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quinta-feira, 13 de maio de 2021

Em carta aberta, generais aposentados dos EUA dizem que Biden leva país em "direção ao socialismo"

 




Mais de 120 generais e almirantes aposentados norte-americanos publicaram uma carta aberta, na qual expressam preocupação com a condição física e mental do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assim como com a política do atual governo. Para ler o texto completo clique aqui


Leia "Emails mostram que governo Trump ameaçou pesquisadores que questionaram fraude na Bolívia" de Ken Klippenstein e Ryam Grim clicando aqui


Leia "Imagens de um sonho ucraniano" de Pepe Escobar clicando aqui


quinta-feira, 22 de abril de 2021

Elogio das ideias ingênuas

 


O papel da internet e da tecnologia digital, a inteligência artificial, as responsabilidades da política, a importância da filosofia no futuro do mundo pós-coronavírus. Falamos sobre isso com o filósofo Luciano Floridi, professor em Oxford, em uma conversa abrangente sobre as oportunidades e os riscos que o coronavírus coloca diante de nós. Para ler sua entrevista clique aqui


Leia "Facebook combate mentiras climáticas, mas tolera negacionistas" de Agostinho Vieira clicando aqui


Leia "O Ocidente praticando o apartheid da vacina em nível global" de Prabir Purkayastha clicando aqui


Leia "Vacinas: roteiro sobre a infâmia das patentes" de Leonardo Foletto e Victor Wolffenbüttel clicando aqui


Leia "Digam olá para o novo chefão multilateral" de Pepe Escobar clicando aqui


Leia "Biden pega uma luta mal concebida com a Rússia" de Stephen Bryen clicando aqui


Leia "Ucrânia: trama-se, em silêncio, a grande guerra" de Thierry Meyssan clicando aqui


Leia "Tributação das multinacionais: os Estados Unidos mostram um caminho ambicioso" de Eva Joly clicando aqui


Leia "A Pandemia da Classe Trabalhadora nos Estados Unidos" de Robert Ovetz clicando aqui


Assista ao "VÍDEO - 'Filhocracia': filha de Fujimori no segundo turno no Peru é o bolsonarismo amanhã " de Mauricio Brum e Lucas Berti clicando aqui


Leia "A luta de classes na URSS" de Sérgio Silva clicando aqui



terça-feira, 1 de outubro de 2019

Os quatro gatilhos da nova crise global


Trump investe contra China e Irã; Boris Johnson ameaça um Brexit devastador: a ultradireita chantageia para impor seu projeto. Mas um país do Sul, oprimido pelo FMI e breve com novo governo, terá meios para apavorar a oligarquia financeira. 
Para ler o texto completo de Noriel Roubini clique aqui

Leia "Aos 70 anos, comunismo chinês está prestes a ser mais longevo que o soviético" de Xulio Ríos clicando aqui

Leia "Discursos incendiários e tensão global: o que se viu na ONU" de Victor Ohana clicando aqui

Leia "Não aposte na ONU para resolver a mudança climática" de Marc Hudson clicando aqui

Leia "Seis pontos que Europa deveria resolver para sair das crises econômica e humanitária" de Roberto Sávio clicando aqui

Leia "A espiral de uma guerra sem fim entre Estados Unidos, Talibã e Afeganistão" de Adriana Robreño clicando aqui

Leia "Escrevi sobre os Bidens e a Ucrânia anos atrás. Agora a roda girou, e a direita virou a história de cabeça para baixo" de James Risen clicando aqui

Leia "Democratas, por favor, não estraguem tudo. Acusem Trump por todos os crimes, não apenas pela Ucrânia" de Mehedi Hasan clicando aqui

Leia "Os condenados de Lesbos, em fila durante horas até para ir ao banheiro" de Cristina Mastrandrea clicando aqui

Leia "A ideologia de Greta" de Victor Farinelli clicando aqui

Leia "Por que as missões à Lua fracassam, se meio século atrás chegavam ao destino?" de Daniel Mediavilla clicando aqui

Leia "Nestlé e Mondelez querem que você preste atenção na comida, mas não no rótulo" de João Peres clicando aqui

segunda-feira, 23 de março de 2015

Ucrânia, país colonizado

monsanto-hero

O novo governo da Ucrânia, iniciado no dia 2 de dezembro, tem o mais firme apoio das potências ocidentais e é o único no mundo em algo: três de seus mais importantes ministros nasceram no estrangeiro e receberam a cidadania ucraniana horas antes de assumirem seus cargos.
A ministra de Finanças é Natalie Jaresko, uma empresária nascida nos Estados Unidos, que reside na Ucrânia desde meados da década de 1990 e administra o Horizon Capital, um fundo de investimentos de capitais ocidentais.
Essa incomum presença de estrangeiros no governo de Kiev é coerente com o predomínio que os interesses ocidentais adquiriram sobre a economia ucraniana.
Para ler o texto completo de Frédéric Mousseau clique aqui

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Com opção geopolítica pela Ucrânia, Europa joga parte dos Bálcãs no colo de Putin


Está marcado para esta quarta-feira (11/02) um encontro entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e os presidentes François Hollande, da França, Vladimir Putin, da Rússia, e Petro Poroshenko, da Ucrânia. O local da reunião é Minsk, capital do Belarus, onde, em setembro de 2014, foi assinado o protocolo que objetivava acabar com o conflito no leste da Ucrânia. Hoje, com a retomada das hostilidades e com a ofensiva separatista em Donetsk, o protocolo pode ser considerado fracassado. A reunião de quarta é uma tentativa de chegar a uma solução negociada, tomando como base o próprio Protocolo de Minsk. Para alguns, mais que isso, é a última tentativa de solução negociada. Com o agravamento da situação em mente, cada um dos lados já começa a mexer suas peças no tabuleiro geopolítico, e a Rússia pode aumentar sua influência na Europa.
Para ler o texto completo de Filipe Figueiredo clique aqui

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A estratégia dos EUA para a guerra contra a Rússia na Ucrânia

Mikytex / Flickr

Os Estados Unidos do Prêmio Nobel da Paz Barack Obama empreendem uma guerra virtual contra a Rússia e preparam obstinadamente uma guerra real para ser travada em território ucraniano. Não importa a inviabilidade dessa aventura militar, do ponto de vista estratégico. O objetivo não é controlar o território ucraniano e “salvá-lo para a democracia”, mas esgotar em combate o poderio russo mediante seu estrangulamento econômico e militar numa guerra convencional em terceiro país. É que nem os lunáticos neoconservadores instalados no Pentágono, no Departamento de Estado e no Conselho de Segurança Nacional proporiam um ataque direto à nação russa, dada sua condição de potência nuclear de primeira linha.
 
A estratégia central norte-americana é afirmar sua hegemonia mundial a partir da força. É-lhe intolerável a realidade de um mundo apolar ou multipolar em face da presença de um competidor nuclear como a Rússia e de uma potência econômica ascendente como a China, também ameaçadora, a médio prazo,  no campo militar. Para os neoconservadores, a hora de agir é agora, antes que essas forças rivais criem raízes mais profundas. O pretexto ucraniano vem a calhar. Depois de derrubar um governo legítimo e colocar em seu lugar um bando de facínoras, o próximo passo é a incorporação da Ucrânia à OTAN, em aberto desafio à Rússia. Só com muito sangue frio Putin poderá contornar mais essa provocação no quintal da Rússia.
Para ler o texto completo de J. Carlos de Assis clique aqui

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Boaventura: a Terceira Guerra é contra a Rússia

Bombardeiro B-52 equipado com armas atômicas. Para Boaventura, "várias agências de segurança [norte-americanas] fazem planos já para o Day After de um confronto nuclear"

Tudo leva a crer que está em preparação a terceira guerra mundial. É uma guerra provocada unilateralmente pelos EUA com a cumplicidade ativa da UE. O seu alvo principal é a Rússia e, indiretamente, a China. O pretexto é a Ucrânia. Num raro momento de consenso entre os dois partidos, o Congresso dos EUA aprovou no passado dia 4 a Resolução 758, que autoriza o Presidente a adotar medidas mais agressivas de sanções e de isolamento da Rússia, a fornecer armas e outras ajudas ao governo da Ucrânia e a fortalecer a presença militar dos EUA nos países vizinhos da Rússia. A escalada da provocação da Rússia tem vários componentes que, no conjunto, constituem a segunda guerra fria. Nesta, ao contrário da primeira, assume-se agora a possibilidade de guerra total e, portanto, de guerra nuclear. Várias agências de segurança fazem planos já para o Day After de um confronto nuclear.
Para ler o texto completo de Boaventura de Sousa Santos clique aqui

domingo, 16 de novembro de 2014

Jogo bruto

Gravura em bronze de De Bry, supostamente inspirada no relato de Bartolomé de Las Casas

Menos de dois meses depois da queda do voo MH-17 da Malaysia Airlines, no leste da Ucrânia, o relatório preliminar da Junta Holandesa de Segurança chegou a conclusão de que o Boeing 777, da Malásia, “explodiu no ar como resultado de danos estruturais provocados por um grande numero de objetos de alta energia (“high energy objects”), que penetraram no aparelho desde o exterior”. Segundo especialistas, ao contrário do que se pensou inicialmente, o avião da Malysian Airlines teria sido atingido, portanto, por um míssel ar-ar de fragmentação, que ao explodir disseminou milhares de objetos semelhantes a balas. Um tipo de armamento altamente sofisticado e de fácil identificação, que os separatistas ucranianos não têm nem nunca tiveram. O relatório final da junta holandesa só será publicado em meados de 2015, segundo sua porta-voz Sara Vermooiji, mas seja qual for o seu veredicto, parece que nenhuma das potências envolvidas no conflito está mais interessada nas verdadeiras causas e nos verdadeiros responsáveis por este homicídio coletivo de 298 pessoas estranhas à guerra. Em grande medida, porque seus efeitos políticos internacionais já foram logrados, com o afastamento entre a Alemanha e a Rússia e com o endurecimento da posição da UE, defendido pelos EUA e pela Grã Bretanha. 
Para Para ler o texto completo de José Luis Fiori clique aqui

domingo, 17 de agosto de 2014

Linhas vermelhas na Ucrânia e em todos os lugares


A crise atual na Ucrânia é séria e ameaçadora, tanto que alguns comentaristas a equiparam à crise dos mísseis em Cuba, em 1962.
A crise atual na Ucrânia é séria e ameaçadora, tanto que alguns comentaristas a equiparam à crise dos mísseis em Cuba, em 1962. O colunista Thanassis Cambanis resume o âmago da questão no Boston Globe: “A anexação da Crimeia pelo (presidente russo Vladimir) Putin é uma ruptura de uma ordem em que os Estados Unidos e seus aliados confiam desde o fim da guerra fria, na qual as grandes potências só intervêm militarmente quando há consenso internacional a seu favor ou, na ausência dele, quando não cruzam as linhas vermelhas de uma potência rival”.
Portanto, o crime internacional mais grave desta era, a invasão do Iraque pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, não foi uma ruptura da ordem mundial porque, apesar de não terem apoio internacional, os agressores não cruzaram as linhas vermelhas russas ou chinesas. 
Para ler o texto completo de Noam Chomsky clique aqui

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Marx e Ucrânia: contra a "Realpolitik" infantil


“Jamais esqueceremos que os trabalhadores de todos os países são nossos amigos e os déspotas de todos os países nossos inimigos.”
(Primeiro Manifesto do Conselho Geral da I Internacional sobre a Guerra Franco-Alemã, 19 de julho de 1870)
Nas revoluções burguesas europeias de 1848-1849, que removeram e fizeram aparecer no cenário da História muitas nacionalidades oprimidas, resultava característico que, sempre que o movimento ucraniano se incrementava em força e voz, declarassem-no de imediato como “invenção” de qualquer “potência estrangeira” ou mesmo do maquiavélico Metternich; inclusive na Rússia pré-revolucionária considerou-se entre os social-democratas que a questão nacional ucraniana era uma “quimera” de Bismarck, ou do “Estado-Maior alemão”, ou até mesmo do Vaticano. A Ucrânia era uma falsa terra reclamada por alguma potência como própria, por motivos históricos ou culturais. Na imprensa burguesa revolucionária os ucranianos eram etiquetados como um povo a-histórico, contrarrevolucionário de “camponeses e ‘popes’ [sacerdotes do rito grego] “. Quando em 1890, Engels escreveu em Genebra para o diário Sotsialdemokrat russo seu estudo sobre “A política exterior do Czarismo” (por certo, posta no Index por Stálin), os editores Vera Zasulitch e o pai do Marxismo russo, Georg Plekhanov, protestaram escandalizados contra uma passagem na qual Engels designava aos ucranianos como nacionalidade “especial, diferente dos russos” e que haviam sido anexados “pela força” em 1772. O marxismo russo ortodoxo, do qual evoluiu o nacional-bolchevismo stalinista, considerava os ucranófilos (antigos “rutenos” sob a nobreza polonesa e o Czarismo) com desprezo e hostilidade. Não era raro que entre 1918-1919 o Exército Vermelho fuzilara as pessoas na Ucrânia meramente por falar ucraniano, língua que se considerou “contrarrevolucionária” per se na época do dominus Stalin.
Para ler o texto completo de Nicolás González Varela clique aqui

domingo, 20 de julho de 2014

Voo MH-17: um "atentado" suspeito demais

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As sanções unilaterais impostas pelos EUA e anunciadas por Obama em 16/7, bloqueando o acesso a financiamentos bancários de empresas russas de armas e energia, comprovam a impotência de Washington. O resto do mundo, incluindo duas das maiores associações comerciais dos EUA, já deram as costas ao presidente.
A Câmara de Comércio dos EUA e a Associação Nacional de Fabricantes [orig. National Association of Manufacturers] fizeram publicar anúncios e emitiram opiniões nas páginas do New York TimesWall Street Journal e Washington Post protestando contra as sanções inventadas pelos EUA. A Associação Nacional de Fabricantes disse que “estamos desapontados com os EUA, por ampliarem sanções unilaterais de modo que muito prejudica a posição comercial norte-americana no mundo.” A Agência Bloombergnoticia que “reunidos em Bruxelas, líderes da União Europeia recusaram-se a acompanhar as medidas impostas pelos EUA.”[3]
Na tentativa de isolar a Rússia, o insano habitante da Casa Branca isolou Washington.
As sanções não terão efeito sobre empresas russas. As empresas russas podem obter mais financiamentos do que carecem, de bancos chineses, franceses e alemães.
Para ler o texto completo de Paul Craig Roberts clique aqui

Leia também o texto “Aula de (anti-) jornalismo: assim o New York Times manipula” de Antonio Martins clicando aqui

terça-feira, 15 de julho de 2014

Ucrânia, a gênese de um conflito

Esquerda.Net

A imprensa e a televisão pintam um quadro de uma Ucrânia pobre mas democrática, que se debateria entre as garras do urso russo – que, depois de lhe ter arrancado a península da Crimeia, queria devorá-la inteira. Mas a história das relações entre Rússia e Ucrânia é tudo, menos linear. E a Europa parece ter esquecido história, geografia e política.

Certo é que a Europa não nasceu em uma chave antiamericana, mas, dadas as dimensões e o número de habitantes, ao menos como grande mercado autônomo e com uma moeda por acaso competitiva; e, durante anos, assim foi. Mas já há algum tempo destacou de modo espantoso um papel que antes era chamado de “atlântico”. Já não é mais anticomunista, pois o comunismo desapareceu de golpe, mas antirussa.
Para ler o texto completo de Rossana Rossanda clique aqui

sábado, 12 de julho de 2014

BARBÁRIE COM FACE HUMANA


Nas reportagens para a televisão sobre os protestos em Kiev contra o governo de Viktor Yanukovich, víamos, seguidamente, imagens de manifestantes derrubando estátuas de Lênin. Era um jeito fácil de demonstrar raiva: as estátuas funcionavam como símbolo da opressão soviética, e a impressão que se tem da Rússia de Vladimir Putin é que ela continua a política soviética de dominação russa dos vizinhos.
Tenha-se em mente que foi só em 1956 que as estátuas de Lênin começaram a proliferar em toda a União Soviética: até então, estátuas de Stálin eram bem mais comuns. Mas depois da denúncia “secreta” de Stálin por Kruchev no 20º Congresso do Partido Comunista, as estátuas de Stálin foram substituídas, em massa, pelas de Lênin: Lênin era, literalmente, um substituto de Stálin. Isso ficou igualmente claro com uma mudança, em 1962, no expediente do Pravda. Até então, no canto esquerdo superior da primeira página do jornal do Comitê Central do PC soviético havia um desenho de dois perfis, o de Lênin e o de Stálin, lado a lado. Logo depois que o 22º Congresso rejeitou publicamente Stálin, seu perfil não só foi removido, mas substituído por um segundo perfil de Lênin: agora havia dois Lênin idênticos impressos lado a lado. Em certo sentido, essa estranha repetição tornava Stálin mais presente do que nunca em sua ausência.
Para ler o texto completo de Slavoj Žižek clique aqui

sábado, 14 de junho de 2014

A cortina de ferro de Washington na Ucrânia

Com uma unanimidade surpreendente, os líderes da OTAN (Organização dos Estados do Atlântico Norte) fingem surpresa em relação a eventos que eles planejaram com meses de antecedência. Eventos que eles deliberadamente provocaram estão sendo mal representados como repentinos, surpreendentes, “agressão russa” sem justificativa. Os Estados Unidos e a União Europeia levaram a cabo uma provocação agressiva na Ucrânia que eles sabiam que forçaria a Rússia a reagir defensivamente, de uma forma ou de outra.
Eles não poderiam ter certeza de como exatamente o presidente russo Vladimir Putin reagiria quando ele viu que os Estados Unidos estavam manipulando o conflito político na Ucrânia para instalar uma tentativa do governo pró-Ocidente de se unir à OTAN. Esse não era apenas um caso de “esfera de influência”, nas “cercanias” da Rússia, mas uma questão de vida ou morte para a marinha russa, assim como uma ameaça grave à segurança nacional na fronteira da Rússia.
Uma armadilha foi, assim, armada para Putin. Se corresse o bicho pegava, se ficasse o bicho comia. Ele não poderia reagir de menos e trair os interesses nacionais básicos da Rússia, permitindo que a OTAN avançasse suas forças hostis até uma posição ideal de ataque.
Para ler o texto completo de Diana Johnstone clique aqui

domingo, 18 de maio de 2014

A perigosa nova Guerra Fria

Arquivo
A crise na Ucrânia é prova de que os Estados Unidos nunca abandonaram sua mentalidade de Guerra Fria. A intenção de ilhar e “conter” a Rússia é a melhor expressão dessa visão de mundo. A Ucrânia sempre foi a peça-chave para apertar o cerco. Por isso, buscou-se obter a adesão da Ucrânia na União Europeia (UE) como passo preliminar a sua incorporação na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Sempre foi do conhecimento da diplomacia ocidental que, para a Rússia, tudo isso seria inaceitável e interpretado como uma forma de agressão.
Em meados dos anos 90, o governo Clinton promoveu a expansão da OTAN, uma aliança militar planejada para conter a União Soviética. A OTAN acabou por incorporar as repúblicas do Báltico e vários países da Europa oriental. Moscou viu reduzido de maneira drástica seu cinturão protetor e a fronteira com a OTAN se aproximou perigosamente do centro geográfico russo.
Para ler o texto completo de Alejandro Nadal clique aqui

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Como o establishment dos EUA quer apresentar o que acontece na Ucrânia

Atualmente, o establishment (estrutura de poder financeiro, econômico, político e midiático) norte-americano, ou seja, o 1% que governa o país (com a assistência de outros 9%), está tentando criar uma leitura do que está acontecendo na Ucrânia, onde a responsabilidade pelas tensões – que poderiam desembocar em um conflito mundial – é das aspirações imperialistas da Rússia, presidida pelo sr. Putin, quem a ex-secretária Hillary Clinton e o senador John McCain definiram como o novo Hitler. E mostram a anexação da Crimeia como uma prova irrefutável disso. E os maiores meios de comunicação espanhóis, conhecidos por seu servilismo e docilidade com esse establishment midiático, reproduzem, sem fissuras, tal percepção. 
Vamos por partes, começando pela equiparação de Putin a Hitler. Primeiramente, é preciso destacar, como bem afirma o professor Floyd Rudmin (de família ucraniana, certamente), da Universidade de Tromsø, na Noruega, em seu artigo “Viewing the Ukraine Crisis From Russia’s Perspective”, do qual tiro muitos dos dados que apresento neste artigo, o establishment norte-americano (a partir de agora EUA-NSA) sempre chamou seus adversários de Hitler. Hillary Clinton definiu Assad como Hitler, John McCain chamou Fidel Castro de Hitler, George Bush fez o mesmo com Saddam Husein e Donald Rumself também chamou o presidente Chávez, da Venezuela, de Hitler. No passado, figuras dos EUA chamaram de Hitler o presidente Allende, do Chile, Ortega (Nicarágua), Arafat (Palestina)... e uma longa lista de dirigentes. E o último da lista é o sr. Putin.
Para ler o texto completo de Vicenç Navarro clique aqui

segunda-feira, 24 de março de 2014

A crise na Ucrânia e as históricas consequências da dissolução da União Soviética

Na quinta-feira, a administração Obama pôs de lado as conversações conciliatórias com o Vladimir Putin, o presidente russo e anunciou uma rodada inicial de sanções, levando a União Europeia a anunciar suas próprias sanções horas mais tarde. Enquanto isto, aviões de guerra americanos foram despachados para o Báltico e belonaves americanas penetravam no mar Negro.
Em resposta ao voto unânime do parlamento do Criméia em favor uma secessão da Ucrânia e união com a Federação Russa, medidas estas que seriam referendadas no próximo dia 16 de março, o presidente Obama declarou que tal votação violaria a constituição ucraniana e leis internacionais.
Como sempre – e da mesma maneira como tem acontecido no decorrer desta crise – as declarações dos Estados Unidos surgem repletas de hipocrisia. Em 1992, em sequência à dissolução da União Soviética, os Estados Unidos estimularam a desintegração da Yugoslávia. Em 1999, eles foram à guerra contra a Sérvia para conseguirem a secessão do Kosovo. A posição de Washington nestes acontecimentos jamais foi determinada por princípios legais internacionais, mas exatamente por interesses geopolíticos e econômicos dos Estados Unidos.
Agora, a questão está posta da forma seguinte: até onde estarão os Estados dispostos a ir  a guerra para conseguir  vitória neste confronto com a Rússia?
Para ler o texto completo de Peter Schwartz e David North clique aqui 
Leia o texto A crise na Ucrânia: O que significa ser saqueado pelo ocidente” de Paul Craig Roberts clicando aqui

domingo, 23 de março de 2014

Ucrânia: como o blefe do Ocidente fracassou

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Vamos aos fatos, rápido e rasteiro:
1. O jogada “estratégica” do governo Obama para subcontratar, junto ao “Khaganato de Nulands1” do Departamento de Estado, e exclusão da Ucrânia da esfera de influência Russa e sua anexação subsequente à NATO está arruinada. Ela baseava-se em instrumentalizar uma coalizão de neonazistas e fascistas, pintada com verniz de banqueiro (o primeiro ministro Arseniy Yatsenyuk).
2. O contra-ataque de Moscou consistiu em evitar, na Crimeia, um repetição programada do putsch de Kiev. O referendo na Crimeia (85% de comparecimento, em torno de 93% dos eleitores a favor da reincorporação à Rússia) é fato consumado, ainda que a “tão democrática…” União Europeia continue ameaçando punir o povo por exercitar seus direitos democráticos.
3. A principal razão para todo o movimento “estratégico” dos EUA – levar seus aliados, osputschistas de Kiev, a cancelar o acordo que permite a presença de uma base naval russa em Sebastopol – virou fumaça. Moscou continua presente no Mar Negro, com pleno acesso ao Mediterrâneo Oriental.
O resto é blablablá.
Para ler o texto completo de pepe Escobar, clique aqui

segunda-feira, 10 de março de 2014

A Ucrânia entre a guerra fria e a guerra quente

Arquivo
Se for verdade que a guerra é a continuação da política por outros meios, como sentenciou Clausewitz, não é a verdade inteira: também a política pode ser a continuação da guerra por outros meios. Sobretudo neste tempo em que as declarações solenes de fim das guerras não são mais do que momentos de reconfiguração das ditas que continuam por muito mais tempo, ainda que noutras vestes.
A Guerra Fria não terminou, mesmo que tenha sido declarada extinta em 1989 sobre os escombros do Muro de Berlim. E nem foi preciso a guerra de cinco dias na Geórgia para o provar. As revoluções coloridas que foram mudando as cores políticas do espaço pós-soviético já o tinham mostrado à saciedade. Porque, sendo expressões genuínas de protesto, social e politicamente muito heterogêneo, contra regimes autocráticos de perpetuação das novas nomenklaturas, essas revoluções foram invariavelmente financiadas, equipadas e politicamente apoiadas pelos Estados Unidos e pela União Europeia.
Para ler o texto completo de José Manuel Pureza clique aqui

domingo, 9 de março de 2014

Ucrânia: o obscuro jogo dos governos ocidentais

Kiev, janeiro: saudosistas do nazismo homenageiam Stepan Bandera, líder ucraniano que colaborou com Hitler
Pronunciamentos diplomáticos são reconhecidos pela hipocrisia e moral dupla. Mas as denúncias ocidentais sobre a intervenção russa na Crimeia atingiram novas profundidades de auto-paródia. A incursão até agora sem sangue é “um incrível ato de agressão”, declarou o secretário de Estado John Kerry, dos Estados Unidos.
No século 21 você não invade países “sob pretextos completamente inventados”, ele insistiu, no momento em que aliados dos Estados Unidos concordavam que foi uma inaceitável violação da lei internacional, para a qual “haverá custos”.
O fato de a “indigação” partir dos Estados que lançaram o maior ato de agressão não-provocada da História moderna, com um pretexto inventado — contra o Iraque, uma guerra ilegal que já custou a vida de 500 mil pessoas, além da invasão do Afeganistão, troca de regime sangrenta na Líbia e a morte de milhares em ataques de aviões não tripulados no Paquistão, Iêmen e Somália, tudo sem autorização das Nações Unidos — deveria deixar claro que as declarações vão além do absurdo.
Para ler o texto completo de Seumas Milne clique aqui

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