segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O mundo orwelliano da NSA

130804-NSA3
Desde 20 de maio, quando Edward Snowden obteve licença para deixar a base de espionagem da NSA no Havaí e tomou um avião para Hong Kong, abriu-se uma caixa preta de segredos muito relevantes, até então ocultados da opinião pública. As revelações são feitas aos poucos. Sabe-se que os Estados Unidos articularam e operam uma imensa rede de espionagem global, capaz de interceptar virtualmente toda a comunicação humana por internet e telefone. Alguns dos mecanismos de interceptação começaram a ser desvendados e têm nomes estranhos: PRISM e UPSTREAM, por exemplo. Mas como, exatamente, isso se faz. Quais os alvos? Quem seria capaz de processar informações sobre bilhões de pessoas? O que há de real e de fantasia, em toda a história.
Talvez o jornalismo de profundidade possa ajudar a responder. O veterano repórter e escritor norte-americano James Bamford acaba de publicar, no “New York Review of Books“, um ensaio esclarecedor. Baseia-se tanto numa análise meticulosa do que já foi revelado por Snowden quanto em suas décadas de experiência como estudioso dos serviços de espionagem de Washington. Vasculha os aspectos técnicos e políticos da grande rede de vigilância.
Para ler o texto completo de James Bamford clique aqui
Pode ler o texto de Cauê Seignemartin Ameni O garoto que desafiou o Império — e está vencendo
Pode ler o texto de Patrick McGuire Para driblar a vigilância na internet 


domingo, 4 de agosto de 2013

Mira Callado - "Linda Rosa"

Mira Callado grava clipe de 'Linda Rosa' (Foto: Reprodução)
A carioca Mira Callado está nas rádios de todo o Brasil com a música ‘Linda Rosa’, uma canção que conta a história de um grande amor que uma mulher vive por seu homem amado.
Pode ouvi-la clicando aqui



Slavoj Žižek: Problemas no Paraíso


Problemas no Inferno parecem compreensíveis – sabemos por que as pessoas estão protestando na Grécia ou na Espanha, mas por que é que há problemas no Paraíso, em países prósperos ou que, ao menos, passam por um período de rápido desenvolvimento, como a Turquia, a Suécia e o Brasil?
Para ler o texto completo de Slavoj Žižek clique aqui


Brasil: Geopolítica e Desenvolvimento

130801-Brasil
Na primeira década do século XXI, o Brasil começou a trilhar uma estratégia de afirmação internacional que retoma iniciativa proposta e interrompida na década de 60. De maneira ainda titubeante, o Brasil vem expandindo sua presença em alguns tabuleiros geopolíticos e vem tentando aumentar sua capacidade de defesa autônoma de suas reivindicações internacionais. A nova estratégia foi definida pelo Plano Nacional de Defesa, e pela Estratégia Nacional de Defesa, aprovados pelo Congresso Nacional, em 2005 e 2008, respectivamente. Nos dois documentos, o governo brasileiro propõe uma política externa que integre suas ações diplomáticas com suas politicas de defesa e de desenvolvimento econômico, e ao mesmo tempo introduz um conceito inovador na história democrática do país, o conceito de “entorno estratégico”, onde o Brasil se propõe irradiar, de forma preferencial, a sua influência e a sua liderança, incluindo a América do Sul, a África Subsaariana, a Antártida, e a bacia do Atlântico Sul.
Para ler o texto completo de José Luis Fiori clique aqui

Otimismo, atitude subversiva

AMOR
Surgiu, nas últimas semanas, uma interpretação particularmente mórbida para as manifestações que sacudiram o Brasil em junho. Elas teriam, segundo tal viés, rasgado a máscara de um país que “se achou”; que ousou acreditar em si mesmo e nas contribuições civilizatórias que poderia aportar ao mundo. A insatisfação de junho teria demonstrado que estas ilusões são tolas. E somam-se agora as imagens da visita do Papa: a praia de Guaratiba enlameada, as multidões comprimindo-se em Copacabana seriam o sinal definitivo de que nos resta curvar a cabeça, em sinal de humildade, meter o rabo entre as pernas e, quem sabe, orar…
Sairá nos próximos dias um livro que é a antítese desta imagem auto-flagelatória. Chama-se “A Onda Rosa Choque – Reflexões sobre redes, cultura e política contemporânea”. Reúne ensaios do jornalista Rodrigo Savazoni, um dos fundadores da Casa de Cultura Digital (CCD), em São Paulo. Transita entre o debate sobre Políticas Culturais e novas Culturas Políticas. Aborda a gestão de Gilberto Gil e Juca Ferreira no MinC; o declínio desse ministério, no governo Dilma; os Fóruns Sociais Mundiais e sua herança; a CCD e o coletivo Fora do Eixo – que o autor estuda, em sua dissertação de mestrado, e com o qual se diz “identificado politicamente”. Mas o livro vai muito além.
Para ler a entrevista de Rodrigo Savazoni clique aqui

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

"FILHOS DA ÉPOCA" - SZYMBORSKA

FILHOS DA ÉPOCA
Somos filhos da época
e a época é política.
Todas as tuas, nossas, vossas coisas
Diurnas e noturnas
são coisas políticas.
Querendo ou não querendo,
Teus genes têm um passado político,
Tua pele, um matiz político,
Teus olhos, um aspecto político.
O que você diz em ressonância,
O que silencia tem um eco
De um jeito ou de outro político.
Até caminhando e cantando a canção
Você dá passos políticos
Sobre um solo político.
Versos apolíticos também são políticos,
E no alto a lua ilumina
Com um brilho já pouco lunar.
Ser ou não ser, eis a questão.
Qual questão, me dirão.
Uma questão política.
Não precisa nem mesmo ser gente
Para ter significado político.
Basta ser petróleo bruto,
Ração concentrada ou matéria reciclável.
Ou mesa de conferência cuja forma
Se discutia por meses a fio:
Deve-se arbitrar sobre a vida e a morte
Numa mesa redonda ou quadrada.
Enquanto isso matavam-se os homens,
Morriam os animais,
Ardiam as casas,
Ficavam ermos os campos,
Como em épocas passadas
E menos políticas.
 
SZYMBORSKA


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Adeus, docência

Fernando Benega
Baixos salários, insatisfação no trabalho, desprestígio profissional. As condições são velhas conhecidas dos docentes, mas têm se convertido em um fenômeno que torna ainda mais preocupante a escassez de profissionais na Educação Básica: os professores têm deixado a sala de aula para se dedicar a outras áreas, como a iniciativa privada ou a docência no ensino superior.
Até maio deste ano, pediram exoneração 101 professores da rede pública estadual do Mato Grosso, 63 em Sergipe, 18 em Roraima e 16 em Santa Catarina. No Rio de Janeiro, a média anual é de 350 exonerações, segundo a Secretaria de Estado da Educação, sem discernir quantas dessas são a pedido. Mas a União dos Professores Públicos no Estado diz que, apenas nos cinco primeiros meses deste ano, 580 professores abandonaram a carreira (leia mais na página 43). Para completar o quadro, a procura pelas licenciaturas como um todo segue diminuindo, e a falta de interesse pela docência provoca a escassez de profissionais especialmente em disciplinas das ciências exatas e naturais.
Para ler o texto completo de Rodnei Corsini clique aqui

  © Blogger template 'Solitude' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP