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sexta-feira, 11 de março de 2016

STJ diz que publicidade infantil é abusiva e que tira autoridade dos pais


Uma criança se joga no chão e grita, para desespero dos pais:
– Eu quero! Eu queroooo!
Em seguida, metade dos olhares do recinto se voltam à cena. A mãe não é forte o suficiente para dizer “não” – julga a maioria. Foram fracos ao educar a criança que, agora, pensa que precisa daquele objeto, daquela guloseima para ser feliz. Desculpem, mas tenho que concordar com os olhares julgadores.
Para ler o texto completo de Marina Pita e Renato Godoy clique aqui

domingo, 4 de outubro de 2015

A onipresente publicidade infantil na internet

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Quase desconhecidas e totalmente descontroladas, campanhas invadem quotidiano das crianças, exploram vulnerabilidades e instigam desejo de consumo obsessivo. 
Para ler o texto completo de Lais Fontenelle clique aqui

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A obesidade é uma doença incurável. Por que punir o doente?

reprodução

Comer em excesso pode ser mais viciante que o crack. Em vez de culpar os indivíduos, é preciso responsabilizar a indústria alimentícia e a publicidade. Para ler o texto completo de George Monbiot clique aqui

domingo, 25 de janeiro de 2015

Quanto valem as crianças?

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As crianças estão sendo precificadas por um mercado que quer lucrar com sua vulnerabilidade. Em reação à resolução do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), que condena a publicidade infantil, a Mauricio de Souza Produções encomendou pesquisa sobre os impactos, pretensamente catastróficos, dessa proibição na economia do país.
Segundo ela, o fim da publicidade dirigida à criança custaria ao mercado R$ 33,3 bilhões, 728 mil empregos e R$ 6,4 bilhões em salários, além de uma queda de R$ 2,2 bilhões na arrecadação de impostos. Uma conta rápida revela que, considerando-se o universo de 40 milhões de crianças com até 12 anos, cada uma delas custaria cerca de R$ 825 – e que é de fato lucrativo explorar a vulnerabilidade infantil.
Para ler o texto completo de Lais Fontenelle clique aqui

sábado, 17 de janeiro de 2015

Manifesto da Altercom à sociedade brasileira

reprodução

A realidade dos meios de comunicação no Brasil aponta, cada vez mais, para dois tipos de concentração: o da informação e o das verbas publicitárias.
O maior anunciante público do país, o governo federal, em 2013 investiu 2,3 bilhões de reais em publicidade. Desse total, 1,5 bilhão foi para TV; 309 milhões para jornais e revistas; 176 milhões para rádio; 139 milhões para Internet e 176 milhões em outras mídias. Do montante investido em TV, 1,3 bilhões (86%) foram direcionados para as cinco grandes redes de sinal aberto, sendo que só a Globo ficou com cerca de 570 milhões.
Diante desta realidade é forte a tendência ao oligopólio e ao monopólio, bem como a concentração simbólica do pensamento, o que dificulta a manifestação da pluralidade de opiniões. Isto afeta diretamente o direito à liberdade de expressão e o fortalecimento da democracia brasileira.
Para ler o texto completo clique aqui

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Publicidade: o 'photoshop' do capitalismo contemporâneo

Classic Film / Flickr

O capitalismo é marcado pelo seu caráter dinâmico, contraditório e de dominação política e ideológica, que transforma constantemente os vários aspectos do modo de vida, engendrando uma série de conflitos na sociedade, que, em um movimento também contraditório, adere e resiste aos novos “modelos” de vida civilizada.
Uma arma contemporânea do capitalismo que consegue violentar os valores sociais de modo muito sedutor é a publicidade (incluindo as estratégias de marketing e criação de marcas). Não criando valores e desejos novos, mas reforçando e manipulando os valores já existentes na sociedade.
A publicidade é uma espécie de photoshop do sistema, pois permite uma edição tridimensional do modo de vida capitalista, não apenas escondendo os efeitos violentos da mercantilização da vida social, mas milagrosamente transformando em fascínio algo que era para ser contestado.
Para ler o texto completo de Valter Palmieri Júnior clique aqui

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A nova derrota da publicidade infantil

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Crise Hídrica. Eleições. 50 anos do Golpe Militar. Copa do Mundo e Olimpíadas. Quem pensou nesses temas para a prova nacional do ensino médio errou. Publicidade Infantil em questão no Brasil – esse foi o bem escolhido tema da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que aconteceu dia 9 de novembro, levando mais de 8 milhões de jovens de nosso vasto país a refletir, ao mesmo tempo, sobre esse tema urgente e importante.
O fato veio coroar uma longa caminhada de pais, acadêmicos, ativistas, educadores e organizações como o Instituto Alana, Movimento Infância Livre de Consumismo (MILC)  e a mais recente Rebrinc (Rede Brasileira Infância e Consumo), que lutam pela defesa dos direitos das crianças frente aos apelos, abusivos, de consumo do mercado. Mas, vale lembrar que essa não foi a única data a se comemorar no mês de novembro, pois no dia 20 a Convenção dos Direitos das Crianças e Adolescentes da ONU completou 25 anos, marcando a conquista de uma doutrina de proteção integral às crianças, em 1989.
Para ler o texto completo de Laís Fontenelle clique aqui

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

PUBLICIDADE E PROPAGANDA: O dilema capitalista: entre a destruição e a catarse


Segundo Aristóteles catarse refere-se à purificação da alma por meio de uma descarga emocional ocasionada por um drama. Sob a ótica psicanalítica de Freud, é a emancipação de alguma situação opressora seja psicológica, seja cotidiana.
Nas duas concepções, catarse, remete à libertação do pensamento, ao rompimento com hábitos prejudiciais. Na presente reflexão especular-se-á, acerca da possibilidade de uma espécie de catarse coletiva da sociedade atual em relação a seu modus vivendi.
Entretanto, antes de se propor movimento desse tipo, é necessário que se admita estarmos de fato diante de uma sociedade doente. Quanto a isso, restam poucas dúvidas, a organização social de indivíduos atual padece de duas grandes enfermidades: no plano coletivo está acometida por um modelo econômico global injusto e insustentável, o hipertrofiado capitalismo de mercado; enquanto que no plano individual, apresenta-se um panorama de egocentrismo galopante, o já clichê mas longe de ser superado “cada um por si”, expresso por meio de valores individualistas que vão desde liderança e empreendedorismo, verdadeiros mantras do meio empresarial, até a saga do herói do cinema e as megaestrelas da música, todos eles martelados à exaustão na cabeça das pessoas. Há interligação e interdependência entre as duas enfermidades.
Para ler o texto completo de Carolina Rodrigues e Thiago dos Santos Paulo clique aqui

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Cuidado com a neurobobagem

Cuidado com a neurobobagem

A neurociência – disciplina dedicada a estudar o funcionamento do cérebro – está em alta. As descobertas feitas pela comunidade científica nos últimos anos sobre o funcionamento da mente produziram conhecimentos importantes, mas também abriram espaço para a proliferação da chamada “neurobobagem”, termo que pode designar tanto os mitos sobre a mente humana quanto o uso oportunista, extrapolado ou indevido de informações científicas pela publicidade
 
Em uma palestra recente para a Technology, Entertainment, Design (TED), conhecida popularmente como TED Talks, a neurocientista norte-americana Molly Crockett explica como os resultados obtidos por uma pesquisa científica séria podem ser distorcidos e repassados erroneamente para o grande público. Molly fala com conhecimento de causa. Estudiosa de como a química do cérebro influencia nossas escolhas, a neurocientista realizou um experimento que consistia em oferecer para voluntários uma bebida com o aminoácido triptofano, capaz de aumentar os níveis de serotonina do cérebro. Molly e sua equipe concluíram que, quando os níveis de serotonina estavam altos, as pessoas tomavam decisões mais racionais. Quando ocorria o contrário, os participantes tinham mais chances de tomar decisões impulsivas ou emocionais
Para ler o texto completo de Tory Oliveira clique aqui

sábado, 31 de maio de 2014

Infância: cidadania versus consumo

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O 4 de abril de 2014 foi um dia histórico para as crianças brasileiras e todos os que lutam por uma infância livre de apelos do mercado. Nessa data foi publicada no Diário Oficial a resolução 163/14 do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes), que define como abusivo e ilegal a publicidade dirigida às crianças com a intenção de persuadi-las para o consumo de qualquer produto ou serviço, conforme o Código de Defesa do Consumidor.
A resolução foi aprovada, de forma unânime, e proíbe que anúncios impressos, comerciais televisivos, spots de rádio, banners e sites, embalagens, promoções, merchadisings, ações em shows e nos pontos de venda sejam focados nas crianças menores de 12 anos. Cria, assim, um novo paradigma para a efetivação dos direitos das crianças.
Para ler o texto completo de Lais Fontenelle clique aqui

terça-feira, 18 de março de 2014

Sobre crianças e mentes colonizadas

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No dia 15 de março comemorou-se o Dia Internacional dos Direitos do Consumidor. Nessa mesma data, em 1962, o então presidente dos EUA, John F. Kennedy, enviou uma mensagem ao congresso norte-americano chamando atenção da sociedade para garantias básicas, até então pouco conhecidas e negligenciadas como o direito de proteção contra propagandas e embalagens fraudulentas, o direito de escolha e informação frente aos produtos e o direito de ser ouvido.
A mensagem deixava evidente a urgência da questão. Porém, a primeira comemoração da data se deu em 1983, e foi somente dois anos depois que a ONU reconheceu os direitos dos consumidores, legitimando internacionalmente a causa. Já no Brasil, o Código de Defesa do Consumidor, um dos mais completos e ousados do mundo, entrou em vigência em 1990, dois anos após a promulgação da atual Constituição Federal, e pode ser visto como resposta do poder público aos anseios da sociedade civil em relação aos avanços desgovernados da sociedade de consumo.
Para ler o texto completo de Lais Fontenelle clique aqui

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

E a publicidade começa a divorciar-se da mulher…

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Realizada pelo Data Popular e Instituto Patrícia Galvão, a pesquisa Representações das mulheres nas propagandas na TV revela a existência de um conflito entre o que os espectadores veem e o que gostariam de ver nas publicidades exibidas na televisão. Para 56% dos entrevistados, homens e mulheres, as propagandas na TV não mostram as brasileiras reais. Para a pesquisa, foram realizadas 1.501 entrevistas com homens e mulheres maiores de 18 anos, em 100 municípios de todas as regiões do país, entre os dias 10 e 18 de maio deste ano.
Na avaliação do diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, o distanciamento entre a representação da mulher feita nos comerciais e a realidade prejudica os anunciantes, que perdem o principal mercado de consumo. “A mulher quer uma comunicação que a inspire a melhorar um pouco mais de vida, mas não a deixar de ser quem ela é. E quando as empresas vendem um aspiracional que está longe de ser desejado e possível para essa mulher, ou ela se frustra ou simplesmente conclui que esse produto não é para ela e cria uma barreira em relação a ele”, considera.
Confira a entrevista de Renato Meirelles clicando aqui

terça-feira, 24 de setembro de 2013

DIREITOS DA INFÂNCIA: É preciso regular a publicidade de alimentos para crianças

Atualmente no Brasil, 30% das crianças de 5 a 9 anos estão com sobrepeso e 15% estão obesas (POF 2008-2009). Os dados revelam uma epidemia, que acomete as 5 regiões do país e todas as classes sociais. Com o excesso de peso, surgem as doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes, problemas renais e alguns tipos de câncer.
O problema não é só brasileiro. Diversos países, desenvolvidos ou em desenvolvimento, preocupam-se hoje com a reversão de problemas de saúde em crianças, que antes eram característicos de idosos. Pesquisas demonstram que, se nada for feito, pela primeira vez na história a geração atual viverá menos do que seus pais.
Para ler o texto completo de Ekaterine Karageorgiadis clique aqui

domingo, 27 de janeiro de 2013

MÍDIA E REDES SOCIAIS: Quando a mulherada grita com a TV e ela escuta


Diz-se por aí que, com a interferência da internet em outras mídias, estamos na era em que você grita com a TV e ela é obrigada a responder. O poder de transformar cada um em um veículo e unir pessoas que não se encontrariam muda a dinâmica das relações com a mídia e, principalmente, com quem a sustenta: os anunciantes.
Os anúncios publicitários não são apenas uma forma de vender produtos, são retratos da sociedade, que podem ser inovadores, propositivos, emocionantes ou reforçar o que existe de pior no meio em que são produzidos. A relação entre homens e mulheres, assim como é parte do dia a dia, é uma temática constante das peças publicitárias.
Para ler o artigo completo de Madeleine Lacsko clique aqui

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

MARKETING POLÍTICO: Será a publicidade o motor da História?


O filme chileno No, de Pablo Larraín, foi exibido pela primeira vez no Brasil em outubro do ano passado, numa sessão exclusiva para convidados, na abertura da 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Agora, no final de dezembro, entrou em circuito comercial. Grande vencedor da Quinzena dos Realizadores de Cannes 2012, o filme confirma nas salas brasileiras a sua carreira internacional vitoriosa. Agrada a espectadores de várias idades e vários recortes culturais.
Se o leitor habitual da página A2 do Estadão ainda não viu, deveria ver. O debate retratado na tela é do mais alto interesse para quem procura acompanhar os rumos políticos da democracia. O que é que a empurra numa direção ou noutra? Em que cadinho são sintetizadas as decisões coletivas? Qual o papel que a publicidade – ou, em termos um pouco mais amplos, o chamado marketing político – desempenha nesse jogo?
Para Karl Marx e Friedrich Engels, a luta de classes era o motor da História (grafada com H maiúsculo). Segundo a gente depreende do enredo brilhante de No, a coisa não é bem assim: o motor da história é uma mensagem bonita, vibrante de euforia, que “venda” bem. É nisso que o povo quer embarcar, é isso que o povo quer “comprar”. Moral da história (com h minúsculo), o motor da História, prezados camaradas, é a publicidade. Por essas e outras, o filme dá o que pensar – e dá margem a indagações um tanto perturbadoras.
Para ler o texto completo de Eugênio Bucci clique aqui

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

MODA & PUBLICIDADE: O ser do consumo é o consumo do ser

No século 19, o fordismo e o taylorismo buscaram organizar a sociedade em torno da valorização do capitalismo industrial de produção seriada, isolada e setorizada. Algumas décadas depois, nos tornamos uma sociedade capitalista, globalizada, baseada no consumo de massa, que em pouco transformaria quase todas as coisas duráveis em facilmente descartáveis. Coisas mais frágeis se consomem mais rapidamente e logo são substituídas e, assim, o ciclo prossegue e o consumo aumenta.
O processo de desenvolvimento econômico que se viu no pós-guerra foi bastante impulsionado pela publicidade nos meios de comunicação de massa, o que permitiu a massificação dos produtos industrializados. O êxito estava (e ainda está) na supervalorização das grandes marcas, apresentadas como símbolos de status social, o que estimula o desejo de consumo e leva a pessoa ao ato de compra. Investimentos pesados em propagandas, que na época eram bem menos agressivas do que como as vemos agora, deram início ao que, hoje, chamamos de a era da imagem.
Para ler o texto completo de Elisângela Silva Bispo clique aqui

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