quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Carta da Terra

A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século XXI, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.
Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada, voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação.
Oferece um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável.
Ela reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico equitativo, respeito aos direitos humanos,democracia e paz são interdependentes e indivisíveis.
O documento é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos.
Para ler a Carta da Terra clique aqui



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

ENTREVISTA / JON LEE ANDERSON: ‘Che acharia a esquerda de hoje superficial’


Jon Lee Anderson, jornalista da revista New Yorker, biógrafo de Che Guevara e autor dos mais completos perfis de líderes latino-americanos como o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez e o ditador chileno Augusto Pinochet, acredita que, se estivesse vivo, Che Guevara veria os governos de esquerda na América Latina como “um bando de superficiais”.
“Dilma (Rousseff), Brasil... Isso não é governo de esquerda, isso é outra coisa, é desenvolvimentismo! Velar, finalmente, pelos 40 milhões de cidadãos mais miseráveis que vivem na merda em seus casebres e entregar a eles R$ 100 mensais não faz de você um governo de esquerda. Isso é pragmatismo puro!”, diz.
Lee Anderson também não poupa o Brasil de sua crítica afiada sobre a censura a biografias (mais informações nesta página). Para escrever Che Guevara – Uma biografia, lançada em 1997, ele se mudou com a mulher e os três filhos para Cuba por três anos, parte dos quais escreveu à frente da mesma escrivaninha usada pelo revolucionário marxista, cercado por seus livros e anotações no escritório da casa onde Che viveu com sua segunda mulher, a cubana Aleida March.
Leia a entrevista de Jon Lee Anderson clicando aqui

Aula de conscientização

 
De acordo com o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD), 600 mil adolescentes brasileiros já usaram maconha e 62% assumiram que experimentaram a substância antes dos 18 anos. Um estudo da mesma entidade realizado em 2012 mostra que o Brasil representa o segundo maior mercado de cocaína do mundo, quando se trata de número absoluto de usuários, e também é o maior mercado mundial de crack. “O álcool é a substância psicoativa mais utilizada entre os adolescentes”, revela a psicoterapeuta cognitiva e pesquisadora Silvia Pacheco, especialista em dependência química.
 Confirmando tal constatação, o IBGE divulgou em junho deste ano que 50,3% dos jovens já tomaram ao menos uma dose de bebida alcoólica, sendo que 31,7% dos estudantes tiveram essa experiência com 13 anos ou menos. Profissional do Alamedas, centro especializado no tratamento de dependência química, Silvia está à frente do programa de Prevenção em Escolas, um dos braços de atuação da clínica paulistana, e ressalta a importância de ações informativas para mudar esse quadro. “Não adianta falarmos que o uso do álcool pode desencadear cirrose ou câncer no fígado. Isso está longe da realidade dos adolescentes”, adverte. “Com base em dados científicos, mostramos consequências graves e imediatas, como as mortes por acidentes de carro, falamos da problemática do sexo sem proteção e alertamos que o álcool é um depressor do sistema nervoso central, ou seja, torna o indivíduo mais vulnerável, expondo-o a um risco maior de suicídio”, destaca a especialista.
Para ler o texto completo de Silvana Azevedo clique aqui

A violência na escola e o papel dos educadores

 
A escola é uma das mais importantes instituições de controle social (Dewey, 2011), sendo responsável por ensinar e regular uma série de comportamentos que, juntamente com outras instituições, podem ou não garantir aquilo que entendemos por coesão social. Para Durkheim (1930/1999), a coesão social é uma ligação resultante da solidariedade entre as pessoas. A intensidade dessa solidariedade mede a ligação entre os indivíduos, variando segundo o modelo de organização de cada sociedade.
Assim, a escola não apenas reproduz as violências presentes na sociedade, já que não é uma cápsula fechada e isolada do mundo, mas, sendo uma instituição ativa, também produz violências. Essas violências podem ser encontradas em vários níveis: verbal, físico, psicológico e simbólico, como demonstrou Bourdieu (2005). Ele chama atenção para a violência que não é sentida por aqueles que a sofrem porque é invisibilizada, naturalizada. É a imposição de categorias de percepção do mundo social que são cultivadas nas classes dominantes e impostas sem questionamento a todas as outras classes. Essas categorias estão presentes na língua, nas artes e em qualquer outra estrutura capaz de moldar a forma de pensar e agir dos indivíduos. É violência porque é imposta e arbitrária. Essa violência é tipicamente encontrada na escola e praticada cotidianamente pelos professores, sem que estes saibam que estão sendo violentos e sem que os alunos percebam que estão sendo violentados.
Para ler o texto completo de Joyce Kelly Pescarolo & Pedro Rodolfo Bodê de Moraes clique aqui

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Mia Couto no cinema: alguns apontamentos a partir da obra ficcional Terra sonâmbula

 
Neste texto será trabalhado o universo ficcional da obra literária Terra sonâmbula (1992), de Mia Couto, transposta para o cinema. Inicialmente, será analisado o problema da adaptação de textos literários que é praticamente tão antigo quanto o cinema. Depois serão tecidas algumas breves considerações em torno do poeta, artista, escritor, criador, enfim, do “algoz” da língua Mia Couto para, em seguida, se analisar o modo como a diretora Teresa Prata transpôs essa obra literária para o cinema.
 
 
Para ler o texto completo de José de Sousa Miguel Lopes clique aqui
 
 
  Se preferir ler o texto em PDF clique aqui
 
Se desejar o ver o filme que tem a duração de 1:36:17,  clique aqui

 

 



domingo, 1 de dezembro de 2013

O protesto nas universidades por um no ensino da economia

 
Até aqui, poderia ser chamada como uma “revolução silenciosa”. Um pouco por todo o mundo, grupos de estudantes de economia estão a organizar-se e a erguer a sua voz exigindo uma reforma nos programas curriculares da disciplina. Questionando a hegemonia da teoria neoclássica, a excessiva utilização dos modelos matemáticos e a desconexão entre “economia” e questões econômicas reais, os estudantes em causa, apoiados por um número crescente de acadêmicos e economistas de referência, divisaram estratégias variadas de ação e estão a começar a atingir sucessos reais. Depois de manifestos, movimentos e conferências, os media começaram a cobrir este grito de reforma e já há muita gente que o escuta, regista as suas frustrações e se prepara para agir. O VER conta a história de uma nova “Nova Economia” que, finalmente, parece estar a dar os primeiros passos em muitas instituições de ensino de referência.
 “Se desejam enforcar alguém por causa da crise, enforquem-me a mim, e aos meus colegas economistas”. A frase, indubitavelmente surpreendente, foi proferida por uma economista e acadêmica de Cambridge, Victoria Bateman, e deixou profundamente incomodados os demais acadêmicos e economistas reunidos, no final do mês de Outubro, numa conferência que teve lugar em Downing College, Cambridge, a propósito da crise econômica.
Para ler o texto completo de Helena Oliveira clique aqui


O marxista que quer reinventar as cidades (I)

Se vivemos em cidades que nos infernizam e aprisionam, qual a causa de sua desumanidade? E, mais importante: que caminhos permitirão transformá-las? As respostas, para esta questão crucial, raramente coincidem. Às vezes, são genéricas demais e paralisam: núcleos urbanos insuportáveis seriam consequência necessária de um sistema que coloca o lucro acima dos seres humanos. Só o fim do capitalismo abriria espaço para novas cidades. Em outros casos, as respostas são muito pouco ambiciosas. Diante de adversários poderosíssimos – o poder econômico e uma política institucional cada vez mais impermeável às aspirações sociais – deveríamos nos concentrar em humanizar espaços restritos. Uma bairro, uma praça, uma horta comunitária.
Acaba de percorrer três cidades brasileiras – Rio, Florianópolis e São Paulo – David Harvey, um pensador que busca, há décadas, soluções para este impasse. Geógrafo, Harvey é também marxista. Para ele, portanto, o degradação das cidades está associada ao capitalismo.
Mas este britânico de 77 anos não se satisfaz com conclusões fáceis. Seu desafio intelectual tem sido, desde que se dedicou ao estudo da urbanização, localizar os mecanismos precisos por meio dos quais as relações capitalistas deterioram a cidade. Harvey sabe que identificar tais mecanismos ajudará a revertê-los; ao passo que repetir chavões poderá, no máximo, satisfazer egos.
Para ler a entrevista de David Harvey clique aqui


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