domingo, 28 de fevereiro de 2021

"A uma mulher amada" - Safo

 






A uma mulher amada

 



Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro!


Quem goza o prazer de te escutar,


quem vê, às vezes, teu doce sorriso.


Nem os deuses felizes o podem igualar.



Sinto um fogo sutil correr de veia em veia


por minha carne, ó suave bem-querida,


e no transporte doce que a minha alma enleia


eu sinto asperamente a voz emudecida.



Uma nuvem confusa me enevoa o olhar.


Não ouço mais. Eu caio num langor supremo;


E pálida e perdida e febril e sem ar,


um frêmito me abala… eu quase morro … eu tremo.




 

Safo


Lula: 'o povo quer emprego, não quer arma'

 



Na TV 247, o ex-presidente criticou a política armamentista de Bolsonaro: “ele quer dar arma para os milicianos, para as pessoas atirarem em sem terra, em quilombola, para matarem Marielle”. Na entrevista, Lula tratou também de temas como a alta dos combustíveis no país e planos para a campanha de 2022. Para ler o texto e assistir ao vídeo clique aqui


Leia "Bolsonaro e os Proud Boys" de Dijaci David de Oliveira clicando aqui


Leia "Estapafúrdio produzido por Bolsonaro e apoiado por generais tem a ver com intenções definidas" de Janio de Freitas clicando aqui


Leia "Por que grandes jornais topam publicar mentiras sobre a covid-19 em forma de anúncio?" de João Filho clicando aqui

Biden disse ''a diplomacia está de volta!''... E então começou a lançar bombas

 




Biden pode acidentalmente alcançar o que Trump não conseguiu: destruir o acordo com o Irã, a principal conquista da política externa de Obama. Para ler o texto de Trita Parsi clique aqui


Leia "O bombardeio do dia 25" de Williams Gonçalves clicando aqui


Leia "Questões politicamente interessadas sobre a China e a América Latina" de Sebastião Velasco e Cruz clicando aqui


Leia "Para impedir o desastre climático, tornem o ecocídio um crime internacional. É o único jeito" de Jojo Mehta clicando aqui


Leia "Minorias tudo bem mas quietas e caladinhas" de Fernanda Câncio clicando aqui


Leia "O sonho americano morre no México" clicando aqui


Leia "Como o cérebro cria as motivações e o desejo de viver" de Ignacio Morgado Bernal clicando aqui



VÍDEO - "Chega de Saudade": Por que tanta gente gosta desta música? Uma aula de Hamilton de Holanda

 



"Chega de Saudade" é uma canção escrita por Vinicius de Moraes (letra) e por Antonio Carlos Jobim (música), no final dos anos 50 e gravada por diversos artistas, como João GilbertoElizeth CardosoAngra e Os CariocasAlguns dos intérpretes estrangeiros são Stan Getz, Joe Henderson, Jane Monheit e Azealia Banks. Esta canção tornou-se em um dos símbolos da bossa nova, sendo que a sua gravação por João Gilberto em 10 de julho de 1958, pela gravadora EMI-Odeon, é considerada o marco inicial deste gênero musical. Assista ao talento, inteligência musical e às explicações detalhadas de Hamilton de Holanda ao dissertar sobre a história da música “Chega de saudadeclicando no vídeo aqui


Navegando pelo Cinema

 

Luigi Pirandello
Michelangelo Antonioni


Luigi Pirandello e Michelangelo Antonioni: Afinidades entre o romance “O falecido Mattia Pascal” e o filme Passageiro: profissão repórter”


Il fu Mattia Pascal (O falecido Mattia Pascal, 1904) é a primeira grande obra da maturidade de Luigi Pirandello, na qual, como assinala o crítico literário Alfredo Bosi, o “amargo sentimento do exílio”, já expresso em novelas anteriores, se expande do ponto de vista narrativo. É o desejo de evasão, de viver outra vida, de renascer, livre de imposições sociais. Para ler o texto de Mariarosaria Fabris clique aqui






O rosto da nova Argélia


"Nardjes A.", de Karim Aïnouz, é um filme sobre a massa e também sobre a consciência de uma única mulher. Para ler o texto de Carlos Alberto Mattos clique aqui






O Brasil de Justino 


O belo "A febre", com elenco indígena e falado em português e tukano, é tocante com o seu cenário da cidade de Manaus pré-covid-19 e é um filme indispensável. Para ler o texto de Léa Maria Aarão Reis clique aqui






Pelé, Futebol e Política



Documentário "Pelé" estreia na Netflix com louvores ao atleta e questionamentos políticos ao cidadão. Para ler o texto de Carlos Alberto Mattos clique aqui


Portugal: 6 canções do Festival da Canção 2021

 





















"O crime de Assange é ter realizado o trabalho de um jornalista sério" diz Noam Chomsky

 

Assange com NoamChomsky


Julian Assange não será extraditado aos Estados Unidos, mas ainda está detido de acordo com um veredicto de Londres em 4 de janeiro devido à divulgação, por WikiLeaks, de cerca de 251.287 cabogramas diplomáticos, mais de 400.000 relatórios secretos do exército dos EUA da Guerra do Iraque e 90.000 e da Guerra no Afeganistão, revelando incontáveis baixas de civis pelos militares dos EUA, a corrupção desenfreada dos EUA em todo o mundo espionando, boicotando governos democráticos, bem como políticas sujas em vários países. Segundo o veredicto da juíza britânica que pronunciou a sentença no início deste ano, seria injusto e opressor extraditar o fundador de WikiLeaks. “Assange sofre de um transtorno depressivo recorrente. (…) Possui pensamentos suicidas e seria‘ obstinado ’em uma tentativa de acabar com sua vida,” sentenciou Vanessa Baraitser na corte da capital inglesa. Um dos principais motivos da prisão de Assange, por supostamente ter danificado a segurança dos EUA. “A única questão de segurança nacional que se coloca é a proteção do poder do Estado da exposição à cidadania”, diz Noam Chomsky. Para ler sua entrevista clique aqui





Immanuel Wallerstein: Crises estruturais


Devemos evitar qualquer noção de que a história está do nosso lado. Devemos capturar Fortuna, mesmo que ela nos escape. Para ler o texto de Immanuel Wallerstein clique aqui


sábado, 27 de fevereiro de 2021

"Eu luminoso não sou" - José Saramago


 





Eu luminoso não sou

 



Eu luminoso não sou. Nem sei que haja


Um poço mais remoto, e habitado


De cegas criaturas, de histórias e assombros.


Se, no fundo poço, que é o mundo


Secreto e intratável das águas interiores,


Uma roda de céu ondulando se alarga,


Digamos que é o mar: como o rápido canto


Ou apenas o eco, desenha no vazio irrespirável


O movimento de asas. O musgo é um silêncio,


E as cobras-d’água dobram rugas no céu,


Enquanto, devagar, as aves se recolhem.




 

José Saramago


Laymert Garcia dos Santos: Dois anos de desgoverno? - um projeto criminoso

 



Com a pandemia, o genocídio passa a se configurar efetivamente como política estatal. Para ler o texto de Laymert Garcia dos Santos clique aqui


Leia "Estadistas e políticos de fibra não temem críticas de jornalistas. Só os medíocres e inseguros" de Juan Arias clicando aqui


Leia "A distopia bolsonarista" de Ricardo Manoel de Oliveira Moraes clicando aqui


Leia "O que aconteceu com aquele PT?" de Lincoln Secco clicando aqui


Leia "Estado e democracia" de André Singer, Cícero Araujo e Leonardo Belinelli clicando aqui


Leia "Os erros que tornaram o Brasil um caso único na pandemia" de Estevão Bertoni clicando aqui


Leia "Onde estão sendo aplicadas as vacinas contra a covid-19" de Gabriel Zanlorenssi e Gabriella Sales clicando aqui


Leia "Investigação revela terras protegidas da Amazônia à venda no Facebook" de João Fellet clicando aqui


Leia "A 'minhamãe' de Severino" de Christian Carvalho Cruz clicando aqui

Por que a arrogância é um mal contagioso

 



No fim dos anos 1980, o psicólogo James Reason quis entender o raciocínio falho por trás dos acidentes de trânsito. Ele foi às ruas e estacionamentos de supermercados ao redor de Manchester, no Reino Unido, e pediu a um total de 520 motoristas que estimassem o número de vezes que cometeram certas infrações. Eles deixavam de checar regularmente o espelho retrovisor, por exemplo? Ou pegavam a pista errada ao se aproximar de um cruzamento? Além da lista de erros e violações, os participantes também foram solicitados a avaliar sua habilidade para dirigir em comparação com a dos outros — se eram melhores ou piores do que a média. Dada a quantidade de tempo que muitas pessoas passam ao volante, era de se esperar que a maioria dos motoristas tivesse pelo menos alguma noção de suas próprias habilidades. No entanto, Reason descobriu que isso não poderia estar mais longe da verdade. Dos 520 motoristas, apenas cinco se consideraram piores do que a média — menos de 1%. O restante — inclusive aqueles que eram motoristas terríveis e cometiam erros constantemente — achava que era pelo menos tão bom quanto qualquer outro, e muitos acreditavam que eram muito melhores. Foi, basicamente, uma ilusão em massa que os deixou completamente cegos para suas próprias falhas. Para ler o texto de David Robson clique aqui


Leia "Cientistas conseguem "entrar" em sonhos e obter respostas de quem dorme" de Claudia Carvalho Silva clicando aqui


Leia "Defenda o seu "quintal"" de Anselm Jappe clicando aqui


Leia "O Antropoceno e a longa batalha pelo amanhã" de Paul J. Crutzen e Eugene F. Stoermer clicando aqui


Leia "O coletivo feminista Las Tesis publica manifesto dias antes do 8 de março: 'Quemar el miedo'" de Camila Osorio clicando aqui


Leia "O pesadelo americano" de Vitor Piazzarollo Loureiro clicando aqui


Leia "Alexei Navalny, o nacionalista russo que se tornou o político liberal preferido do Ocidente" de Alexey Sakhnin clicando aqui


Leia "O Manifesto Socialista" de Douga Eneaa Greenne clicando aqui

Michael Bublé: "Feeling Good"



Para assistir à interpretação de "Feeling Good" na voz de Michael Bublé clique no vídeo aqui

 

Navegando pelo Cinema

 



Fellini por Scorsese




Depois de críticas a filmes como os de super-heróis da Marvel ou ao uso de aparelhos celulares para se assistir a obras cinematográficas, Martin Scorsese apresenta agora, em seu tributo a Fellini no artigo Il Maestro, publicado recentemente na Harper’s Magazine, críticas a respeito do conteúdo e da forma do cinema contemporâneo, ou, em sua visão, a falta de um conteúdo verdadeiro, substancial, artístico – o que implica, por si só em questões e desenvolvimentos no âmbito formal. Para ler o texto de Gustavo Torrecilha clique aqui








Faz sentido um documentário de denúncia que só dá voz a um dos lados? 



Casos de Woody Allen e Michael Jackson ilustram a proliferação de trabalhos que investigam crimes reais e personagens famosos, uma fórmula que muitos veem como perigosamente desgastada. Perguntamos a especialistas se é possível contar uma história na qual só há acusação, sem defesa. Para ler o texto de Paloma Randa clique aqui








Um estranho (negro) no ninho 




Em M8, de Jeferson De, estudante de medicina se dá conta: negros como ele, no curso, são apenas os cadáveres usados para dissecação. Entre seu drama pessoal e o sumiço de jovens na periferia, a dimensão do fantástico e do racismo estrutural. Para ler o texto de José Geraldo Couto clique aqui









Judas e o Messias Negro faz justiça à história de Fred Hampton 



A esquerda sempre é queimada por representações genéricas de militantes radicais em Hollywood. Portanto, é uma surpresa bem-vinda quando o cinema mainstream resolve fazer justiça à história dos revolucionários, como no novo filme sobre Fred Hampton e os Panteras Negras. Para ler o texto de Chip Gibbons clique aqui




Belo Antônio (Mauro Bolognini, 1960)



Lindo drama de Bolognini (com roteiro de Pasolini!) em que Marcello Mastroianni faz um rapaz tão lindo quanto impotente. Claudia Cardinale, a mulher mais bonita do mundo, faz sua noiva. Para assistir ao filme (1:38:29) clique no vídeo aqui


Museu de Arte Interativa em 3D de Chiang Mai na Tailândia

 



Faça uma visita virtual ao Museu de Arte Interativa em 3D de Chiang Mai na Tailândia clicando aqui

LIVRO - El lenguaje de la pobreza: comunicación multifacética



Este livro é o resultado de um trabalho que se baseia em diferentes perspectivas teórico-metodológicas para tentar dar conta da complexidade envolvida no tratamento de diferentes temas diretamente relacionados à pobreza na imprensa latino-americana. Todos os seus artigos são resultado de um estudo realizado a partir do corpus PoLaMe, composto por textos jornalísticos que abordam a pobreza na Argentina, Brasil, Colômbia e México. Da análise da ligação entre direitos humanos e pobreza, passando pelas ideologias que fundamentam os discursos sobre o tema, até obras produzidas a partir da linguística. Este volume tenta agregar perspectivas para a análise de um fenômeno que constitui, talvez, o problema mais importante da América Latina. Para ter acesso ao conteúdo integral do livro “El lenguaje de la pobreza: comunicación multifacética” (229 págs.) clique aqui






En este libro se abordan algunas de las formas en las que la desigualdad social y la estigmatización, racialización e invisibilización de la pobreza se legitiman a través de la prensa hegemónica. Reúne artículos que presentan parte de los resultados de las investigaciones llevadas a cabo en Argentina, Brasil y Colombia en el marco del proyecto POLAME (Poverty, Language and Media —Pobreza, Lenguaje y Medios—) financiado por la cooperación noruega1 . Los autores pertenecen al equipo de este proyecto salvo el caso de Marcela Toro, articulista invitada. Para ter acesso ao conteúdo integral do livro “Pobreza en la prensa hegemónica de Colombia, Argentina y Brasil: modos de legitimación de la desigualdade” (284 págs.) clique aqui

 





Habitado por aproximadamente 625 millones de personas, América Latina es el continente más desigual del mundo. A pesar de la mejora en las condiciones de vida que durante la primera década del siglo XXI experimentaron grandes sectores de la población (Cepal 2012: 23-28), la pobreza continúa siendo el principal problema de la región. La exploración de cómo tratan esta problemática los medios de comunicación más relevantes de cuatro países latinoamericanos constituyó el objeto de estudio del Proyecto PoLaMe (Poverty, Language and Media: The Cases of Argentina, Brazil, Colombia and Mexico.), que se propuso investigar el tratamiento de la pobreza en los medios gráficos que fijan agenda de Argentina, Brasil, Colombia y México. Para ter acesso ao conteúdo integral do livro “La pobreza en la prensa : palabras clave en los diarios de Argentina, Brasil, Colombia y México” (857 págs.) clique aqui


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

"Tocata e fuga" - Dante Milano

 






Tocata e fuga

 



 

 

 

É tudo aquilo que só existe no ar,


O que de nós, além de nós, se expande.


É a vertigem para o alto, igual à grande


Tocata e fuga em ré menor de Bach.


É o delírio de um bêbedo num bar...


É um não sair do chão por mais que se ande...



 

Tudo que em mim, somente em mim existe,


Me transporta, me absorve, me suspende,


Me faz sorrir embora eu esteja triste,


Triste naquele universal sentido


Que a música interpreta e se compreende


Sem que em palavras seja traduzido.

 

 



 

 

Dante Milano


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