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segunda-feira, 4 de abril de 2022

O sutil conservadorismo de Hannah Arendt

 





As reflexões de Arendt são relidas por um espectro de grupos políticos amplo; progressistas, liberais de toda estirpe, acadêmicos e pesquisadores da sua obra e setores da esquerda. Para ler o texto de Ronaldo Tadeu de Souza clique aqui









Brecha de gênero: diferença salarial entre homens e mulheres é de 30%, mas neurociências e tecnologia podem ajudar 




As neurociências, em conjunto com a tecnologia, podem oferecer uma solução ao problema. O ranking dos recursos dos candidatos a uma vaga de trabalho pode ser elaborado por uma inteligência artificial em função do máximo potencial de aptidão, eliminando assim o preconceito de gênero desde as primeiríssimas etapas da seleção. O comentário é de Lorenzo Dornetti, neurocientista italiano e diretor do maior laboratório privado de neurociências da Itália. Para ler seu texto clique aqui










Elena G. Egea e Mike Lynch-White: "Temos que imaginar uma sociedade que produza e consuma menos




Há poucos dias, vimos como uma greve patronal dos transportes [na Espanha], com muitas reivindicações legítimas, mas descaradamente incentivada pelos setores da ultradireita, não só foi bem acolhida, mas suspeitadamente aclamada por alguns dos grandes meios de comunicação. Os mesmos meios de comunicação que frequentemente reagem de forma completamente diferente em relação a qualquer outra forma de protesto da sociedade civil. Tanques para os grevistas metalúrgicos de Cádiz, estúdios e telejornais para os representantes de uma plataforma minoritária. Para ler a entrevista de Elena González Egea e Mike Lynch-White clique aqui









Anarquismo e antropologia: a conexão necessária de David Graeber 





As contribuições do antropólogo norte-americano David Graeber estão marcadas por uma tentativa de iluminar a teoria social com as intuições colaborativas do anarquismo, mostrando como são corroboradas pelos dados da etnografia e a história. Sua morte em 2020 pôs fim a uma carreira acadêmica e ativista promissora e privou o movimento altermundialista de um de seus ideólogos mais lúcidos. Para ler o texto de Jesús Aller clique aqui










Começa um novo capítulo para os trabalhadores do Amazon





A vitória dos trabalhadores da Amazon representa uma verdadeira história de David contra Golias: um sindicato independente acaba de nocautear uma das empresas mais poderosas do mundo. Para ler o texto de Alex N. Press clique aqui













sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

"A pandemia não mudará nossas formas de sentir e de desejar". Entrevista com Gilles Lipovetsky

 



Um dos custos semióticos mais altos da pandemia possivelmente seja o uso de máscaras, nossa perda temporal do rosto, a fratura do eu, da comunicação facial com o outro, da identidade individual que de uma hora para outra se viu oculta, gerando distância e fissura do social. Mais que o fechamento, a máscara foi a verdadeira distância, o isolamento. O artefato indispensável para evitar o contágio, mas ao mesmo tempo o imaginário de perigo e de rejeição. A percepção do outro mediada pela suspeita e a desconfiança. O sinal de ‘afaste-se’ e o colapso da sedução que precisou migrar para novas formas e canais de comunicação. Para ler a entrevista com Gilles Lipovetsky clique aqui




A Arendt o que é de Arendt, a esquerda o que é da esquerda






Hannah Arendt (1906-1975) voltou ao debate brasileiro no último período. De certo modo, quem a recuperou de seu silêncio momentâneo foram personalidades do cenário público-político brasileiro (progressista e de esquerda) e pesquisadores das humanidades. A pensadora da ação política foi chamada à baila como a responsável por qualificar de totalitarismo o regime stalinista; que seria para alguns a versão de “esquerda” do hitlerismo. Para ler o texto de Ronaldo Tadeu de Souza clique aqui



Da tolerância ao reconhecimento. Artigo de François Dubet 





“O reconhecimento é muito mais exigente do que a tolerância, pois quem reconhece os outros aceita transformar as suas representações do mundo e de si mesmo”, escreve François Dubet, sociólogo e professor emérito da Universidade de Bordeaux. O sociólogo extrai consequências desta passagem da tolerância para o reconhecimento: “Enquanto a tolerância nos convida a aceitar diferenças que não são ameaçadoras, o reconhecimento leva à redefinição de si mesmo e à redefinição do mundo comum”. E o que temos em comum? “O que temos em comum não são mais as nossas identidades e as nossas raízes, mas uma forma de constituir uma sociedade em torno dos direitos humanos, da proteção dos indivíduos, da solidariedade e da igualdade. O que nós temos em comum é a democracia, muito mais do que a República e a nação que acabaram por se confundir”. Para ler seu texto clique aqui





quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Passamos do império dos sentidos ao império dos segundos

 



“Que os deuses amaldiçoem o primeiro homem que descobriu como marcar as horas e amaldiçoem também aquele que neste lugar ergueu um relógio de sol para cortar e despedaçar de modo tão infame meus dias em pequenos pedaços”. Estas palavras do comediante latino Plauto são coletadas pelo bioquímico Carlos López-Otín para ilustrar que nem todos os seres humanos aceitaram bem nossa capacidade de medir o tempo. Para ler sua entrevista clique aqui


Leia "Utopias inteligentes: "A tecnologia pode nos fazer imaginar um mundo mais sustentável e ético"" Entrevista com Luciano Floridi clicando aqui


Leia "Hannah Arendt: Como a solidão alimenta o autoritarismo" de Samantha Rose Hill clicando aqui


terça-feira, 4 de junho de 2019

Para filósofa húngara Ágnes Heller mundo passa por uma nova onda de tirania

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Especialista em regimes autoritários, a filósofa húngara Ágnes Heller já vivenciou três deles. Hoje, aos 90 anos, a intelectual de renome e discípula do filósofo marxista György Lukács faz uma avaliação nada otimista para a história da humanidade: estamos diante de uma nova escalada da tirania no mundo. 
Para ler seu texto clique aqui


Leia "Hannah Arendt e a guerra pela verdade" de Renato Francisquini clicando aqui

Michel Serres numa livraria em Brest, 30 de Outubro de 2014. Foto Briand/Wikimedia.

Leia "Michel Serres, 1930-2019" clicando aqui

sábado, 30 de março de 2019

Por que Hannah Arendt é filósofa por enquanto

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A filosofia política de Arendt, formada sob a perseguição nazista, está ressurgindo em nossa era problemática. 
Para ler o texto completo de Lyndsey Stonebridge clique aqui

domingo, 25 de maio de 2014

Hannah Arendt para educadores

A obra de Hannah Arendt (1906-1975) tem despertado uma atenção cada vez maior dos educadores e, evidentemente, não faltam razões para essa acolhida. Em parte, ela se deve à originalidade, força e independência de seu pensamento: um inconformismo radical temperado por uma fé na natalidade como a revelação de um novo alguém no mundo, um ser singular capaz de começar algo novo e imprevisto e, assim, renovar o mundo comum.
No âmbito da educação, Arendt é frequentemente lembrada em razão do ensaio A crise na educação, integrado à coletânea Entre o passado e o futuro. Faltava, entretanto, uma reflexão que relacionasse o ensaio ao conjunto de sua obra. É exatamente essa lacuna que a obra Educação em Hannah Arendt: entre o mundo deserto e o amor ao mundo, de Vanessa Sievers de Almeida, vem preencher.
Para ler o texto completo de Maurício Liberal Augusto clique aqui

segunda-feira, 10 de março de 2014

A obra inicial de Hannah Arendt

reprodução
Hannah Arendt (1906-1975) denominou sua época histórica de tempos sombrios.(1) Com esse termo, alude não só ao horror suscitado pelas catástrofes políticas da primeira metade do século XX, mas também às experiências de “ruptura da tradição” e de restrição do espaço público.
Os tempos modernos, caracterizados pela negação de tudo que é dado, transformou o mundo a tal ponto que produziu um esfacelamento da tradição. A perda da confiança inquestionada na tradição, a lacuna entre o passado e o futuro tornaram-se realidade tangível, fatos políticos. Assim, para Hannah Arendt, a modernidade rompeu com uma das condições da coexistência política: a memória organizada, transmitida pela tradição(2)
Foi somente com a emergência do totalitarismo no século XX, no entanto, que essa quebra tornou-se irreparável, pois aí se extinguiu a luz que, no mundo público, tornava visível a vida em comum, articulada em torno das palavras e das ações humanas. Antes disso, porém, subverteu-se o sentido greco-romano de espaço público com a gestação de uma inédita possibilidade de afastamento da vida pública. Desde então se tornou lícito que os homens se retirassem para a esfera privada cuidando apenas de interesses econômicos ou da esfera do pensamento.
Para ler o texto completo de Ricardo Musse clique aqui

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