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segunda-feira, 6 de março de 2023

O Ocidente visto do mundo

 





A Europa tem de deixar de pensar que os problemas da Europa são os problemas do mundo”. Para ler o texto de Boaventura de Sousa Santos clique aqui


Leia "Carlos Matos Gomes: Concepções do Mundo" clicando aqui


Leia "Daniel Vaz de Carvalho: A terceira guerra mundial já começou (2)" clicando aqui


Leia "Raniero La Valle: É um mundo de Leviatãs lutando entre si" clicando aqui


Leia "Chris Hedges: Linchando os deploráveis" clicando aqui


Leia "Achille Mbembe e a África como futuro" clicando aqui


Leia "Rita Coitinho: Domenico Losurdo avesso a neopopulismos" clicando aqui


Leia "Beauty Dhlamini: Dopar a pobreza não é a solução" clicando aqui


Leia "América Latina: pensamento vivo de Hugo Chávez" clicando aqui


Leia "Breno Altman: Como Chávez atualizou Gramsci para América Latina e saiu triunfante" clicando aqui


Leia "Mariana Mazzucato & Rosie Collington: A fraude das consultorias" clicando aqui


Leia "Rodrigo de Oliveira Andrade: ChatGPT inaugura uma nova era na interação entre seres humanos e computadores" clicando aqui


Leia "Massimo Recalcati: Nossas vidas regidas pela dúvida" clicando aqui


Leia "Alex Gourevitch: O socialismo nos permitirá trabalhar menos e em melhores condições" clicando aqui


Leia "Deni Alfaro Rubbo: As utopias incendiárias de Rosa Luxemburgo" clicando aqui


Leia "Roland Barthes: A língua é fascista" clicando aqui


Leia "Christina Queiroz: O gênero da ciência" clicando aqui

terça-feira, 5 de abril de 2022

Um ensaio contra a liberdade

 





Um ponto essencial para permitir uma convivência em civilização, que os libertários contemporâneos ignoram e que os liberais clássicos entendiam: liberdade infinita assassina a própria liberdade. Para ler o texto de Daniel Máximo Lima e Sergio Schargel clique aqui


Leia "Domenico Losurdo e as fronteiras da utopia" clicando aqui


Leia ""Ética da inteligência artificial", novo livro de Luciano Floridi" de Valter Fraccaro clicando aqui


Leia "Jorge Alemán: Nota sobre o capitalismo como modo de produção do Desastre" clicando aqui


Leia "Contra o ser-máquina, o direito à estranheza" de Douglas Ruskoff clicando aqui


Leia "Mudança climática: 'é agora ou nunca' para evitar catástrofe, diz novo relatório" de Matt McGrath clicando aqui


Leia "Lições da pandemia: Fiocruz lança e-book com estudos comparativos de nove países" clicando aqui


Leia "Criação de moeda sul-americana pode acelerar integração regional" de Fernando Haddad e Gabriel Galípolo clicando aqui


Leia "Como a Espanha reverteu a contrarreforma trabalhista" de Clemente Ganz Lúcio clicando aqui


Leia "Chile - depois da posse, o que esperar?" de Vladimir Safatle clicando aqui

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

As redes globais de extrema-direita 2.0

 




Preso no final de semana, Bannon é um de seus tentáculos. Bem financiadas, elas articulam “guerras culturais” em todo o mundo. Na América Latina, através de Bolsonaro, Keiko Fujimori e Kast, visam impedir a volta de governos progressistas. Para ler o texto de Steven Forti clique aqui


Leia "Uma competição de três reinos" de Francesco Sisci clicando aqui


Leia "A UE prepara seu rearmamento em face das guerras híbridas do século 21" de Maria G. Zornoza clicando aqui


Leia "Gilberto Lopes: Na fronteira da Polônia com a Bielorrússia" de Gilberto Lopes clicando aqui


Leia "Cuba: quem convoca as manifestações em novembro?" de Joana Salém Vasconcelos clicando aqui


Leia "O veganismo estratégico é bom (negócio)" de Nathália Iwasawa clicando aqui


Leia "80 anos de Domenico Losurdo e livro novo em breve!" clicando aqui

domingo, 4 de julho de 2021

Trabalhismo na Primeira República: um estudo de caso da Associação Beneficente Tipográfica de Belo Horizonte

 



O presente artigo visa explicitar como predominou, entre os trabalhadores da cidade de Belo Horizonte, no início do século XX, a associação e militância em busca de melhores condições de trabalho e vida pela via reformista. Para tanto, focalizamos uma associação em específico, a Associação Beneficente Tipográfica (ABT), que possuía características de uma sociedade mutual. Porém, a referida associação ia além do assistencialismo. Era uma entidade onde os trabalhadores encontravam um meio para exercer a “solidariedade” entre seus membros e conseguiram, frequentemente, representar e defender seus interesses, ao mesmo tempo. Metodologicamente, foram analisados alguns estudos clássicos, no âmbito da História Social do Trabalho, em especial Eric Hobsbawm e E. P. Thompson, a fim de entendermos os fundamentos e teorias relacionados aos termos classe social e associação. Além disso, houve uma análise qualitativa de fontes primárias, sendo elas os periódicos produzidos na cidade de Belo Horizonte no alvorecer do século XX. Para ler o texto de Daniela Oliveira Ramos dos Passos e Renata Garcia Campos Duarte clique aqui





Domenico Losurdo, o eminente filósofo italiano que tantas vezes visitou o Brasil e aqui foi amplamente publicado, nos deixou na manhã de 28 de junho passado. Ao lado das lágrimas pela perda de um intelectual de tamanha envergadura, devemos também nos felicitar pelo enorme legado que Losurdo nos deixa através de suas muitas obras. Delas podemos retirar muitos ensinamentos para ler a história e tomar posição no debate de ideias que se destina a superar este mundo “grande, terrível e complicado”, como costumava dizer Gramsci. Para ler o texto de Marcos Aurélio da Silva clique aqui


segunda-feira, 21 de junho de 2021

Lênin e Che Guevara

 



Para ler a análise comparativa feita por Luiz Bernardo Pericás sobre a trajetória política dos dois líderes revolucionários clique aqui




Para ler o Prefácio de Osvaldo Coggiola,  autor ao livro recém-editado "Introdução à teoria econômica marxista" clique aqui




Para ler a Apresentação de Annabelle Bonnet sobre o livro recém-reeditado de Victor Neves clique aqui





Para ler o comentário de Jorge Fofano Junior sobre o livro "O marxismo ocidental: como nasceu, como morreu, como pode renascer", de Domenico Losurdo clique aqui






Neste artigo, as relações entre o poder e o Estado nos textos presentes na Microfísica do Poder são expostas. O poder é prática, é exercício, portanto, está num campo de possibilidades práticas, de estratégia e dominação. O poder é aquilo que acontece, não aquilo que pode acontecer: ele está no corpo, não pura e simplesmente na consciência. Percebe-se a preocupação de Foucault em demonstrar a viabilidade de uma pesquisa que não se concentra no Estado enquanto centro do poder e, ao mesmo tempo, sua denúncia das consequências improdutivas de um foco no poder político do Estado. Para ler o texto de Vinicius Siqueira clique aqui





segunda-feira, 26 de abril de 2021

Curso completo de introdução ao pensamento crítico



Já estão disponíveis na TV Boitempo todos os vídeos do curso Introdução ao pensamento crítico hoje, promovido pela Boitempo em parceria com Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. O curso contou com 12 aulas e foi conduzido por alguns dos maiores pesquisadores brasileiros da atualidade. Compreendendo que a liberdade é uma luta constante e que tempos difíceis demandam uma reflexão crítica, radical e comprometida com a construção das bases materiais de uma sociedade mais justa, democrática e plural, o curso buscou apresentar um panorama de algumas das mais vibrantes obras de pensamento crítico da contemporaneidade. Ao longo de 12 encontros, foram apresentados o pensamento e as principais obras de nomes incontornáveis para se pensar nossa sociedade: Angela Davis, David Harvey, Domenico Losurdo, Giorgio Agamben, István Mészáros, Judith Butler, Maria Rita Kehl, Michael Löwy, Nancy Fraser, Patricia Hill Collins, Silvia Federici e Slavoj Žižek. Para acessar os vídeos clique aqui


 

domingo, 14 de março de 2021

Colonialismo e luta anticolonial: desafios da revolução no século XXI

 




O título dado a este volume, Colonialismo e luta anticolonial: desafios da revolução no século XXI, sublinha qual é o centro de sua reflexão. Não se trata de uma obra organizada por Losurdo, mas de uma seleção de escritos, alguns inéditos em português, uns já conhecidos do público, outros retraduzidos ou revisados. O que os unifica é a centralidade da questão colonial na história da modernidade burguesa e a importância do anticolonialismo na luta pela revolução socialista neste século XXI. Para ler o texto de Jones Manoel clique aqui

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Domenico Losurdo e a luta anticolonial

 




Domenico Losurdo é imprescindível para entender o liberalismo como concepção capitalista fundante, que perpassa todas as suas correntes ideológicas. O autor expõe a relação entre o ideário liberal e o colonialismo, o racismo e a escravidão, bem como sua presença necessária na reprodução capitalista – para além dos processos de colonização formal. Sua obra destrói as noções de “civilização ocidental” e “sujeito universal civilizado”. Para ler o texto de Marina Machado Gouvêa clique aqui


Leia "Ação antitruste contra a Google revela o poder da tecnologia sobre a vida humana" Entrevista com Carlos Affonso de Souza clicando aqui


Leia "Espanha: Liberdade sexual, proteção à criança, LGTBI, Trans ... as leis sobre direitos fundamentais que vêm em 2021" de Marisa Kohan clicando aqui


Leia "A opressão feminina se assenta sobre maternidade, sexualidade e trabalho doméstico" de Mar Centenera clicando aqui


Leia "Estamos próximos do ponto de não retorno para o clima global" de Inger Anderson clicando aqui


Leia "Da possibilidade à realidade. O trabalho poético de gerar novos hábitos" de Hermenegildo Bastos clicando aqui


Leia "Encenando o oprimido - "La Terra Trema" e "Barravento"" de Alexandra Seibel clicando aqui

sábado, 7 de julho de 2018

Domenico Losurdo: crítico impertinente do liberalismo, defensor impenitente do comunismo


"Em que pese a perda, entendamos que Losurdo forjou ideias que já, agora, se transformaram em sementes. Cuidemos delas. Espalhemo-las pelos mais diversos campos. A primavera que esperamos, ele anteviu e preparou-lhe terreno." 
Para ler o texto completo de Israel Souza clique aqui

Leia "Para despedir-se de Domenico Losurdo" clicando aqui

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Domenico Losurdo: Revolução de Outubro e democracia no mundo


Pelo menos no que respeita às relações internacionais, estamos bem longe da democracia. O processo de democratização iniciado com a Revolução de Outubro está ainda bem longe da sua conclusão. Para ler o texto completo de Domenico Losurdo clique aqui

Leia "Socializar o trabalho doméstico e emancipar: o plano da revolução russa para as mulheres" de Juliana Domingos de Lima clicando aqui

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Losurdo: A Revolução Russa e o revisionismo histórico


"Para a ideologia hegemônica de hoje, a dominação colonial e o banho de sangue da guerra mundial são sinônimos de normalidade, ou mesmo de sanidade psicológica, enquanto que a Revolução de Outubro – oposta a tudo isso – representa uma epidemia, a disseminação da loucura." 
Para ler o texto completo de Domenico Losurdo clique aqui

terça-feira, 14 de julho de 2015

DOMENICO LOSURDO: A luta de classes explica o mundo


O filósofo italiano Domenico Losurdo analisa a atualidade do conceito marxista em um momento em que a renda está sendo redistribuída a favor das classes privilegiadas. Na entrevista a seguir, o acadêmico, um dos estudiosos italianos mais traduzidos no mundo, fala do novo livro, da ascensão dos emergentes e do marxismo, e contesta o historiador britânico Niall Ferguson, expoente liberal.
Para ler a entrevista de Domenico Losurdo clique aqui

terça-feira, 16 de junho de 2015

"A luta de classes", de Domenico Losurdo

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Domenico Losurdo trabalha em uma minúscula cidade do centro da Itália, que é uma joia do renascimento: Urbino. Do alto de suas suaves montanhas, lança o olhar para o presente e o passado da história social de todo o planeta. E consegue traçar linhas para o futuro. Possui uma erudição impressionante, contando sua obra com uma meia centena de volumes. E não tem medo da polêmica, que realiza sempre em alto nível. Enfrenta “monstros sagrados” como Simone Weil, Hannah Arendt e Jurgen Habermas, contestando suas teses com a precisão de um cirurgião.
Leia, de José Luiz del Roio, a orelha do livro clicando aqui 

sábado, 16 de agosto de 2014

A esquerda, o sionismo e a tragédia do povo palestino

losurdo

Em Durban, por ocasião da Conferência internacional sobre racismo promovida pela ONU, três mil organizações não governamentais provenientes de todo o mundo condenaram com palavras candentes Israel por causa da opressão nacional e da discriminação infligidas aos palestinos, da ferocidade de uma repressão militar que não se detém nem mesmo diante de “atos de genocídio”.
Mais timidamente agiram as delegações oficiais. A perseverante cumplicidade da União Européia para com Israel privou o documento final de muito de sua força. E, contudo, talvez pela primeira vez na história, o Ocidente capitalista e imperialista foi obrigado de modo tão solene a sentar-se no banco dos acusados, foi posto com força diante de algumas páginas de sua história, constantemente recalcadas, que vão do tráfico dos escravos negros ao martírio do povo palestino. A fuga indecorosa das delegações norte-americana e israelense selou o ulterior isolamento daqueles que hoje são os responsáveis de crimes horríveis contra a humanidade e os piores inimigos dos direitos do homem. Trata-se de um resultado de importância extraordinária. E, contudo, até mesmo à esquerda não faltaram aqueles que torceram o nariz. Dando-se ares professorais em relação aos palestinos, convidaram-nos a moderar o tom: sim, a crítica a Israel pode ser justa, mas por que trazer à discussão o sionismo e por que acusá-lo até de racismo?
Para ler o texto completo de Domenico Losurdo clique aqui

domingo, 3 de agosto de 2014

A "democracia para o povo dos senhores", no passado e no presente


Andrew Jackson era o presidente do Estados Unidos no momento em que Tocqueville fez a viagem que levou à publicação da "Democracia na América". É verdade que este presidente liquida em grande parte a discriminação censitária [1] dos direitos políticos. Mas, paralelamente, encontramo-nos com um proprietário de escravos que, igualmente, ordena a deportação dos Peles Vermelhas (os cherokees). Foram homens, mulheres, velhos, crianças: um quarto morreu durante a viagem. Deveríamos considerar que Jackson é um democrata? Os autores da Declaração da Independência e da Constituição de 1787 são igualmente proprietários de escravos, logo, durante trinta e dois dos primeiros trinta e seis anos de existência dos Estados Unidos, a função de presidente é ocupada por proprietários de escravos, muitas vezes implicados na expropriação e deportação dos Peles Vermelhas.
Os Estados Unidos daquela época eram uma democracia?
Para ler o texto completo de Domenico Losurdo clique aqui

segunda-feira, 31 de março de 2014

O Manifesto e a história universal

14.03.14_Domenico Losurdo_Manifesto
Relendo o Manifesto Comunista a cento cinquenta anos de sua publicação, procuramos nos interrogar sobre as novidades teóricas e políticas fundamentais apresentadas pelo texto de Marx e Engels. Estas novidades não residem na tomada de consciência da não naturalidade do conflito social entre proletariado e burguesia, nem na afirmação de que este conflito foi precedido historicamente pela luta de classes entre escravos e senhores e entre servos da gleba e proprietários feudais. Alguns anos antes, Tocqueville havia sintetizado a situação de Inglaterra nesses termos: “aqui, o escravo, lá o patrão; aqui, a riqueza de alguns; lá, a miséria da maioria”. Em seguida, o liberal francês chegou a advertir para o perigo das “guerras servis”.
Assim, a condição operária se encontra comparada à escravidão. Antes de Marx e Engels, esta comparação era feita, de maneira consciente, pelos pensadores liberais. Locke não teve nenhum problema para constatar que a maior parte da humanidade havia sido “transformada em escrava” pelas condições objetivas de vida e de trabalho. Mandeville não tinha nenhuma dúvida de que a “parte mais pobre e mais desprovida da nação” estava destinada para sempre a executar um “trabalho sujo e semelhante ao de um escravo”. E foram os próprios discípulos de Cobden e de Bright que compararam os operários fabris a “escravos brancos”. Neste caso, era absurdo — concluiu Benjamin Constant — conceder direitos políticos ao trabalhador assalariado: ele está privado da “renda necessária para não viver na total dependência da vontade de outro”; “os proprietários são os senhores da existência do trabalhador assalariado, porque podem recusar o trabalho deste”.
Para ler o texto completo de Domenico Losurdo clique aqui
Leia o texto “A geografia do Manifesto de David Harvey” clicando aqui

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

DOMENICO LOSURDO: produção das emoções é novo estágio do controle da classe dominante

Para o filósofo marxista italiano Domenico Losurdo, o avanço tecnológico permitiu à classe dominante alcançar um novo estágio na dominação cultural. Se, no passado, ela já detinha o monopólio da profusão e difusão das ideias, hoje ela também consegue fazer o mesmo com as emoções.
Na segunda parte da entrevista de Losurdo a Opera Mundi, ele descreve as noções modernas das lutas de classe, dos limites das manifestações populares e da relação entre o comunismo e as lutas anticoloniais, em especial a do movimento negro nos EUA.
Para ler a entrevista de Domenico Losurdo clique aqui



sábado, 12 de outubro de 2013

"EUA são o pior inimigo da democracia nas Relações Internacionais", diz filósofo italiano Domenico Losurdo

A crise econômica global iniciada em 2008 afetou não somente as economias das grandes potências ocidentais como também a crença desses países no liberalismo triunfante, que se iniciou após o fim da Guerra Fria. Essa é a opinião do filósofo, historiador e cientista político marxista Domenico Losurdo, que está no Brasil para uma série de atividades e palestras.
Nesta quarta-feira (02/10), ele concedeu entrevista a Opera Mundi em um hotel no centro de São Paulo, ocasião em que criticou as atitudes imperialistas belicistas dos EUA em contraponto à sua retórica em prol da liberdade e da democracia.
Ele também teceu severas críticas à social-democracia na Europa, a quem denominou de “esquerda imperial” e de possuir objetivos muito próximos aos partidos da direita tradicional, fazendo parte de um sistema “monopartidário competitivo”. Losurdo é professor da Universidade de Urbino, na Itália, e também de entidades como o Internationale Gesellschaft Hegel-Marx für Dialekttisches Denken e da Associação Marx-XXIesimo Secolo.
Para ler a entrevista de Domenico Losurdo clique aqui


segunda-feira, 1 de julho de 2013

REFLEXÕES SOBRE O LIBERALISMO: Prezar a liberdade, defender a escravidão


Quem faz do liberalismo a imagem dada pelos liberais terá duras surpresas ao ler esta obra magistral de Domenico Losurdo, Contre-histoire du libéralisme[Contra-história do liberalismo] (Laterza, Roma/Bari, 2006), que já de saída nos apresenta um extraordinário paradoxo.
Ser liberal, em princípio, significa militar, seguindo a escola de grandes escritores como Hugo Grotius e John Locke, Adam Smith e Alexis de Tocqueville, pelas liberdades do indivíduo contra o absolutismo político, o intervencionismo econômico, a intolerância filosófica. Poderoso movimento de pensamento e ação que, do século XVI ao século XVIII, e através de três gloriosas revoluções na Holanda, Inglaterra e América, moldou toda a história contemporânea. Mas é justamente com ele que a escravidão conheceu seu maior desenvolvimento. Na América, havia 330 mil escravos em 1700, cerca de 3 milhões em 1800 e o dobro na metade do século XIX. A Holanda só aboliu a escravidão em suas colônias em 1863. Em meados do século XVIII, era a Grã-Bretanha que tinha o maior número de escravos: quase 900 mil. E tratava-se do pior tipo de escravidão, a chattel racial slavery, na qual o escravo negro é simplesmente um “bem móvel”. Não se poderia imaginar uma negação mais radical da liberdade individual. Onde está o erro?
Para ler o texo completo de Lucien Sève clique aqui
Sobre o mesmo tema pode ler o texto "O laisser-faire é libertário?" de Serge Halimi clicando aqui

sábado, 28 de maio de 2011

As Raízes norte americanas do Nazismo


Domenico Losurdo é Investigador do Istituto di Science Filosofiche e Pedagogiche, Urbino, Itália.

A invasão do Iraque, em Março de 2003, foi acompanhada por uma curiosa campanha mediática contra os movimentos de oposição à guerra, acusados então de anti-americanismo. É muito significativo que neste clima ideológico e político os acusadores não recordassem o terror exercido pelo Ku Klux Klan em nome do "americanismo puro", ou do "americanismo cem por cento", face aos negros e aos brancos que se opunham à supremacia branca. Tão pouco recordavam a caça às bruxas de McCarthy contra os defensores de ideias ou sentimentos "não americanos".


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