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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Manuel Castells: "o grande erro da esquerda é pensar que movimentos sociais são sempre bons"


"Sopram ventos malignos no planeta azul”.
É com essa sentença que o catalão Manuel Castells, um dos sociólogos mais citados do mundo, abre seu mais novo livro, do qual ele falou, pela primeira vez publicamente, no Rio de Janeiro esta semana.
O recém-lançado “Ruptura: La crisis de la democracia liberal” (Alianza Editorial, ainda sem tradução para o português) resume em 128 páginas um cenário mundial ainda vítima dos ecos da crise financeira global, assolado por mudanças climáticas, que enfrenta um terrorismo fanático e sofre inúmeras violações de direitos humanos. Além dessas crises, vive outra, talvez irreversível: a da democracia liberal. Um colapso, em várias nações, da relação entre governantes e governados. 
Para ler o texto completo de Flávia Milhorance clique aqui

domingo, 18 de dezembro de 2016

Manuel Castells:"Como projeto de valores e de moral a União Europeia está condenada"


A falta de privacidade na Internet, as notícias falsas e uma Europa ameaçada pelos fantasmas do nacionalismo. Estes foram alguns dos temas abordados pelo cientista social mais citado no mundo, na área da comunicação. 
Para ler a entrevista de Manuel Castells, professor na Universidade de Berkeley, na Califórnia. clique aqui

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

'Cada universidade deveria ser livre para inventar', diz Manuel Castells


'Cada universidade deveria ser livre para inventar', diz Manuel Castells
Palestrante do encontro Educação 360, sociólogo reflete sobre a faculdade na era da informação.

Marta Szpacenkopf

21/08/2016


RIO - Autor da trilogia “A Era da informação: economia, sociedade e cultura”, o espanhol Manuel Castells é conhecido mundialmente por seus estudos sobre as redes sociais e o impacto do dilúvio de informações na civilização de hoje. O sociólogo será um dos principais palestrantes do Educação 360, encontro que acontece nos dias 23 e 24 de setembro, realizado pelos jornais O GLOBO e “Extra”, em parceria com Sesc e Prefeitura do Rio com apoio da TV Globo e Canal Futura. Nesta entrevista, o acadêmico, que vai dissertar sobre o papel das universidades na atualidade, elogia as melhores faculdades do Brasil, mas critica o cenário do ensino superior nacional, dizendo que a maioria das instituições é voltada para o lucro e, muitas delas, com baixa qualidade. Sobre a escola, ele prega uma mudança na formação de professores, em direção a um modelo de ensino menos autoritário e mais participativo.
Em seus livros, há uma reflexão intensa sobre a sociedade estruturada em rede. Qual é o impacto dessa realidade na educação?
A sociedade em rede viabiliza focar ensino e aprendizagem na análise de informação para transformá-la em conhecimento e habilidade para estudantes de todos os níveis, aumentando sua autonomia e transformando os professores em líderes desse processo. Um pouco nos termos do método Paulo Freire, mas agora apoiado por uma tecnologia poderosa. Porém, os professores precisam de nova formação, não para o uso da internet, já que eles são usuários assíduos, mas em termos de que tipo de pedagogia seguir. Para isso, é necessária uma melhora na educação e nas condições de trabalho. Por outro lado, a escola precisa evoluir de um modelo autoritário para um participativo, com uma rede interativa entre professores, estudantes, administradores e pais. Essa é a reforma necessária para levar ao sistema escolar as promessas e possibilidades da sociedade em rede.
E como tudo isso influencia na estrutura das universidades?
As universidades se tornaram globalmente conectadas usando amplamente informação e tecnologia da comunicação. Internamente, os estudantes interagem constantemente entre si e com seus professores, compondo de fato uma comunidade virtual, ao mesmo tempo em que eles também interagem no mundo real, no campus e em sala de aula. Materiais necessários para ensino e pesquisa podem ser acessados on-line. Atualmente, 97% da informação no mundo está digitalizada e 80% está disponível na internet e em outras redes. Esse fenômeno levou ao rápido desenvolvimento de universidades virtuais, operando inteiramente em plataformas digitais, estendendo o alcance da educação superior para pessoas que já têm vida profissional ou não podem estar fisicamente presentes numa universidade. Mas, de certa forma, todas as universidades hoje em dia são parcialmente virtuais, já que todos os professores e estudantes estão interconectados, criando um ambiente híbrido composto por interações virtuais e na vida real.
Quais os obstáculos no caminho das principais funções das universidades?
As principais funções da universidade são: treinamento da força de trabalho; produção e distribuição de conhecimento; geração e difusão de valores sociais, seja para conservar valores tradicionais, seja para contribuir com mudanças culturais; e promoção de mobilidade social ao viabilizar educação de nível superior para as pessoas de classes menos abastadas terem chances de mobilidade em termos profissionais e intelectuais, mesmo não sendo parte de famílias influentes. Algumas dessas funções são difíceis de articular, como o conflito entre ensinar bem e publicar para os professores, a contradição entre mobilidade social para um grande número de pessoas e educação de qualidade restrita a uma pequena elite e o contraste entre o potencial das tecnologias de rede e a tradição de burocracias verticais como formato prevalecente das universidades.
Como essas dificuldades podem ser superadas?
Não existe uma receita de bolo para superar essas diferenças, cada universidade deveria gerenciar seus próprios processos e ser livre para inventar. Isso requer verdadeira autonomia para as universidades, sem a interferência de governantes. Os governos deveriam fornecer verba de acordo com as necessidades da sociedade, mas as universidades decidiriam por elas próprias como usar esses recursos. Porém, a verba seria distribuída segundo o cumprimento de metas estabelecidas pela sociedade, não pelo mercado. Essa avaliação incluiria não só excelência acadêmica, como também qualidade de ensino e promoção social para todos, abrindo a universidade para os menos privilegiados.
Quais os pontos positivos e negativos do modelo de universidade adotado no Brasil? O que o senhor acha que precisa ser melhorado?
Meu amigo Fernando Henrique Cardoso uma vez disse que o Brasil não é um país pobre, mas um país injusto. A mesma coisa se aplica às universidades. Apesar de algumas falhas burocráticas, as maiores universidades públicas do Brasil são comparáveis àquelas dos Estados Unidos e da Europa. A Universidade de São Paulo produz cerca de 40% dos artigos científicos da América Latina e é completamente conectada com redes de pesquisa globais e com as tendências de ideias que moldam o mundo do pensamento e da inovação. Pode-se dizer algo similar sobre várias das maiores universidades federais, e elas são relativamente acessíveis para a classe média. No entanto, a grande maioria das universidades brasileiras é particular, voltadas para o lucro, muitas delas de péssima qualidade, porque o que conta é a habilidade de produzir diplomas que supostamente ajudam a arrumar emprego. Sim, é sempre melhor ter um diploma do que não ter, mas no geral muitos desses diplomas são na verdade treinamentos profissionais para especialidades de curto prazo que podem desaparecer amanhã. A classe média, uma minoria no Brasil, se beneficia de boas e acessíveis universidades públicas, enquanto as famílias de baixa renda se desdobram para pagar mensalidades altas para mandar seus filhos para universidades particulares de baixa qualidade. O Brasil deveria fazer como o Chile, que estava em situação semelhante e adotou severa regulação governamental no sistema de universidades particulares com fins lucrativos.
FONTE: Aqui

terça-feira, 7 de abril de 2015

Castells: a Internet ameaçada

Castells: "EUA são centro do sistema de vigilância, mas documentos de Snowden mostram cooperação ativa com  agências do Reino Unido, Alemanha, França e qualquer país, com exceção parcial da Rússia e China

Noventa e sete por cento da informação do planeta está digitalizada. E a maior parte dessa informação nós é que produzimos, por meio da internet e redes de comunicação sem fio. Ao nos comunicar, transformamos boa parte de nossas vidas em registro digital. E portanto comunicável e acessível via interconexão de arquivos de redes. Com uma identificação individual que se conecta com nossos cartões de crédito, nosso cartão de saúde, nossa conta bancária, nosso histórico pessoal e profissional (incluindo domicílio), nossos computadores (cada um com seu número de código), nosso correio eletrônico (requerido por bancos e empresas de internet), nossa carteira de motorista, o número do registro do carro, as viagens que fazemos, nossos hábitos de consumo (detectados pelas compras com cartão ou pela internet), nossos hábitos de música e leitura, nossa presença nas redes sociais (tais como Facebook, Instagram, YouTube, Flickr ou Twitter e tantos outros), nossas buscas no Google ou Yahoo e um amplo etcetera digital. E tudo isso referido a uma pessoa: você, por exemplo. Supõe-se sem dúvida que as identidades individuais estejam legalmente protegidas e que os dados de cada um sejam privados. Até que deixem de ser. E essas exceções, que na verdade são a regra, referem-se ao relacionamento com as duas instituições centrais em nossa sociedade: o Estado e o Capital.
Para ler o texto completo de Manuel Castells clique aqui

terça-feira, 24 de março de 2015

Castells: a Internet ameaçada

Castells: "EUA são centro do sistema de vigilância, mas documentos de Snowden mostram cooperação ativa com  agências do Reino Unido, Alemanha, França e qualquer país, com exceção parcial da Rússia e China

Noventa e sete por cento da informação do planeta está digitalizada. E a maior parte dessa informação nós é que produzimos, por meio da internet e redes de comunicação sem fio. Ao nos comunicar, transformamos boa parte de nossas vidas em registro digital. E portanto comunicável e acessível via interconexão de arquivos de redes. Com uma identificação individual que se conecta com nossos cartões de crédito, nosso cartão de saúde, nossa conta bancária, nosso histórico pessoal e profissional (incluindo domicílio), nossos computadores (cada um com seu número de código), nosso correio eletrônico (requerido por bancos e empresas de internet), nossa carteira de motorista, o número do registro do carro, as viagens que fazemos, nossos hábitos de consumo (detectados pelas compras com cartão ou pela internet), nossos hábitos de música e leitura, nossa presença nas redes sociais (tais como Facebook, Instagram, YouTube, Flickr ou Twitter e tantos outros), nossas buscas no Google ou Yahoo e um amplo etcetera digital. E tudo isso referido a uma pessoa: você, por exemplo. Supõe-se sem dúvida que as identidades individuais estejam legalmente protegidas e que os dados de cada um sejam privados. Até que deixem de ser. E essas exceções, que na verdade são a regra, referem-se ao relacionamento com as duas instituições centrais em nossa sociedade: o Estado e o Capital.
Para ler o texto completo de Manuel Castells clique aqui

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Manuel Castells - A obsolescência da educação


Manuel Castells, sociólogo espanhol, analisa o sistema de ensino contemporâneo na era da rede. De acordo com Castells, além de informar, a escola sempre interpretou outro papel: transmitir os valores dominantes e as formas de poder - as normas que as crianças precisarão aprender para viver em sociedade. Porém, argumenta, a obsolescência destes papeis nunca foi tão grande. Primeiramente, porque 80% da informação mundial está contida na Internet. Segundo, porque as instituições de ensino estão preparando "objetos submissos", que não podem ultrapassar o conhecimento do professor, que não deve ser desafiado, algo visto na proibição do uso da web nas salas de aula. Ou seja, as relações verticais de poder seguem perpetuadas e a interação e a construção conjunta do conhecimento seguem negadas.
Para assistir sua conferência clique aqui

domingo, 11 de maio de 2014

Manuel Castells - Redes de indignação e esperança

Manuel Castells, sociólogo espanhol, divulga seus estudos e conclusões sobre os conflitos civis mundiais em sua conferência ao Fronteiras do Pensamento, "Redes de indignação e esperança". Ocupação dos espaços públicos, interação constante entre o físico e a internet. Contextos políticos, línguas e culturas diferentes. Islândia, Tunísia, Espanha, Grécia, Israel, EUA, dentre muitos locais que não tiveram a mesma divulgação nas mídias como Nigéria e México. Aparentemente desligados, os movimentos apresentam uma semelhança estrutural: a rede, que possibilita uma coordenação cada vez mais estreita. Para Castells, considerado o maior especialista em movimentos sociais da atualidade, é esta estrutura comum a todos os conflitos que nos aponta o perfil de mudança da sociedade. 
Para assistir à Conferência de Manuel Castells clique no vídeo aqui

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Manuel Castells: A mudança está na cabeça das pessoas

Castells, de 71 anos, professor de Comunicação da Universidade do Sul da Califórnia, é um dos maiores estudiosos das transformações sociais provocadas naquela que ele denominou Era da Internet.
Publicou, em 2001, o ensaio A galáxia da Internet, sobre a relação entre vida virtual e vida real. Agora, lança no Brasil Redes de indignação e esperança - Movimentos sociais na era da internet (Zahar), livro em que analisa os movimentos sociais em rede. Castells falou à ÉPOCA na ocasião e, com o crescimento dos protestos, respondeu a outras perguntas por telefone, de Los Angeles. Castells, pequenino e hiperativo, fala rápido, o que torna difícil acompanhar o ritmo de seu raciocínio.
Nesta entrevista exclusiva, ele diz que os protestos são um fenômeno mundial que nasceu da indignação das pessoas e está pondo em risco as bases da democracia – e que será necessário reinventar a política, já que ela não está suprindo as necessidades básicas da população, mas sim servindo a ela mesma.
Para ler a entrevista de Manuel Castells clique aqui

quarta-feira, 3 de julho de 2013

ENTREVISTA / MANUEL CASTELLS: ‘O povo não vai se cansar de protestar’

Protestos no Chile
Para o sociólogo catalão Manuel Castells, boa parte dos políticos é de “burocratas preguiçosos”. Ele é um dos pensadores mais influentes do mundo, com suas análises sobre os efeitos da tecnologia na economia, na cultura e, principalmente, no ativismo. Conhecido por sua língua afiada, o espanhol falou ao Globo por e-mail sobre os protestos.
Leia a sua entrevista clicando aqui

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Manuel Castells: tempo de semear

revolution for our future
 
Estamos testemunhando o aparecimento de um novo tipo de movimento social, que ainda é embrionário, por isso ainda não foi capaz de alterar fundamentalmente a política. Mas foi assim em muitos momentos da História. Este pode ser o começo de um longo processo de mobilização.
O que caracteriza todos estes movimentos é que, por um lado, são sempre criados na internet, aproveitando-se da autonomia do ciberespaço para promover debates e interagir. Mas passam frequentemente, no momento seguinte, ao espaço urbano — e constroem redes sociais físicas de interação. A combinação do ciberespaço e do espaço público com alguma contestação ao sistema institucional é o que caracteriza estes movimentos. Eles aparecem e desaparecem. E estão sempre na internet. Eu chamo suas dinâmicas de rizomáticas.
Para ler o texto completo de Manuel Castells clique aqui


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Manuel Castells: por que surgiu o Partido do Futuro

Portugal, março de 2012: mobilizados contra cries e inspirados nos protestos espanhóis, milhares de jovens saem às ruas e criam movimento "geração à rasca"
Dia 8 de janeiro, anunciou-se na internet a criação do “Partido do Futuro”, um método experimental para construir uma democracia sem intermediários, que substitua as instutuições atuais, deslegitimadas na mente dos cidadãos. A repercussão cidadã e midiática tem sido considerável. Só dia do lançamento, e apesar da queda do servidor por ter recebido 600 visitas por segundo, a iniciativa (http://partidodelfuturo.net) teve 13 mil seguidores no twitter, 7 mil no facebook e 100 mil visitas no YouTube. Jornais estrangeiros e espanhóis, fizeram eco de uma “entrevista coletiva do Futuro” que anuncia o triunfo eleitoral de seu programa: democracia e ponto.
Para ler o texto completo de Manuel Castells clique aqui

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Castells vê “expansão do não-capitalismo”

O professor Manuel Castells é um dos sociólogos mais citados no mundo. Em 1990, quando os mais tecnologicamente integrados de nós ainda lutavam para conseguir conectar seus modens, o acadêmico espanhol já documentava o surgimento da Sociedade em Rede e estudava a interação entre o uso da internet, a contracultura, movimentos de protesto urbanos e a identidade pessoal.
Paul Mason, editor de notícias econômicas da rádio BBC, entrevistou o professor Castells na London School of Economics (Escola de Economia de Londres) sobre seu último livro, “Aftermath: The Cultures of Economic Crisis” (“Resultado: as Culturas da Crise Econômica”), ainda sem tradução para português.
Castells sugere que talvez estejamos prestes a ver o surgimento de um novo tipo de economia. Os novos estilos de viver dão sentido à existência, mas a mudança tem também um segundo motor: consumidores que não têm dinheiro para consumir.
São práticas econômicas não motivadas pelo lucro, tais como o escambo, as moedas sociais, as cooperativas, as redes de agricultura e de ajuda mútua, com serviços gratuitos – tudo isso já existe e está se expandindo ao redor do mundo, diz ele. Se as instituições políticas vão se abrir para as mudanças que acontecem na sociedade – é cedo para saber. Seguem trechos da conversa.
Para ler a entrevista de Manuel Castells clique aqui

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Castells: como elites estão rompendo o pacto social

O que estamos vivendo em todo o mundo, no contexto da crise financeira, é uma transição – do Estado de Bem-estar social para um Estado de Mal-estar. Na convenção do Partido Republicano, nos Estados Unidos, realizada em Tampa, semana passada, aclamou-se um programa baseado na proposta de Orçamento apresentada por Paul Ryan, o líder mais carismático da direita. Implica cortar serviços públicos; reduzir maciçamente os impostos pagos pelos endinheirados e grandes empresas; manter os que são exigidos dos setores médios e baixos. Alega-se que, assim, será possível reduzir o déficit orçamentário (principalmente através dos cortes de despesas) e estimular o investimento (porque os ricos supostamente investiriam com o dinheiro disponível, o que contraria a evidência empírica dos últimos vinte anos…).
Quem se importa? Há economistas que constroem gráficos para justificar qualquer coisa. O importante é ter o poder de fazer.
Para ler o artigo completo de Manuel Castells clique aqui

domingo, 5 de agosto de 2012

Manuel Castells quer tecer alternativas

Manuel Castells parece mais disposto do que nunca a derivar, de suas teorias, saídas políticas. Nas próximas semanas, lançará a primeira edição, em castelhano, de “Redes de Indignação e Esperança”, seu novo livro. O autor de obras que ajudaram a decifrar tendências de longo prazo da sociedade e da democracia contemporâneas, está convencido de que é preciso intervir rápido, andes que elas se percam.
Observador atento e colaborador ativo dos “indignados” espanhóis, este sociólogo de projeção internacional costuma frisar que a mudança de mentalidades, desejada pelo movimento, requer tempo. Mas será possível esperar?
Para ler a entrevista ou ver o vídeo da mesma, clique aqui

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O poder tem medo da internet - Entrevista com Manuel Castells

Manuel Castells é um dos sociólogos internacionais que mais estuda a sociedade da informação. A sua trilogia A era da informação: economia, sociedade e cultura já foi traduzida para 23 línguas. Depois de ter lecionado, por 24 anos, na Universidade da Califórnia, em Berkeley, desde 2001, ele dirige o departamento de pesquisa da Universidade Aberta da Catalúnia. Seu estudo mais recente chama-se Projeto Internet Catalúnia. Durante seis anos, por meio de 15 mil entrevistas pessoais e 40 mil via internet, Manuel Castells analisou as mudanças que a internet produziu na cultura e na organização social.
Confira a entrevista concedida ao jornal El País aqui

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Até onde irão os Indignados?


O movimento de indignados, que surgiu em 2011 na Espanha, Europa e Estados Unidos, é uma lufada de ar fresco em um mundo que cheira a podre. Expuseram nas redes sociais e em acampamentos o que muitos pensam: que os bancos e os governos criaram a crise; que as pessoas sofrem com ela; que os políticos apenas representam a si mesmos; que os meios de comunicação estão condicionados; que não existem vias para que o protesto social se traduza em verdadeiras mudanças, porque na política tudo está amarrado – e bem amarrado, para que as mesmas pessoas de sempre continuem cobrando e as mesmas pagando.
Para ler o artigo completo de Manuel Castells clique aqui

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Castells debate os dilemas da internet


Nos Estados Unidos, o Congresso examina leis (SOPA e PIPA) que podem impedir a troca de conteúdos em rede — e, se adotadas, atingirão internautas em muitos países. Na China, a campanha anunciada pelo presidente Hu Jintao para “promover a identidade cultural” do país inclui endurecer a censura sobre certos conteúdos que circulam pela rede. Mas em todo o mundo, ela continua a ligar seres humanos sem intermediações de governos ou empresas — e, em casos cada vez mais numerosos, a viabilizar mobilizações que derrubam ditaduras e desafiam o poder econômico. Qual o futuro da internet, em meio a tendências tão contraditórias?
No início de janeiro, o sociólogo Manuel Castells concedeu ao programa Europa Abierta, da rádio e TV pública espanhola, uma entrevista de enorme importância para o debate destes temas. Conhecido por obras que estabeleceram novos conceitos (como a trilogia “A Era da Informação”) e, mais recentemente, por sua aposta na possibilidade de manter a internet como espaço de uma “cultura de liberdade”, Castells sustentou quatro pontos de vista essenciais nesta entrevista aqui

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