domingo, 17 de outubro de 2021

"Era o último amor" - Luís Filipe Castro Mendes

 





Era o último amor

 



 

 

 

Era o último amor. A casa fria,


os pés molhados no escuro chão.


Era o último amor e não sabia


esconder o rosto em tanta solidão.




Era o último amor. Quem advinha


o sabor pela escuridão?


Quem oferece frutos nessa neve?


Quem rasga com ternura o que foi verão?




Era o último amor, o mais perfeito


fulgor do que viveu sem as palavras.


Era o último amor, perfil desfeito


entre lumes e vozes passadas.




Era o último amor e não sabia


que os pés à terra nua oferecia.



 

 

 

Luís Filipe Castro Mendes



 

 

 

Divulgando o mais recente livro do autor do blog Aqui   


Armas: a professora inesquecível, o presidente olvidado

 



Buscava eu um tema para esta nossa conversa semanal quando Alex, um amigo querido, telefona nesta sexta (15) para me parabenizar: – Mestre, esse país será outro quando pudermos comemorar o “Dia do professor inesquecível” e o “Dia do presidente deslembrado”. Pronto. Encontrei o que procurava. Agradeci. Decidi celebrar ambos os dias, recordando dois assaltos ocorridos na cidade do Rio, que me permitem formular uma pergunta singela: qual a melhor forma de reagir a um assalto à mão armada?  Para ler o texto de José Ribamar Bessa Freire clique aqui



Leia "Caso de mulher faminta que furtou em supermercado expõe onde está o perigo. Por Janio de Freitas" clicando aqui



Leia "Fome: "No Brasil não falta comida, falta dinheiro para comprar alimentos", diz José Graziano" clicando aqui



Leia "Com medo do relatório da CPI, Bolsonaro chora e se faz de vítima do mundo" de Ricardo Kotscho clicando aqui



Leia "'Cobaias' da proxalutamida: como o Brasil entrou no que pode ser uma das infrações éticas mais graves da história" de Diogo Magri clicando aqui



Leia "Caso Prevent Sênior é ponta do iceberg; ações negam a ética médica" de Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena clicando aqui


Thomas Piketty: O fim dos paraísos fiscais?

Ilhas Virgens Britânicas


Na Divina Comédia de Dante, os avarentos e esbanjadores, assim como os fraudadores, têm lugar garantido nos círculos do inferno. Na vida real, quem esconde dinheiro fora do país não é sequer importunado. Mas Thomas Piketty insiste que é chegada a hora de mudar o sistema fiscal global. Para ler seu texto clique aqui





A guerra inevitável 


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Poder operário na Itália (4) 



A luta pela saúde e pela melhoria das condições de trabalho era ao mesmo tempo uma luta por outra organização do trabalho, pelo controle do processo produtivo. Para ler o texto de Leo Vinícius Liberato clique aqui

Django Reinhardt: "J'Attendrai"

 


Jean "Django" Reinhardt foi um guitarrista de jazz francês nascido na Bélgica de etnia rom. Considerado um dos melhores e mais influentes guitarristas de todos os tempos, ele também influenciou vários músicos e inovou ao ajudar a criar o estilo gypsy jazz. Para assistir à sua interpretação de "J'Attendrai" clique no vídeo aqui

A outra vida da civilização soviética

 



Historiador Karl Schlögel publica uma grande reconstrução da vida na URSS, um mundo perdido que continua influenciando fortemente o presente. Para ler sua entrevista clique aqui

Dialética e revolução em Gramsci

 




A filosofia da práxis busca afastar-se tanto do materialismo vulgar como do idealismo. Para ler o texto de Celso Frederico clique aqui







Lênin e a crítica demolidora ao revisionismo



Edmilson Costa escreve sobre "Imperialismo, estágio superior do capitalismo", de Vladímir Ilitch Lênin, obra fundamental para a compreensão das transformações do capitalismo. Para ler seu texto clique aqui




Por que precisamos falar sobre a genitália feminina

 




A ignorância sobre a biologia básica das vulvas ainda é chocantemente alta - mas há enormes benefícios para a saúde, físicos e emocionais, a serem conquistados com uma melhor compreensão. Para ler o texto de Eleanor Morgan clique aqui





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Gabriela Wiener (Lima, 1975) entra no campo da ficção sem abandonar o self. Em Huaco Portrait ( Random House Literature ) fala sobre a pilhagem colonial e a busca de identidade, mas também sobre a vida de uma chola em um mundo branco. Para isso, ele usa a figura de um explorador singular, Charles Wiener, um judeu austríaco nacionalizado francês que no final do século 19 tirou do Peru - saqueado - milhares de peças pré-colombianas. Foi seu tataravô - de quem herdou o sangue e o sobrenome: a "mancha da vergonha" - com quem acerta contas em um romance cuja segunda edição verá a luz na próxima semana. Para ler sua entrevista clique aqui






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