sábado, 26 de maio de 2018

Questionar lugar de fala "mata" literatura, diz Mia Couto

Resultado de imagem para Questionar lugar de fala "mata" literatura, diz Mia Couto

Escritor moçambicano mais famoso no Brasil, Mia Couto é branco, filho de portugueses e parte de uma minoria numérica em um país composto por mais de 95% de negros. O autor fala em sua obra de uma África mestiça que, como faz questão de ressaltar, abriga a maior diversidade genética, biológica, cultural e linguística do mundo. 
Para ler a entrevista de Mia Couto clique aqui

"Odeio o celular da minha mãe porque ela sempre está com ele"

A menina que critica que a mãe passa mais tempo com o celular do que com ele.

Uma professora publica o comentário de um aluno de sete anos e abre o debate sobre o uso dos celulares e o tempo de qualidade com os filhos. 

Para ler o texto completo de Carolina García clique aqui

As paixões exóticas da aristocracia portuguesa e os marchands d'art em 2018


Sabia que uma determinada África vai caber em Évora, mais especificamente, num palácio de família? O festival “Évora África” (só o nome é todo um programa) estende-se até 25 de agosto e inaugura hoje - dia de África - com uma festa VIP. A direção está a cargo de Alexandra de Cadaval, o lugar principal do evento é o Palácio dos Duques de Cadaval - que está a ser restaurado para receber o Festival-, e os curadores da exposição integrada no evento, African Passions, são André Magnin e Philippe Boutté que escolheram artistas representados pela sua própria galeria. Mas já lá vamos.
No momento de reflexão e de disputa de narrativas que vivemos, de questionamento sobre a história imperial portuguesa, no qual começam a cair por terra certos mitos empedernidos; após a já exangue contestação às representações e apropriações de uma ideia de “arte africana” e, sobretudo, numa altura em que quem de direito toma a palavra para falar por si e sobre si, este festival mostra-se anacrónico e com alguns problemas, tanto na retórica como nas práticas. Assim, pretendo com este pequeno texto acionar o sentido de alerta para sabermos responder ao que parece aqui veiculado no discurso e nas prioridades dos apoios em Portugal. 
Para ler o texto completo de Marta Lança clique aqui

Roberta Sá e Gilberto Gil - "Afogamento"

Resultado de imagem para Roberta Sá e Gilberto Gil - Afogamento

Para assistir à interpretação de "Afogamento" nas vozes de Roberta Sá e Gilberto Gil clique no vídeo aqui

O movimento fragmentado que uniu direita, esquerda e a insatisfação contra Temer


Um dia depois de o Governo comemorar um acordo que poderia solucionar a crise, greve se mostrou mais complexa e aglutinadora do que se previa. 

Para ler o texto completo de Gil Alessi e Talita Bedinelli clique aqui


Greve dos Caminhoneiros 2018

Leia Não vamos sair enquanto um desconto justo não estiver em Diário Oficial” de Felipe Betim clicando aqui



Professor da rede pública de São Paulo cata lixo para sobreviver

Ronaldo Pereira (na foto com mulher, Regina Pereira, em frente a sua casa) é professor temporário do estado de São Paulo.

Uma lata de óleo, um pacote de arroz e um gomo de linguiça. Foi isso que Ronaldo Pereira, de 44 anos, conseguiu comprar com os 10 reais que ganhou depois de passar um dia inteiro catando papelão na rua e revendendo para reciclagem.
“Teve uma vez que conseguimos comprar uns bolinhos de carne. Minha mulher juntou tudo, enrolou e fomos picando de pouquinho em pouquinho para render mais”, contou.
Ronaldo não era catador de ofício. Recolher lixo na rua para revender foi a forma que encontrou para complementar o salário que recebe como professor da rede pública do estado de São Paulo. Ele dá aulas de História e Sociologia em duas escolas estaduais na cidade de Birigui, no interior paulista, e ganha R$ 1.800 por mês, de acordo com o dado mais recente disponível no portal da Transparência do governo. 
Para ler o texto completo de Ricardo Chapola e Gabi Di Bella clique aqui

"este foi o ano em que nasceste..." - José Luís Peixoto

Imagem relacionada


este foi o ano em que nasceste
e prolonga-se este ano os seus
meses muito grandes por ti
este foi o ano que te fez nascer
e chegaste no seu leito como
um barco carregado de rosas
um barco sem leme sem remos
que chega na força serena do rio
e na força de um dia demasiado
forte na vida na minha vida
na vida da tua mãe que te
trouxe como um barco perfumado
de pétalas a descer um rio
uma vida demasiado forte e
a nascer e a chegar no dia
exato deste ano em que nasceste
para nós para dias e anos
de auroras e noites distantes
dias longos a nascerem como o 
teu sorriso de criança a 
ensinar-nos o que esquecemos ao
crescer a ensinar-nos a sorrir
de novo na vida na tua
vida que começou e se estende
neste ano sem noite sem foz
em que chegaste como um barco
de rosas na primeira luz da
madrugada

José Luís Peixoto
"A Criança em Ruínas" 

  © Blogger template 'Solitude' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP