quinta-feira, 1 de setembro de 2022

"Há algo em ti que nunca conquistei" - Dora Castellanos

 




Há algo em ti que nunca conquistei

 

 

 



Há algo em ti que nunca conquistei


sombra vã que não obedece,


algo que me perturba e me estremece:


flor de amor que nunca desfolhei.




É algo indefinível, atormentado;


noite que não acaba nem amanhece;


que sórdido cílio permanece


entre a carne viva, soterrado.




Algo entre a loucura e o espanto.


Grito que vai chegar e nunca chega,


perto do resplendor, próximo do pranto.




Ó trágica dor de ferida cega!


Amor por quem suspiro e me levanto,


há algo em ti que nunca se me entrega.

 

 


Dora Castellanos

 


(Colômbia 1924)


Tribunal internacional condena Bolsonaro por crimes contra humanidade

 





O Tribunal Permanente dos Povos (TPP) condenou hoje o presidente Jair Bolsonaro (PL) por crimes contra a humanidade cometidos durante a pandemia da covid-19 e indicou que uma outra política teria salvo pelo menos 100 mil pessoas. A condenação, porém, não deve ter consequências práticas contra Bolsonaro. Ainda que apenas simbólica e moral, a decisão poderá ampliar a pressão internacional contra o presidente brasileiro. Para ler o texto de Jamil Chade clique aqui


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Em modo de suicídio e homicídio

 





Nestes dias, passar pelas notícias, nacionais ou internacionais, é como assistir à queda de um castelo de cartas ou de uma fileira de dominó, mas numa lógica preditiva, ou seja, em vez de assistirmos somente às peças – ou cartas – em queda, temos o prazer de assistir, antecipadamente, à queda das seguintes, mesmo antes de acontecer. Para ler o texto de Hugo Dionísio clique aqui






 Bem dito, bem feito




Emmanuel Macron, moço de recados dos Rockefeller e funcionário militante da Mackinsey, ontem, deu voz a uma formulação que encerra, na sua essência, uma profunda verdade. Tal como muitos dos seus correligionários governadores europeus, disse Macron “Gorbatchov abriu a porta à democracia no espaço Russo e Soviético”. Então… Mas a Rússia não era uma ditadura e Putin pior que Hitler? Para ler o texto de Hugo Dionísio clique aqui


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Susana Cala: "9"

 




Para assistir à interpretação de "9" na voz de Susana Cala clique no vídeo aqui

Navegando pelo cinema

 





 Um boi nada misterioso




Esta coprodução de Argentina, Brasil e Chile se passa em algum lugar da fronteira entre os dois primeiros países. Uma floresta para onde vai Emilia à procura de um irmão que há muito não vê. Lá ela se hospeda na pensão de uma tia mal-humorada e descobre que o irmão está desaparecido. Para ler o texto de Carlos Alberto Mattos clique aqui







Tudo Sobre Lily Chou-Chou 




A vida agitada dos estudantes adolescentes para quem a música da cantora Lily Chou-Chou é a única maneira de escapar de uma sociedade alienante, violenta e insensível. Para ler o texto de João Lanari Bo clique aqui









Radu Jude em edição Unrated




Em “Bad Luck Banging or Loony Porn” (“Má Sorte no Sexo ou Porno Acidental”), a questão não se resume a “mau porno”, ao invés disso, como a atualidade transformou-se em “pornografia rasca”. A mais recente longa-metragem de Radu Jude (cineasta que tem dado cartas na pós-vaga romena e realçando um cinema muito crítico à história do seu país) venceu o Festival de Berlim de 2021 (mesmo que virtual) com distinção, provando além de mais estar ao desencontro do dito radicalismo que muitos querem vender perante o seu formalismo algo tosco, é um cinema que fala na contemporaneidade por vias de uma ridicularização cruel. Para ler o texto de Hugo Gomes clique aqui


HUMOR - Jorge




"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque eu sou o próprio vacilo; a tua vara e o teu cajado me esfolam". - Salmos 23:4 (versão atualizada). Divirta-se clicando aqui

 

Os caminhos da literatura

 





 As doenças do Brasil 




Para ler o comentário de Marcio Salgado sobre o livro "As doenças do Brasilde Valter Hugo Mãe clique aqui









A interdependência entre os muitos humanos revelada pela literatura contemporânea




Poetisa reflete sobre como as viradas animal e vegetal na escrita ficcional dos últimos anos vêm recolocando e reposicionando nossa compreensão sobre a humanidade. Para ler a entrevista de Adriana Lisboa clique aqui

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