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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Fronteiras de violências nos corpos das mulheres na República Democrática do Congo

 



O fato das categorias de gênero ocidentais serem apresentadas como inerentes à natureza dos corpos e operam de maneira dicotômica – binariamente opostas masculino/feminino, homem/mulher -, em que o masculino é considerado superior em relação ao feminino e, consequentemente, a categoria definidora, é particularmente exógeno a muitas culturas africanas. Quando as realidades africanas são interpretadas com base em demandas ocidentais, o que consideramos são distorções, disfarces na linguagem e, muitas vezes, uma total falta de compreensão devido à incomensurabilidade das categorias sociais e institucionais. Para ler o texto de Bas ́Ilele Malomalo clique aqui


quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Deep-fake, a arma radical contra a democracia

 


Como tornou-se possível hackear a realidade, manipulando-a de forma tão crível. As implicações dramáticas na política: pode haver debate público em meio a múltiplos mundos paralelos? Como ultradireita planeja criar um caos cognitivo. Para ler o texto de Tomás Rodríguez Ansorena clique aqui

Leia "Covid-19 pode se tornar mais do que uma pandemia" clicando aqui

Leia "Frente à crise climática, a solução não é a militarização das fronteiras" de Nuria del Viso clicando aqui

Leia "Estamos precisando de uma nova economia" de Ladislau Dowbor clicando aqui

Leia "Republicanos mudam alvo da campanha eleitoral e passam a atacar Kamala Harris" de David Brooks clicando aqui

Leia "O degelo do Ártico e o atalho na rota comercial norte entre o Leste Asiático e a Europa" de José Eustáquio Diniz Alves clicando aqui

Leia "A encenação dos ataques químicos atribuídos ao governo da Síria" de José Goulão clicando aqui

Leia "Mulheres africanas: um olhar por trás das imagens" de Carla Fernandes clicando aqui

Leia "A chocante monotonia das prateleiras de supermercados" de Ricardo Abromovay clicando aqui

Leia "Los Lobos" de Amanda Aouad clicando aqui

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Michael Löwy: "o Papa tem um espírito radical"

 

“O Papa Francisco, embora tenha suas raízes na cultura cristã latino-americana de libertação, combinada com a linha progressista argentina da Teologia do Povo, em um certo momento vai além dessas definições e é mais radical e mais anti sistêmico”, diz Michael Löwy, neste diálogo realizado em seu apartamento de Paris.
O autor de “Cristianismo da Libertação – Perspectivas marxistas e eco socialistas”, livro que acaba de ser lançado na Europa pela editora espanhola El Viejo Topo, não só é um dos principais intelectuais do marxismo atual, como também é coautor e impulsor do Manifesto Eco Socialista Internacional. Judeu e ateu, ganhou prestigio por suas investigações sobre a Filosofia e Teologia da Libertação Latino-Americana e sua relação com a política. 
Para ler o texto completo de Emilce Cuda clique aqui

Leia "O enigma da sobrevivência neoliberal" de Robert Kuttner clicando aqui

Leia "Eleições na Bolívia: o que está em jogo?de Katu Arkonada clicando aqui

Leia "Da corrupção e de suas ambiguidadesde Manolo clicando aqui

Leia "Treinadas como engenheiras solares, mulheres de Zanzibar levam luz para aldeias remotas" clicando aqui

Leia "Slavoj Žižek: Uma comédia grega do absurdoclicando aqui

Leia "Como o Facebook está patenteando as suas emoções" clicando aqui

Leia "Você é um colega de trabalho tóxico?de M. Victoria S. Nadal clicando aqui

Leia "A Guerra dos Ultraprocessados entra na fase de batalha campalde  João Peres clicando aqui

Leia "Dormirmos, a que será que se destina?" clicando aqui

quinta-feira, 28 de março de 2019

Jornalista moçambicano relata situação do país, devastado pelo ciclone Idai

O jornalista moçambicano Boaventura Monjane em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato - Créditos: Vanessa Nicolav/Brasil de Fato

De visita ao Brasil a convite do Programa de Pós-graduação em Serviço Social, Centro de Ciências Sociais e Aplicadas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Boaventura Monjane, ativista moçambicano, jornalista, membro do projeto Alternactiva de comunicação popular e doutorando do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal, falou ao Brasil de Fato sobre a situação política no país africano, os efeitos do ciclone Idai, que matou mais de 450 pessoas, e o olhar dos moçambicanos e moçambicanas sobre o Brasil. 
Confira a entrevista clicando aqui

Leia "67 mil mulheres grávidas foram afetadas por desastre natural em Moçambique” clicando aqui

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

ELIANE BRUM: As crianças tomam conta do mundo

Greta Thunberg, estudante ativista, assiste a uma conferência sobre clima organizada pela Juventude Belga em 21 de fevereiro de 2019.

Num planeta governado por adultos infantilizados como Trump e Bolsonaro, meninas de diferentes países lideram uma rebelião pelo clima e marcam uma greve global de estudantes para 15 de março. 

Para ler o texto completo de Eliane Brum clique aqui


Leia "Por que estudantes brasileiros não fazem greve pelo clima?" de Marcelo Leite clicando aqui

Leia "Ideologia nas escolas?" de Carlos Roberto Jamil Cury  clicando aqui

Leia "O escola sem partido nega a vocação da educação para a transformação da realidade" de Paula Guimarães clicando aqui

Leia ""Não sabemos como converter nossos saberes em processos de emancipação e transformação coletiva". Entrevista com Marina Garcés " clicando aqui

Leia "Vélez tem ideias como quem pratica roleta-russa" de Josias de Souza clicando aqui

Leia "Terras indígenas: mudanças do novo governo esvaziam direitos constitucionais" de Helena Plaquimist clicando aqui

Leia "A guerra nada folclórica de Damares Alves" de Berenice Bento  clicando aqui

Leia "Krúpskaia versus Damares: Deve-se ensinar 'coisas de mulher' aos meninos?" de Nadiéjda Krúpskaia clicando aqui

Leia "Controle social: governo dá um passo atrás" de Mauri Cruz clicando aqui

Leia "Mulheres, negras, moradoras da periferia: a desigualdade alimentar tem endereço" de Victória Damasceno clicando aqui

Leia "A cruel demolição da previdência social proposta pelo governo Bolsonaro" de Guilherme Santos Mello clicando aqui

Leia "Da seguridade social ao seguro social. Reforma previdenciária pretende sepultar o pacto de 1988. Entrevista especial com Eduardo Fagnani"  clicando aqui

Leia "Previdência: o apocalipse é agora!" de David Deccache clicando aqui

Leia "Para ir muito além da crítica ao "identitarismo"" de Rosane Borges clicando aqui

Leia "Rio: sob Bolsonaro e Witzel, PM mata como nunca" de Arthur Stabile  clicando aqui

Leia "A crítica do capitalismo, em tempos de barbárie" Entrevista Marildo Menegat clicando aqui

Leia "A dominação trocou coturnos por sapatos - e até chinelos" de Miulton Rondó clicando aqui

Leia "De bombom envenenado a bilhetes ameaçadores, as histórias de juízes jurados de morte" de Anna Beatriz Anjos clicando aqui

Leia "A fome não deixou de ser um problema no Brasil. A convivência mútua do desperdício com a insegurança alimentar. Entrevista especial com Gustavo Porpino " clicando aqui

Leia "O aparelho clandestino de espionagem que enriqueceu a Fiat no Brasil" de Janaina Cesar, Pedro Grossi, Alessia Cerantola e Leandro Demori clicando aqui


terça-feira, 20 de novembro de 2018

Como o preconceito ainda permeia todas as esferas das vidas negras

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Protagonismo na política, oportunidades na educação e no mercado de trabalho: apesar da melhora, o racismo ainda vive entre a população negra. 
Para ler o texto completo de Carol Castro clique aqui

Leia "Conceição Evaristo: A liberdade é uma luta constante" clicando aqui

Leia "Consciência Negra: 'Escravidão é o assunto mais importante da história brasileira', diz Laurentino Gomes após percorrer África para trilogia" clicando aqui

Leia "A consciência negra feminina" de Amanda Denti, Ana Júlia Gennari, Camila Brandalise, Débora Miranda, Guilherme Popolin, Jacqueline Eise, Letícia Naísa, Luana Rodriguez e Marcella Franco clicando aqui

Leia "As estrelas literárias sem firmamento na África" de Carles Geli clicando aqui




sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Em decisão histórica, Etiópia terá pela 1ª vez uma mulher presidente

"Precisamos nos tornar uma sociedade que rejeita a opressão das mulheres", disse Sahle-Work diante do Parlamento.

Embaixadora Sahle-Work Zewde faz história ao ser eleita após renúncia de seu antecessor, Mulatu Teshome. 

Para ler o texto completo de Andréa Martinelli clique aqui

segunda-feira, 16 de abril de 2018

A africana que venceu o machismo

Ellen Johnson Sirleaf: história singular, em uma sociedade machista e patriarcal. Foto: Chris Kleponis/

A saga da liberiana que, após ser obrigada a se casar e sofrer violência doméstica, governou seu país, ganhou o Nobel da Paz e virou sinônimo de pioneirismo. 

Para ler o texto completo de Alexandre dos Santos clique aqui



domingo, 28 de janeiro de 2018

Com maioria feminina no Parlamento, Ruanda ajuda mulheres a empreender

Nyamirambo Women's Center em Kigali, Ruanda. Foto: Eduardo Asta DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM


De um lado, turistas das mais diversas origens olham e experimentam vestidos, bolsas, colares e sapatos com estampas e design tipicamente africanos. Do outro, um grupo de seis mulheres costura à máquina ou à mão novas peças que logo também estarão etiquetadas e com preço.
Elas são apenas uma pequena parcela das artesãs da Nyamirambo Women's Center, uma das ONGs de mais sucesso quando o assunto é empoderamento feminino em Kigali, capital de Ruanda.
Criado em 2007 por 18 mulheres do bairro do qual tira seu nome, o projeto tinha como objetivo monetizar o que elas melhor sabiam fazer: artesanato. "Precisávamos de dinheiro para sustentar nossos filhos. Então nos juntamos para achar uma brecha no mundo dos negócios, dominado por homens", conta Mary Nyangoma, 40, uma das fundadoras da ONG.
O projeto só saiu do papel graças à Constituição de 2003, que determina a igualdade de gêneros na educação, na posse de terras e na economia. "Com as novas leis, podíamos obter crédito. Daí a coisa andou. Mas eu nem imaginava que estaríamos deste tamanho depois de dez anos", diz Nyangoma.
Hoje, a ONG emprega 55 artesãs, investe em formação com aulas gratuitas de costura, computação e inglês, comercializa três tours guiados pelo bairro e, no ano passado, inaugurou uma biblioteca para atender a comunidade.
Essa mesma Constituição inseriu as mulheres na vida política ao instituir que elas deveriam ocupar ao menos 30% dos cargos do governo.
Cinco anos depois, Ruanda (que tem pouco menos de 12 milhões de habitantes) chamou a atenção da mídia internacional ao se tornar a primeira nação a eleger um Parlamento com maioria feminina. Atualmente, 61,3% dos assentos são ocupados por mulheres, o que coloca o país na liderança do ranking mundial da representatividade feminina no Legislativo - para efeito de comparação, os Estados Unidos têm 19,4%, e o Brasil, 10,7%.
O sistema de cotas na política foi uma das mais significativas medidas adotadas pela Frente Patriótica Ruandesa (FPR), de Paul Kagame, que assumiu a Presidência em 2003 e segue no cargo.
Àquela época, o país vivia os traumas do genocídio de 1994, em que extremistas da etnia hutu mataram 800 mil tutsis e estupraram cerca de 500 mil mulheres ao longo de cem dias. Ao fim dos conflitos, 70% dos sobreviventes eram mulheres.
Foi nesse cenário que as 18 mulheres de Nyamirambo e muitas outras Ruanda afora tiveram de sair de casa e buscar sustento.

"Para reconstruir o país, o governo teve de fazer muita coisa no sentido de empoderar essas mulheres todas. E ainda faz. Além da presença no Parlamento, elas são encorajadas a assumir papéis de liderança nas comunidades. Os comitês regionais devem ter a mesma quantidade de homens e mulheres", diz Samuel Munderere, diretor-executivo da Fundação Ruanda, instituição que dá assistência a viúvas e vítimas de violência sexual no genocídio.
Desde então, os direitos das mulheres têm avançado rapidamente ali, indo na contramão de várias localidades do continente. Segundo uma pesquisa de 2016 do Fórum Econômico Mundial, Ruanda é o quinto país -e líder na África- que mais progrediu na busca pela igualdade de gêneros, considerando os setores de saúde, educação, política e economia.
Editoria de arte/Folhapress
RUMO À IGUALDADERuanda incentiva participação de mulheres na política e nos negócios
Ruanda incentiva participação de mulheres na política e nos negócios
JOVENS INDEPENDENTES
Nesse quadro se insere o incentivo a uma nova geração de mulheres independentes. São jovens com poucas memórias do genocídio ou mesmo que só aprenderam sobre ele na escola.
"Quando pequena, via filmes em que executivas tinham seus próprios negócios e pensava: 'Vou trabalhar para mim mesma'", lembra Ysolde Shimwe, 25, dona da marca de sapatos Uzuri.
Formada em design, ela e a colega Kevine Kagirimpundu criaram a empresa em 2013, apostando em um nicho quase inexistente no país.
"A indústria de calçados é muito nova aqui. Era bem difícil conseguir informações básicas, assim como encontrar mão de obra."
A dupla investiu em matéria-prima de qualidade, desenvolveu designs próprios e treinou um time de artesãos majoritariamente feminino. "Ao empregar uma mulher, sabemos que o salário vai para a escola do filho, para o plano de saúde e para a comida." Em menos de cinco anos, a marca instalou duas lojas na capital e multiplicou seu lucro médio em dez vezes.
Empreender no universo fashion foi também a escolha de Linda Mukangaga, 26.
Em 2011, ela fundou em Kigali a Haute Baso, marca de roupas e acessórios que funciona a partir da parceria com 76 artesãos locais. "A ideia é criar produtos que reflitam o nosso país numa modelagem moderna, vibrante."
A empresa, que tem uma loja física e participa de feiras de moda em vários países africanos, emprega apenas mulheres em cargos fixos. "É a alternativa que temos para criar um ciclo de empoderamento. A gente ensina outras jovens a lidar com o primeiro salário, a investir em sua própria educação e coisas da vida em geral", diz Mukangaga.
Há ainda jovens empreendedoras oferecendo soluções para gargalos históricos da infraestrutura do país, como o acesso à água potável.
"A Water Access Rwanda nasceu depois que visitei uma vila próxima de Kigali e vi um casal gravemente doente por ter ingerido água contaminada", conta a engenheira mecânica Christelle Kwizera, 23. Criada em 2015, sua start-up já perfurou poços e instalou filtros d'água, além de oferecer treinamento gratuito sobre higiene em comunidades carentes.
Kwizera e Mukangaga integram o grupo de jovens que ajudou a divulgar a Speak Out!, campanha pelo fim da violência contra as mulheres.

Apesar do avanço para promover a igualdade de gêneros, a violência doméstica ainda é um dos grandes problemas do país. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, uma em cada três ruandesas já sofreu violência por parte de seus parentes homens, sobretudo maridos e pais. 


Fonte: Aqui

sábado, 20 de maio de 2017

Onde estão as mulheres negras nas grandes produções do cinema nacional?

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Nos 219 filmes nacionais de maior bilheteria dos últimos vinte anos, nenhuma mulher negra atuou como diretora ou roteirista. 
Para ler o texto completo de Vitória Régia da Silva clique aqui

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Como o Parlamento de Ruanda se tornou o mais feminino do mundo

WITH STORY RWANDA GENOCIDE POLITICS - In this photo of Monday, May, 17 , 2010, Rwandan President Paul Kagame, centre, takes part in a group photo at a conference on the role of women at the nation's parliament, Rwandan officials say the country's parliament has a higher percentage of women than any other parliament in the world. More than 50 percent of the parliament's lower house are women. (AP Photo/ Jason Straziuso)

Qual o paí­s com maior número de mulheres no Parlamento? 
Nada de Noruega, Finlândia ou Dinamarca. Esse (lindo) recorde pertence a Ruanda, um país africano de pouco mais de 11 milhões de habitantes e que traz na história recente terríveis marcas de um genocídio, ocorrido há pouco mais de 20 anos.
Para ler o texto completo de Gabriela Bazzo clique aqui


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Representações identitárias da mulher negra no Brasil e na África




O estudo presente busca expor duas representações de mulher através da Literatura. Considerando a poesia, uma forma de experiência de vida, um autoconhecer-se, evocamos Octávio Paz para dialogar com seus conceitos, pois este apresenta o espaço como um encontro do sujeito histórico com o desejo da imaginação, do sonho. E as duas poetisas que serão trabalhadas neste artigo, são sujeitos que transformam o poema em um tecido vivo, cheio de história e vida, uma história que corrompe a do dominador e apresenta outra, a dos marginalizados. Através destas reflexões sobre poesia e História, supomos que as autoras Conceição Evaristo, brasileira, e Noémia de Souza, moçambicana, construíram uma Literatura em que a mulher é colocada em evidência, ou seja, é trabalhada, é dada a voz a ela. Duas mulheres que refletiram sobre os problemas da escravidão e do preconceito: questões de raça e de gênero. São poesias que apontam para uma realidade estampada em todos os lugares: a desigualdade de gênero. Por mais que se tenha passado por um processo de valorização da mulher, ainda há ideias de que a mulher pode dançar, cozinhar, cantar, mas escrever, nem pensar, lembrando Conceição Evaristo. Noémia constrói sua poesia como um espaço para ecoar as vozes de uma identidade que foi por muito tempo sufocada, deformada e aniquilada. Em suas poesias, ressurge a mulher negra guerreira, lutadora, cheia de cultura e vida, é redesenhado um sujeito que foi apagado pela História e pela sociedade dominante. Através de autores como Stuart Hall, Michel Foucault, Octávio Paz e Homi Bhabha, tentaremos visualizar como Conceição Evaristo e Noémia de Souza representaram a mulher negra em suas poesias, perpassando pela História, colonização e identidade cultural.
Para ler o texto completo de Iza Reis Iza, José Famir Famir e Eliane Auxiliadora Eliane clique aqui

Luta contra um escândalo nacional


O polêmico filme egípcio “678” – número de um ônibus no qual três mulheres são persistentemente assediadas sexualmente  durante sua jornada diária para o trabalho – trouxe esse fenômeno para a atenção do público quando foi lançado em 2010. Hoje, ele continua tão relevante como foi na época.
Relatório divulgado recentemente pela Fundação Thomson Reuters coloca o Egito como o pior país para as mulheres no mundo árabe em termos de assédio sexual. Outros relatórios confirmaram a predomínio do fenômeno, algo que tomou a dimensão de um escândalo nacional. Um relatório das Nações Unidas sobre mulheres, de abril de 2013, concluiu, por exemplo, que  99,3 % por cento das mulheres e meninas eram alvo de assédio no Egito – mais do que em qualquer outro país árabe. Não está claro se isso ocorre porque as mulheres egípcias denunciam mais esses fatos.
A ONU Mulheres, instituição das Nações Unidas para a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres, também publicou um relatório mostrando as mais recentes estatísticas sobre assédio sexual no Egito. O estudo também revela que a vasta maioria das mulheres egípcias sofreu alguma forma de assédio sexual. Ativistas se queixam de que alguns egípcios, especialmente homens, podem ter se tornado “insensíveis” para o problema.
Para ler o texto completo de Gamal Nkrumah e Al Ahram Weekly clique aqui

segunda-feira, 10 de junho de 2013

“Rostos de mulheres” ao espelho do cinema da África Subsariana (dos anos 1960 a 1990)


Enquanto o cinema ocidental1 deu ensejo a múltiplas investigações, especialmente nestes tempos de centenário da invenção dos irmãos Lumière, os estudos centrados em cinematografias mais “marginais” no espaço da produção mundial têm sido mais esporádicos2. O cinema africano, difundido a conta-gotas nos circuitos europeus – e até frequentemente marginalizado nos próprios países africanos malogrados os esforços3 – tem entretanto perto de meio século de existência. Este revela uma visão original dos realizadores africanos sobre as suas próprias sociedades, longe dos estereótipos veiculados pelo cinema colonial ou pelos filmes de aventura europeus4 e colocam naturalmente em primeiro plano, directamente no cerne da acção, jovens raparigas, esposas, mães e avós. Por conseguinte, as mulheres, tal como são desalinhadas pelos autores africanos, são bem diferentes das imagens geralmente contraditórias veiculadas na Europa pelos filmes ou pela literatura, sobretudo os da primeira metade do século: ora objectos eróticos ambivalentes (nuas, animais, ninfomaníacas e/ou frígidas), ora objectos de repulsão (selvajaria e torpeza)5.
Para ler o texto completo de Sophie Dulucq clique aqui

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Documentário "Mulheres Africanas - A Rede Invisível"


Graça Machel, política e ativista, durante gravação do documentário
 
 
Depois da estreia em um dos mais importantes festivais de documentários da África, o Dockanema, em Moçambique, o filme, Mulheres Africanas – A Rede Invisível, dirigido por Carlos Nascimbeni e produzido pela brasiliense Cinevideo, desembarca no Festival do Rio para fazer sua primeira exibição ao público brasileiro. O documentário conta por meio de uma emocionante narrativa, a experiência de vida de alguns exemplos de mulheres africanas, entre as quais Graça Machel, política e ativista, esposa de Nelson Mandela; Leymah Gbowee, vencedora do Prêmio Nobel da Paz;  Mama Sara Masari, empresária e Nadine Gordiner, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura. Baseado nas incríveis histórias dessas africanas, Nascimbeni constrói uma “rede invisível” e cheia de esperança, que envolve o telespectador e revela a força e a importância das mulheres para o continente africano.
Para ver o trailer do documentário clique aqui

sábado, 30 de junho de 2012

As mulheres africanas também fizeram Ciência

Historicamente poucos são os relatos da participação de mulheres na ciência. Madame Curie (1867 - 1934) é um dos poucos exemplos de pesquisadoras que encontramos facilmente na literatura. Tanto é verdade que se perguntarmos às pessoas sobre ícones da ciência, logo surgirão nomes como de Einstein, Newton, Darwin, Lavoisier, Freud, isto é, notaremos uma presença predominante do gênero masculino na área científica. Chassott em seu livro “A ciência é masculina?” afirma que grande parte desse desprezo se deve a três razões centrais, a primeira trata dos mitos e narrações religiosas herdadas dos antigos gregos, onde as mulheres são tratadas como objeto e têm seus desejos negados – As explicações aristotélicas a respeito da participação da mulher no processo da geração de uma nova vida, em que esta apenas teria o ventre fecundo para receber o esperma do homem, talvez pudessem ser apontadas como um dos pontos de partida para muitas discriminações em nossas heranças culturais gregas. A segunda herança é a judaica. A idéia de um Deus criador masculino e da mulher produzida a partir de uma costela do homem, ainda que presente em outras culturas foi amplamente difundida pelo judaísmo. E por último aponta a ancestralidade cristã como a última influência na exclusão da mulher na ciência. O corpo, o sexo e a natureza da mulher são objeto de uma redução, principalmente pelo apóstolo Paulo: "que as mulheres fiquem caladas nas assembléias, como se faz em todas as igrejas dos cristãos, pois não lhes é permitido tomar a palavra (BARCELLOS). Em resumo, na ciência ocidental particularmente, há uma hegemonia masculina que é sexista, racista e patriarcal. Somente o homem branco de origem greco-romana é que detém o modelo ou o padrão de homem inteligente e altivo.
Praa ler o artigo completo clique aqui

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