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terça-feira, 7 de março de 2023

Os que lucram clandestinamente com a guerra

 




Empresas de armas europeias na aliança com os Estados Unidos e a lucrativa guerra por procuração. Para ler o texto de Werner Rügemer clique aqui


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Leia "Jon Bernat Zubiri Rey e Régis Arriet: A centelha da luta social incendeia a França" clicando aqui


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sexta-feira, 29 de julho de 2022

Altos da atualidade de Bertolt Brecht - ou Theodor W. Adorno revisitado

 





Hoje, o país é terra arrasada e estamos mais uma vez às portas de um golpe. As redes sociais tornaram-se verdadeiras máquinas de destruição política e social. Nesse cenário, a luta cultural é central e Brecht pode não ser mais atual, mas nunca foi tão necessário. Que sejamos capazes de, nos próximos meses e anos, reabilitar Brecht – com Adorno. Algumas vezes na vida, precisamos de uma reconciliação extorquida. Que a vontade de derrotar do fascismo seja uma oportunidade para isso. Para ler o texto de Bruna Della Torre clique aqui







Africanas e líderes: elas constroem o futuro do seu continente




Que essa antiguidade é um grau não pode ser aplicado quando se fala de mulheres africanas ignoradas. A orgulhosa cineasta congolesa Machérie Ekwa usa sua língua nativa, lingala, para escrever a mensagem que ela escolhe enviar ao mundo durante a sessão de fotos para este especial. Nabomoko toza makasi”: “Juntos somos fortes”, assina. Sem ter chegado aos trinta, Ekwa já tem prémios internacionais e mostras em festivais de prestígio com uma obra que retrata com realismo gritante algumas das piores atrocidades que o homem é capaz de cometer. Para ler o texto de A. Agudo, L. Ferro e R. Santodomingo clique aqui

quarta-feira, 21 de abril de 2021

O radical Ernest Hemingway

 



Da luta ao lado dos comunistas na Guerra Civil Espanhola até o apoio aos revolucionários em Cuba, o documentarista Ken Burns revela o lado radical do escritor Ernest Hemingway. Nesta entrevista à Jacobin, Ken Burns resgata a esquecida posição de esquerda de um dos escritores mais renomados do século XX. Para ler a entrevista de Ken Burns clique aqui




Brecht e a sua crítica do capitalismo: A Santa Joana dos Matadouros


Lindberg Campos analisa "A Santa Joana dos matadouros" (1929-1931), de Bertolt Brecht, defendendo a tese de que a peça formula uma crítica abrangente de como a crise do modo de produção capitalista se apresenta. Para ler o texto de Lindberg Campos clique aqui


sexta-feira, 31 de julho de 2020

O lugar de Marx e Engels na modernidade: raça, colonialismo e eurocentrismo


O materialismo histórico, na época de Marx e Engels, não combatia apenas o idealismo e outras formas filosóficas burguesas. Batia de frente com as teorias racialistas. O marxismo, antes de qualquer “adaptação nacional” nos países dependentes, coloniais e semicoloniais da África, Ásia ou América Latina e Caribe, já estava inclinado a transformar-se numa indispensável arma na luta antirracista e anticolonial. 
Para ler o texto de Jones Manoel clique aqui


A crise e a desigualdade racial nas artes: um diálogo sobre cotas

Pandemia intensifica desigualdade racial. Combate ao racismo estrutural deve passar pela adoção de cotas em instituições culturais.
Para ler o texto de Luciara Ribeiro e Rafael Domingos Oliveira clique aqui



E se Brecht fosse Negro? 

No posfácio de Black Brecht, livro provocador, perguntas: Sua obra seria lida numa perspectiva que articulasse classe, raça e gênero? Como construir, hoje, espetáculo sobre a diáspora afro-brasileira, a partir de seus textos e procedimentos? 
Para ler o texto de Eugenio Lima clique aqui

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Brecht, homem orgulhosamente novo


Era tudo menos um clássico. Um rufia, um escravo de si próprio e dos seus apetites, fossem eles o trabalho ou a carne. Um manipulador, mas um genial tradutor da vida e um analista único da História. Stephen Parker escreveu um dos mais completos e profundos estudos dedicados ao autor. 
Para ler o texto completo de Hugo Pinto Santos clique aqui

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

BERTOLT BRECHT: "Aos que virão a nascer"

Aos que virão a nascer

Em verdade, vivo em tempos escuros!
A palavra ingênua é louca. Uma testa lisa
Denota insensibilidade. O que ri
Ainda não recebeu
A terrível notícia.

Que tempos são estes, em que
Uma conversa sobre árvores é quase um crime,
Porque inclui um silêncio sobre tantos malefícios!
O que acolá calmamente cruza a rua,
Não será ele talvez já acessível aos amigos
Necessitados?

É verdade: ainda ganho o meu sustento.
Mas acreditai-me: é só um acaso. Nada
Daquilo que faço me dá o direito de comer e fartar.
Por acaso fui poupado. (Quando se me acabar a sorte
Estou perdido.)
Dizem-me: Como e bebe! Alegra-te, já que o tens!

Mas como posso eu comer e beber, quando
Tiro ao faminto o que como, e
O meu copo de água falta ao que morre de sede?
E no entanto como e bebo.

Também gostava de ser sábio.
Nos velhos livros vem o que é ser sábio:
Manter-se alheio à luta do mundo, e o curto tempo
Passá-lo sem receio.
Também viver sem violência
Pagar o mal com o bem
Não satisfazer os desejos, mas esquecer
Vale por sábio.
E tudo isto é que eu não posso:
Em verdade, vivo em tempos escuros!

Bertolt Brecht



domingo, 12 de fevereiro de 2012

E se os tubarões fossem homens? - Bertolt Brecht


Num 10 de fevereiro, há 114 anos, nascia em Berlim, Bertolt Brecht, o maior dramaturgo do século 20. Com influencia proletária, colocando os dramas urbanos nas suas peças, se tornou um dos maiores do século passado. Para uma pequena comemoração segue embaixo um poema do Bertolt declamado por Antonio Abujamra: Se os tubarões fossem homens.
Para ver o vídeo clique aqui

sábado, 27 de agosto de 2011

Elogio da Dialética

A injustiça passeia pelas ruas com passos seguros.


Os dominadores se estabelecem por dez mil anos.


Só a força os garante.


Tudo ficará como está.


Nenhuma voz se levanta além da voz dos dominadores.


No mercado da exploração se diz em voz alta:


Agora acaba de começar:


E entre os oprimidos muitos dizem:


Não se realizará jamais o que queremos!


O que ainda vive não diga: jamais!


O seguro não é seguro. Como está não ficará.


Quando os dominadores falarem


falarão também os dominados.


Quem se atreve a dizer: jamais?


De quem depende a continuação desse domínio?


De quem depende a sua destruição?


Igualmente de nós.


Os caídos que se levantem!


Os que estão perdidos que lutem!


Quem reconhece a situação como pode calar-se?


Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.


E o "hoje" nascerá do "jamais".


Bertolt Brecht



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