quinta-feira, 8 de abril de 2021

Navegando pelo Cinema

 


Hollywood é o pior ambiente de trabalho do planeta


Hollywood é um ambiente tóxico e insalubre. Não é mera conjectura, é fato. Evidência número um: a reportagem no "The Hollywood Reporter" que expõe o lado abusivo, agressivo, autoritário e controlador do premiadíssimo produtor Scott Rudin, de "Onde os Fracos Não Tem Vez" e "A Rede Social". O relato nem choca mais. Rudin aparentemente trata seus funcionários com uma receita de humilhação e assédio moral, que em uma ocasião descambou para a agressão física. Se esse comportamento era tolerado há alguns anos, com as cifras e o prestígio trazidos pelos filmes disfarçando esse comportamento, tudo mudou com a ascensão do movimento #MeToo e a prisão de Harvey Weinstein, antes um dos homens mais poderosos do cinema. Para ler o texto de Roberto Sadovski clique aqui




"Colômbia Era Nossa" 



Dos diretores finlandeses Jenni Kivistö e Jussi Rastas, o filme acompanha o pós-acordo de paz, em 2016, entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e o governo localA produção, que levou três anos, acompanha ao longo de 91 minutos personagens reais como Ernesto, um dos guerrilheiros, e Maria Fernanda Cabal, congressista de direita. O documentário, até então inédito no circuito comercial brasileiro, está disponível nas plataformas Amazon Prime, Google Play, iTunes, Mowies e Vimeo. Para ler a sinopse do filme e o texto dos diretores clique aqui




Cinema: Um salto vertiginoso na demência



Estreia Meu pai, com Anthony Hopkins e indicado a vários Oscars. Filme imerge na deterioração senil pelos olhos de quem a sofre: tempo e espaço se dessaranjam, realidade e fantasia se misturam — e fica movediço o chão sob nossos pés. Para ler o texto de José Geraldo Couto clique aqui




Estética do quintal remix: fragmentos ao redor da Filmes de Plástico




Há um plano no curta-metragem Quintal (André Novais Oliveira, 2015) que, diante das mirabolantes invenções do filme, pode passar despercebido. Depois de ser abduzido por um misterioso portal que aparece de repente no quintal de casa, Norberto retorna ao lar na periferia de Contagem e se dirige à porta para entrar. A porta está trancada, como seria de se esperar. A câmera, instalada na sala, mostra a chave no trinco. Sem cerimônia alguma, como alguém que repete o mesmo gesto por décadas, Norberto enfia a mão pela janela aberta, gira a chave e entra. A situação é, do ponto de vista lógico e securitário, paradoxal: por que trancar a porta, se basta enfiar a mão pela janela para destrancá-la com a maior facilidade? E, no entanto, cenas semelhantes se repetem todos os dias, em milhões de lares brasileiros da periferia ou do interior. A surrealidade se entranha no cotidiano o tempo inteiro entre nós, em cada gambiarra que passa a fazer parte da textura das casas, a cada gesto insólito que se transforma em hábito. Para ler o texto de Victor Guimarães clique aqui


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