terça-feira, 31 de outubro de 2023

"Uns, com os olhos postos no passado" - Fernando Pessoa


 


Uns, com os olhos postos no passado

 

 




Uns, com os olhos postos no passado,


Veem o que não veem; outros, fitos


Os mesmos olhos no futuro, veem


O que não pode ver-se.


Porque tão longe ir pôr o que está perto —


A segurança nossa? Este é o dia,


Esta é a hora, este o momento, isto


É quem somos, e é tudo.


Perene flui a interminável hora


Que nos confessa nulos. No mesmo hausto


Em que vivemos, morreremos. Colhe


O dia, porque és ele.



 

Fernando Pessoa


Máquina de Loucos

 




Centro terapêutico em SP prendeu mulheres, torturou, forçou conversão evangélica e pediu apoio a Jair Bolsonaro. Para ler o texto de André Uzêda clique aqui


Israel e Palestina: mais de 20 mil brasileiros assinam petição para grande mídia 'parar de desumanizar civis palestinos'



Luiz Filgueiras: Viagem às mutações do capitalismo brasileiro



Chico Whitaker: Voto participativo


Shahd Wadi: A chuva de Jasmim

 

Shahd Wadi




Enquanto lhe choviam rockets na cabeça, Eman dizia: “rezo para que chova jasmim”. Com ela, irei sacudir os meus corpos mortos, levantar a minha bandeira e a minha dança. Esta crónica de Shahd Wadi foi inspirada pelas publicações do povo palestiniano livre. Para lê-la clique aqui


John Helmer: Geopolítica da guerra em Gaza


Michel Warschawski: Israel está dividido entre dois projetos sociais irreconciliáveis


Valdir da Silva Bezerra - Chamas da vingança: o fator Hezbollah no conflito Israel-Palestina e a eclosão da guerra regional


Bifo Berardi: A psicopatia de Israel


Naomi Klein e Omar Baddar:  Não há solução militar para a crise entre Israel e a Palestina


Hugo Dionísio: A justificação da opressão


Halley Margon: Os nossos criminosos de guerra e os outros


Devin G. Atallah - Além do luto: sobre amar e ficar com aqueles que morrem em nossos braços


Jamil Chade: Ao deixar cargo, diretor da ONU reconhece genocídio em Gaza e denuncia EUA


Pepe Escobar: Nakba 2.0 revive as guerras neoconservadoras


Alix Didier Sarrouy: O que leva um Ser Humano? Repensar a partir da catástrofe Israel-Palestina


Binoy Kampmark: A selvajaria de Biden sobre Gaza


Vijay Prashad: O mundo não precisa de sanções ilegais. O mundo precisa de paz e desenvolvimento


Patrick Howlett-Martin: Os filhos de Gaza


Mohammed R. Mhawish: Tudo o que queremos em Gaza é viver


Finian Cunningham: Era assim que era ser indiferente ao genocídio Nazi


Márcio Neves Soares: O fim da ONU?


BRICS pode mudar panorama da exploração espacial?


Chryslen Mayra - Bolívia: Quando indígenas enxotaram o presidente


Harry Browne: Rupert Murdoch é sintoma de uma cultura midiática podre


Rob Larson: Este julgamento revela porque as criptomoedas se tornaram uma fraude


2Cellos em concerto completo ao vivo na Croácia

 



Quando o 2Cellos voltou triunfantemente ao magnífico anfiteatro romano em sua terra natal, Pula, na Croácia, a dupla dinâmica deu à multidão adoradora um show emocional, emocionante e inesquecível. Felizmente, esta noite foi gravada para a posteridade, e agora você pode aproveitar a extravagância musical no conforto de sua própria casa. Em mais de 90 minutos, esse desempenho contém muitas músicas pop brilhantes, reimaginadas classicamente, assim como a assinatura do 2Cellos. Para assistir clique no vídeo aqui


Navegando pelo cinema

 





O medo é um fantasma mais "penado" que Rebecca




Sentir medo será à partida um lugar comum no dia a dia dos humanos, na verdade, senti-lo pode muito bem ser um dos clichês mais evocados na vida, não só naquilo a que chamamos de quotidiano, mas também na “vida do cinema”. A nossa existência está cheia de clichês que a sétima arte adotou, e vice-versa, sim, porque, se por vezes eu tenho medo de tomar duche de cortina fechada, não foi porque o aprendi na serenidade da minha rotina, mas porque em algum momento, o cinema me mostrou que cenas em chuveiros, podem ser efetivamente dramáticas, e como já devem ter reparado, estou de forma muito clichê a referir-me ao plano do filme “Psycho”, em que a personagem de Janet Leigh é surpreendida por um assassino durante o banho. Para ler o texto de Hugo Gomes clique aqui






Contatando o "Coletivo de olhos verdes"




Escrever a História dos Cinemas da África envolve voltar aos debates que os marcaram. Os documentos do "Coletivo de olhos verdes", nascido no Fespaco em 1981, são extremamente raros. Era, portanto, apropriado conhecer um de seus principais protagonistas que recebeu uma menção no Festival por seu curta-metragem "L ’Ngatch Child". Para ler a entrevista com William Ousmane Mbaye clique aqui






Quatro filmes para mergulhar no universo da música brasileira




Além de “Meu nome é Gal”, que está em cartaz nos cinemas, selecionamos outros filmes sobre música brasileira para assistir. Para ler o texto de Carol Braga clique aqui


HUMOR - A médium



Não te traí, foi a Pombagira que encostou em mim. Não sou eu que tô pedindo pra gente terminar, é o meu falecido pai se comunicando do além. Não foi o Eduardo Paes que ganhou as eleições do Rio, foi o Zé Pilintra. Divirta-se clicando aqui

 

Nos caminhos da arte

 





O kitsch, a existência e o romance




Mas se não há como escapar totalmente do kitsch, é possível confrontá-lo. Para ler o texto de Jan Cenek clique aqui










Fotografias fascinantes da fotógrafa russa Victoria Dahl




Para ver as fotos clique aqui Depois clique em Cliquez ici pour voir le PPS









"Ainda a arte contemporânea"




Para ler o trecho, selecionado por Celso Favaretto, autor, do livro recém-publicado "Ainda a arte contemporânea" clique aqui


segunda-feira, 30 de outubro de 2023

"Gritaste: Sufoco" - Giuseppe Ungaretti




 


Gritaste: Sufoco




Não podias dormir, não dormias…


Gritaste: Sufoco…


No teu rosto já reduzido à caveira,


Os olhos, que ainda brilhavam


Um instante atrás,


Os olhos se dilataram…. Se perderam….


Sempre fui tímido,


Rebelde, casmurro; mas puro, livre,


Feliz, a teu olhar renascia…


Depois a boca, a boca


Que parecera, ao longo de tua vida,


Clarão de graça e alegria,


A boca se contorceu em silenciosa luta…


Um menino morreu…



Nove anos, um círculo fechado,



[…]



Como agora, era noite,


E me davas a mão, tua fina mão…


Apavorado ouvi minha voz dizendo:


É azul demais este céu astral,


Estrelas demais o apinham,


E, para nós, nenhuma é familiar….


[…]



Giuseppe Ungaretti


O papel das universidades no combate à desinformação




Sétima reportagem de série especial do Jornal da USP analisa como as instituições de ensino e pesquisa poderiam (e deveriam) atuar de forma mais intensa contra a propagação de informações falsas na internet. Para ler o texto de Herton Escobar clique aqui


Bruno Beaklini A mídia hegemônica brasileira se alinha ao discurso sionista



Luiz Marques: Os jornais de economia colonizados pela Faria Lima



Bianca Santana - Danilo Miranda: Cultura como chave para enxergar o Brasil



Mariana Schreiber: Metade de todo crescimento do Brasil fica com os 5% mais ricos, diz autor de livro sobre desigualdade



Rafael dos Santos da Silva: É preciso criar um amplo cinturão social de enfrentamento à pobreza



Águas brasileiras: Carta aberta a Lula



Liszt Vieira: Genocídio indígena em Roraima e seus mandantes



Fernão Pessoa Ramos: A encenação bolsonarista e seu modo de ser


No terreno do inimigo

 




O que lemos, vemos e ouvimos da cobertura jornalística sobre a guerra contra o povo palestino poderia ser classificado como ficção, sem muito esforço. Para ler o texto de Salem Nasser clique aqui


Daniel Vaz de Carvalho: A conferência de Wannsee, a reunião da UE sobre Gaza e um bom conselho



Francisco Louçã: A hora da besta



O documento do Ministério da Inteligência de Israel sobre a ocupação total de Gaza



Andrea DiP, Clarissa Levy, Ricardo Terto: Especialista em ciência política Reginaldo Nasser explica o conflito Israel-Palestina



Castor Bartolomé Ruiz e Márcia Rosane Junges - A estratégia tanatopolítica de guerra: Hamas & Israel



Raniero La Valle: Genocídio em Gaza. Netanyahu está levando o judaísmo ao fundo do poço



Alastair Crooke: As subidas não podem ser interrompidas - a Casa Branca está em descida; à medida que sobe podemos fundir-nos em 'Uma só'



Glauco Faria: A encruzilhada de Joe Biden



Carta aberta sobre a crise Israel-Palestina



Sushovan Dhar: A Índia e os seus desafios internos



Roman Broszkowski: A esquerda pode influenciar o próximo governo polonês



Chryslen Mayra: A luta popular, indígena e antineoliberal da Bolívia



François Dubet: Produzimos as desigualdades que condenamos



Micha Frazer-Caroll: Trabalhar sob o capitalismo está nos enlouquecendo



David Madden e Peter Marcuse: A crise permanente da habitação



Isabel Ferrera: Sabemos mais sobre a superfície da Lua do que sobre o fundo do oceano


Gims com Dadju & Aya Nakamura: "Passion"



Para assistir à interpretação de "Passion" nas vozes de Gims com Dadju & Aya Nakamura clique no vídeo aqui

 

Navegando pelo cinema





Assista as estrelas ("Simin Zetwal"), de David Constantine




Você já esteve nas Maurícias ou sonha em ir para lá? Vá ver este filme! Ele define o recorde em linha reta. Acima de tudo, é possível entender de maneira muito sensível a complexidade histórica, humana e social desse confete perdido no Oceano Índico. Um emocionante, incrível e emocionante filme de estrada noturna que David Constantin nos contou em Fórum de debate do Fespaco. Para ler o texto de Olivier Barlet clique aqui

 






"Assassinos da lua das flores"




Misteriosos assassinatos acontecem nas terras indígenas de Osage, ricas em petróleo, nos anos 1920. Esses assassinatos acabam desencadeando grande investigação envolvendo o poderoso J. Edgar Hoover, diretor do FBI. Para ler o texto de Fabiana Lima clique aqui







Pirandello à procura de repouso




Talvez a maior emoção desse filme de Paolo Taviani esteja na dedicatória ao irmão Vittorio, falecido em 2018. Pela primeira vez Paolo filma sozinho, mas o faz como uma homenagem a um laço que os uniu: a obra de Luigi Pirandello. Ela foi a base do sublime "Kaos" e do irregular "A Gargalhada" ("Tu Ridi"). Agora Paolo toma Pirandello como personagem, iniciando o filme com o registro histórico de sua consagração com o Prêmio Nobel de Literatura de 1934. Para ler o texto de Carlos Alberto Mattos clique aqui

HUMOR - E o pessoal?

 



No dia em que finalmente teremos coragem para responder a pergunta "E o pessoal?" com a frase "pega no meu pau", muita coisa irá mudar. Divirta-se clicando aqui

Nos caminhos da literatura

 





Olhar estrangeiro




Pesquisadores brasileiros detêm protagonismo em estudos sobre a complexa trajetória da poeta e escritora portuguesa Florbela Espanca. Para ler o texto de Ana Paula Orlandi clique aqui








Marco Lucchesi: O poeta de fronteiras




Fluente em 22 idiomas, presidente da Biblioteca Nacional traduz autores de línguas como persa, russo e turco. Para ler a entrevista com Marco Lucchesi clique aqui








O fascismo infinito, no real e na ficção




Para ler o Prefácio de Vera Lúcia Follain de Figueiredo do livro "O fascismo infinito, no real e na ficçãode Sergio Schargel clique aqui

domingo, 29 de outubro de 2023

"Depois da queda" - Zenir Campos Reis

 





Depois da queda




Depois da queda do muro de Berlim, todos os gatos são pardos.


Depois da queda do muro de Berlim, a qualidade se converte em quantidade.


Depois da queda do muro de Berlim, cachorro morto volta a rosnar.


Depois da queda do muro de Berlim, cachorro que ladra também morde.


Depois da queda do muro de Berlim, “sim” e “não” serão equivalentes e intercambiáveis, dependendo da correlação de forças.


Depois da queda do muro de Berlim, a meteorologia passa à categoria de ciência social e as chamadas “ciências sociais” ao ramo das belas-artes.


Depois da queda do muro de Berlim, fica abolida a rosa-dos-ventos.


Depois da queda do muro de Berlim, o final harmônico da fábula “o lobo e o cordeiro”, será posto em destaque.


Depois da queda do muro de Berlim, urge desregulamentar e flexibilizar a lei da gravidade.


Depois da queda do muro de Berlim, as línguas e as gramáticas se servirão apenas dos pronomes indispensáveis às novas relações: eu e ele (o coiso) ou ela (a coisa).


Depois da queda do muro de Berlim, as crianças serão patrimônio da culinária de todos os povos e países.


Depois da queda do muro de Berlim, “cesse tudo o que a antiga musa canta”.


Depois da queda do muro de Berlim, comercializemos a Muralha da China.


Em tempo: a notícia da queda do muro de Berlim chegou a muitos lugares antes da notícia da queda da Bastilha.



 

Zenir Campos Reis


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