domingo, 6 de maio de 2012

Rio+20: O bonde da vida livre está passando

O livre acesso à banda larga é outro fator muito importante da racionalização do uso da energia. Em cidades como Piraí, no Estado do Rio de Janeiro, a generalização do acesso permite que mais cidadãos resolvam os seus problemas pela internet, e os bits viajam mais rápido e mais barato do que o nosso deslocamento de carro ou de ônibus, além de reduzir o tempo perdido para resolver um problema pessoalmente. Isto envolve tensões entre as empresas que cobram pedágios sobre a circulação de informações e conhecimento, e as necessidades públicas. Para dar um exemplo, no caso da reconstrução de New Orleans depois do furacão Katrina, “o ímpeto foi construir uma rede de banda larga sem fio em escala metropolitana destinada a assegurar um serviço público gratuito de internet, o que permitiria também assegurar a comunicação necessária para os serviços do governo e de emergência. A empresa Bell South ameaçou processar a cidade se a rede municipal de New Orleans continuasse a ser administrada pela cidade. Em consequência, a rede foi comprada por uma empresa de fora” 1No caso, tecnologias que geram economias sistêmicas no território e para todos, são travadas para assegurar lucros para um grupo. É a economia do pedágio.
Para ler o artigo completo de Ladislau Dowbor clique aqui

sábado, 5 de maio de 2012

Lançada a anti-Lista Forbes

Em vez de uma lista das pessoas mais ricas do mundo, como a publicada anualmente pela revista Forbes, uma lista das pessoas que mais enriquecem o mundo. Foi o que o Post-Growth Institute – um grupo internacional que explora caminhos para a prosperidade global que não dependem do crescimento econômico – decidiu elaborar, elencando indivíduos que contribuem para um futuro mais sustentável. O resultado foi publicado em março e os 100 nomes lista podem ser vistos aqui.
“Para nós, há formas adicionais de a ‘riqueza’, se manifestar, ser mensurada e celebrada”, escreveu o grupo em seu website. “As pessoas nessa lista representam riqueza que não pode ser definida em dólares”. O Post Growth Institute espera que a lista crie conversas e, com elas, alimente iniciativas existentes e novos esforços para construir realidades centradas na equidade social e na sustentabilidade ecológica. Para ler o texto completo de Flavia Pardini clique aqui

Rio+20: a mudança político-cultural necessária

As alternativas de energia são vistas em geral do lado da oferta: as fontes de energia, como hidroelétrica, de combustíveis fósseis, nuclear, eólica, solar, geotérmica ou ainda que aproveita os movimentos do mar. O esforço planetário para reduzir os impactos climáticos e para poupar petróleo está levando – ainda que lentamente – a amplos investimentos na mudança do perfil da oferta, diversificando as fontes, priorizando as energias renováveis e limpas.
O outro lado da moeda, no entanto, e complementar, reside nos esforços para influenciar o uso da energia. É interessante lembrar que quando das grandes crises mundiais do petróleo, em 1973 e 1979, os preços aumentaram de forma radical. Na época, houve estudos sobre a mudança de comportamento dos americanos, frente ao aumento do custo energético: fábricas aprenderam a economizar energia, casas passaram a utilizar material isolante para enfrentar o frio ou o calor, os carros começaram a ser vistos já não apenas do ponto de vista do luxo, mas da eficiência energética. Pelos excelentes resultados obtidos em curto espaço de tempo, se constatou que havia um imenso desperdício de energia. Assim a sustentabilidade energética exige trabalhar tanto no lado da oferta da energia como na racionalização do seu uso.
Para ler o texto completo de Ladislau Dowbor clique aqui

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Joseph Campbell, que ajudou a ver além da razão

Joseph Campbell me parece aquele tipo de sujeito com quem a gente gostaria de sentar em um lugar agradável e dividir um papo, uma prosa, sobre o sentido da vida e do universo. Uma figura especial, dessas que deixam um rastro por onde passam, com ensinamentos que fluem em palavras simples e proveitosas, raras nos dia de hoje.
Embora, inicialmente tenha começado seus estudos na área da biologia e da matemática, esse norte-americano de Nova York, nascido em 1904, dirigiu os seus estudos acadêmicos para a literatura inglesa e literatura medieval, tema de seu mestrado na Universidade de Columbia.
Porém, o que o tornou mundialmente conhecido foi ter-se tornado uma das maiores autoridades mundiais sobre os mitos das diversas culturas humanas. Foi uma inclinação que se desenvolveu desde os tempos de infância, quando tomou contato e se apaixonou pelo modo de vida dos povos que povoaram a América antes da chegada dos europeus. Esta paixão foi incentivada por seu pai, que o levava frequentemente ao Museu Americano de História Natural de Nova York, onde, maravilhado, tomou contato com impressionantes coleções antropológicas.
Para ler o texto completo de Arlindenor Pedro clique aqui

O discreto preconceito dos intelectuais

Ser escritora, pesquisadora ou artista é socialmente mais relevante que faxineira? Problema está na profissão ou nas condições de trabalho?
Para ler o artigo completo de Marília Moschkovich clique aqui

quinta-feira, 3 de maio de 2012

David Harvey propõe retomada de espaços públicos nas cidades

 Em entrevista ao programa Democracy Now, o geógrafo David Harvey fala sobre os desafios colocados para os trabalhadores neste 1º de maio e para os novos movimentos sociais nos Estados Unidos, na Europa, no Oriente Médio, África e outras regiões. Harvey destaca a eclosão do direitos das cidades, a mobilização das comunidades em defesa da reocupação de espaços públicos que já foram seus. Em Nova York, exemplifica, o espaço público não é verdadeiramento aberto ao público.
Para ler sua entrevista clique aqui

terça-feira, 1 de maio de 2012

CANAL HISTORY: Acabou-se a História

Qualquer telespectador atento e exigente que venha acompanhando o canal History (que foi o History Channel até 2008), já notou a diferença entre a programação de alguns anos atrás e a atual: o canal não mudou só o nome, mas seu conteúdo; agora trata também de temas contemporâneos de interesse duvidoso e pouco relacionados com a História. Não temos mais História como tínhamos. Temos umas histórias: a história de dono da loja de penhores, a história do homem que fatia objetos improváveis com máquinas poderosas que cortam metal, a história da dupla de compra-e-vende quinquilharias em pequenas cidades americanas, a história da loja de tatuagens... A mais cruel de todas é a do massacre dos jacarés na Flórida. Muitas histórias. E muito pouca História, nos horários mais populares.
Encontraremos muita soldagem, modelagem, laminação, estampagem e outros processos industriais no canal. Shows de armas, consertos de automóveis e de motocicletas também são comuns. A História pouco a pouco foi deslocada de seu papel central e o canal agora apresenta também temas que guardam pouca relação com a mesma. Como taxidermia (técnica de empalhar animais) e produção de peças de metalurgia. Que relação esses assuntos têm com a História? O History de hoje parece mais um canal industrial interessado em anunciar e vender bens de produção e técnicas industriais do que um canal de História. O canal transformou-se porque a América mudou. O que aconteceu com o antigo History Channel guarda estreita relação com o que aconteceu com a indústria norte-americana.
Para ler o artigo complto de Sergio da Motta e Albuquerque clique aqui

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