sexta-feira, 12 de agosto de 2022

"O Relógio" - Aluysio Mendonça Sampaio

 





O Relógio

 

 

 



No silêncio da noite insone


o relógio é o coração do tempo


pulsando.



 

Som metálico incessante,


do átimo que passa,


eis a cadência marcial


para o nada.



 

Belo é o fluir da vida


o desabrochar da flor


pletora de luz


ao despontar de sóis.



 

No ventre da vida


germina a morte


saliente, constante


lâmina cortante do tempo.



 

Pudéssemos parar o coração das eras!


O nosso instante - eterno.


O nosso amor - perene.


Ah! Maldito relógio


consciência do efémero


por que não cessas de bater


o ritmo monótono monocorde


do minuto que passa?



 

Deixe-me ficar no instante


- minha eternidade.

 

 

 



Aluysio Mendonça Sampaio

 

 


Brasil (Sergipe) 1926, (São Paulo) 2008


Bolsonaro no multiverso da loucura

 





Plano de governo de Jair Bolsonaro fala de um Brasil que só existe nos sonhos do presidente – nos nossos, virou pesadelo. Para ler o texto de Samira Bueno clique aqui


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Leia "Lucas Baldez - 'Apartheid educacional', meta esquecida e exemplo chinês: os futuros desafios da educação no Brasil" clicando aqui


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O novo disparate do Sr. Scholz

 




O desespero dos dirigentes alemães conduz a disparates sem conta, uns a seguir aos outros. Primeiro adotam a política suicida de se absterem deliberadamente de utilizar o gasoduto Nord Stream 2, que já se encontra pronto. Trata-se de uma verdadeira política de auto-flagelação energética, corroborada pela indivídua não eleita que preside a Comissão Europeia bem como por todos os seus pares. A seguir, com a aproximação do Inverno 2022-2023, desesperam-se e procuram alternativas – que a curto prazo não existem. E para fingir que tem alguma coisa a dizer, o chanceler alemão acaba de rematar os disparates anteriores com outro ainda maior: a proposta de construir um gasoduto entre o porto metaneiro de Sines (Portugal) e a Europa Central. Para ler o texto de Jorge Figueiredo clique aqui


Assista ao "VÍDEO - Salman Rushdie: Reconstruir a crença das pessoas na verdade será um longo processo" clicando aqui


Leia "Antonio Turiel e Juan Bordera: Racionamento racional e irracional na Era do Descenso Energético" clicando aqui


Leia "Eduardo Guimarães: Conversas entre a psicanálise e a terapia psicodélica" clicando aqui


Leia "Sheila Fitzpatrick: Nos arquivos soviéticos, a vida real sob Stálin" clicando aqui


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Saad Lamjarred: "Ghazali"

 




Para assistir à interpretação de "Ghazali" na voz de Saad Lamjarred clique no vídeo aqui


HUMOR - Balbúrdia




O Ministro da Educação nem imagina que aquela farinha jogada nos calouros das federais é, na verdade, a famosa Cocaína 99 da boca do Fallet, que com uma única cheirada transforma qualquer aluno em travesti. Ainda bem que, com o corte de verbas, a mamata acabou, nossa população está livre da violência e as pesquisas acadêmicas sobre a Inês Brasil foram interrompidas. Divirta-se clicando aqui

 

Navegando pelo cinema

 





Olhos voltados para o mercado internacional




Filme de diretor americano rodado em morro carioca explicita abismo entre realidade e ilusão do cinema. Para ler o texto de Eduardo Escorel clique aqui







 34 anos numa retrospectiva de manchetes



Os oito presidentes eleitos pelo voto direto desde a redemocratização do Brasil, em 1985, prestaram juramento de cumprir a Constituição e zelar pelo povo, pela soberania nacional e pelas instituições até o fim de seus mandatos. De alguma maneira, por razões variadas, aquelas palavras solenes acabavam se diluindo na voragem das crises e dos solavancos no poder. Essa, no fundo, é a história relembrada no documentário de Carla Camurati. "8 Presidentes, 1 Juramento" se parece com uma daquelas tradicionais retrospectivas de fim de ano da televisão, só que cobrindo um espectro de 34 anos a partir do movimento das Diretas Já. De cada governo, o filme relembra sinteticamente os fatos mais relevantes ou mais críticos. O período Collor e os primeiros tempos de Bolsonaro escapam à fórmula básica de reunir pontos positivos e negativos em proporções mais ou menos equivalentes. Esse é talvez o único ponto em que as escolhas da diretora transparecem nas entrelinhas da construção. Para ler o texto de Carlos Alberto Mattos clique aqui







 The atrocity exhibition




É uma das obras mais controversas e experimentais de J. G. Ballard. "The Atrocity Exhibition", lançado na Grã-Bretanha em 1970, agrega um conjunto de pequenas histórias, de capítulos que se interligam, que o escritor denominou de “condensed novels” e que tinham sido publicadas nos dois anos anteriores como fascículos autónomos em revistas de ficção científica com quem Ballard colaborava com regularidade, como a New Worlds e a Ambit. Para ler o texto de Vítor Ribeiro clique aqui


Nos caminhos da arte

 





Rui Knopfli, 90 Anos 




Rui Knopfli, nascido em Inhambane, a 10 de Agosto de 1932, faria hoje 90 anos. Um acaso está na origem da minha descoberta juvenil de o “Reino Submarino, publicado em 1962. Esse encontro desencadeou um tumulto, difícil de descrever, em mim. Aquele tom estava fora do tom. Aquela poesia parecia estranha. Aquelas imagens, aquela sonoridade, aquelas metáforas. Aquele poder discursivo, barroco, torrencial por vezes, alegórico. Sempre cativante, sedutor e encantatório. Quase sempre pungente, língua dilacerada e dilacerante. Voz dos eleitos. Oriundo de uma educação literária onde avultava a poesia engajada e revolucionária, no lídimo contexto de afirmação de um novo país, desconhecia este poeta tão impressivo. Aliás, havia um ensurdecedor silêncio à sua volta. Para ler o texto de Nelson Saúte clique aqui






 Caetano Veloso em novos Caetanos



Na canção “Enzo Gabriel”, do disco "Meu coco" (2021), Caetano Veloso canta e pergunta: “Enzo Gabriel, qual será teu papel / Na salvação do mundo?”. Inspirado no nome mais registrado em 2019 nos cartórios do Brasil, o artista pensa sobre o futuro – afinal, dialogar com crianças é mesmo um jeito de tocar no amanhã. Mas não é só Enzo Gabriel que vira nome de gente nova, novíssima: Caetano, por exemplo, também batiza (não necessariamente no sentido religioso) pessoas que acabam de chegar à vida. Muitos desses casos são mesmo homenagens ao músico. Por isso, para celebrar os seus 80 anos, o site do Itaú Cultural (IC) conversa com três famílias cujos filhos se chamam Caetano por conta de Veloso. Os responsáveis pelos meninos falam do porquê da escolha e elegem as suas faixas preferidas do mestre de Santo Amaro (BA). Dessa forma, celebra-se o cantor a partir de garotos-frutos, mostrando que ele faz parte da história deste país em todos os tempos: no passado, no presente e no que está por vir. Para ler o texto de Heloísa Iaconis clique aqui












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