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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Feminismo para homens, um curso rápido em 26 lições, por Alex Castro

feminismo curso para homens

De homem para homem, algumas noções básicas e indispensáveis sobre feminismo.
O texto é longo. Cada uma das subseções poderia facilmente ser um texto independente. Teríamos multiplicado nossos pageviews, mas o conteúdo ficaria disperso e espalhado, difícil de acessar e consultar.
Preferimos publicar tudo de uma vez. Salvem. Leiam aos poucos. Repassem aos amigos. A discussão vai ser longa.
Para lero texto completo de Alex Castro clique aqui

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Assédio nas ruas de Nova Iorque torna campanha viral


O vídeo foi produzido pelo movimento Hollaback!, que alerta a sociedade para acabar com o assédio de rua, e consistiu em colocar uma câmara oculta na pessoa que andava uns metros à frente da rapariga. Durante as dez horas em que percorreu as ruas de Nova Iorque, foi assediada verbalmente mais de 100 vezes, sendo mesmo "acompanhada" ao longo de vários minutos do seu trajeto por alguns dos autores das palavras de assédio.
Para a Hollaback!, o assédio de rua é uma forma de assédio sexual no espaço público e pode ir desde o piropo, a perseguição até à masturbação em público e agressão. "O assédio de rua atinge desproporcionadamente as mulheres, as pessoas de cor, lésbicas, gays, bissexuais, trangéneros e queer (LGBTQ) e jovens", diz o site do movimento. "Embora o grau de assédio sobre a Shoshana [a rapariga do vídeo] seja chocante, a verdade é que o assédio que as pessoas de cor e LGBTQ enfrentam é frequentemente bem mais grave e mais provável de escalar para a violência", acrescentam.
"Estas formas de assédio não são apenas sexistas - mas também racistas e homofóbicas por natureza", concluem os organizadores da campanha que contou com o apoio do criativo Rob Bliss para a execução do vídeo. Bliss diz ter-se inspirado na experiência da sua namorada, que sofre assédio verbal com enorme frequência, e foi ele que transportou a câmara que filmou o vídeo que se tornou viral, recuperando o debate sobre o assédio verbal nas ruas de todo o mundo.
Para ver o vídeo clique aqui

terça-feira, 15 de julho de 2014

A exploração do corpo feminino na imprensa


A Paraíba ocupa o 4º lugar no Mapa da Violência 2012, como o estado que mais mata mulheres no Brasil. Sua capital, João Pessoa, está na 12º posição. A violência contra a mulher é o reflexo de uma sociedade patriarcal, em que o homem considera a figura feminina como sua “propriedade”. A violência contra a mulher é classificada como psicológica, física, moral, patrimonial, sexual e tráfico de mulheres.
O movimento feminista na Paraíba tem pautado a mídia (TV, rádio, jornal impresso, portais, entre outros) em relação aos assassinatos de mulheres no estado, provocando uma incidência política positiva para denunciar este fenômeno, como também mobilizar a sociedade e cobrar do Poder Público a aplicação integral da Lei Maria da Penha e de outras políticas públicas que preservem os direitos das mulheres.
O movimento feminista paraibano mudou a maneira como a imprensa noticia os casos de violência contra a mulher (AZEVEDO, 2011). Antes, estas notícias eram colocadas no caderno policial dos jornais impressos. Hoje, elas são inseridas no caderno Cidades e também podem contar com Cadernos Especiais sobre a temática. No dia 15 de abril de 2013, o jornal Correio da Paraíba publicou matéria especial sobre a violência contra a mulher no estado, ocupando uma página inteira do jornal, no Caderno Cidades.
Para ler o texto completo de Mabel Dias dos Santos clique aqui

terça-feira, 8 de abril de 2014

LEITURAS DE 'VEJA': Crítica ao machismo velado

O texto do colunista da Veja Rodrigo Constantino não poderia ser melhor exemplo de algo completamente comum, que presencio todos os dias: o preconceito e o machismo velados. Em seu texto intitulado “O estupro é culpa da mulher seminua? Não! Mas...“, publicado no dia 28 de março de 2014 no site da revista Veja, finge ser aquilo que não é e todo o seu discurso contradiz o título da coluna.
O texto fez-me lembrar de máximas que escuto diariamente pelas ruas como: “Nada contra gays, só não quero perto de mim”, “Mas por que que gay precisa casar? Não basta morar junto?”, “Que negra linda!”, “É mulata, mas é bonita, né?” ou “Pretinha mas superesforçada nos estudos! Vai longe!” São frases impregnadas de preconceitos, racismo e homofobia, porém proferidas de maneira heroica, como se fossem elogios. É típico daqueles que querem parecer politicamente corretos, adaptados às novas demandas sociais, mas que estão presos às velhas ideias sem nem perceber o quão fechados e carregados de preconceito ainda são. É aquele indivíduo que escuta, entretanto sem compreender realmente o que o mundo está querendo lhe dizer.
Para ler o texto completo de Lia Novello clique aqui

sexta-feira, 21 de março de 2014

Machismo, a opressão primeira

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O machismo é uma ideia.
A ideia machista baseia-se numa classificação do mundo em objetos, comportamentos, trejeitos, desejos e ideias “masculinos” e “femininos”. O que torna essas coisas masculinas ou femininas não é, ao contrário do que se diz por aí, estarem ligadas a grupos de “homens” ou “mulheres”, respectivamente. Uma coisa não é feminina porque é feita por mulheres, nem masculina porque é feita por homens. A relação vem na mão inversa: uma coisa é feita por mulheres porque é feminina e “mulher” é uma identidade que se baseia num equilíbrio não muito exato, nem muito rígido entre essa “feminilidade” e “masculinidade” (entre outras coisinhas mais). O mesmo no caso dos homens. Uma mulher pode ser vista como “menos mulher” quando faz algo não-feminino ou “mais masculino”, e um homem pode ser visto como “menos masculino” quando faz algo não-masculino ou “mais feminino”. Uma coisa classificada como “feminina” ou “masculina”, porém, não passa a ser classificada de outra maneira quando alguém do gênero “oposto” a pratica. A ideia machista é, essencialmente, que nesse jogo de masculinidades e feminilidades, não importa o contexto, uma relação de poder rege sempre a hierarquização das coisas: a primazia da masculinidade sobre a feminilidade. A masculinidade mais “errada” sempre estará mais certa do que a feminilidade mais “certa”.
O machismo é também uma história. Longa.
Para ler o texto completo de Marília Moschovick clique aqui

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Manual para resistir ao machismo em 2014

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Para muita gente o ano engrena de verdade esta semana. Quem volta ao trabalho sente a rotina de novo, quem voltou na semana passada já começa a acostumar. O número de piadas sobre a quantidade de eventos públicos e políticos importantes neste ano revela que brasileiros e brasileiras já perceberam algo diferente. Além disso, as manifestações políticas de meados de 2013 não deixam dúvida: a resposta da população a esses eventos também pode ser outra. Diante de tanto auê, é preciso também um olhar atento. Temos pela frente um ano cheio de oportunidades para fortes e nojentos machismos, assim como a chance de combatê-los.
Em 14 de janeiro, começou o Big Brother Brasil. Claro, isso ocorre todo ano, há 14 anos. E todo ano é um show de machismo. No programa, obviamente, mas sobretudo nos comentários cotidianos sobre as participantes mulheres. É também no cotidiano que podemos agir contra esse machismo. Questionar as opiniões senso-comum sobre “aquela periguete”, recusar a graça de certas piadinhas ou simplesmente emitir opiniões não-machistas sobre o programa e os participantes são algumas estratégias para lidar com a situação.
Para ler o texto completo de Marília Moschkovich clique aqui

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O machismo sutil de quem nos cultua

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Recebi recentemente algumas críticas, ao aproximar a cultura de estupro das ideias um tanto filóginas – a princípio – de autores conhecidos do atual jornalismo brasileiro. A filoginia pode parecer contrária ao machismo, uma vez que coloca as mulheres como objeto de admiração e amor. Se pensarmos um tiquinho, porém, é possível sacar de que maneira a filoginia pode ser absolutamente machista, e como o pensamento do machismo filógino compartilha as ideias mais básicas do que chamamos de “cultura do estupro”.
Vamos pensar por etapas, compreendendo essas definições todas. Vejam, o machismo é uma maneira de pensar que coloca os homens como detentores do poder sobre as mulheres. Até aí, imagino que não seja lá muito difícil entender, certo? Pois então; a filoginia seria um grande amor generalizado pelas mulheres. Vocês já devem ter lido textos como este, de Xico Sá, e este, de André Forastieri, que exaltam qualidades das mulheres, nos elogiam e nos colocam numa posição quase de “seres sagrados” – como são as vacas, para os hindus.
Para ler o texto completo de Marília Moschkovich clique aqui
 


sábado, 17 de março de 2012

Onde você mostra o seu machismo?

Em 2004, cerca de quarenta organizações da sociedade civil, entre ONGs e movimentos sociais, uniram-se numa campanha chamada “Diálogos Contra o Racismo”. Foram produzidos artigos, cartazes e vídeos, disponíveis num website. O mote inicial da campanha é muito sagaz: “Onde você guarda o seu racismo?”. A resposta é ainda mais: “Não guarde, jogue fora”. A ideia é que não há racismo sem racistas. Quer dizer, além de uma série de políticas públicas pró-igualdade racial, ainda é preciso levar de fato as pessoas a refletirem sobre seu próprio racismo.
Por mais que ainda haja muito (e muito mesmo) o que avançar na luta anti-racista, é evidente que algumas pequenas vitórias já podem ser observadas. As mais significativas são, na minha opinião, o fato de muita gente hoje se envergonhar de ser racista e os desdobramentos dete fato: O CONAR puniu e retirou do ar (ainda que de forma limitada) propagandas de teor racista. Há cotas em diversas universidades brasileiras, mesmo que este ainda seja um assunto polêmico.
O mesmo não acontece, infelizmente, com o machismo.
Para ler o artigo completo de Marília Moschkovich clique aqui

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