? A mídia hoje não estaria reproduzindo o mesmo acontecimento através da indústria do entretenimento e do espetáculo? Os costumes são fenômenos do passado ou apenas alteraram suas formas? Atualmente, avistamos o “mundo” através da mídia, ou apenas “sombras” de um “real” mediante um fato produzido?
Na década de 1960, o diretor do cinema francês e filósofo Guy Debord lançou um livro decisivo para a concepção da sociedade hodierna que se redesenhava pelo crescimento do capitalismo e pelo progresso dos meios de comunicação. Tendo como título A sociedade do espetáculo, abordou na primeira parte a atitude contestatória da obra, que instiga uma luta acirrada contra a devassidão da vida moderna que escolhe a imagem e a representação ao realismo visível e adequado tendo a aparência ao ser, a fantasia ao fato, a imobilidade à atividade de pensar e agir com dinamismo, tendo enfaticamente a definição a uma conjuntura tendo em vista o domínio da vida do ser humano acarretado pelo comando das imagens e sendo legitimado pelo poder persuasivo da mídia.
Para ler o texto completo de Rodolpho Raphael Oliveira Santos clique aqui

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sobre Guy Debord: nossa sociedade do espetáculo

A Sociedade do Espetáculo é um filme que não iremos encontrar facilmente nas locadoras. Para assistirmos a essa obra, ou a algumas das outras obras cinematográficas do pensador, poeta, cineasta e ativista político Guy Debord, teremos que nos valer da internet, ou mesmo de cópias feitas por integrantes da imensa legião de admiradores que ele tem em todo mundo. Além de seus filmes, também é difícil ter acesso a suas publicações. Só recentemente uma editora em Paris resolveu publicar suas obras completas, num volume de 2.000 páginas. Mas, por incrível que pareça, suas ideias e mesmo sua militância política encontram cada vez mais ressonância no mundo atual.
Segundo o filosofo alemão Anselm Jappe, autor do livro Guy Debord, isto se dá devido ao fato de que sua obra como um todo é inaceitável para aqueles que dominam a mídia, e, quando são divulgadas, suas ideias são banalizadas. “Devemos lamentar essa desinformação?”, pergunta Jappe. “Quando li Marx pela primeira vez fiquei surpreendido por não ter ouvido falar dele nas escolas. Quando comecei a entender Marx, isso deixou de me surpreender.”
No caso de Debord, o entendimento de sua teoria vai muito além da constatação de ser ele um expoente das vanguardas artísticas, como os integrantes do seu grupo, A Internacional Situacionista, que queria superar a própria arte através do detournement (desvio), ou mesmo da “teoria da deriva”, que se tornou famosa e, inclusive, foi aplicada nas escolas de urbanismo em todo o mundo. Detournement seria, então, um procedimento utilizado na maioria de suas obras, inclusive em A Sociedade do Espetáculo, que consistiria na utilização de imagens retiradas de filmes variados, documentários históricos, spots publicitários, que são compartilhados por textos lidos em off, dentro da concepção de que a arte tem um valor universal, não cabendo a privatização de seus elementos por direitos autorais.
Para ler o texto completo de Arlindenor Pedro, seguido do filme de Guy Debord clique aqui.

  © Blogger template 'Solitude' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP