domingo, 23 de abril de 2017

"Amo-te porque ..." - Casimiro de Brito

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Amo-te porque sou dependente do teu odor.
Amo-te porque balanças nos ventos futuros.
Porque sou uma árvore que se abriga à tua sombra.
Amo-te porque só sei respirar na cidade de Eros.
Amo as marcas indecifráveis de todas as etnias
que produzem a beleza do teu rosto.
Bebo nas tuas coxas o linho molhado da minha infância.
Amo-te porque és alucinação e mulher real
no mesmo corpo volátil. Amo-te
porque também de noite és o meu sol quotidiano.
Amando-te não preciso de correr por montes e vales
em busca da mais antiga das mães. Tu, a irmã
da minha vagabundagem sempre inaugural. Amo-te
porque deixei de ter pressa. Um poema infinito,
uma cascata em cada sílaba. Uma lua que me engole
quando começo a ser sábio. A vegetação
no jardim que foi de pedra. Conheci na tua carne
a lama do meu reino luminoso. Amo-te
porque me fazes saltar o coração e lá vai ele
a caminho do país dos cedros. E assim renasço
no enigma da tua carne que no chão deitada, voa.


Casimiro de Brito

Fazer-se de louco pode ser uma estratégia eficaz

PÚBLICO -

A imprevisibilidade de Trump provou ser eficaz durante a campanha. Agora está a revelar-se como uma das maiores fraquezas da política externa norte-americana. Para ler o texto de Dadi Nedal e Daniel Nexon clique aqui

História Natural da Estupidez: será um erro ou uma sorte?


A partir do livro de Paul Tabori, Carlos Maria Bobone procura responder ao que realmente importa à Humanidade: o estúpido pensa bem mas sobre as coisas erradas, ou pensa bem mas não o suficiente? 
Para ler o texto de Carlos Maria Bobone clique aqui

Santificado seja o teu nome, Donald

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Um velho ditado dos gangsters de Chicago ensina que “se não os consegues vencer, junta-te a eles”. A única novidade destes dias de panegírico trumpista é que demasiados governantes, comentadores e espirituosos estão a seguir à letra essa sapiência gangsteril. 
Para ler o texto completo de Francisco Louçã clique aqui

Edgar Morin e a Massificação da Cultura no Cinema


Edgar Morin trata da cultura de massas e afirma ser um reflexo do desenvolvimento capitalista- não só pelo surgimento dos meios de comunicação em massa, como rádio, tv e cinema- como pelas novas condições de vida em países capitalistas mais desenvolvidos. 
Para ler o texto completo de Fernando Boechat clique aqui

Autismo: o que é e o que não é


O autismo continua a ser para a maioria das pessoas uma doença desconhecida e envolta em mistério. Inevitavelmente, são muitos os mitos que persistem no imaginário colectivo relativamente ao autismo. O autismo é exclusivamente uma doença da infância? O autismo resulta da frieza afetiva das mães? O autismo pode ser provocado pela vacinação? As pessoas com autismo são frias, desprovidas de afetos e indiferentes aos sentimentos dos outros? 
Para ler o texto completo de Bernardo Barahona Corrêa clique aqui

O caminho do ouro e o lamento dos pajés

170418_Ailton Krenak e Davi Kopenawa_foto HelioCarlosMello

Lançamento de Povos Indígenas do Brasil 2011-2016, do ISA, reuniu Davi Kopenawa Yanomami e Ailton Krenak em (triste) celebração na Livraria Cultura, em São Paulo.
Para ler o texto e ver as fotos de Helio Carlos Mello clique aqui

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