Mostrando postagens com marcador leitura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador leitura. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de maio de 2026

Reflexões sobre o tempo presente























sábado, 2 de agosto de 2025

Reflexões sobre o tempo presente

 























sábado, 14 de junho de 2025

Brasil - Radiografia semanal











































sábado, 8 de fevereiro de 2025

Extrema direita brasileira abana o rabinho para Trump, mas nenhum vira-lata será salvo por ele




Nada indica que o judiciário do Brasil se curvará à pressão política externa ou que Trump gastará energia para livrar Bolsonaro e sua gangue de golpistas. Para ler o texto de João Filho clique aqui

 

Bruna Frascolla: Lula entrega 14% do território brasileiro ao capital transnacional


Eduardo Vasco: Acordo de Bolsonaro permite humilhação a brasileiros deportados dos EUA; cabe a Lula anular


José Raimundo Trindade: A presença do capital transnacional mineral na Amazônia


Rui Abreu: Com a cabeça na lua e os pés na soja


Sebastián Zubieta: Por que Chico Buarque merece um Prêmio Nobel


Alexandre Martins Fontes: O grande desafio de construir um país de leitores


Henrique Rodrigues: Estamos mal em leitura, mas há esperança


Gabriel Jareta: Pânico na banca


Ricardo Nêggo Tom: É menino ou menina? Qual o gênero do fascismo?


A entrada de capitais internacionais na Indústria Brasileira de Defesa


José Velloso: Bons números da balança comercial mascaram desafios estruturais


Rodrigo de Aquino: Gestão da segurança pública e florescimento da força policial


Benedito Mariano: proposta da extrema direita para Segurança Pública é demagógica


Valmor Saraiva Racorti - Uso de câmeras corporais pela Polícia Militar de São Paulo: Comandante do Choque responde questionamentos da imprensa


Lorena Tabosa: Mercado de carbono beneficiará os povos tradicionais


O Brasil e a ampliação dos direitos humanos: a busca por protagonismo em 2024


Christian Ribeiro: A guerra dos bonés


Marchesan, Godoi & Bazzanella: Algumas considerações sobre história, democracia e desenvolvimento


Marcia Aparecida Jacomini e Ana Paula Corti: São Paulo – escolas com menos ciências humanas


Lizely Borges - Paraná: estado brasileiro pequeno em dimensão geográfica, gigante na violência contra trabalhadores rurais


Giam C. C. Miceli: Geografia da Insanidade na Metrópole


domingo, 19 de janeiro de 2025

Reflexões sobre o tempo presente





O ódio, uma paixão moderna?



Para ler a reflexão de Ignacio Echeverría sobre as raízes antropológicas e culturais do ódio clique aqui

 





 O novo endereço do sexo químico


Combinadas por aplicativo, relações com uso livre de metanfetamina ocupam hotel paulistano. Para ler o texto de João Batista Jr. clique aqui







O que os cientistas acham sobre a existência de vida extraterrestre



Notícias sobre a provável existência de vida extraterrestre e nossas chances de detectá-la tendem a ser positivas. Muitas vezes nos dizem que podemos descobri-la a qualquer momento. Encontrar vida além da Terra é “apenas uma questão de tempo, foi dito em setembro de 2023. “Estamos perto” era uma manchete de setembro de 2024. Para ler o texto de Peter Vickers, Henry Taylor e ​​​​​​​Sean McMahon clique aqui






Estamo-nos a tornar uma sociedade pós-alfabetizada?

A tecnologia mudou a forma como muitos de nós consumimos informações, de textos complexos a videoclipes curtos. Para ler o texto de Sarah O’Connor clique aqui


quinta-feira, 25 de julho de 2024

Reflexões sobre o tempo presente





Crescer sem celulares. Há cada vez mais movimentos de pais e os países estão a tomar medidas



Em Espanha, em França, no Reino Unido – e também em Portugal – multiplicam-se grupos de pais que pedem que os celulares sejam banidos das escolas. Há quem vá mais longe e queira mesmo que este tipo de equipamento não seja de todo usado por crianças. Para ler o texto completo clique aqui

 






 Ponham-nos a ler”. O antídoto de um neurocientista para impedir as crianças de se tornarem cretinos digitais



Se estivesse provado que passar demasiado tempo em frente aos ecrãs de computadores, smartphones e televisões é tão ou mais prejudicial ao desenvolvimento das crianças como comer fast food todos os dias ou experimentar tabaco, isso mudaria o comportamento das famílias e da sociedade? Michel Desmurget apresenta, no seu mais recente livro, dados que mostram que não só está provado, como se está a agravar. Propõe um antídoto - ler - e deixa a pergunta: queremos que os nossos filhos sejam capazes de pensar ou que cheguem à idade adulta como meros executantes de tarefas? Para ler o texto de Rute Sousa Vasco clique aqui







Federico Faggin: Somos feitos de consciência e matéria. Não superaremos as máquinas com os números

A humanidade está numa encruzilhada. Ou volta a acreditar que tem uma natureza diferente daquela das máquinas, ou será reduzida a uma máquina entre máquinas. O risco não é que a inteligência artificial se torne melhor do que a gente, mas que decidamos livremente nos submeter a ela e a seus donos". Federico Faggin é um dos maiores inventores vivos. Talvez o maior inventor vivo. Ele é o pai do microprocessador, o bloco de construção no qual se baseia toda a computação moderna, inclusive a supercapacidade de cálculo da IA. De Vicenza, 83 anos, vive em Los Altos Hills, Palo Alto, Califórnia, há 56 anos. Ele está entre os homens que mais contribuíram para a aceleração da tecnologia no último meio século. Durante décadas, ele acreditou na tecnologia. Em sua capacidade de replicar o ser humano, sua inteligência e consciência. Faggin tentou isso durante anos. Então, no fim da década de 1980, no auge de seu sucesso profissional e econômico, ele passou por uma profunda crise existencial. Coroada por um episódio. "O despertar", como ele o chama hoje. Um evento que o levou a estudar e estudar a si mesmo. E a elaborar, junto com Giacomo Mauro D’Ariano, professor de física teórica da Universidade de Pávia, uma teoria sobre a consciência e a realidade que afunda as raízes nas questões ainda hoje obscuras e vertiginosas da mecânica quântica. Para ler sua entrevista clique aqui


sábado, 9 de março de 2024

Governo Zelensky estaria empenhado em constranger Lula





'Não convém aos interesses do Brasil ceder às pressões para abandonar a sua neutralidade', escreve o colunista Marcelo Zero sobre a ocupação russa na Ucrânia. Para ler seu texto completo clique aqui


Florestan Fernandes Jr: O contra-ataque da extrema direita


Eduardo Rezende Pereira: Autonomia com direitos


Renata Rossi: As iniciativas que levam o slam para escolas


Guilherme Rodrigues: Vestibular e leitura


terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Entrevista com Cecilia Goulart para a Revista Sede de Ler

 





A professora Cecilia Goulart foi coordenadora por 14 anos do PROALE/UFF - Programa de Alfabetização e Leitura, responsável pela publicação da Sede de Ler. Sua trajetória como professora, pesquisadora e profissional é sempre um convite para novas partilhas com leitoras-professoras e leitores-professores em contínua formação. Tínhamos o desejo de abrir outro canal de comunicação em que juntássemos teoria, prática e poesia, conjugando-as de modo leve e rigoroso...algo que tivesse cor e calor como os livros que moram na sala do PROALE, aquela riqueza literária e teórica que habita a nossa sala, diz-nos a professora Cecilia Goulart. Para ler sua entrevista clique aqui








Revista Sede de Ler, v. 13, n. 1 (2023): Número Atemático (jan-dez/2023)




A revista Sede de Ler, agora  de “cara nova”, preserva o  seu caráter extensionista e expande, em sua décima terceira edição, o diálogo entre universidade, escola e sociedade, dando visibilidade a práticas de ensino e de pesquisa voltadas para a formação humana e, mais particularmente, para ações concernentes ao desenvolvimento da escrita e da leitura no contexto escolar. Para ter acesso ao conteúdo integral da revista clique aqui








Os vampiros da Conferência Nacional de Educação




Esta semana começou com o The Intercept Brasil noticiando uma mobilização da direita em torno da Conferência Nacional de Educação (Conae). A denominada “força-tarefa” consiste em uma série de grupos do WhatsApp formados para organizar uma ação conjunta para, em tese, incidir politicamente e pautar os debates educacionais da Conae, cuja etapa nacional começará no próximo dia 28 de janeiro. Parar ler o texto de Renata Aquino clique aqui

domingo, 18 de setembro de 2022

José de Sousa Miguel Lopes - Posfácio de "Cartas Gravadas - Celebração da Voz na Formação Docente"

 




Este livro é uma síntese teórico-poética sobre a autoria narrativa na formação inicial de professores, viagem de formação, que tem sido desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina. É fruto das interlocuções com professores e estudantes, mas também escritores, leitores, contadores de histórias, cineastas. Leia abaixo o Posfácio de José de Sousa Miguel Lopes



POSFÁCIO

 




Vivemos em um mundo ruidoso. De muitas palavras. De muito diz que diz. Somos internautas, twiteiros. Temos celulares sempre à mão e em qualquer lugar e hora. Queremos que nos leiam, nos ouçam. Porém, temos dificuldades de parar para ouvir. Quantas vezes impedimos o diálogo: na ânsia de falar não escutamos. Temos muitas desculpas para não ouvir o outro e temos muita vontade de falar. Queremos ser ouvidos, mas não queremos ouvir. Escutar, ouvir é mais difícil. Para ouvir, temos que ficar em silêncio, temos que prestar atenção, temos que esquecer nossos pensamentos e deixar que a ideia e a voz do outro, que nos fala, entre em nós. Temos que reconhecer que o outro existe e que tem algo de novo para nos dizer. E, ouvindo de verdade o outro, podemos pensar, trocar ideias e aprender e criar novas realidades, juntos.



Como o leitor constatou, as participantes nestas cartas gravadas contemplam o mundo ao redor e ele reflete-se em seu interior revelando-lhes algo sobre eles próprios.



Esse olhar que as participantes empreendem é um olhar diferente, mesmo quando se trata do olhar do leitor/a que se constitui através (ou por mediação) da leitura, é um olhar que trata do aqui e do além, do antes e do depois da experiência da viagem/leitura. Sendo assim podemos dizer que na leitura desse percurso o leitor/a torna-se participante da mesma.



Entendendo essa viagem empreendida pelas participantes como uma descoberta do eu, do "estrangeiro que habita em nós", como um processo de aprendizagem, podemos considerá-la uma narrativa de iniciação na busca da essência humana, bem como da própria essência do viajante, que em seu desvelamento, desvela a todos nós.



Marguerite Yourcenar diz-nos que “o tempo é um grande escultor”. E estas cartas gravadas, são cartas esculpidas em tempos de nevoeiro, cartas que nos incentivam a descobrir a potência do encontro nesta realidade virtual.



Na carta de Elem (p. 34) ela faz uma belíssima reflexão sobre o tempo “...Não vale a pena deixar que o tempo seja soprado pelas ventoinhas dos computadores por onde algorítmos controlam a queda e o aumento das ações na bolsa de valores. Não, eu segurarei o pó do meu relógio desintegrado, mesmo que parte dele seja levada pela brisa do mar, ou pelo “vento suli”, como dizemos aqui na minha terra, e o colocarei em uma ampulheta de vidro blindado. O tempo continua passando, sendo marcado, mas não será disperso por qualquer canto levado pelo vento violentamente de um lado para o outro me impondo urgências em detrimento de valores”.



São cartas que nos conduzem a uma viagem de formação, que nos fazem dialogar com a estética, com o ato criativo, com a capacidade inventiva dos seres humanos. Fazem-nos imaginar esquemas para cruzar fronteiras, a transgredir “verdades” definitivas. Nas cartas deparamo-nos com a indignação face ao racismo, com a violência de gênero numa luta persistente visando alcançar o princípio da igualdade e o compromisso com a emancipação. Conforme refere Bia (p.40): “Em nossas práxis sociais, ainda há perseguição por etnia, por religião, por orientação ou identidade sexual, pela pobreza e aqui caberiam outras tantas inumeráveis violências reproduzidas cotidianamente”.



Neste sentido, as trocas de cartas entre as participantes podem ser lidas como uma construção de resistências, como um processo de socialização, de aproximação e cultivo da amizade que nos ajudam na travessia perante o horror que estamos vivendo nestes tempos pandêmicos.



O que moveu Rosilene Silveira e Roselete Aviz ao irem ao encontro das estudantes para ajudar a garantir-lhes uma vida e formação mais bonita e alegre?



Uma primeira resposta seria a de que as cartas aqui gravadas não são da ordem de um passatempo, mas um modo de tratar experiências de vida. Inclusive aquela derivada da posição de estar diante de seres humanos que, sobretudo, em tempos sombrios de pandemia vêm em busca de alívio. Ao articularem vida, arte, ciência e sonho, as cartas podem aliviar nossas angústias. Como refere o poeta António Gedeão: ”...O sonho comanda a vida./Que sempre que um homem sonha/o mundo pula e avança/como bola colorida/entre as mãos de uma criança”.



Ao longo das cartas, o leitor se depara com uma vasta lista dos escritores “impertinentes” ou “inquietos” e as participantes juntam-se a eles, por um caminho que lhes é próprio. Conduzidas por uma cartografia de afetos e sábias reflexões de Rosilene e Roselete a leitura das cartas e de tantos poemas, remetem-nos para uma instigante constelação de escritores. Merece uma referência especial o impacto nas alunas do texto “Crianças inventando mundos e a si mesmas: ideias para pensar a autoria narrativa infantil” da profa. Gilka Girardello. Sem a pretensão de esgotar os inúmeros pensadores nomeio aqui, entre tantos outros, alguns deles, nos quais as influências, ainda que inconscientes, podem ter servido de inspiração aos navegantes destas cartas gravadas: Paulo Freire, Vigotski, bell hooks, Manoel de Barros, Vinicius de Moraes, Mia Couto, Noémia de Sousa, Jorge Larrosa, Gilka Girardello, Carlos Skliar, Conceição Evaristo, Ailton Krenak, Roland Barthes, Mikhail Bakhtin, Clarice Lispector, Zoia Prestes.



Cineastas como Glauber Rocha e Walter Salles e pintores como Salvador Dali também se fizeram presentes nas cartas, alargando o escopo da arte. Ao trazerem à cena a 7ª Arte não pude deixar de lembrar e remeter-me ao diálogo entre as obras cinematográficas de Víctor Erice e Abbas Kiarostami. Por meio da troca de “cartas filmadas”, cada um destes cineastas lança seu olhar sobre a obra do outro.



Mais que uma simples troca intelectual entre autor e leitor, a leitura é o enredo de dois solilóquios silenciosos e separados no tempo: o diálogo interno do autor com ele mesmo enquanto concebe e escreve o que lhe vai pela mente absorta; e o diálogo interno do leitor consigo próprio enquanto lê, interpreta, assimila e recorda o que leu.



Ler é recriar. A palavra não é dada por quem a escreve, mas por quem a lê. O diálogo interno do autor é a semente que frutifica (ou definha) no diálogo interno do leitor. A aposta é recíproca, o resultado imprevisível. Entendimento absoluto não há. Um mal-entendido - o folhear aleatório e absorto de um texto que acidentalmente nos cai nas mãos - pode ser o início de algo mais criativo e valioso do que uma leitura reta, porém burocrática e maquinal.



A professora Rosilene (p. 111) debruça-se sobre os sentidos da palavra e refere que “Hoje, a palavra é “palavra”. Palavra escrita, falada, dançada, repetida, insistente, coerente, carinhosa, poética, criativa, de ânimo, de consolo, do outro, palavra minha, partilhada, ouvida, de mãe, de filho, de acalanto, palavra que move sonhos, que se levanta contra a injustiça, que carrega teorias, que ilumina a prática, que arrasta multidões, que cura a ferida, que enxuga as lágrimas, palavra que conta histórias, palavra na vida”.



A professora Roselete (p. 85) interroga-se: “Quando a palavra é brinquedo? A palavra pode ser brinquedo?” e acrescenta (p. 92) “No ato de “erguer a voz”, pela tomada da palavra, os(as) estudantes deixam de ser objetos para tornarem-se sujeitos”.



Autores são atores, livros são teatros. A verdadeira trama é a que transcorre na mente do leitor-interlocutor. A ocasião da leitura, não menos que a da criação literária, pode ser o momento para um encontro sereno, amistoso e concentrado - algo cada vez mais raro e difícil, ao que parece, hoje em dia - com a nossa própria subjetividade.



Dessa trajetória, extraímos um ponto em comum entre o exercício dos processos de ensino/aprendizagem e o trato com a palavra. É ela quem circula entre as cartas e o leitor, entre os educadores em formação ou já formados e o “náufrago” que buscando o sentido, se remete frequentemente à elevada potência do silêncio.



O silêncio não é a negação da palavra, como a palavra não é tampouco a negação do silêncio. Há silêncios eloquentes, como palavras vãs. Como o rumor de nossas palavras só tem sentido porque nelas se reflete o mundo infinito que está para lá de sua sonoridade, o mundo dos sentimentos, das ideias e das grandes realidades. Silêncio e palavra: dois instrumentos que se completam reciprocamente. Existe um silêncio que se pode chamar expressivo e uma palavra silenciosa, ou melhor, um silêncio que fala, capaz de dizer qualquer coisa e uma palavra muda, que diz nada a quem a escuta.



Não deixa de ser um momento de celebração, no mundo atual, ver a palavra ser valorizada, apreciada, incentivada por alguém cuja prática cotidiana se confronta com as demandas as mais variadas e também com os silêncios os mais variados.



O silêncio é, portanto, o lugar de sentidos que se fazem fora da representação da palavra, mas estão no imaginário humano, nas tramas do que o sujeito aprende e transforma em fantasia, em imaginação. Estamos, pois, perante uma cartografia de afetos, perante acenos esplendorosos à poesia, à amorosidade, à vida.



Com este livro as autoras e as futuras educadoras conduzem-nos ao limiar de uma aventura no campo da celebração da voz, onde combinam, em diálogo harmonioso, a fantasia e a imaginação, a palavra e o silêncio. Indispensável tomar conhecimento dessa aventura.



 

Belo Horizonte, 12/12/2021

 

 



Para adquirir o livro clique aqui


  © Blogger template 'Solitude' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP