sábado, 31 de janeiro de 2026

"Moto contínuo" - Chico Buarque



Moto Contínuo

 


Um homem pode ir ao fundo


Do fundo, do fundo, se for por você


Um homem pode tapar


Os buracos do mundo se for por você



Pode inventar qualquer mundo


Como um vagabundo, se for por você


Basta sonhar com você



Juntar o suco dos sonhos


E encher um açude, se for por você


A fonte da juventude


Correndo nas bicas, se for por você


Bocas passando saúde


Com beijos nas bocas se for por você



Homem também pode amar


E abraçar e afagar seu ofício porque


Vai habitar o edifício que faz pra você



E no aconchego


Da pele na pele, da carne na carne, entender


Que homem foi feito direito


Do jeito que é feito o prazer



Homem constrói sete usinas


Usando a energia que vem de você


Homem conduz a alegria


Que sai das turbinas de volta a você


E cria o moto-contínuo


Da noite pro dia se for por você



E quando um homem já está de partida


Da curva da vida ele vê


Que o seu caminho


Não foi um caminho sozinho porque



Sabe que um homem vai fundo


E vai fundo e vai fundo se for por você (Se for por você)


Sabe que um homem vai fundo


E vai fundo e vai fundo se for por você (Se for por você)




Chico Buarque

Brasil - Radiografia semanal

































Navegando pelo cinema

 


Críticas a "Sentimental Value", de Joachim Trier


Wlson Roberto Vieira Ferreira - 'Frankenstein' de Guillermo del Toro: um drama necropolítico e gnóstico 


Hugo Gomes: Quanto vale aquele, e dito cujo, sentimento?


Outsiders – Ciclo de Cinema Independente Americano 2026 – "Peak Season", "The Featherweight", "Christmas Eve in Miller’s Point", "Ham on Rye" e "Rebuildin"


João Lanari Bo: A voz de Hind Rajab


Carlos Alberto Mattos: Duas ou três coisas sobre Silvio Da-Rin


Bernardo Vaz de Castro - “Kontinental ’25”: Jude, o Zola que nos calhou em sorte


Wisam Zoghbour: Mohammad Bakri… quando a voz humana vence a máquina da repressão


Jorge Alexandre Neves: O “Agente Secreto” e seus acertos políticos e históricos


Ana Elisa Faria: Cinco nomes de “O Agente Secreto” para ficar de olho


Hugo Albuquerque: O "Agente Secreto" e a brasilidade universal de Kleber Mendonça Filho


"Prevenir o derramamento de sangue”: A cineasta Sepideh Farsi fala sobre os protestos no Irã e as ameaças de ataques militares dos EUA


Bruno Victorino: "The Big Parade" (1925), de King Vidor – Uma pastilha e um cigarro


João Paulo Barreto: Álvaro Andrade fala sobre “Politiktok”, filme que traz um recorte de vídeos nos dias das eleições de 2022


Luis Felipe Miguel: Coletividade e distopia


João Paulo Barreto: Leon Sampaio fala sobre “Curva Acentuada”, curta exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes 2026


Vítor Ribeiro - Tragam as mulheres, parte II: “Savage Pampas


Críticas a "The Chronology of Water", de Kristen Stewart


João Paulo Barreto: Luisa Maciel fala sobre seu primeiro curta metragem, “Agulha”, exibido na Mostra de Cinema de Tiradentes


Obras cinematográficas para entender o impacto das jornadas de exílio na vida de quem as atravessa


Hugo Gomes: Um outro cinema americano é possível. Arranca o 5.º Outsiders em Lisboa!


Luiz Renato Martins: Dois filmes sobre a Palestina


Thriller Legendado "Human Flow: Não Existe Lar se Não Há Para Onde Ir" (2017), de Ai Weiwei

(Ao longo de um ano, o diretor Ai Weiwei acompanhou crises de refugiados em 23 países, incluindo França, Grécia, Alemanha, Iraque, Afeganistão, México, Turquia, Bangladesh e Quênia. Ele retrata as causas que levam milhões de pessoas a abandonarem seus países de origem, como a guerra, a miséria e a perseguição política, refletindo sobre as dificuldades encontradas na busca por uma vida melhor)


Política e geopolítica mundial

 


Samah Salaime: Que nunca nos esqueçamos de Gaza


Maomé Haddad e Mohammad Mansour: O mapa mostra o que aconteceria com Gaza segundo o "plano diretor" dos EUA


Swaminathan Natarajan: Os heróis árabes desconhecidos que salvaram judeus durante o Holocausto


Susie Day - Exportando o genocídio: Uma entrevista com Basil Farraj sobre a lógica carcerária de Israel


'Conselho da Paz' permite que aliados dos EUA tenham controle total sobre Gaza


TikTok é acusado de favorecer narrativa pró-Israel e silenciar críticas à guerra em Gaza


Ana Vračar: Pesquisadores acusam Israel de criar epidemias como método de limpeza étnica em Gaza


Tabitha Ramalho: Israel admite 70 mil mortes em Gaza, confirmando dados palestinos


Fabricio Solagna- Gaza: Como funcionam as IAs da morte


Wisam Zoghbour: De “Aqui é Jerusalém” a vozes sob os escombros: a mídia palestina diante do genocídio e das tentativas de silenciamento


Taut Bataut - Paz Imperial: O plano de Trump para Gaza e a exclusão dos palestinos


Eric Alter: Os democratas agora estão meio certos, meio cegos em relação a Israel e Gaza


Wisam Zoghbour - Inverno em Gaza: quando a consciência do mundo congela


Kathy Kelly: Quem são os criminosos? Ouça Hind Rajab


Mohamed Lamine KABA: Quando a mídia francesa se destaca na propaganda israelense para encobrir a violência!


Wisam Zoghbour - Gaza entre promessas de crescimento e exigências de justiça: uma leitura analítica da visão da Administração Trump


Rasem Bisharat: O uso político israelense do dossiê do armamento iraniano na Cisjordânia


Ana Gabriela Sales: Trump impõe controle total sobre Gaza em resolução do Conselho da Paz


A hipocrisia do Ocidente em relação ao Irã e a Gaza comprova uma operação de mudança de regime em Teerã


Bamo Nouri: Uma guerra dos EUA com o Irã seria um erro caro


 M A Hossain: Uma guerra dos EUA com o Irã exige estratégia, não apenas força


Pepe Escobar: Hora Zero se aproximando


Alfredo Jalife-Rahme: O «Wall Street Journal» preconiza a balcanização do Irão


Miguel Sousa Tavares: Obrigado, Bangladesh


Boaventura de Sousa Santos: Portugal - A hora de André Ventura não chegou 


Luis Rocha: O Lago dos Cisnes da política portuguesa


Henry Giroux - Terrorismo doméstico à vista de todos: supremacia branca, violência estatal e o ataque à democracia


Steve Perry - Minneapolis: Não se deixem enganar, o cerco continua


Wolfgang Streeck: Violência Americana


Eva Ottenberg: Os assassinos entre nós


Reynaldo José Aragon Gonçalves: Trump está dando um golpe nos EUA


Tom Engelhardt - Lendo obituários: E assassinando o tempo na era de Donald Trump


Jamil Chade: Trump parece desejar guerra civil para se sustentar no poder


Leonardo Sacramento: Donald Trump seria um louco?


Jayati Ghosh: Geopolítica em perspectiva gângster


Thierry Meyssan - Defesa: chegarão os Estados Unidos à supremacia militar que almejam?


Manlio Dinucci: O império continua ao ataque


Thierry Meyssan: A reorganização do mundo


Lucas Leiroz: Trump já se conformou com a multipolaridade?


Rob Lucas - Cuba: Estrangulamento?


Valerio Arcary: Cuba em perigo


Pedro Marin: Como a “Guerra ao Terror” bipartidária deu origem ao ICE


Sonja van den Ende: Como os políticos da UE vivem em sua própria bolha de inimigos em sua ilha isolada da UE


Orgias até com menores: o que os arquivos Epstein revelam sobre Trump


Trump forçou menina de 13 anos a fazer sexo oral nele, dizem arquivos de Jeffrey Epstein


Scott Ritter: Equivocando-se sobre a Rússia


Lorenzo Maria Pacini: Hoje em dia nada funciona como antigamente


Ian Proud: Chegou a hora de substituir a OTAN pela EATO?


Salman Rafi Sheikh: O lema "América Primeiro" de Trump põe fim à OTAN


Cory Doctorow: Por que a bolha de IA precisa estourar


Dario Guarascio: Será que o “complexo militar-digital” controla tudo?


David Brooks - “Pão e rosas”: os ecos das lutas operárias na nova esquerda dos EUA


Nina Montagu-Smith - O 'desconcertante': Os EUA usaram uma 'arma secreta' no sequestro de Maduro?


Tom Phillips: Será que a venezuelana Delcy Rodríguez pode se tornar a Deng Xiaoping da América Latina?


Reynaldo Aragon Gonçalves: São os ETs uma distração política?


Música em cena




Assista a esta orquestra ao vivo reinventando hinos eletrônicos icônicos no Tomorrowland Festival


Symphony of Unity é um projeto orquestral que mescla gêneros, fundindo música eletrônica com música clássica. Nascido no Tomorrowland em 2015, transforma faixas eletrônicas icônicas em experiências sinfônicas impactantes, unindo públicos de diferentes gerações e culturas. Os primeiros concertos solo da Symphony of Unity foram uma experiência inesquecível, dando vida às músicas mais icônicas do Tomorrowland de uma forma sinfônica única. Os shows com ingressos esgotados foram uma verdadeira celebração da música e da união, com toda a renda revertida para a Tomorrowland Foundation, que apoia crianças e jovens ao redor do mundo.


Idealizado pelas mentes criativas por trás do Tomorrowland, um dos festivais de música mais icônicos do mundo, o Symphony of Unity cativou o público pela primeira vez em 2015, durante a edição "Secret Kingdom of Melodia" do festival. Desde então, tornou-se uma experiência musical inovadora e adorada, celebrada por sua capacidade de unir públicos diversos através da linguagem universal da música. Um dos aspectos mais singulares do Tomorrowland continua sendo a união do mundo inteiro em um lugar mágico, onde todos são iguais e se unem como um só – simbolizando os valores de liberdade, respeito, diversidade e solidariedade.


A orquestra, composta em média por 50 músicos experientes, dá nova vida a faixas eletrônicas lendárias, reinventando-as com arranjos orquestrais exuberantes. A Symphony of Unity une gerações e culturas, cativando tanto os entusiastas da música eletrônica quanto os amantes da música clássica. Além da inovação musical, a Symphony of Unity defende valores como  diversidade,  inclusão e  empoderamento coletivo. Cada apresentação não é apenas um concerto, mas uma jornada compartilhada — um convite para o público participar de uma odisseia emocional e artística.


À medida que se expande com turnês mundiais e oportunidades de licenciamento, este conjunto que desafia gêneros continua a inspirar, provando que a música realmente não tem fronteiras. Todos os anos no verão, ao longo de dois fins de semana. os festivais ocorreram em várias partes do mundo, inclusive em São Paulo, em 2024. Já recebeu nos vários festivais 400.000 pessoas de cerca de 200 países e esgotando os ingressos em minutos ano após ano.

Assistir a uma orquestra ao vivo geralmente significa ouvir uma sinfonia de música clássica. Mas uma apresentação recente no festivalTomorrowland, em Antuérpia, Bélgica, provou o quão versáteis podem ser os instrumentos tradicionais. A Oquestra Symphony of Unity apresentou um incrível set de uma hora, mesclando hinos eletrônicos icônicos com arranjos clássicos. Cinquenta músicos experientes subiram ao palco Freedom durante o festival de 2025 para apresentar uma mixagem ao vivo especialmente composta, que reinventou sucessos do festival com violinos, violoncelos, harpas e outros instrumentos. Os destaques incluíram releituras orquestrais de “Insomnia”, do Faithless, “Titanium”, de David Guetta com participação de Sia, e “Ray Of Solar”, do Swedish House Mafia. 



Um vídeo compartilhado no YouTube captura a alegria contagiante dos músicos, com muitos deles visivelmente sorrindo ao ritmo da música. A bela apresentação também trouxe muita alegria ao público, que se uniu, transcendendo gerações e culturas, enquanto dançava ao som da música. Uma pessoa comentou: "A alegria pura nos rostos da multidão e dos músicos — precisamos de mais disso no mundo." Outra escreveu: "Este vídeo é ótimo, mas não faz jus à experiência de estar lá ao vivo. Os efeitos de câmera lenta foram extremamente impactantes, e os 'oohs' e suspiros quando as pessoas finalmente reconheciam as músicas foram eletrizantes. Para mim, foi o auge do Tomorrowland. Não consigo imaginar como poderia ser melhor."



Reserve 55 minutos do seu tempo para assistir a esta espantosa simbiose de música clássica (com músicos de elevado nível) com música pop e eletrônica. Estaremos presentes face a uma digressão musical onde imperam a alegria, a dança, a comoção e o choro, tudo sincronizado com efeitos especiais. Importa também referir a presença de tanta gente linda no palco e na plateia. 




Para maior usufruto coloque o vídeo no modo tela cheia e som elevado. Para assistir clique aqui




Bruce Springsteen lança música inédita contra agressões do ICE em Minneapolis


O músico Bruce Springsteen lançou nesta quarta-feira (28) a canção inédita "Streets of Minneapolis" (Ruas de Minneapolis), em protesto contra a violência praticada por agentes do ICE, o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, e em homenagem a moradores mortos durante operações do órgão em Minneapolis. Segundo comunicado divulgado pelo próprio artista, a música é dedicada a Renee Good e Alex Pretti, assassinados pelo ICE. "Escrevi esta música no sábado, gravei-a ontem e lancei-a para vocês hoje em resposta ao terror de Estado que está sendo perpetrado contra a cidade de Minneapolis", afirmou Springsteen. "É dedicada ao povo de Minneapolis, aos nossos vizinhos imigrantes inocentes e em memória de Alex Pretti e Renee Good. Que a paz esteja convosco", acrescentou. 


A faixa começa com um arranjo parcialmente acústico e evolui para uma formação com banda completa, incorporando trechos pensados para canto coletivo. Entre eles, a expressão "ICE fora de Minneapolis", repetida como um refrão de protesto. Na letra, Springsteen descreve Minneapolis como "uma cidade em chamas" que "lutou contra o fogo e o gelo sob as botas de um ocupante". O músico define esse ocupante como "o exército particular do Rei Trump, do Departamento de Segurança Interna", em referência direta ao presidente dos Estados Unidos e à política agressiva de imigração de seu governo. O título "Streets of Minneapolis" faz alusão a "Streets of Philadelphia", canção lançada por Springsteen nos anos 1990, associada à crise da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) e trilha sonora do filme "Filadélfia". Para escutar a música clique aqui





Caetano Veloso e Maria Bethânia: "" (ao vivo no Estádio Mineirão de Belo Horizonte)


Nos caminhos da arte

 














HUMOR










Oh, Donna...


Um homem armado abordou um casal sob a mira de uma arma. Enquanto roubava seus pertences, perguntou:

Homem armado: "Qual o seu nome?"

Mulher: "Meu nome é Donna"

Homem armado: "Você tem um nome como o da minha mãe. Eu não vou te matar"

Ele se virou para o homem. "E você?"

Homem: "Meu nome é Don, mas meus amigos me chamam de Donna"





Frases bem humoradas


O único ser mais inteligente que o homem é a mulher. Os que duvidam disto vêm em terceiro lugar!


Busquei por ‘caminho da felicidade’ no Google Maps e ele traçou a rota da minha casa até a sua!


O jegue é facilmente domesticável, desde que você não o trate de igual pra igual.


Quem diz que o dinheiro compra tudo está à venda!


Eu tou que nem a dengue... cheio de casos por aí!


Sua beleza é que nem obra da prefeitura, nunca acaba!


Você é tão linda, que deixa sem palavras até um dicionário!


Quando contei para um carroceiro sobre minha péssima situação financeira, até o cavalo chorou!


O horário político é o único momento em que os ladrões ficam em cadeia nacional.


As mulheres, quando estão acima do peso, ficam tão competitivas que não rezam para emagrecer, mas sim pra que as amigas engordem.


A única coisa que pobre tem em abundância, é a falta de alguma coisa!


  © Blogger template 'Solitude' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP