sábado, 30 de julho de 2022

Ucrânia, frivolidade e corrupção no coração da guerra

 






As capas de revistas de moda não conseguem abafar o fedor da realidade. Nem no caso ucraniano.




Fotografias recentes do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e sua esposa Olena Zelenska posando para a revista Vogue mostram uma heróica Ucrânia de papel revestido resistindo ao rolo compressor militar russo e exaltando a luta pela democracia, representada pelo líder ucraniano, contra o autoritarismo encarnado pelo líder russo, Vladimir Putin. Mas as capas de revistas de moda não conseguem abafar o fedor da realidade. Para ler o texto de Juan Antonio Sanz clique aqui


Leia "Eamon McKinney: A Grande Reinicialização, Fase 2, 'Os Jogos da Fome'" clicando aqui


Leia "Scott Ritter: O declínio militar da Grã-Bretanha revela o colapso da NATO em credibilidade e capacidade" clicando aqui


Leia "Como Draghi e os últimos 30 anos abriram caminho à extrema-direita" clicando aqui


Leia "Tarso Genro: Os três cavaleiros da liberdade" clicando aqui

KALEO: "Backbone"

 




Para assistir à interpretação de "Backbone" pela banda KALEO clique no vídeo aqui

HUMOR - Não sabe, não respondeu

 




Meu filme favorito? Não sei. Uma banda? Sei lá. Minha posição política? Sentado. Gênero? Suspense. Sexualidade? Inexistente. Meus pronomes? Não me chame. Divirta-se clicando aqui

Navegando pelo cinema

 





 Táxi Blues




Talvez o momento de maior intensidade concentrada na história recente da humanidade, do ponto de vista da transição política, tenha sido o fim da União Soviética – processo que se acelerou na década de 1980 e culminou em 1991, com a queda de Gorbachev e a ascensão de Iéltsin. O mundo socialista virou de cabeça para baixo: como um meteoro que caiu no oceano, ondas propagaram-se em círculos, e as consequências e desdobramentos persistem até hoje – a guerra na Ucrânia é sinal desse refluxo, entre outros. Captar o momento da virada de chave é tarefa dos artistas antenados. “Táxi Blues”, dirigido em 1989 por Pavel Lungin e lançado em 1990, foi uma dessas sintonias finas, um filme que pela desestruturação dramatúrgica que operou, vis-à-vis o modo de produção dominante no cinema soviético, liberou um pacote inédito de energia, um conjunto de corpúsculos transformadores que tomou de assalto o sistema nervoso da linguagem cinematográfica na URSS que se extinguia. Para ler o texto de João Lanari Bo clique aqui







 Heroísmo em questão




Filme iraniano premiado em Cannes estreia no Brasil no momento em que regime do Irã mantém três cineastas presos. Para ler o texto de Eduardo Escorel clique aqui








Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, v. 11 n. 1 (2022)




Neste   número,   temos   a   segunda   parte   do dossiê Festivais   e   Mostras Audiovisuais:  olhares e perspectivas, organizado por Izabel Cruz Melo, Juliana Muylaert e  Tetê  Mattos.  A  divisão  do  dossiê  em  dois  volumes  da  Revista  Rebeca  mostra  a importância  do  tema  para  o  campo.  Este  segundo  volume,  com  oito  artigos,  traz questões  de diversidade  (com  festivais  de  temática  feminista,  negra,  LGBTQIAP+  e infantil); efeitos das adaptações aos impactos pandemia de Covid 19; curadoria e trocas entre  organizadores  de  festivais.  Compõem  ainda  o  dossiê  uma entrevista com  a professora  e  curadora  Amaranta  César  e  uma resenhado  livro  Documentary  Film Festivals: Changes, Challenges, Professional Perspectives, de 2020. Para ter acesso ao conteúdo integral da revista clique aqui

Novidade editorial CLACSO

 


 
 
Como a politização dada ao espaço doméstico, bandeira histórica e conquista do feminismo, impactou as políticas públicas implementadas na emergência provocada pela pandemia da COVID-19? O que influenciou em relação à consideração do doméstico como espaço de trabalho obrigatório e gratuito?
 
Este livro, co-publicado por Tinta Limón e CLACSO, resume e condensa as questões que surgiram durante a pandemia e é, ao mesmo tempo, uma continuação da pesquisa sobre os impactos da dívida pública e privada no cotidiano de mulheres, lésbicas , travestis e trans realizadas no âmbito do Grupo de Intervenção e Pesquisa Feminista (GIIF).
 
A versão impressa deste livro estará à venda a partir de 4 de agosto em: tintelimon.com.ar
 







O mundo afro-euro-atlântico




Os africanos construíram o Atlântico, levando para as américas e vários países europeus a sua arte e a sua espiritualidade. A importância desse facto para a História e para a cultura universal é indesmentível. Para ler o texto de João Melo clique aqui


sexta-feira, 29 de julho de 2022

"Não sei quantas almas tenho" - Fernando Pessoa (Alberto Caeiro)

 




Não sei quantas almas tenho

 

 

 



Não sei quantas almas tenho.


Cada momento mudei.


Continuamente me estranho.


Nunca me vi nem acabei.


De tanto ser, só tenho alma.


Quem tem alma não tem calma.


Quem vê é só o que vê,


Quem sente não é quem é,




Atento ao que sou e vejo,


Torno-me eles e não eu.


Cada meu sonho ou desejo


É do que nasce e não meu.


Sou minha própria paisagem;


Assisto à minha passagem,


Diverso, móbil e só,


Não sei sentir-me onde estou.




Por isso, alheio, vou lendo


Como páginas, meu ser.


O que sogue não prevendo,


O que passou a esquecer.


Noto à margem do que li


O que julguei que senti.


Releio e digo: "Fui eu?"


Deus sabe, porque o escreveu.





Fernando Pessoa


O "golpe" do centrão fardado





Mas a pergunta que não quer calar é: vai ter golpe? E os militares nesse jogo? Para ler o texto de Cleber Lourenço clique aqui


Leia "Ronaldo Pagotto: Desafios da polarização" clicando aqui



Leia "Luiz Marques: Uma revolução pacífica" clicando aqui


Leia "Thallys Braga e Luigi Mazza: Ensaio para a Setembrada" clicando aqui


Leia "Luis Nassif: Quando a máfia dos cassinos encontra a ultradireita" clicando aqui


Leia "Charlotth Back - Lawfare no Brasil: a instrumentalização da lei, a negação dos direitos humanos e a judicialização da política" clicando aqui


Leia "Daniel Hirata, Carolina Grillo, Diogo Lyra e Renato Dirk: A chacina sem capuz e a estatização das mortes" clicando aqui


Leia "Giovana Girardi: A mutação da Amazônia" clicando aqui


Leia "Tatiana Carlotti: Amazônia no Século XXI - trajetórias, dilemas e perspectivas" clicando aqui


Leia "Maurilio Botelho - Polícias: guerra sem fim contra os que não cabem" clicando aqui


Leia "Mariana Marques: Livro sobre História da Educação discute as diferentes formas de se tornar professor no Brasil" clicando aqui

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