terça-feira, 12 de novembro de 2013

"Risco de volta da direita?" - Ivo Lesbaupin

"O que traria a volta da direita?", pergunta Ivo Lesbaupin. "Privatizações? Leilões do petróleo? de áreas do pré-sal? Avanço do agronegócio? Usinas hidrelétricas na Amazônia? Perda de direitos dos povos indígenas? Tropas militares para enfrentá-los? Código Florestal? Plantio de transgênicos? Aumento do uso de agrotóxicos? A não realização da reforma agrária?" E ele responde: "Tudo isso está sendo feito por este governo".
Segundo o professor da UFRJ, "existe uma direita mais à direita que este governo, sem dúvida. Que é possível piorar, é sempre possível. Mas que este governo está montado para atender aos interesses dos grandes grupos econômicos, também não há dúvida".
Para ler o artigo completo de Ivo Lesbaupin clique aqui

domingo, 10 de novembro de 2013

CLIFF RICHARD: "All that matters" & "Sea Cruise"

Ouça Cliff Richard na balada “All that matters” clicando aqui
Ouça agora Cliff Richard acompanhado pela lendária banda The Shadows no rock “Sea Cruise” clicando aqui
 


Norte-americanos acima de qualquer suspeita

"War bonds", poster de N.C. Wyeth, 1942

Quando, em 2002, a Corte Internacional de Justiça foi estabelecida em Haia, na Holanda, seu norte foi: julgar indivíduos acusados de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. O mais polêmico país da considerável lista dos que se recusaram a ratificar o Estatuto de Roma – colocando-se, assim, fora da jurisdição da Corte – são os Estados Unidos.
No auge de sua invasão ilegal ao Iraque, os EUA não apenas se negaram a integrar a Corte como também realizaram agressiva campanha de pressão sobre diversos países para que assinassem o chamado Artigo 98, mais conhecido como “Acordo Bilateral de Imunidade”. Os países que assinam tal acordo com os EUA se comprometem a jamais entregar, sem o consentimento de Washington, qualquer cidadão norte-americano para julgamento da Corte Internacional.
Para ler o texto completo de Vinicius Gomes clique aqui

O feminismo está na moda. E agora?

316154_286755428012242_100000333604899_1033944_223603971_n-e1383587355134
O ano de 2013 pode ter sido maldoso com muita gente, mas parece, a princípio, que foi um ano de extremo sucesso para o movimento feminista. A escolha de Feliciano como presidente da comissão de direitos humanos da câmara mobilizou muitas pessoas em prol de certas causas feministas. As marchas das vadias continuaram crescendo e se multiplicando apesar (ou por causa) de grandes polêmicas da opinião pública sobre crucifixos enfiados vocês-sabem-onde. A visita do Papa Francisco ao Brasil e a Jornada Mundial da Juventude católica terminaram a receita explosiva para discussões infinitas dentro e fora da internet, que rondavam temas e abordagens feministas sobre os direitos humanos. A questão da descriminalização do aborto foi especialmente importante em tais meses.
Para ler o texto completo de Marília Moschkovich clique aqui


sábado, 9 de novembro de 2013

Vintes anos sem Fellini: A Doce Vida (1960) e a sociedade da aparência

Em A Doce Vida (1960), de Federico Fellini, há prostitutas, fotógrafos, aristocratas decadentes, burguesas deprimidas, estrelas de cinema e um povo que acredita em milagres. Uma sociedade italiana fragmentada que se refaz das ruínas da Segunda Guerra Mundial.
 Há também um jornalista de tablóide sensacionalista, de nome Marcello Rubini (Marcello Mastroianni), que gostaria de ser um escritor sério, um intelectual, mas que se transforma em um publicitário. “Informo que abandonei a literatura e o jornalismo. Estou satisfeito em ser agente publicitário”, declara aos amigos em um bacanal, sem notar a alienação em que está metido.
 Rubini poderia ter agido de outra forma, pois, mesmo condicionado pela situação, ele seria capaz de transformá-la. Ele não é só vítima da história, mas propulsor dela também. Mas Rubini é uma personagem criada por Fellini justamente para refletir a falta de vontade de uma sociedade contemporânea pautada pelo espetáculo. Ele é o exemplo do triunfo da sociedade de consumo, que surge do pós-Guerra. Uma sociedade de hábitos americanizados, da velocidade, dos carros e da aparência.
Para ler o texto completo de Gérson Trajano clique aqui
LeiaJulietas dos Espíritos (1965) usa da alegoria para falar de opressão e autoconhecimento” de Gérson Trajano clicando aqui
Leia “Cabíria, a ingênua prostituta de Fellini ” de Gérson Trajano clicando aqui
LeiaOito e Meio (1963): Federico Fellini autobiográfico de Gérson Trajano clicando aqui
 


"De onde vens" - Dorival Caymmi e Nelson Motta

 
De onde vens
 
Ah, quanta dor vejo em teus olhos
Tanto pranto em teu sorriso
Tão vazias as tuas mãos
De onde vens assim cansada
De que dor, de qual distância
De que terras,de que mar
Só quem partiu pode voltar
E eu voltei prá te contar
Dos caminhos onde andei
Fiz do riso amargo pranto
No olhar sempre os teus olhos
No peito aberto uma canção
Se eu pudesse de repente te mostrar meu coração
Saberias num momento quanta dor há dentro dele
Dor de amor quando não passa
É porque o amor valeu
Só quem partiu pode voltar
E eu voltei prá te contar
Dos caminhos onde andei
Fiz do riso amargo pranto
No olhar sempre os teus olhos
No peito aberto uma canção
Se eu pudesse de repente te mostrar meu coração
Saberias num momento quanta dor há dentro dele
Dor de amor quando não passa
É porque o amor valeu
 
Dorival Caymmi e Nelson Motta



O terrorista é você - Vladimir Safatle

O terrorista é você
Vladimir Safatle*
Pode um governo ter informações sigilosas de seus cidadãos? Essa pergunta deveria estar atualmente no centro dos debates, pois 2013 será lembrado como o ano em que descobrimos o fim inelutável da privacidade. Não houve fato mundial mais paradigmático em 2013 do que as revelações a respeito da extensão cinematográfica do sistema de espionagem norte-americano.
A privacidade foi, entre outras coisas, uma invenção política ligada à defesa da autonomia dos sujeitos em relação ao poder governamental. Mas, como diz o governo norte-americano, "Todo mundo espiona". O que vimos, no entanto, não foi "espionagem" como a conhecemos, ou seja, essa procura de informações estratégicas sobre a vida política e econômica por meio do monitoramento das atividades de políticos, empresários e congêneres.
O que Edward Snowden nos fez ver, e isso fica cada vez mais claro com o passar dos dias e das descobertas, está para além da espionagem. O ato de monitorar toda e qualquer pessoa em toda e qualquer circunstância é, na verdade, um novo paradigma de governo.
Para controlar pessoas, não preciso estar atento a todos os seus movimentos. Necessito apenas que elas acreditem que, a qualquer momento, posso entrar em seu espaço privado, abrir a porta de seu quarto e quebrar todos os cadeados. Posso armazenar 70 milhões de telefonemas em um mês e nunca saber o que fazer com tudo isso. Não importa. O que importa é você saber que seu telefonema pode, Deus sabe lá por que, acabar no espaço público.
No fundo, isso mostra como a caça ao terrorismo sempre foi um pretexto fraco e uma manobra diversionista. Na verdade, o terrorista é você. O verdadeiro alvo era controlar você, dissolver os discursos que ainda faziam da privacidade uma defesa e fazer você sentir a desproporção brutal entre seu poder e o poder da plutocracia que tomou de assalto boa parte dos governos ocidentais.
Como mostrou a França quando criou um grande banco de dados de segurança nacional chamado Hadopi, começa-se fichando pretensos terroristas e termina-se fichando sindicalistas, manifestantes, jornalistas e ativistas.
Nesse sentido, a melhor defesa é proibir que governos tenham direito a armazenar informações sigilosas de seus cidadãos. Todos os cidadãos devem ter o direito a ter acesso a todas as informações armazenadas sobre eles que estejam em posse dos governos.
As dificuldades produzidas em processos jurídicos por uma ideia dessa natureza são infinitamente menores que a corrosão --produzida pela transformação das vidas privadas em espaços de extrema vulnerabilidade-- do pouco que tínhamos de democracia.
 *Vladimir Safatle é professor livre-docente do Departamento de filosofia da USP (Universidade de São Paulo).


  © Blogger template 'Solitude' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP