terça-feira, 1 de abril de 2014

Edgar Morin: a perda do futuro e a necessidade de identidade

Existe um pouco, por todos os lugares, essa reivindicação de identidade que, certa ou errada, teme se afogar. Mas, existe um segundo elemento que explica tudo isso: é a perda do futuro. Por quê? Porque o mundo viveu com a ideia de que o progresso era uma lei histórica, ou seja, que amanhã seria melhor do que hoje. E, talvez, houvesse algumas perturbações, mas essa lei era certa.
Para ler o texto completo de Edgar Morin clique aqui

Africa: Takoublet, o incrível Festival do Deserto

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Extinguindo um modo de vida milenar, os últimos séculos testemunharam o fim das grandes caravanas trans-saharianas que viajavam do sul do Marrocos a Timbuktu, no norte do Mali. Com o fim das caravanas, a região passou a enfrentar um desafio ideológico. As dificuldades da vida no deserto trouxeram fenômenos como a migração, conflitos, problemas econômicos e instabilidade política. Para lutar contra a erosão do patrimônio cultural e do conhecimento local, nasce no Mali, em janeiro 2001, o Festival do Deserto. Um momento para comemorar e relembrar os encontros anuais históricos da cultura Tuareg. A festa original, conhecida como Takoubelt ou Temakannit, simboliza o final da temporada nômade, quando os povos se encontravam para trocar novidades, bens materiais e cantos. Festividades, que também se consagraram como um importante lugar para tomada de decisões e encontros comunitários. Hoje, o festival celebra a cultura local, regado de poesia, música, dança e costumes tuaregues, incluindo passeios de camelo e outros jogos tradicionais.
Para ler o texto completo de Flora Pereira e Natan de Aquino clique aqui

Entrevista com Daniel Aarao Reis "A tal consolidação da democracia é história da carochinha"

CETICISMO Daniel Aarão Reis, na semana passada. Como antídoto para as tentações autoritárias, ele prega a “democratização da democracia” (Foto: Daryan Dornelles/Época)
No final dos anos 1960, Daniel Aarão Reis era um dos militantes do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), um dos grupos da luta armada contra a ditadura, assim batizado por causa da data em que Che Guevara, o líder revolucionário cubano, foi capturado na Bolívia. Nos anos 1970, foi para o exílio. Estudou história na França. Com a anistia de 1979, voltou ao Brasil. Teve uma militância política pelo PT, mas dela se afastou para se concentrar na vida acadêmica. Professor da Universidade Federal Fluminense, Reis tornou-se um dos principais historiadores da ditadura.
Para ler a entrevista de Daniel Aarão Reis clique aqui

ONU recomenda mudança global para dieta sem carne e sem laticínios

Uma fazenda de gado em Mato Grosso, Brasil. A ONU diz que a agricultura é a par com o consumo de combustível fóssil porque ambos aumentam rapidamente com o aumento do crescimento econômico. Fotografia: Daniel Beltra / Greenpeace
Um consumo reduzido de produtos de origem animal é necessário para salvar o mundo dos piores impactos das mudanças climáticas, diz relatório da ONU Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, da escassez de combustíveis e dos piores impactos das mudanças climáticas, afirmou hoje um relatório da ONU
Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, da escassez de combustíveis e dos piores impactos das mudanças climáticas, afirmou hoje um relatório da ONU. Na medida em que a população mundial avança para o número previsível de 9,1 biliões de pessoas em 2050 e o apetite por carne e lacticínios ocidental é insustentável, diz o relatório  do painel internacional de gestão de recursos sustentáveis doPrograma Ambiental das Nações Unidas (UNEP).
Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam substancialmente devido ao crescimento da população e do consumo de produtos de origem animal. Ao contrário dos que ocorre com os combustíveis fósseis, é difícil procurar por alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial nos impactos somente seria possível com uma mudança substancial na alimentação, eliminando produtos de origem animal”.
Para ler o texto completo clique aqui 

Zygmunt Bauman: vivemos o fim do futuro

Universitat Oberta de Catalunya
Zygmunt Bauman, considerado um dos pensadores mais eminentes do declínio da civilização, fala sobre como a vida, a política e os padrões culturais mudaram nos últimos 20 anos.
As instituições políticas perderam representatividade porque sofrem com um “deficit perpétuo de poder”. Na cultura, a elite abandonou o projeto de incentivar e patrocinar a cultura e as artes. Segundo ele, hoje é moda, entre os líderes e formadores de opinião, aceitar todas as manifestações, mas não apoiar nenhuma. 
Leia a entrevista de Zygmunt Bauman clicando aqui

50 filmes para conhecer a fundo a Ditadura

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Cena do filme ‘O ano em que meus pais saíram de férias’, de Cao Hamburger

Repressão, censura, porões. Resistência, greves, guerrilhas, movimentos culturais. A ascensão e declínio do regime, em obras importantes do cinema brasileiro. 43 filmes e sete ”traillers”.
Para ver os filmes e os "traillers" clique aqui

Artistas africanos crescem com perspectivas democráticas e web

Binyavanga Wainaina, editor da revista 'Kwani?'
Eles criaram reputação com vídeos musicais malucos estrelados por uma tartaruga voadora e por um novo herói negro de aventura, considerados como a primeira sensação viral na Internet do Quênia.
Mas quando chegou a hora de escolher o tema para o vídeo da canção "Matatizo", em 2013, os músicos quenianos do Just a Band abandonaram, o surrealismo e a ironia e optaram pelas infames câmaras de tortura da Nyayo House, em seu país. Até postaram em sua página do YouTube um link para um relatório de 77 páginas sobre as vítimas de tortura sob o ex-presidente Daniel arap Moi.
"Jamais resolveremos as coisas se continuarmos a varrê-las para baixo do tapete", disse Bill Sellanga, um dos integrantes do grupo, nos bastidores de uma recente apresentação.
O vídeo político teria sido impossível na era de Moi, que manteve domínio férreo sobre o país por mais de duas décadas. O Just a Band foi formado em 2003, apenas um ano depois que ele deixou o posto, em um momento de fermentação criativa depois de anos de repressão.
Binyavanga Wainaina, escritor e fundador da revista literária "Kwani?", disse que as mudanças vão além de seu país e incluem boa parte da África subsaariana.
Para ler o texto completo de Nicholas Kulish clique aqui

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