terça-feira, 24 de outubro de 2017

"Beyond Fordlândia": Ai de ti, Amazônia!

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A devastação, a morte e o desencontro etnocida parecem ser o teu destino. Por mais que teus povos lutem pela preservação da natureza, pelo equilíbrio do ecossistema, pelo respeito às culturas, aos saberes e fazeres tradicionais, a ganância pelo lucro fácil e irresponsável dos grandes empresários, principalmente nacionais, e a impunidade dos crimes ambientais pelos governantes parecem nos conduzir para um futuro de desertos físicos e culturais.
Beyond Fordlândia  (2017, 75 min) nos surpreendeu pelas belas imagens e pela vasta informação, mas também por sua preocupação estética, nem sempre presente em documentários, que preferem o registro de depoimentos à preocupação com a imagem. 
Para ler o texto completo de Selda Vale da Costa clique aqui

Fotógrafo que registrou nomes como Pixinguinha, Clementina de Jesus e Cartola faz 80 anos e ganha exposição em São Paulo


“Ser brasileiro, viver em um país feliz, tropical, ensolarado e com pessoas soberbamente notáveis”. A frase do fotógrafo carioca Walter Firmo parece destoar do clima do Brasil no presente. Mas olhar suas fotos ajuda a reconhecer o país a que ele se refere: um Brasil solar, da realeza do samba, das cores e festas folclóricas. 
Para ler o texto de Juliana Domingos de Lima clique aqui

Abuso num bairro black, reflexão sobre a violência policial, o racismo e a segregação nas periferias de Lisboa

vista aérea do bairro Cova da Moura

Um dos maiores, mais antigos e emblemáticos bairros de maioria negra da Área Metropolitana de Lisboa (AML) é a Cova da Moura. Antes de falar deste e de outros bairros formados por populações maioritariamente negras e africanas, fazemos uma viagem no tempo até ao bairro Mocambo, o primeiro bairro de africanos e afrodescendentes de que há registo em Portugal. Surgido no século XVI e batizado com um nome de origem bantu, era um bairro de negros, fundamentalmente livres e forros, mas também de escravizados (Henriques et al., 2013). O Mocambo localizava-se segregado e marginalizado nos arrabaldes da antiga Lisboa, onde atualmente fica a Madragoa. 
Para ler o texto completo de Otávio Raposo clique aqui

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

"Beijo" - Jorge de Sena

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Beijo

Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no de abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mas beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
E dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja.

Jorge de Sena

"Vai ocorrer uma revolta social contra a tecnologia"

daniel rocha

Richard Baldwin, um dos maiores especialistas sobre a globalização, veio a Portugal discutir a desigualdade numa conferência na Fundação Francisco Manuel dos Santos. E está convicto que a tecnologia vai passar a ser alvo de críticas da sociedade. 
Para ler a entrevista de Richard Baldwin clique aqui

Milton Hatoum: "O Brasil vive um eterno romance de desilusão

O escritor Milton Hatoum

O escritor se prepara para lançar o primeiro volume de uma trilogia que fala sobre a ditadura militar. 

Para ler o texto de André de Oliveira clique aqui

Porquê Antropoceno? - projeto ANTROPOCENAS

still de 細江英公 (Heso to genbaku Navel and A-Bomb) de 「へそと原爆」 (Eikoh Hosoe e Tatsumi Hijikata), 1960

Antropoceno é um conceito introduzido recentemente em painéis internacionais de discussão sobre alterações climáticas e que tenta problematizar a relação entre os seres humanos e o clima (ou o “ambiente” que os envolve), dizendo que o clima que temos hoje é o resultado de atividades humanas. É talvez o tema quente desta década, e quente não é uma metáfora já que, em parte, a expressão mais aguda do Antropoceno se encontraria no “aquecimento global” dos últimos anos e seus problemas subsequentes. Sugere-se que é possível colocar numa perspectiva nova o que aconteceu na história geológica do planeta e dizer que, apesar da Terra continuar a girar em torno do Sol, são os humanos que a fazem girar em torno do que for necessário. Que a temperatura não é um atributo divino. Que a geologia é humana. Que não só não somos prisioneiros do clima como somos também seus maestros. “Antropo” de “humano”. E “ceno” de cena ou de época geológica. Antropo-ceno, a época ou cena geológica dos humanos. 
Para ler o texto completo de Rita Natálio clique aqui

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