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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

PUBLICIDADE E PROPAGANDA: O dilema capitalista: entre a destruição e a catarse


Segundo Aristóteles catarse refere-se à purificação da alma por meio de uma descarga emocional ocasionada por um drama. Sob a ótica psicanalítica de Freud, é a emancipação de alguma situação opressora seja psicológica, seja cotidiana.
Nas duas concepções, catarse, remete à libertação do pensamento, ao rompimento com hábitos prejudiciais. Na presente reflexão especular-se-á, acerca da possibilidade de uma espécie de catarse coletiva da sociedade atual em relação a seu modus vivendi.
Entretanto, antes de se propor movimento desse tipo, é necessário que se admita estarmos de fato diante de uma sociedade doente. Quanto a isso, restam poucas dúvidas, a organização social de indivíduos atual padece de duas grandes enfermidades: no plano coletivo está acometida por um modelo econômico global injusto e insustentável, o hipertrofiado capitalismo de mercado; enquanto que no plano individual, apresenta-se um panorama de egocentrismo galopante, o já clichê mas longe de ser superado “cada um por si”, expresso por meio de valores individualistas que vão desde liderança e empreendedorismo, verdadeiros mantras do meio empresarial, até a saga do herói do cinema e as megaestrelas da música, todos eles martelados à exaustão na cabeça das pessoas. Há interligação e interdependência entre as duas enfermidades.
Para ler o texto completo de Carolina Rodrigues e Thiago dos Santos Paulo clique aqui

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Princípios elementares da propaganda de guerra


Os dez "mandamentos" constituem sobretudo uma grelha de análise que se pretende pedagógica e crítica. O seu objetivo não é tomar partido, ou defender "ditadores", mas sim constatar a regularidade destes princípios no campo mediático e social. Entre os acusados encontram-se tanto os vencidos como os vencedores.
Princípios elementares de propaganda de guerra (utilizáveis em caso de guerra fria, quente ou morna) é um livro de Anne Morelli publicado em 2001 e reeditado em 2010, para acrescentar à primeira edição as guerras do Iraque e do Afeganistão, assim como uma análise do discurso de Obama como "Prémio Nobel da Paz".
"Eu não tentaria sondar a pureza das intenções de uns ou outros. Não procuro saber aqui quem mente e quem diz a verdade, quem está de boa fé e quem não está. Meu único propósito é ilustrar os princípios de propaganda, utilizados unanimemente, e descrever os mecanismos". [1]
Entretanto, é inegável que desde as últimas guerra que marcaram nossa época (Kosovo, guerras do Golfo, Afeganistão, Iraque) as chamadas democracias ocidentais e os media são postos em causa.
Anne Morelli reatualiza, graças a este pequeno manual do cidadão crítico, formas invariáveis para conteúdos diversos. A propaganda é exercida sempre através das mesmas invariantes qualquer que seja a guerra, daí a grande pertinência da grelha proposta. Parece igualmente essencial nesta introdução citar Lord Ponsonby , a quem Anne Morelli agradece desde as primeiras páginas da sua obra. Com efeito, Ponsonby contribuiu amplamente para a elaboração dos princípios. Lord Ponsonby era um trabalhista inglês que se opôs radicalmente à guerra. Já durante a Primeira Guerra Mundial notabilizou-se por diversos panfletos e acabou por escrever um livro sobre estes mecanismos de propaganda. Livro esse que Anne Morelli retoma, reatualiza e sistematiza em dez princípios elementares.
Para ler o texto completo de Michel Collon clique aqui


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Quem é a mulher brasileira dos comerciais de TV?

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Baseado no que nos dizem os comerciais de televisão, finalmente consegui entender quem é a mulher brasileira.
Ela é simpática, meiga, solícita. Independente, mas multitarefa. Não é que não queira a ajuda de ninguém – ela não precisa. Faz questão de trabalhar o dia inteiro e, depois, chegar em casa e cuidar de tudo e dos filhos. E, se o marido aguentar, ainda está disponível para muito sexo.
Vejamos: ela gosta de fazer uma boa faxina. Daquelas pesadas, que incluem tirar gordura do fogão, a sujeira do chão e o pó que se esconde nos vãos, desde que os produtos usados não irritem muito a pele. E que o sachê para tirar odor do vaso sanitário possa ser trocado facilmente. Afinal de contas, hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás! O que ela mais ama ganhar de presente de Dia das Mães é uma geladeira e um aspirador de pó.
Para ler o artigo completo de Leonardo Sakamoto clique aqui

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

MÍDIA & SOCIEDADE: Propaganda trata espectador como milionário idiota


De que forma a publicidade veiculada na mídia poderia contribuir para o desenvolvimento da sociedade? Essa é uma das principais questões que deveriam frequentar com prioridade as mesas dos dirigentes da mídia brasileira. E a reação a ela certamente contribuiria para a diminuição das tensões sociais causadas pela diferença entre o grau de aspirações populares e as demandas efetivamente atendidas pelas políticas públicas, por exemplo.
Ainda não foi possível a aplicação de mecanismos capazes de medir o grau de frustrações e consequências físicas e psicológicas provocadas pelo péssimo atendimento médico-hospitalar à população de baixa e média renda, apesar da propaganda de que a política pública de saúde oferece acesso a todos – nem das enfermidades causadas à população pela existência de lixões à céu aberto em 61% dos 5 568 municípios brasileiros (dados de 2010).
O primeiro sociólogo do planeta a examinar causas e efeitos da excessiva individualização com o suicídio foi Emile Durkheim (1858-1917). Ele examina dois tipos de individualismo: o excessivo, que resulta num egoísmo ilimitado; e o menos excessivo, que também não deixa de ser tão perigoso como o primeiro. No segundo quartel do século 19 não havia uma mídia tão profunda quanto perversa, programando a cabeça dos indivíduos como hoje. A presença da mídia na vida das pessoas hoje é tão profunda e delicada a ponto de as pessoas não programarem suas saídas de casa, cotidianamente, sem observarem as suas recomendações. Valores, princípios, melhores produtos, remédios, alimentação, roupas, taxas de juros, passeios – enfim, tudo passa pelo crivo da mídia.
Para ler o texto completo de Reinaldo Cabral clique aqui

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