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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Cinema e Filosofia

 
CHEGANDO ao século XXI como mais um artefato destinado à satisfação do belo em nossa sociedade, o cinema mantém ainda uma posição de destaque frente ao que é oferecido pela televisão e pelos modernos jogos virtuais. Por ser uma forma de “imersão total”, de duração relativamente curta, realizada em um espaço público onde diversas obras circulam, é uma experiência concentrada e múltipla, e sendo assim, o filme possui um poderoso efeito de fechamento formal que explica o poder com que essa arte emite uma significação do mundo, um julgamento dos valores e um olhar distanciado – como que de fora – da estrutura da realidade. Essa vontade de significado está longe de se mostrar explicitamente, pois se faz mediante uma rede de construções conceituais que subjazem à ficção apresentada.
Para ler o texto completo de José de Sousa Miguel Lopes publicado na Revista “A Página da Educação” clique aqui e, em seguida clique na capa da revista no canto superior direito. O texto está inserido na página 91. 


domingo, 25 de novembro de 2012

Fronteiras, hibridismo e mestiçagem e seus desdobramentos formativos

Neste trabalho começaremos por discutir os conceitos de fronteira, hibridismo e mestiçagem, procurando realizar um esforço transdisciplinar, que atravesse as fronteiras do saber, do pensar e do viver contemporâneo que contém relações multiculturais, elementos diferentes que, ao entrarem em contato, se misturam e configuram novas particularidades. Seguidamente, e privilegiando alguns recortes temáticos, procuraremos incitar cinco autores de vários campos do saber, - autores que designamos por “provocadores” - , ao diálogo com a Educação. São intelectuais que trabalham temas da Filosofia (Michel Onfray), da História (Jack Goody), da Ciência Política (Domenico Losurdo) e da Sociologia (Zygmunt Bauman e Boaventura de Sousa Santos). Onfray procura olhar os “estilhaços” acumulados sob o peso monumental da filosofia idealista que ignorou os filósofos vencidos. Goody analisa o “roubo”, perpetrado pelo Ocidente, das conquistas de outras culturas o que tem conduzido ao nacionalismo estreito, à xenofobia e ao racismo. Losurdo desmantela as ideologias vigentes e historicamente determinadas, justificadoras do domínio da modernidade capitalista do Ocidente e de seu poder desmedido. Bauman embora faça referência a um fato específico - o holocausto -, mostra-nos como sua reflexão pode (e deve) ser aplicada aos conflitos do mundo de hoje no que consiste à (busca da) compreensão da (ir) racionalidade humana. Santos desnuda o modo como as epistemologias dominantes refletem os interesses dominantes — que, de modo mais ou menos direto, são os do capitalismo global — se compreendendo, então, como é tão difícil a luta por justiça social quanto à luta por justiça cognitiva.
Para ler o texto completo de José de Sousa Miguel Lopes clique em
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A revolução não será televisionada....


As grandes capitais brasileiras estão sofrendo. Esse sofrimento tem fortes e perigosos vínculos com traços históricos de autoritarismo, manifestado por governantes; governantes estes (re)eleitos pelo povo. Um povo que se encontra cada vez mais é iludido e enganado por uma publicidade institucional mentirosa e de um discurso desenvolvimentista e empreendedor, aliado a um silenciamento dos grandes veículos da midia, que escondem os abusos de governantes do Rio, São Paulo e Belo Horizonte. m-se um discurso dissimulado, cujo cenário oculta incêndios criminosos, desocupações violentas e invasões autorizadas pela justiça, sendo justificadas sempre com os mesmos argumentos: manter a ordem, evitar a baderna, conter uma população enfurecida e repreender traficantes e viciados em drogas.

O mais recente, e gritante, exemplo de autoritarismo encenado pelo prefeito de Belo Horizonte pode ser visto nesta última sexta feira, no dia 9 de novembro de 2012, em um dos locais mais tradicionais da boemia de belohorizontina: o edifício Maletta. Prédio histórico para a cidade, local do encontro de artistas, intelectuais, estudantes, políticos de esquerda desde a década de 1960. Ele foi incubadora de ideias, nele surgiram grupos que defenderam, e sofreram, pela luta por maior liberdade e democracia, tanto para a cidade quanto para o país.

Atualmente o lugar passou por transformações. Novos, e jovens, empreendedores abriram cafés, bares, salas onde grupos discutem ideias, propostas, se encontram para beber, conversar e se divertir. Tais transformações revitalizaram o espaço, trazendo novas pessoas com ideias e ideais, movimentos e tendências, ou seja, o velho Maletta estava "reconquistando" o seu lugar na noite da cidade. O grande número de pessoas que lá se encontram também pode ser entendido como reflexo do fechamento de outros espaços alternativos, deixando com que as pessoas que gostavam de locais mais informais e alternativos; aqueles espaços mais despojados, onde se abraça os encontros entre os múltiplos olhares, ficassem sem espaços para se encontrar. Um anacronismo ao se pensar uma cidade que, sempre teve como propaganda, possuir a maior concentração de bares por pessoa, mas que agora, tem um cerceamento à ocupação urbana, com o fechamento de espaços de mobilização cultural, fazendo uso de artifícios e lacunas legais para legitimar uma ação mais violenta.

Nesta sexta feira, do dia 9 de novembro, os clientes que se encontravam nos estabelecimentos do edificio Maletta tiveram um gostinho da nova versão, "não mais bonzinho" do nosso prefeito. Munido do aparelho repressor que lhe cabe: a polícia, acompanhada  por oficiais de justiça, cães e o juizado de menores, invadiram e lacraram o espaço, numa sexta à noite, deixando atônitos consumidores, famílias, jovens, mulheres e idosos. Chegaram trazendo pânico para pessoas que não tinham a menor ideia do que estava acontecendo, interrompendo de maneira traumática seu momento de lazer, tendo o seu direito de ir e vir, principalmente ao da informação, simplesmente negados pelos oficiais em serviço.

Indignados, alguns retiraram seus celulares e buscaram registrar toda aquela ação, que ocorria sem a menor justificativa, sem a divulgação de algum mandado de busca que justificasse tal ação, nada. O que se teve foram pessoas sendo violentadas, aterrorizadas e arrastadas para camburões sem ao menos saber: por quê?

Suspeita-se que a ação foi uma meneira de intimidar o grupo de manifestantes e críticos ao prefeito chamado "Fora Lacerda", que havia marcado pela internet, numa das dependências do edifício Maletta, um local para o recebimento de doações para auxiliar as vítimas da Comunidade Eliana Silva. Famílias que foram expulsos de suas casas de forma violenta, sem direito a explicação ou ao conhecimento dos fatos; simplesmente recebendo, de maneira abrupta e maciça, dos braços repressores do Estado, um tratamento desumano e humilhante, que é a negação e a pilhagem de seus parcos pertences.

Quando fiquei sabendo do ocorrido da sexta à noite, corri para buscar mais informações em sites e jornais de Belo Horizonte e, eis que, para minha "surpresa", nada havia sido noticiado ainda. Percebi um movimento de indignação correu as redes sociais, sites de notícia independentes, alertando para o fato ocorrido em Belo Horizonte. Links, fotos, alguns poucos vídeos e depoimentos foram compartilhados e retuitados na rede, mas, nos demais veículos de comunicação, apenas o silêncio.

Confesso que temo que uma versão deturpada do acontecimento seja veiculado. Uma versão que acabe por colocar aqueles que foram presos, sob a acusação de "desacato à autoridade", como bandidos e baderneiros, jogando um veu opaco sobre mais um trabalho truculento dos agentes de segurança. Agentes que repreenderam cidadãos de bem que estavam apenas querendo registrar a forma abusiva e autoritária que funcionários e agentes públicos abordavam pessoas, obrigando-as a passar por revistas individuais humilhantes, quebrando e saqueando aparelhos eletronicos; agentes que aterrorizaram pessoas que estavam, inocentemente, desfrutando de um início de fim de semana com seus familiares entre comidas e bebidas de forma inocente.

Abaixo apresento o texto do professor Fernando Torres Pacheco, morador de Belo Horizonte, mas que atualmente trabalha no Amazonas. Fernando apresenta suas impressões sobre as ações que sufocam o cidadão comum, assim como ele, de Belo Horizonte. Sua angústia também pode ser vista como uma crônica triste da realidade que assola as demais capitais do sudeste, locais onde a publicidade e a maquiagem ganham espaço, e um grupo cada vez maior de iludidos vão tendo sua liberdade cerceada sem ter a menor ideia do que se passa (Bruno Paes).
Para ler o texto, clique aqui.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

"A família vai ao cinema" - Novo lançamento de José Miguel Lopes e Inês de Castro Teixeira


No dia 4 de setembro, às 19h, será lançada no X Colóquio sobre Questões Curriculares / VI Colóquio Luso Brasileiro de Currículo, a ter lugar na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em Belo Horizonte, a coletânea "A família vai ao cinema", organizada pelos professores José de Sousa Miguel Lopes da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e Inês Assunção de Castro Teixeira da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A família está nas telas do cinema tanto quanto está presente em seus tempos, espaços e territórios, seja nas salas e demais dependências que habita, como as salas das casas, seja nas salas de cinema frequentadas por grupos familiares ou parte deles. A família está nos argumentos, enredos e roteiros fílmicos, de um lado. E, de outro, está assistindo a filmes nos quais, muitas vezes, se vê projetada, indagada, reinventada, em um movimento de mão dupla no qual a família vai ao cinema e o cinema vai à família.
Para ver o Sumário e ler o Prefácio clique aqui
Para adquirir a coletânea clique aqui

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pós-colonialidades e hibridismos: os desafios ao pluralismo cultural em Moçambique


Neste trabalho serão analisados, inicialmente, a problemática da pós-colonialidade e do hibridismo, apoiando-se para esse efeito na ciência antropológica e na ciência histórica. Pretende-se mostrar como é ínfima a margem de manobra dos povos saídos recentemente do quadro colonial, como é o caso de Moçambique. Dado que o mundo colonial foi pensado como um mundo dividido em dois, que funcionava segundo uma dialética de exclusão recíproca das identidades nele simetricamente colocadas, o mundo pós-colonial define-se pelo desaparecimento dessa dialética. Ele não está mais dividido em dois, mas mostra-se, antes, em termos de diferenças, de misturas, de hibridismo e de ambivalência.

Em seguida será abordada a questão da diversidade cultural pois, através dela, configuram-se, de modo consciente ou inconsciente, duas posições que desde a independência do país procuram conciliar a construção da unidade nacional com a diversidade cultural. Nessas reflexões será tratada a questão do pluralismo cultural que, para que se verifique plenamente exige, por um lado, a descentralização das decisões e, por outro lado, que as diferentes culturas de grupos, meios sociais, classes e segmentos de classes da sociedade moçambicana mantenham, cada uma, sua especificidade ao mesmo tempo que entram em equilíbrio com as demais, sem que se possa registrar entre elas uma relação de dominância ou, em todo caso, de sufocação.


A análise será finalizada, propondo uma “paz pelo direito”, que respeite ao mesmo tempo o racional e o afetivo, que faça justiça aos vários grupos étnicos e à coletividade.
Para ler o texto completo de José de Sousa Miguel Lopes clique aqui

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cultura acústica e cultura letrada: o sinuoso percurso da literatura em Moçambique


De que modo os escritores moçambicanos fazem uso das fontes “populares” orais das sociedades que lhe são originários? Como conciliaram até agora uma tradição de cultura oral com uma literatura escrita numa língua europeia? E, assim fazendo, como criaram uma nova cultura – a escrita moçambicana?


Estas são algumas das questões que José de Sousa Miguel Lopes se propõe discutir no texto aqui

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Globalização, multiculturalismo e currículo

Este texto tem como objetivo discutir as repercussões no campo educacional, sobretudo no campo do currículo, do processo de globalização. Se, por um lado, esse processo tem mostrado a necessidade de se compartilhar valores relativos à preservação e à qualidade de vida do e no planeta, por outro, implica também a intensificação do processo de homogeneização cultural. É inegável que a reação a essa homogeneização, imposta pelos grupos detentores do poder, intensifica, de forma crescente, a articulação de diferentes movimentos de afirmação do direito à diferença e o fortaleciemnto de grupos marginalizados social e culturalmente. Este quadro delineia para a educação múltiplos desafios, pois a grande complexidade das questões dessa área revela-se, concretamente, quando determinadas posições e práticas escolares - voltadas para a preservação de valores universais ou para a defesa do direito à diferença - apresentam resultados opostos ao esperado. Desta forma, o que se pretende neste artigo é polemizar em torno de algumas questões relacionadas à problemática da identidade e da diferença cultural, na tentativa de contribuir para a ampliação do panorama, a partir do qual propostas curriculares são discutidas.
Para ler o artigo completo de Lucíola Paixão Castro Santos e José de Sousa Miguel Lopes clique aqui

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sobre o conceito de fronteiras: uma reflexão em torno do diálogo entre a filosofia e a política visando interrogar o pensamento hegemônico

As reflexões que motivaram a elaboração deste texto resultam de um longo processo de maturação que o autor vem desenvolvendo na última década, ao ministrar aulas em várias Universidades, em diferentes cursos de graduação (Filosofia, Pedagogia, História, Geografia, Letras, Psicologia, Comunicação e Jornalismo), pós-graduação lato-sensu (principalmente Psico-Pedagogia) e Mestrado em Educação. Estas reflexões, de forma crescente, passaram a “incomodar” o autor, ao constatar como a célebre assertiva de Marx “a ideologia dominante em uma sociedade é a ideologia da classe dominante” se faz tão presente no modo de pensar de uma parte significativa dos estudantes. E esse modo de pensar se tornou tão forte, em resultado de um pensamento que se tem tornado hegemônico a nível mundial, que virou natural, evidente, óbvio, não passível de contestação, em suma quase cristalizado. Emerge, então, a necessidade de se enfrentar o senso comum, não como um inimigo, que ele não é, mas como, ele se pode transformar em obstáculo para construir novos maneiras de pensar e agir sobre o mundo. Ao transpormos nossa reflexão para o campo acadêmico, estaremos no lugar onde as disciplinas se entrincheiram nas suas fortalezas, coibindo consciente ou inconscientemente o diálogo. Assim, começaremos por discutir os conceitos de fronteira e limites, procurando mostrar a necessidade de realizar esse esforço transdisciplinar, que atravesse as fronteiras do saber, do pensar e do viver contemporâneo. Seguidamente, e privilegiando alguns recortes temáticos, procuraremos incitar cinco autores de vários campos do saber, - autores que designamos por “provocadores” - , ao diálogo com a Educação. São intelectuais que trabalham temas da Filosofia (Michel Onfray), da História (Jack Goody), da Ciência Política (Domenico Losurdo) e da Sociologia (Zygmunt Bauman e Boaventura de Sousa Santos) na perspectiva de questionamento do pensamento hegemônico. Assim, ocorreu um duplo desafio: para o professor que, através de vários autores, desencadeou, provocativamente, reflexões que, em grande medida, se configuraram polêmicas, e para os estudantes com quem dialogou, almejando aprofundar, aceitar e/ou discordar de seus pontos de vista. Ficou claro que as zonas de fronteira podem/devem transformar-nos, e frequentemente o fazem, em analistas minuciosos dos sistemas de representação que sustentam nossas crenças, valores e dinâmicas relacionais. Nesse processo, esse analista minucioso em que nos transformamos, pode estabelecer conexões a comunidades de pertencimento imprevisíveis.
Para ler o texto completo de José de Sousa Miguel Lopes, apresentado no "I Congresso Latino Americano de Filosofia da Educação",  deverá seguir os seguintes passos:
1. Clique aqui
2. No Sumário,  localizar o eixo temático "Política e Educação”. Neste, localizar o título do artigo “Sobre o conceito de fronteiras: uma reflexão em torno do diálogo entre a filosofia e a política visando interrogar o pensamento hegemônico”.
3. Clique em cima do título artigo e imediatamente será  remetido para o próprio artigo (pág. 737 a 746).

sábado, 3 de dezembro de 2011

O lugar da cultura acústica moçambicana numa antropologia dos sentidos


Uma antropologia dos sentidos deve sustentar que os modelos sensoriais universalistas da cultura, quer eles sejam visuais ou auditivos, quer se apoiem no texto ou na palavra, devem dar lugar à exploração de ordens sensoriais próprias das culturas. Neste trabalho, designa-se este tipo de cultura, que é predominante em Moçambique, como acústica, porque ela tem no som, no ouvido, e não na vista, seu órgão de recepção e percepção por excelência. Os traços fortes da oralidade (presentes nas línguas autóctones moçambicanas), contudo, não foram levados em consideração na política linguística adotada pelo poder político no pós-independência de Moçambique, o que acabou influenciando o processo de letramento. Ao analisarmos as possibilidades e limites duma revalorização da tradição oral, mais não pretendemos do que criar possibilidades de uma reflexão que possa mostrar caminhos para uma genuína revalorização cultural em Moçambique.
Para ler o artigo completo de José de Sousa Miguel Lopes clique aqui

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Educação para a tolerância


Os estudos sociológicos revelam-nos uma paisagem social nada estimulante para a convivência com as diferenças, ou dito de outro modo, com os diferentes étnico-culturais. A realidade sociológica plural não se traduz necessariamente em atitudes e comportamentos de respeito às ideias e crenças do outro, do diferente. Apesar da eclosão das ONGs (Organizações Não Governamentais) que lutam pelo respeito à liberdade das ideias e das distintas manifestações de vida, pela integração das diferenças e o reconhecimento da dignidade “dos outros”; a par da realidade de uma sociedade que cada vez mais se vai configurando como um sistema plural em todos os sentidos não é, sem dúvida, difícil encontrar situações preocupantes na descrição do nosso quadro social: xenofobia, recusa das diferenças culturais e do diferente cultural, tendência à uniformidade a partir de uma visão homogeneizadora da cultura, crescente desenvolvimento de nacionalismos essencialistas que expulsam da comunidade “nacional” todos aqueles que não têm a mesma origem ou raça ou, simplesmente não compartilham as mesmas ideias políticas fundamentalistas. Dir-se-ia que o conflito e o enfrentamento entre os seres humanos decorrentes de convicções sobre o que elas entendem como bom e verdadeiro constitui, provavelmente, um componente imprescindível da história.
Para continuar a ler o artigo de José de Sousa Miguel Lopes clique aqui

domingo, 13 de novembro de 2011

Ações afirmativas: uma contribuição para o debate



Nesta análise tomar-se- á como ponto de partida o modo como ocorre o racismo no
Brasil. Em seguida, serão abordadas a questão das políticas públicas de combate á pobreza e a
perpetuação da exclusão, bem como as políticas de ação afirmativa nos estados
modernos. Finalmente, serão feitas algumas considerações em torno de algumas objeções
apresentadas pelos opositores das quotas, apresentando o resgate da auto-estima dos
afro-descendentes como uma questão crucial.
Para ler o artigo completo de José de Sousa Miguel Lopes, clique aqui

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

As novas temporalidades no processo de literacia e os paradoxos dos fluxos internacionais de informação

Como ter em conta as diversas temporalidades no campo pedagógico, num mundo onde a compressão do tempo parece configurar-se com uma amplitude cada vez maior? Estamos, pois, agora confrontados com novas temporalidades. No que tange á educação, uma nova dimensão temporal do processo de aprendizagem está em curso. Esta nova dimensão temporal não se refere apenas ao tempo cronológico (horários), mas a uma pluralidade de tempos que estão em jogo, conjuntamente, na educação: horário escolar, tempo da informação instrucional, tempo da apropriação personalizada de conhecimentos, tempo de leitura e estudo, tempo de auto-expressão construtiva, tempo do erro como parte da conjetura e da busca, tempo da inovação curricular criativa, tempo de gestos e interações, tempo do brinquedo e do jogo, tempo para desenvolver a auto-estima, tempo de dizer sim à vida, tempo de organizar esperanças.
Para ler o artigo completo de José de Sousa Miguel Lopes clique aqui

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Memória e esquecimento face à reorganização da estrutura da temporalidade

Nos últimos 10 ou 15 anos, presenciamos um boom do discurso da memória. Por mais paradoxal que possa parecer, mesmo o novo está, cada vez mais, associado ao passado. Nossa cultura não é, entretanto, apenas mnemônica; é também inerentemente amnésica. A mídia, com suas intrincadas redes de informação e seus acelerados ritmos de transformação tecnológica, induz cada vez mais ao enfraquecimento da consciência histórica. Neste quadro, como pensar a memória e o esquecimento juntos?
Debruçado sobre seus projetos, o ser humano destrói, transforma, reinterpreta as imagens e as palavras daquilo que se torna, através desta atividade, o passado. A subjetividade da memória, seu ponto essencial e vital, consiste precisamente em rejeitar a pista ou o armazenamento no passado a fim de inaugurar um novo tempo. Para ler o artigo completo de José de Sousa Miguel Lopes clique aqui

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A literacia face a uma nova ecologia cognitiva?

A influência do impresso é ainda tão forte que a maioria das metáforas usadas para descrever o novo suporte usam terminologia e imagem advindas deste momento tecnológico anterior. Semelhante ao que aconteceu com relação à imprensa, são as novas gerações que conseguirão fazer um uso prático da tecnologia de modo verdadeiramente original?
Para ler o artigo completo de José de Sousa Miguel Lopes, aqui...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cidades contemporâneas: espaços de segregação ou de trocas interculturais?


A chegada de migrantes às cidades, vindos de várias partes do mesmo país e de outras sociedades, coloca pela primeira vez em contacto numa escala jamais ocorrida antes na história da humanidade, diversos universos culturais.
Após a 2a Guerra Mundial, o mundo conheceu uma urbanização extremamente rápida, que se traduziu pelo surgimento de enormes cidades, algumas delas verdadeiras megalópoles com mais de dez milhões de habitantes. O crescimento rápido destas grandes cidades coloca sérios problemas à organização dos serviços urbanos essenciais, tais como moradia, fornecimento de água, pobreza e manutenção da ordem pública. Ao lado dos aspectos socioeconômicos, vem assumindo um papel cada vez mais importante a dimensão cultural, através da qual se exprime a experiência da vida urbana. Pra continuar a ler o artigo de José de Sousa Miguel Lopes clique aqui...

sábado, 1 de outubro de 2011

RETOCANDO QUADROS DE SOMBRAS E PROMESSAS DE LUZ NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES


Os educadores estão divididos e inseguros na interpretação de sua tarefa o que permite afirmar que a formação docente está em debate. Mas de que modo a crise mais geral no campo das ciências humanas e sociais se reflete no plano da educação e, especificamente, na formação de professores? É essa crise, em alguns dos seus contornos e possíveis caminhos de sua superação que, numa aproximação inicial, Inês Assunção de Castro Teixeira e José de Sousa Miguel Lopes se  propõem discutir nesse trabalho. Para ler o texto completo clique aqui...

domingo, 11 de setembro de 2011

Que modelo educacional para uma formação intercultural de professores?

São signif

São significativos os esforços realizados nas últimas duas décadas em várias partes do mundo visando construir um repertório de conhecimentos específicos ao ensino. Numerosas também são as reformas buscando definir e fixar padrões de competência para a formação dos professores e para a prática do magistério. No entanto, tem-se sentido a falta de um conjunto de competências que habilitem o professor a entender e a lidar com o diferente, a colocar em prática uma educação intercultural. Para ler o texto completo de José de Sousa Miguel Lopes, clique aqui...

domingo, 4 de setembro de 2011

FICA VIVO!: UM PROGRAMA SOCIAL DE SEGURANÇA PÚBLICA





Ângela Maria Dias N. Souza[1]
"Lutar pela igualdade  sempre que as diferenças 
nos discriminem. Lutar pelas diferenças sempre
que a igualdade nos descaracterize" .
Boaventura Santos

Políticas sociais são ações contínuas no tempo, financiadas com recursos públicos, voltados para atender às necessidades básicas coletivas e se originam nas diferentes formas de articulações entre o Estado e a sociedade.
Maria das Graças Rua (1988) compreende as políticas públicas como o conjunto das decisões e ações relativas à alocação imperativa de valores. A implementação de uma política pública requer além de uma tomada de decisão, que é a escolha de alternativas de acordo com as hierarquias das preferências dos atores envolvidos, diversas ações estrategicamente selecionadas.
            Políticas públicas de proteção social são cada vez mais imprescindíveis às ações governamentais em seus diferentes níveis para que o Estado não perca de vista suas responsabilidades e obrigações.
A Constituição Brasileira de 1988 prevê a segurança como um direito social:

Art. 6º - São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Constituição Federal 1988).

Considerando o conceito de política social e tendo em vista que a segurança é um direito social, podemos dizer que o Fica Vivo é um Programa Social da Política de Segurança Pública que visa à proteção da vida dos jovens envolvidos com a criminalidade? continua...

sábado, 27 de agosto de 2011

“A estratégia da aranha”: o mito do traidor e do herói (2ª Parte)

Hobbes, em “Do Cidadão” (2002), classificava como traidor aquele súdito que se voltava contra o seu soberano ou contra a sua cidade, declarando não mais obedecê-lo total ou parcialmente (renegando, por exemplo, seu direito de declarar guerra, impor tributos, legislar, nomear funcionários públicos e magistrados, etc.). Apenas isto já era considerado traição. Considerava, também, traidor o que pegasse em armas contra a cidade, o que debandasse para o lado inimigo durante a guerra ou o que cometesse algum ato de violência contra o soberano ou alguém sob suas ordens. Sustentava que a traição era uma violação não das leis civis, mas das leis naturais (aquelas que nasceram com os homens, declaradas por Deus em sua palavra eterna, como exposto acima). Por conta disto, concluía Hobbes que os traidores deveriam ser punidos não pelo direito civil, dos homens, mas pelo direito natural, ou seja, pelo direito de guerra, porque eram inimigos das cidades. Veja-se por suas próprias palavras:

Os rebeldes, traidores e todas as outras pessoas condenadas por traição não são punidos pelo direito civil, mas pelo natural: isto é, não como súditos civis, porém como inimigos ao governo – não pelo direito de soberania e domínio, mas pelo de guerra (Hobbes, p. 233). Para continuar a ler o artigo de José de Sousa Miguel Lopes, clique aqui...

“A estratégia da aranha”: o mito do traidor e do herói (1ª Parte)

A Estratégia da Aranha, filme de Bernardo Bertolucci, baseia-se numa pequena ficção do escritor argentino Jorge Luís Borges – “Tema do Traidor e do Herói” -, texto que Borges situa num país oprimido e tenaz e que, na data em que o mesmo foi escrito (1944), ele “vislumbrou na Polônia, República de Veneza, algum Estado sul-americano ou balcânico”, para optar depois pela Irlanda. O episódio fala-nos de um rebelde, Fergus Kilpatrick, que, descoberto como traidor, se faz imolar ás mãos dos companheiros, para que a sua morte passe a ser olhada como um nefando crime cometido por algum desconhecido, o que apressaria o eclodir da revolta, que a partir daí passaria contar com seu heróico mártir. Partindo desta idéia, Bertolucci adapta-a às circunstâncias políticas e históricas da Itália e oferece-nos a sua perspectiva. Em lugar da Irlanda, a Itália; em vez de Fergus Kilpatrick, Athos Magnani.

Nesta digressão fílmica, Bertolucci constrói sua teia de aranha com os fios da verdade e da mentira, colocando a problemática do traidor e do herói como central, ao mesmo tempo que nos remete para a questão da identidade, do mito como sistema de legitimação e de significação, bem como das tradições inventadas e dos “lugares de memória” como mecanismos de manipulação. A temática tratada nos remete inevitavelmente para o interior da sala de aula, “locus”, por excelência, onde opera a memória histórica e lugar privilegiado onde se “difundem” os heróis e os traidores. Os discursos organizados dão à memória coletiva uma certa configuração a partir da definição do que será lembrado e de quais lembranças serão proibidas. Os conteúdos da História podem ser impedidos de contribuir para uma reflexão sobre o passado. Poderão ser esquecidos, em virtude da ação dos discursos organizados, ou não são visíveis, porque se encontram diluídos na memória coletiva. Que desafios se colocam ao professor no tratamento do diálogo entre memória e História? O que será preciso lembrar do processo histórico?
Para continuar a ler o texto de José de Sousa Miguel Lopes clique aqui...

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