terça-feira, 30 de dezembro de 2014
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
INDÚSTRIA CULTURAL: Os três imperialismos e 'A hora da estrela' dos povos
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terça-feira, 25 de novembro de 2014
Hamlet, os três imperialismos e a indústria cultural
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Os três idiotas do capital
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terça-feira, 11 de novembro de 2014
MÍDIA & BIOPODER: A fantástica fábrica de chocolate
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quinta-feira, 5 de junho de 2014
A GLOBO & A COPA: Manifesto Antropófago e a meta-história da TV Globo
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terça-feira, 20 de maio de 2014
Freud, o inconsciente social, Echelon e a mídia

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sexta-feira, 9 de maio de 2014
Fernando Pessoa, Lacan e o Todo TV Globo
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014
PERFIL DO BUFÃO: O comentarista e a confissão golpista
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terça-feira, 17 de setembro de 2013
TV GLOBO: O supremo tribunal de exceção
2.
Ambos têm um traço em comum: sabem que tudo é delírio, que tudo lira, delira, razão por que expressam com grande precisão o que o conformismo generalizado tende a esconder, dissimular, proteger, covardemente, a saber: o homem, ou deliria Deus, transcendências, posses, poderes, hierarquias, o reino do já dito, a herança do passado ou o passado como herança presente e futura; ou delira a invenção de si sem Deus, a imanência, a despossessão; futuros possíveis da própria humanidade, como potência de inteligência coletiva.
3.
O gênio, enfim, ou deliria Deus, logo o passado autoritário de toda uma coletividade; ou delira a si mesmo, logo a humanidade inteira, razão suficiente para sustentar o argumento de que ele efetivamente não existe, pois é sempre a encarnação possível da loucura da humanidade em certa circunstância histórica; a loucura daquilo que Marx chamava de inteligência geral, que ora pende, através do gênio, para um lado profundamente reacionário, ora para outro libertário, prenhe de justiças que inscrevem cenários possíveis para o conjunto dos humanos, num contexto em que não haverá mais gênios reacionários, porque seremos todos a invenção de nós mesmos através da livre invenção de todos.
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
A sociedade do espetáculo difuso e o devir negro-gay de Putin
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domingo, 8 de setembro de 2013
LIBERDADE DE EXPRESSÃO: As quatro figuras do apocalipse e a indústria cultural
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
KAFKA & GUIMARÃES ROSA: A sociedade do controle soberano
Esse aspecto escorregadio, difuso e imaterial dos sentidos nos coloca diante das seguintes questões: onde está o sentido de algo? Está oculto ou, pelo contrário, na superfície, à vista? A partir de onde buscar o sentido de um texto literário, de uma manifestação de rua, de um filme? Em Investigações filosóficas (1953), o filósofo austríaco Wittgenstein (1889-1951) assim se posiciona sobre essas questões de sentido: “É no estado civil das contradições e no seu estado no mundo civil, eis o problema filosófico”, problema de sentido.
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quinta-feira, 18 de julho de 2013
Franz Kafka e os roteiros da panóptica espionagem global
2.
Em consonância com a trama do romance O processo, é possível argumentar que todo e qualquer poder é tanto mais presente quanto mais onipresente; tanto mais potente quanto mais onipotente e tanto mais transcendente quanto imanente, quanto mais existe em qualquer um, de tal maneira que seu centro se confunde com sua periferia, tal como ocorre em outro romance de Franz Kafka, O castelo (1926), cuja trama apresenta um nevoado castelo no topo de uma montanha e uma vila cujos habitantes vivem em função de sua onipresença soberana, não obstante a impossibilidade de alcançá-lo, como se ele existisse de tanto não existir realmente: uma miragem que assombra os aldeões, contaminados que estão com a bruma misteriosa e indevassável que vem do castelo.
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terça-feira, 9 de julho de 2013
Os aviões não tripulados das edições midiáticas
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quarta-feira, 3 de julho de 2013
A sociedade espetacular planetária de maio de 68
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terça-feira, 25 de junho de 2013
As manifestações dos jovens de classe média
No prefácio (1920) de Imperialismo, fase superior do capitalismo (1916), Vladimir Illitch Lenin (1870-1924), líder da revolução russa de 1917, define o imperialismo tal como sugere o subtítulo de seu livro, fase superior do capitalismo, detendo os seguintes traços: 1)através dele, o capitalismo se transformou num sistema mundial de subjugação; 2) que estrangula a maioria da população do planeta; 3) através de um punhado de países “avançados”, armados até os dentes; 4) que dominam e arrastam todo o planeta para uma incessante guerra pela partilha das riquezas dos povos; 5) saqueando-os implacavelmente;6) nesse cenário, não existe a mínima possibilidade de alternativas românticas, como se pudéssemos produzir história nacional, por exemplo, fora das estratégias imperialistas de dominação do mundo: ou nos submetemos, deixando que saqueiem nossos recursos e nossos povos humilhados e empobrecidos, quando não assassinados; ou nos armamos até os dentes entrando na disputa interimperialista; ou nos unimos, com países igualmente saqueados e submetidos, a fim de, em processo, através de uma agenda própria, construirmos história.
2
As duas guerras mundiais do século passado foram, sob esse ponto de vista, desencadeadas por países armados até os dentes que disputavam a partilha do mundo, principalmente os países do Ocidente, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Estados Unidos, porque, se o imperialismo é a fase superior do capitalismo, ele é simultaneamente a fase superior da expansão colonizadora europeia; uma espécie de cruzada ocidental pela repartição não menos ocidental de todo o planeta, sob a forma, por exemplo, da imposição de um modelo único de produção econômica, o sistema mundial de produção de mercadorias, conforme a definição do filósofo alemão Robert Kurz, independente se prevalece, nele, o Estado, a “livre iniciativa” ou o socialismo, pois por todos os lados a mercadoria reina absoluta, mercantilizando-nos imperiosamente, ocidentalmente, através da expansão imperialista.
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quinta-feira, 20 de junho de 2013
Biopoder confessional e o protesto contra o aumento da passagem de ônibus
Para tanto, Foucault argumentou que três dispositivos externos aos discursos foram fundamentais para as suas ordenações, no Ocidente. São eles: 1) A interdição da palavra; 2) a segregação da loucura; 3) a vontade de verdade. O primeiro dispositivo, a interdição da palavra, desdobra-se em dois campos interditados discursivamente: o sexo e a política, o que significa dizer que, na história da modernidade ocidental, o sexo e a política deveriam entrar literalmente numa ordem discursiva; deveriam ser ordenados como discursos ou simplesmente constituírem-se, se quisessem ser validados socialmente, como partes e contrapartes de uma ordem social que reconhecia de antemão o especial perigo da política e do sexo, de modo que, mais que evitá-los e expulsá-los da ordem discursiva vigente, o importante seria a classificação e a distribuição ordenada da política e do sexo, produzindo, por exemplo, um sexo sem política e uma política sem sexo, separando-os.
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sábado, 1 de junho de 2013
O teatro do desoprimido e a catarse do cenário midiático
As sociedades humanas nada mais são que cenários teatrais produzidos por nós mesmos, num contexto em que somos tanto mais coadjuvantes quanto mais acreditamos em nossas próprias vidas, como se não fossem partes e contrapartes do teatro social no qual atuamos como personagens de nós mesmos.
2
Se a afirmação “o mundo é um teatro” é verdadeira o é porque nele atuamos como personagens que representam a si mesmos e, ao fazê-lo, atuam inevitavelmente como figurantes do cenário-mor: o teatro civilizacional que nos cabe viver, atuar, cumprindo à risca um script predeterminado quanto mais nos pensamos livres para escolher o mesmo, a saber: os objetos, sujeitos, valores, identidades, tecnologias, percepções, sensações, intelecções, saberes, amores, amigos, inimigos produzidos pelo próprio teatro civilizacional em que vivemos, para, antes de tudo, compor, ainda que de forma dinâmica, o seu cenário produtivo e simbólico, com seus sistemas de bens, com seus palcos institucionais e produtivos, nos quais atuamos como a gente mesmo, sendo efetivamente mero figurante, independente de nossa posição social, de vez que de uma forma ou de outra, mesmo como dissidentes, dependendo das circunstâncias históricas, com o passar do tempo somos igualmente transformados em ícones após sacrificados – ícones, bem entendido, do próprio cenário, da própria civilização, da própria farsa que somos.
3
Em América (1927), romance de Franz Kafka, o protagonista da narrativa, Karl Rossmann, foge de uma Alemanha decadente, após ter engravidado uma empregada, e parte clandestinamente para os Estados Unidos. Sem conseguir trabalhos na terra do Tio Sam, depara-se com um cartaz que diz: “No hipódromo de Clayton se contratará hoje desde as seis horas da manhã até a meia-noite, pessoal para o Teatro de Oklahoma. Chama-se o grande teatro de Oklahoma! (...) Este é o teatro que está em condições de empregar qualquer pessoa. Maldito seja aquele que não acredite em nós! Adiante, a Clayton! (Kafka, América, p.291)”. Diante de um cartaz tão apelativo, Karl não perde tempo, vai depressa para Clayton, onde tudo que você quiser ser você será. O grande teatro de Oklahoma, na ficção de Kafka, é a consciência ficcional de que América será doravante o teatro do mundo e de que a montagem da vida humana, a que chamamos de civilização, é cenário teatral onde atuamos para sermos o que quisermos, seja na realidade, seja em sonho, em desejo.
4
Chamemos de teatro dos figurantes ao Grande Teatro de Oklahoma, pois independente do papel que nele desempenhamos, em nossas vidas concretas, seremos sempre coadjuvantes de um cenário civilizacional previamente estabelecido. Chamemos a decadente civilização burguesa, da qual não passamos de meros figurantes, de o nosso Grande Teatro de Oklahoma; nela, tal como em Clayton, tudo que quisermos ser, seremos, num contexto em que sua teatral palavra de ordem é: “Maldito seja aquele que não acredite em nós!” Chamemos, por outro lado, de Teatro do Desoprimido a uma aberta, inacabada e experimental forma dramática cujo objetivo principal é: “Sejamos malditos, não acreditemos no Grande Teatro de Oklahoma da civilização burguesa!” Fujamos não de uma Europa em decadência rumo ao teatro burguês do momento, mas antes de tudo fujamos da civilização burguesa que fez de toda a Terra o cenário de nossa deplorável e submetida presunção de não figurantes, assim sendo mais ainda.
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terça-feira, 23 de abril de 2013
Pós-modernidade e golpes midiáticos
Em diálogo com Deleuze e Guattari, assumo o argumento de que o capitalismo vive de fluxos, com fluxos, pelos fluxos, de forma hiperpragmática. Estes, por sua vez, simplesmente podem ser traduzidos como forças terráqueas, sociais, tecnológicas, artísticas, identitárias, cosmológicas, como, enfim, quaisquer forças, independente de suas qualidades intrínsecas, razão por que, na fábrica mundial que é o capitalismo, tanto faz se as forças em questão forem, sob o ponto de vista das sociedades, democráticas, despóticas, terroristas, esquerdistas, patriarcais, femininas, racistas, liberadoras, fundamentalistas, revolucionárias, sexuais, criativas, operárias, narcísicas, solidárias.
2.
O capitalismo, sobretudo o contemporâneo, atua no planeta como um todo, transformando inclusive as fronteiras nacionais em forças a serem manipuladas, aqui e ali, assim e assado, em conformidade com os desafios desse ou daquele contexto histórico. É por isso que, de antemão, a expressão relação de forças, sob o ponto de vista do capitalismo, é vivida literalmente, como desafio: o capitalismo sempre atua nas relações entre as forças, independente delas mesmas; independente, pois, do que as forças pensam sobre si mesmas, razão por que, sob o ponto de vista do capitalismo, o relevante é que, mesmo pensando em si mesmas, as forças possam produzir riquezas, movimentando sem cessar o valor em mais valor, o lucro em mais lucro.
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"Hoje o mais estimulante ocorre nas fronteiras, nos espaços de transgressão disciplinar e de fertilização entre diferentes campos científicos, o que exige o recurso a uma panóplia diversificada de ferramentas teóricas e metodológicas" ( Antônio Nóvoa)
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