quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Relatório aponta tendências para o ensino superior

O último relatório do NMC (New Media Consortium) sobre o ensino superior, publicado este mês, apontou as principais tendências, as tecnologias emergentes e desafios do setor em três prazos distintos – menos que um ano, de dois a três anos, e de quatro a cinco anos. Para compilar essas informações, 53 especialistas de 13 países diferentes passaram três meses, no final de 2013, coletando pesquisas, artigos científicos, notícias, publicações em blogs e projetos para tentar antever as principais mudanças nos processos educativos.Entre as tendências, a grande expectativa é que as mídias sociais estejam completamente integradas ao ensino superior nos próximos dois anos. As vantagens do uso dessas plataformas estão no diálogo mais informal entre alunos, entre professores, entre professores e alunos e até entre futuros alunos e as instituições. Além de estimularem o compartilhamento de histórias e experiências sobre os assuntos abordados em sala de aula.
Para ler o texto completo de Fernanda Kalena clique aqui

Cinema japonês: uma revisitação do passado para a leitura do presente

Quando Yasujiro Ozu filmou Era uma vez em Tóquio, em 1953, tinha 50 anos. Começara a trabalhar bem jovem, ainda no cinema mudo, e tinha como filme predileto Cidadão Kane.Orson Welles sempre foi o seu guru cinematográfico.
Na filmografia de Ozu, considerado o pai dos cineastas japoneses, o tema da família é recorrente. As relações dos mais moços com os mais velhos, os desencontros entre uns e outros, os tempos que transcorrem diversos, e, no ambiente familiar, a vida cotidiana nos mais apurados detalhes, objetos e acontecimentos da rotina sem fim.
Seus idosos são personagens tocantes, até pungentes, reflexivos, generosos ou perplexos diante das transformações radicais da época. Os mais velhos detonam as narrativas de Ozu para quem uma máxima de Lao Tsé - a velhice é a vida na sua forma suprema - está na raiz do belo trabalho que deixou.
Considerado pelo prestigiado British Film Institute, de Londres, como o terceiro melhor filme de todos os tempos, Tôkyô Monogatari está sendo relançado este ano, no Brasil, em cópia cuidadosamente restaurada, um sofisticado trabalho do assistente do cameraman do cineasta nipônico nessa produção, Takashi Kawamata.
Não surpreende que os idosos ocupem um lugar de protagonistas na filmografia do cineasta chamado carinhosamente de cineasta do tofu se referindo à insistência no tema escolhido – família, velhice; o novo e o velho -  ao que ele costumava responder, sempre de bom humor: “Insisto para aprimorar o meu tofu”.
País campeão em longevidade (23% dos japoneses têm mais de 65 anos, a maior marca do planeta), no Japão há 1 500 indivíduos com mais de 105 anos – a grande concentração desta população idosa vive nas ilhas do arquipélago de Okinawa.
Para ler o texto completo clique aqui

Manual de Jornalismo Investigativo da Unesco ganha versão em português

Publicado pela primeira vez em 2009 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o manual para jornalistas investigativos, intitulado Investigação a partir de histórias: um manual para jornalistas investigativo, ganhou versão em português e espanhol nesta semana. Escrito por Mark Lee Hunter, o material é um guia centrado na abordagem baseada na investigação por hipótese. Todas as etapas do processo investigativo, desde a concepção, passando pela pesquisa, controle de qualidade, escrita e divulgação são aplicadas e foram analisadas e ilustradas por estudos de caso reais em cada capítulo. Segundo a Unesco, a publicação, que já existe em sete línguas, é uma ferramenta básica para começar e terminar um trabalho investigativo, oferecendo conteúdo para o aprendizado de técnicas básicas. "O valor e a importância da precisão, do cuidado e da busca detalhada de informações pelo jornalismo investigativo em uma democracia são cada vez mais reconhecidos. Suas contribuições são essenciais para a governabilidade democrática", afirmou em texto. Envolvida com o Plano de Ação das Nações Unidas sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade, que foi aprovado pelo Conselho dos Chefes Executivos das Nações Unidas em 12 de abril de 2012, a organização afirma que está empenhada em promover a segurança dos profissionais de imprensa, sobretudo porque, na última década, mais de 600 jornalistas foram mortos e muitos mais sofreram ataques não fatais. Além disso, tem reduzido o índice de condenação dos autores desses crimes. "A Unesco encoraja e apoia os jovens que estão interessados no jornalismo investigativo como uma vibrante carreira profissional e, portanto, a organização está especialmente entusiasmada em oferecer ao público que fala português e espanhol mais esta ferramenta de trabalho".
Para conseguir a íntegra da publicação em português (89 páginas), basta clicar neste link.

Ativistas e especialistas defendem cotas para negros no serviço público

Projeto de cotas para negros no serviço público é aprovado em Comissão da Câmara
Os representantes do movimento negro que participaram de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, nesta segunda (16), defenderam a aprovação do projeto de lei de autoria do executivo que prevê, por dez anos, 20% de cotas para negros em concursos públicos. O PL 6.738/2013, que tramita na Câmara em regime de urgência constitucional, já foi aprovado em três comissões, mas ainda precisa ser votado em plenário antes de chegar ao Senado.
O diretor da ONG Educafro, Frei David Santos, pediu não só a aprovação do PL enviado pela presidenta Dilma Rousseff, mas também as emendas defendidas pela entidade na Câmara: ampliação do percentual de cotas para 30% e extensão da reserva para os cargos em comissão. “Nós, negros, somos 50,7% da nação brasileira. Uma cota de 20% é quase uma cota mesquinha”, defendeu. 
Ele destacou o caráter revolucionário da medida que, segundo ele, modifica as relações históricas de poder da sociedade brasileira. “Emprego que gera dinheiro imediatamente é o maior propulsor de empoderamento de pessoas e de um povo”, afirmou. Mas reclamou da demora do governo em encaminhá-lo ao legislativo. “Foi preciso que a militância da Educafro ocupasse o Ministério do Planejamento e iniciasse uma greve de fome”, recorda.
Para ler o texto completo de Najla Passos clique aqui

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

ENTREVISTA / DANIEL AARÃO REIS: As conexões civis da ditadura brasileira

No ano em que se completa o cinquentenário do golpe que derrubou o presidente João Goulart da presidência e deu início à ditadura, Daniel Aarão Reis, professor de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF), defende que é preciso aprofundar o debate sobre as conexões civis do regime militar. Em seu novo livro, “Ditadura e democracia no Brasil” (Zahar), ele avalia algumas das relações entre a sociedade e as Forças Armadas, além de propor uma diferenciação entre ditadura e estado de direito autoritário. Em entrevista ao GLOBO, Aarão Reis diz que, sem o conhecimento e a discussão sobre os fundamentos sociais e históricos da ditadura, não será possível avançar.
Para ler a entrevista de Daniel Aarão Reis clique aqui

MÍDIA & SOCIEDADE: Convulsões sociais e ideologia elitista

Na recente história do Brasil, poucos anos tiveram um início tão conturbado quanto o atual. Mesmo levando em consideração que 2014, por ser o ano da segunda Copa do Mundo em nosso país e de eleições presidenciais, começou repleto de expectativas, é fato que poucos analistas imaginavam que os meses de janeiro e fevereiro seriam marcados por tantas convulsões sociais. Conforme a experiência nos tem mostrado, em tempos de acirramento de conflitos entre classes, a ideologia elitista da grande mídia tupiniquim, muitas vezes escamoteada pela hipocrisia cotidiana, tende a aflorar com maior intensidade.
Entre os exemplos recentes que corroboram as ideias expostas acima, podemos citar as tendenciosas coberturas dos “rolezinhos” (eventos convocados pelas redes sociais em que jovens da periferia combinam passeios em shopping-centres), da passeata do MST em Brasília e sobre a repercussão de uma foto divulgada no Facebook em que um jovem negro está acorrentado a um poste. Em todos os acontecimentos citados, salvo raras exceções, é fácil constatar que a atuação dos grandes meios de comunicação teve a clara intenção de manipular a realidade e, por outro lado, direcionar a opinião pública para um posicionamento contrário aos setores mais vulneráveis de nossa sociedade.
Segundo o Jornal da Band, os chamados “rolezinhos” são “invasões de jovens, em que os participantes dizem que o objetivo é apenas diversão, mas os encontros apavoram os lojistas e clientes, e frequentemente há registros de furtos e vandalismos”. Para Rachel Sheherazade, âncora do SBT Brasil, os membros dos “rolezinhos” são arruaceiros que se reúnem em locais privados e “tocam” o terror. “Será que só vamos tomar uma providência [contra os “rolezinhos”] quando os arrastões migrarem das periferias para os shoppings de luxo?”, questionou a jornalista, em uma nítida tentativa de criminalizar a população periférica.
Para ler o texto completo de Francisco Fernandes Ladeira clique aqui

Literatura e televisão

Sem título
A interface literatura e televisão no Brasil é um tema instigante. Em seus primeiros anos, a teledramaturgia se valeu dos grandes autores e obras para emplacar boas histórias e elevar a audiência. Mas será que sempre foi assim? Professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, da USP, a professora Sandra Reimão pesquisou sobre o tema. Publicou, inclusive, a obra Livros e televisão – correlações (Ateliê Editorial), onde traça um paralelo histórico das duas áreas. “Ao longo dos anos de produção de telenovelas brasileiras, a literatura ficcional nacional e, em especial, os romances, têm, frequentemente, fornecido personagens, tramas e enredos a este formato televisivo. A história das telenovelas de origem literária integra-se à história geral do conjunto das telenovelas brasileiras”, destaca a publicação.
Em entrevista à revistapontocom, Reimão indica o que parece ser os pontos positivos e negativos desta interface, trazendo um pouco da historiografia da TV brasileira e seu quadro atual de produção. Para ler a entrevista clique aqui

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