segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

"O Outro Eu" - José Fernando Magalhães

 




O Outro Eu

 

 

 




Não sou eu que penso o que escrevo.


Os pensamentos que transformo em palavras


E me levam para outros pensamentos


E outras palavras, e outros lamentos


Não são meus


São do outro eu, em mim.


Esse outro eu tem o cheiro do pomar


E da relva acabada de cortar


Tem a cor do céu azul e um sabor a sol e a sal do mar.


Do outro eu, eu ouço o murmúrio das ondas da maré vaza


Que do poente me assobia a saudade trazida pelo vento.


Saudade das viagens que não fiz


Dos amores que não vivi


E dos contos que não contei.


O outro eu


Que pensa para eu escrevinhar


Assopra-me a suave brisa do mistério


Sussurra-me desatinos e enigmas


Mostra-me a paixão intensa do amor etéreo


E ensina-me a resistir ao esquecer do verbo amar.


O outro eu


É a minha música secreta


Que me ajuda a caminhar por entre a chuva


A caminho de uma ilha deserta


Onde para sempre


Mesmo sem qualquer ajuda


Aprenderei os sons,


Os cheiros


Os sabores a as rimas,


E as palavras que um dia serão minhas.



 

 

 

José Fernando Magalhães




Para ler o Prefácio da 2ª edição do livro CULTURA ACÚSTICA E LETRAMENTO EM MOÇAMBIQUE: Em busca de fundamentos antropológicos para uma educação intercultural” do autor do blog clique aqui


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Brasil, cinco séculos de rentismo

 




Breve balanço da captura da riqueza nacional, seja pelo uso da terra ou capital financeiro. A tônica: parasitismo socioambiental e globalização subordinada que corroem a soberania – e reduzem economia a entreposto do comércio exterior. Para ler o texto de Marcio Pochmann clique aqui


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Ano histórico: A guerra na Ucrânia revela que os EUA são a principal ameaça global

 




A maior parte das pessoas percebe que os Estados Unidos e o seu empobrecedor sistema capitalista de guerra devem ser derrotados para que o mundo possa viver em paz. Para ler o texto completo clique aqui


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Lucie Silvas: "Nothing Else Matters"

 





Para assistir à interpretação de "Nothing Else Matters" na voz de Lucie Silvas clique no vídeo aqui

Navegando pelo cinema

 





"Holy Spider": dilemas da distância 




Não é fácil para um cineasta quando resolve instalar o seu ponto de vista num compromisso entre aquele que cheira o toque da perversão e o que, ao mesmo tempo, observa de forma crítica e vigilante um determinado estado de coisas. Já era assim, de uma certa forma, com "Gräns" (Na Fronteira, 2018), no qual as reflexões sobre as questões de género surgiam soterradas pelo imaginário mundo de trolls e body horror. A mesma coisa acontece com "Holy Spider" (2022), o mais recente filme do iraniano-dinamarquês, Ali Abbasi. Para ler o texto de Carlos Natálio clique aqui






"Cambaúba"




Ao se mudar para a rua da Cambaúba, a documentarista Cris Ventura se depara com a experiência de que habitar é constituir uma trama complexa de temporalidades e passa a perceber a confluência das cosmologias, lendas e narrativas de ocupação do território dos antigos goyazes. A rua é assombrada pelo fantasma do Anhanguera e pela índigena Cari, que fora aprisionada no Rio Vermelho por uma maldição, e para se libertar precisará da flecha que atravessa os tempos. Para ler o texto de Vitor Velloso clique aqui







 "Cidade Rabat", de Susana Nobre - Somos todos aliens 




Susana Nobre estreou o seu mais recente filme na Berlinale por entre grande aceitação e elogio e compreende-se perfeitamente: é um filme que carrega dentro de si a capacidade de se sentar e olhar para temas dos quais não se fala em abundância, sobretudo na sociedade portuguesa, onde o silêncio é muito mais ensurdecedor do que as palavras. Para ler o texto de Cátia Santos clique aqui

HUMOR - Purpurinada

 




O crack é considerado uma das drogas mais viciantes e com alto potencial destrutivo. Esse subproduto da cocaína acaba sendo vendido por um valor baixo, o que o torna muito popular entre jovens, pessoas desempregadas e a população em situação de rua. O efeito da substância é passageiro, por isso, a pessoa é facilmente induzida à adicção. E mesmo assim, a purpurina é pior. Divirta-se clicando aqui


Nos caminhos da arte

 





Os primeiros sinais da força narrativa de Leonardo Padura




Com "Febre de cavalos", o leitor identificará os primeiros sinais da força narrativa que o mundo enxergaria anos depois em Padura, seja com a série dedicada ao detetive Mario Conde, seja com seu best-seller sobre os últimos anos de Trótski. Para ler o texto de Rita Palmeira clique aqui









Os designs intrincados de Zoe Feast transformam a madeira em belas obras de arte 




Zoe Feast é uma artista americana mais conhecida por seus belos padrões de tecido. Mas em sua última série de arte, a artista expandiu seu estilo artístico para um meio totalmente diferente. Nesta arte, Feast gravou alguns de seus designs inspiradores em fatias de madeira. A madeira utilizada em seu projeto foi proveniente de um projeto de restauração de habitat. Assim, cada peça foi obtida eticamente e coletada pela própria artista. Cada peça de madeira é única. O que os une a todos são os densos padrões botânicos e animais. Esses motivos também foram inspirados nas plantas e animais selvagens locais, o que os torna perfeitos para um material natural como a madeira. Cada desenho foi gravado em madeira usando uma máquina de gravação a laser. Para ver algumas das gravuras impressionantes de Zoe Feast clique aqui







48 das melhores imagens do ano anunciadas pela National Geographic




São 48 imagens no acervo, produzidas por 91 fotógrafos e com curadoria de quase 2.300.000 fotos e 107 histórias. De um teste de traje espacial no Centro Espacial Kennedy da NASA a um bebê pangolim montado nas costas de sua mãe - essas fotos poderosas nos levam a lugares que nunca vimos antes e nos conectam emocionalmente. Para ver as fotos clique aqui

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