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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Uma pedra necessária no sapato da Europa

O candidato socialista António Costa (Miguel Riopa/AFP)
Portugal: O candidato socialista António Costa

Apesar da alta taxa de abstenção nas urnas, as legislativas de Portugal confirmam o sucesso da forte aliança das esquerdas de vários matizes e a derrota histórica das direitas.
Para ler o texto completo de Léa Maria Aarão Reis clique aqui

Leia "A construção fisiológica do discurso autoritário" de George Monbiot clicando aqui

Leia "60 Anos da Revolução Cubana: Resistência Social na América Latina e Construção de Alternativas ao Capitalismo" de José Raimundo Trindade clicando aqui

Leia "Entenda como indústria militar de Israel se instalou na América Latina com apoio dos EUA" de Yadira Cruz Valera clicando aqui

Leia "O sistema contra o clima. Por um novo pacto verde antineoliberalde Ann Pettifor clicando aqui

Leia "O Imaginário e seus (des)caminhos: analisando o discurso de vertentes do feminismo cis sobre corpos transvestigêneres" de Sol Maria e Armando Januário clicando aqui

Leia "Umberto Eco, mídia e mentiras" de Ângela Carrato clicando aqui

Leia "A realidade em estado de palavra: notas a partir d'os Papéis do Inglês, de Ruy Duarte de Carvalho, e de fragmentos conradianos" de Anita Martins de Moraes clicando aqui

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Onze sinais do fascismo, segundo Umberto Eco


Segundo pensador italiano, o culto à tradição; a repulsa ao moderno; o machismo; o racismo; a guerra permanente são típicos do “fascismo eterno”. Ou seja, a ameaça já está implantada entre nós, mesmo que não siga seu nome. 
Para ler o texto completo de Cândido Grzybowski clique aqui

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Umberto Eco lista 14 características comuns do fascismo

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Em junho de 1995, o escritor e filósofo Umberto Eco, autor dos clássicos “O Pêndulo de Foucault” e “O Nome da Rosa”, publicou um ensaio enumerando 14 características comuns do fascismo. Em seu texto, publicado no “New York Review of Books”, Umberto Eco escreve: “apesar da imprecisão do termo, acho que é possível fazer uma lista de elementos que são típicos do que eu gostaria de chamar de Fascismo Eterno. Esses elementos não podem ser organizados em um sistema; muitos deles contradizem uns aos outros, e também são típicos de outros tipos de despotismo ou fanatismo. Mas basta que um deles esteja presente para permitir que o fascismo se organize em torno dele”. Umberto Eco morreu em 2016, aos 84 anos. 
Para ler as 14 características comuns do fascismo apontadas por Umberto Eco clique aqui

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Umbero Eco & Jean-Claude Carriére: "Não contem com o fim do livro"

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Umberto Eco e Jean Claude-Carrière, apresentam uma discussão sobre a história e o futuro dos livros. Ao percorrerem cinco mil anos de existência dos impressos, os autores defendem a imortalidade do objeto como o conhecemos, apesar dos e-readers e da internet.
Já disponível na internet pode acessar o livro clicando aqui

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Um ano sem Umberto Eco, o último renascentista

170219-Eco

A erudição e o diálogo entre as disciplinas humanas parecem hoje derrotados pelos “especialistas” e a cegueira neoliberal. Porém, resistimos: nada está consumado.
Para ler o texto completo de Fran Alavina clique aqui

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

UMBERTO ECO 1932-2016: O homem que sabia de tudo

Umberto Eco ficite.blogspot.com

Ao anunciar a morte de Umberto Eco, na última sexta-feira (19/2), o jornal italiano La Reppublica publicou  um título que resume bem a importância.do escritor e sua influência futura nas mais diversas áreas do conhecimento : “Morreu Umberto Eco, o homem que sabia de tudo”.
Para ler o texto completo de Felipe Tessarolo clique aqui

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Umberto Eco - "Lamentamos comunicar-lhe que seu livro..."


UMBERTO ECO propõe aqui uma brincadeira: algumas obras, hoje consagradas, são submetidas a um hipotético editor. E, analisadas em "fichas de leitura", são, finalmente, recusadas. Esta é uma experiência pela qual todo escritor novo, em qualquer parte do mundo, já passou: mandar seus originais para uma grande editora, ficar esperando um contrato ou pelo menos uma proposta e, de repente, receber uma carta muito amável assinada pelo editor. Nessa carta. ele é informado de que certamente seu livro tem qualidades, de que provavelmente seu livro fará sucesso e de que infelizmente seu livro não será publicado.
Para ler o texto de Umberto Eco clique aqui

Umberto Eco: 14 lições para identificar o neofascismo e o fascismo eterno


A Revista Samuel reproduz o texto de Umberto Eco Ur-Fascismo, produzido originalmente para uma conferência proferida na Universidade Columbia, em abril de 1995, numa celebração da liberação da Europa.
Para ler o texto da conferência de Umberto Eco clique aqui 
Leia também “O efeito Eco” de António Guerreiro clicando aqui

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Na morte de Umberto Eco


O escritor italiano Umberto Eco, autor de O Nome da Rosa, morreu na noite desta sexta-feira na sua casa em Milão. Tinha 84 anos e era uma das mais relevantes figuras da cultura italiana dos últimos 50 anos. Não foi revelada a causa da sua morte, mas o intelectual e professor de Semiótica na Universidade de Bolonha sofria de um cancro há vários anos. O funeral realiza-se na terça-feira e o seu último livro, com o título Pape Satàn Aleppe, será publicado em Maio. 
Para ler o texto completo de Alexandra Prado Coelho clique aqui

Leia “Em 2001, Umberto Eco descreveu guerra pós-11 de Setembro” clicando aqui

Leia “Os jovens que esquecem a história e a memória, por Umberto Eco” clicando aqui

Leia “O direito à felicidade” clicando aqui
Leia “Umberto Eco: lucidez, suor, ideias e uísque” clicando aqui
Leia "Redes sociais deram voz a legião de imbecis"; veja frases de Umberto Eco” clicando aqui

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Ainda à espera do apocalipse?


O livro de Umberto Eco "Apocalípticos e Integrados" (1964) desperta interrogações oportunas, talvez até mais necessárias do que nunca, sobre a importância que o prazer, o consolo, a evasão ou o pensamento têm na relação que cada um estabelece com a literatura, a música e a banda desenhada, entre outras artes.
Para ler o texto completo de José Marmeleira clique aqui

sexta-feira, 31 de julho de 2015

UMBERTO ECO: O celular e a Rainha Má


Recentemente, eu estava caminhando pela calçada quando vi uma mulher vindo na minha direção. O rosto dela estava colado ao celular e não estava prestando atenção para onde estava indo. Se eu não desse um passo para o lado, trombaríamos. Como secretamente sou uma pessoa má, eu parei de repente e dei meia volta. A mulher trombou nas minhas costas, derrubando seu celular. Ela percebeu que tinha trombado em alguém que não podia vê-la e que ela é quem deveria ter se desviado. Ela balbuciou um pedido de desculpas, enquanto eu gentilmente lhe disse para não se preocupar, já que hoje em dia essas coisas acontecem o tempo todo.
Para ler o texto completo de Umberto Eco clique aqui

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

UMBERTO ECO: Terra infeliz é uma onde ninguém mais sabe qual é seu dever


Pessoas na imprensa e na televisão celebraram com satisfação e muita fanfarra o trabalho de resgate aos passageiros da Norman Atlantic. Essa foi a balsa de propriedade italiana que pegou fogo além da costa da Grécia em 28 de dezembro. Apesar dos relatos variarem, ela contaria com 478 passageiros e tripulantes a bordo, com até 432 pessoas resgatadas durante condições meteorológicas difíceis. Algumas pessoas morreram e outras estão desaparecidas, mas a operação de resgate pareceu, em grande parte, eficiente.
A mídia deu atenção particular às ações do capitão do navio, Argilio Giacomazzi, que, após dirigir as operações de resgate a bordo da balsa, foi o último a deixar o navio. Os comentaristas não deixaram de notar isso, dado um recente desastre com balsa durante o qual o capitão abandonou o navio antes de seus passageiros. Aquele capitão foi tudo, menos corajoso, de modo que, inevitavelmente, no relato de algumas pessoas, o rótulo de "herói" começou a ser empregado em relação ao capitão Giacomazzi.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

UMBERTO ECO: De Nero (Wolfe) ao 'noir'


É difícil entender o que distingue o gênero 'noir' da ficção policial clássica --ou seja, algo além das alegações da superioridade literária do 'noir', que muitas vezes acaba por não ser superior de forma alguma. Estas alegações apenas ajudam os fãs do 'noir' a se sentirem mais refinados ao lerem no ônibus ou debaixo do guarda-sol.
Eu sempre me sinto um pouco envergonhado quando as pessoas falam comigo de um romance 'noir', especialmente porque se abusa tanto desse termo atualmente nas críticas ou na propaganda. Um 'noir' certamente não é um 'giallo', que literalmente significa amarelo [em italiano]. É assim que os italianos (e apenas os italianos) chamam, ou costumavam chamar, os romances policiais clássicos com personagens lendários como Sherlock Holmes, Hercule Poirot, Nero Wolfe e muitos outros. (O amarelo vem das capas dos livros publicados na Itália pela Mondadori.) O formato desses clássicos é familiar: um crime é cometido, quebrando a paz local; um intelecto superior assume o trabalho de interpretar várias pistas; no final, o autor do crime é desmascarado e a ordem é restaurada.
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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

UMBERTO ECO: A caça aos jornais

No início dos anos 60, Marshall McLuhan, um professor e intelectual bastante controverso, previu algumas mudanças profundas na forma como as pessoas pensariam e se comunicariam. Uma de suas ideias era de que estávamos entrando em um estado de conectividade que ele apelidou de “aldeia global”. Não há dúvida de que muitas de suas previsões se concretizaram na era da internet. Em A Galáxia de Gutenberg, McLuhan analisa a influência da imprensa na evolução da cultura e de nossas sensibilidades individuais. Com o tempo, entretanto, sua posição mudou: em Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem e outras obras, ele previu o declínio da linearidade alfabética e a ascensão da imagem – um fenômeno que a mídia de massa hipersimplificou como sendo, essencialmente: as pessoas não lerão mais; em vez disso, elas assistirão televisão.
McLuhan morreu em 1980, precisamente quando o cotidiano estava prestes a mudar com o advento do computador pessoal. (Modelos que eram pouco mais que experimentais apareceram no final dos anos 70, mas o mercado de massa para computadores surgiu em 1981, quando a IBM introduziu o PC.) Se McLuhan tivesse vivido mais alguns anos, ele teria sido obrigado a admitir que, mesmo em um mundo dominado ostensivamente por imagens, uma nova cultura alfabética estava surgindo: com o computador pessoal, você não vai muito longe a menos que saiba ler e escrever.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

UMBERTO ECO: Uma epidemia de "síndrome do olho eletrônico"

Algum tempo atrás eu estava dando uma palestra na Academia Espanhola em Roma - ou melhor, tentando dar uma palestra. Fui distraído por uma luz forte que brilhava em meus olhos e dificultava que eu lesse minhas anotações - a luz de uma câmera de vídeo de um celular pertencente a uma mulher na plateia. Reagi de maneira muito ressentida, comentando (como geralmente faço diante de fotógrafos desconsiderados) que, mantendo a adequada divisão de trabalho, quando eu estou trabalhando eles deveriam parar de trabalhar. A mulher desligou a câmera, mas com um ar oprimido, como se tivesse sido submetida a um verdadeiro insulto.
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domingo, 29 de abril de 2012

UMBERTO ECO: A falibilidade da ciência

Um artigo recente no jornal italiano “Corriere della Sera” discutia a natureza da investigação científica. O escritor Angelo Panebianco argumentou que a ciência é por definição antidogmática porque ela atua por tentativa e erro e está baseada no princípio da falibilidade, que sustenta que o conhecimento humano nunca é absoluto e está num fluxo constante. A ciência só se torna dogmática, diz Panebianco, no contexto de certas simplificações jornalísticas que transformam o que era meramente uma hipótese prudente em “verdades” estabelecidas.
Mas a ciência também se arrisca a ser dogmática quando não consegue questionar o paradigma aceito por uma determinada cultura ou época. Quer as ideias estejam baseadas nas de Darwin, de Einstein ou Copérnico, todos os cientistas seguem um paradigma para eliminar teorias que saem de sua órbita – como a crença de que o Sol gira em torno da Terra.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O excesso de informação provoca amnésia - Entrevista a Umberto Eco

O escritor e semiólogo Umberto Eco vive com sua mulher em um apartamento duplo no segundo e terceiro andar de um prédio antigo, de frente para o palácio Sforzesco, o mais vistoso ponto turístico de Milão. É como se Alice Munro morasse defronte à Canadian Tower em Toronto, Hakuri Murakami instalasse sua casa no sopé do monte Fuji, ou então Paulo Coelho mantivesse uma mansão na Urca, à sombra do Pão de Açúcar. “Acordo todo dia com a Renascença”, diz Eco, referindo-se à enorme fortificação do século XV. O castelo deve também abrir os portões pela manhã com uma sensação parecida, pois diante dele vive o intelectual e o romancista mais famoso da Itália.
Um dos andares da residência de Eco é dedicado ao escritório e à biblioteca. São quatro salas repletas de livros, divididas por temas e por autores em ordem alfabética. A sala em que trabalha abriga aquilo que ele chama de “ala das ciências banidas”, como ocultismo, sociedades secretas, mesmerismo, esoterismo, magia e bruxaria. Ali, em um cômodo pequeno, estão as fontes principais dos romances de sucesso de Eco: O nome da rosa (1980), O pêndulo de Foucault (1988), A ilha do dia anterior (1994), Baudolino (2000), A misteriosa chama da rainha Loana (2004) e O cemitério de Praga.
Publicado em 2010 e lançado com sucesso no Brasil em 2011, o livro provocou polêmica por tratar de forma humorística de um assunto sério: o surgimento do antissemitismo na Europa. Por motivos diversos, protestaram a igreja católica e o rabino de Roma: aquela porque Eco satirizava os jesuítas (“são maçons de saia”, diz o personagem principal, o odioso tabelião Simone Simonini), este porque as teorias conspiratórias forjadas no século XIX – como o Protocolo dos sábios do Sião – poderiam gerar uma onda de ódio aos judeus.
Desde o início da carreira, em 1962, como autor do ensaio estético Obra aberta, Eco gosta de provocar esse tipo de reação. Mesmo aos 80 anos, que completa em 5 de janeiro, parece não perder o gosto pelo barulho. De muito bom humor, ele conversou com Época durante duas horas sobre a idade, o gênero que inventou – o suspense erudito –, a decadência europeia e seu assunto mais constante nos últimos anos: a morte do livro. É de pasmar, mas o maior inimigo da leitura pelo computador está revendo suas posições – e até gostando de ler livros... pelo iPad que comprou durante sua última turnê americana. Para ler a entrevista a Umberto Eco clique aqui

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