sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Tecnologia no ensino


Durante décadas, uma visão tecno-utópica da sala de aula incendiou os sonhos dos educadores. Nesse cenário, o professor deixa de ser “um sábio no palco para ser um guia ao seu lado”. Pois em uma classe de alunos autodirigidos e ligados à web o papel do professor é simplesmente oferecer uma orientação sutil. Em países tão diferentes quanto China, Índia e Colômbia, os educadores alimentam essa ambição com enormes investimentos em informática. Em outros países, como os Estados Unidos, esses impulso se choca com cortes orçamentários e demissões de professores. Mas, como muitas visões utópicas, esta enfrenta uma reação. “Ensinar é uma experiência humana”, disse ao Times Paul Thomas, professor associado de educação na Universidade Furman, na Carolina do Sul. “A tecnologia é uma distração quando precisamos de alfabetização, raciocínio matemático e pensamento crítico.”
Para ler o artigo completo de Kevin Delaney clique aqui

Urgências climáticas


A grave crise financeira e o horror econômico que atingiram as sociedades europeias estão fazendo todos esquecer que a mudança climática e a destruição da biodiversidade seguem sendo os principais perigos que ameaçam hoje a humanidade. Se não modificarmos rapidamente o modelo de produção dominante, imposto pelo atual modelo de globalização econômica, alcançaremos o ponto de não retorno a partir do qual a vida humana no planeta deixará pouco a pouco de ser sustentável.
O artigo de Ignacio Ramonet pode ser lido aqui

A Ordem Criminosa do Mundo


Documentário exibido pela TVE espanhola, que aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos sobre o mundo atual: Eduardo Galeano e Jean Ziegler.
Pode se dizer que há algo de profético em seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa, como a Espanha.
A Ordem Criminal do Mundo, o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo. O poder se concentrando cada vez mais nas mãos de poucos, os direitos das pessoas cada vez mais restritos. As corporações controlando os governos de quase todo o planeta, dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses. Hoje 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo.
Para ver o vídeo, de cerca de 43‘, clique aqui

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

MÍDIAS CORPORATIVAS: A rede semântica mafiosa


Digamos que a palavra “máfia” seja a que melhor define, sem romantismo algum, o núcleo atômico dos poderes intrínsecos e extrínsecos do imperialismo ocidental.
Digamos que o mafioso imperialismo ocidental tenha o rosto do rosto do rosto do elitismo econômico, epistemológico, linguístico, nacional, científico, tecnológico, bélico, comportamental, religioso, étnico, patriarcal, aristocrático, como herança da herança do que de pior a espécie humana protagonizou: guerras de pilhagem, genocídios, infanticídios, arrogâncias, racismo, indiferenças, machismo, destruição de ecossistemas.
Digamos que a atual elite da elite da elite dos EUA, Europa e Israel seja a encarnação facial do rosto do rosto do rosto das elites das elites das elites do ontem do ontem do ontem.
Digamos que a elite da elite da elite do mafioso imperialismo ocidental seja sócia fundadora do Clube de Bilderberg, fundado em 1954 pela nata da nata da nata da rata das mais influentes personalidades do americano, europeu e israelense mundo empresarial, acadêmico, midiático, militar, religioso e político.
Digamos que uma vez por ano o Clube de Bilderberg realize sigilosamente uma conferência na qual a nata da nata da nata da rata das elites ocidentais projete, confira e decida o presente e o futuro da herança da herança da herança da superioridade da superioridade da superioridade do núcleo central do imperialismo americano, israelense e europeu, de modo que o que chamamos de democracia não passa de mais uma decisão concedida e cuidadosamente gerenciada pela plutocracia ocidental.
Para ler o artigo completo de Luís Eustáquio Soares clique aqui

MUNDO DE 7 BILHÕES: Excesso de gente ou de consumo?


A população mundial atingiu no último dia 31 de outubro a marca simbólica de 7 bilhões de indivíduos – ver nota “As world passes 7 billion milestone, UN urges action to meet key challenges”, divulgada pela Organização das Nações Unidas (31/10). Sete bilhões, não custa lembrar, é o algarismo 7 seguido de nove zeros, o equivalente a sete vezes um bilhão: 7 x 1.000.000.000 (sobre notação numérica, ver, neste Observatório, artigo “Milhões, bilhões, trilhões”). É muita gente, sem dúvida, mas devemos examinar esse número com cautela e senso crítico. Antes de tudo, é bom evitar o tom superficial e as afirmações estereotipadas. Há quem chame a atenção, por exemplo, para o “excesso de gente” (ver “O futuro do planeta”, de Hélio Schwartsman, publicado na Folha de S.Paulo em 3/11) ou mesmo para o risco de uma “explosão populacional” (ver “Estamos à beira de uma explosão populacional”, de Eduardo Szklarz, publicada na edição de novembro de 2009 da revista Superinteressante). Além de erros e mal-entendidos como esses, a imprensa também costuma reproduzir afirmações claramente absurdas, do tipo “a população mundial está crescendo em uma velocidade jamais vista” – ver “População mundial atingirá 7 bilhões no dia 31 de outubro, diz ONU”, da BBC Brasil, reproduzida no Estado de S. Paulo, em 25/10.
O que está acontecendo com a população mundial? A população mundial está crescendo. Isso, no entanto, não significa dizer que estejamos à beira de uma explosão populacional ou de um precipício demográfico. Para entender melhor o que se passa, devemos examinar com atenção o contexto e os antecedentes da situação atual. Nesse sentido, é recomendável que comecemos investigando o que há por trás da expressão “crescimento populacional”.
Para ler o artigo completo de Felipe A. P. L. Costa clique aqui

LEITURAS DE VEJA: Acerca da matéria "Escolas ideológicas"


Na última semana do ano de 2011, a revista Veja publicou em seu site um conjunto de matérias intitulado “1000 fatos, imagens e ideias que marcaram 2011” e, dentre estes tantos fatos, imagens e ideias “marcantes”, um subgrupo de artigos apresenta por título “Escolas ideológicas”. O tema reúne cinco matérias sobre a presença da ideologia nas universidades brasileiras, em outras palavras, sobre a “ameaçadora” influência de ideologias opostas àquela dominante e hegemônica que há décadas vem sendo defendida, a unhas e dentes, pela própria revista Veja, dentre outros veículos da grande mídia e outros setores conservadores da sociedade. Como se a própria escola burguesa em sua constituição não fosse um aparelho ideológico do Estado, como nos alertou Althusser.
Para ler o artigo completo de Fabiano de Oliveira Moraes clique aqui

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

BBB e a sociedade do espetáculo

Os traços de nossa cultura, a semelhança e os mais diferentes dilemas são hoje frequentemente refletidos na mídia. Um fator exemplar são os reality shows apresentados na TV. Tomo como foco o Big Brother Brasil (BBB), apresentado pela Rede Globo de Televisão, criticado por alguns e venerado por outros, que continua chamando a atenção do público visando ao interesse e à apreciação pela vida íntima que foram mencionados pelas teorizações do sociólogo Richard Sennett (1999).
O conhecimento de si como interioridade surge com a lógica público/privado que marcara a modernidade, logo a exibição da intimidade em nossa sociedade é originária da “exploração da vida privada” fazendo com queo BBB seja considerado um fenômeno midiático globalizado, mas qual a fórmula para tanto sucesso? A mídia hoje não estaria reproduzindo o mesmo acontecimento através da indústria do entretenimento e do espetáculo? Os costumes são fenômenos do passado ou apenas alteraram suas formas? Atualmente, avistamos o “mundo” através da mídia, ou apenas “sombras” de um “real” mediante um fato produzido?
Na década de 1960, o diretor do cinema francês e filósofo Guy Debord lançou um livro decisivo para a concepção da sociedade hodierna que se redesenhava pelo crescimento do capitalismo e pelo progresso dos meios de comunicação. Tendo como título A sociedade do espetáculo, abordou na primeira parte a atitude contestatória da obra, que instiga uma luta acirrada contra a devassidão da vida moderna que escolhe a imagem e a representação ao realismo visível e adequado tendo a aparência ao ser, a fantasia ao fato, a imobilidade à atividade de pensar e agir com dinamismo, tendo enfaticamente a definição a uma conjuntura tendo em vista o domínio da vida do ser humano acarretado pelo comando das imagens e sendo legitimado pelo poder persuasivo da mídia.
Para ler o texto completo de Rodolpho Raphael Oliveira Santos clique aqui

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