terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Universidade “globalizada” em tempos de “pecaminosidade consumada”!

Para falar sobre universidade publica do sec. XXI e seu processo de privatização, seria necessário falar de um quadro global da historia mundial de mercantilização de todos os aspectos da vida. Ou seja, seria preciso debater, para sermos rigorosos e responsáveis com que estamos querendo discutir, três dos fenômenos socioeconômicos, e de repercussão ético-cultural, mais importantes depois das Revolução Francesa e  Revulução Industrial. Teríamos que discutir, desta maneira, primeiramente a reestruturação produtiva, que intensificou a incorporação direta na linha de produção dos saberes técnico-científicos produzidos nas universidades (o que alguns chamaram de “3ª Revolução Industrial ou Revolução Informacional”); em segundo lugar, discutir a ideologia neoliberal (que entende o ser humano como possessivo e competitivo por natureza; e a sociedade como espaço onde esse ser realiza seus propósitos privados, logo, uma sociedade na qual cabe apenas agente administrar a desigualdade, e não extingui-la); e, por ultimo, teríamos que discutir o que se conveniou chamar de globalização, ou melhor dizendo, mundialização do capital: momento em que a forma mercantil das relações sociais passaram a predominar em todo planeta.
Certamente que eu não vou me deter nesses três fenômenos, tamanha são suas complexidades e suas interconexões.
A intenção por apontá-los é deixar claro que, para mim, a discussão que fazemos no interior da universidade publica sobre o seu processo de privatização, embora guarde precisas especificidades e é sobre elas que temos que nos deter para pensarmos soluções; é de que essa discussão se coloca em patamares que vão além da própria universidade. Dessa forma, eu preferi na minha fala (dado a minha ignorância sobre o assunto e o tempo cedido) pedir que apenas façamos dois exercícios: primeiramente de pensarmos esse processo que precariza a universidade como parte inserida num universo mais geral/amplo; e, segundo, de que esse processo mais geral possui uma envergadura não somente socioeconômica, mas também ético-cultural.

Para ler o artigo completo de Leandro Comodoro clique aqui

Língua portuguesa: sobre gramáticas

Com exceção de alguns especialistas, todos fomos levados a crer que uma gramática é um compêndio de regras que devem ser seguidas. Ela é praticamente reduzida a uma lista de acertos, o que provoca o surgimento de listas de erros.
Uma enormidade de apostilas, sites, blogues de especialistas em ‘reprodução’ fornece a curiosos ou a pseudonecessitados outras listas com as formas que podem e as que não poderiam empregar em seus relatórios (mas empregam...).
É verdade que esse tipo de regra (listas?) é uma gramática, mas apenas em um sentido da palavra e que leva em conta apenas uma das funções que tais obras desempenham em sociedades como a nossa.
Sua principal função é manter e realimentar o imaginário sobre uma suposta língua correta e bonita, sempre mais antiga. Outra função é contribuir com um ingrediente muito importante para cimentar a ‘unidade nacional’, com a ideia de que somos um povo que falamos uma só língua (tese fácil de desmentir, aliás, mas suficientemente forte para resistir a argumentos e a fatos).
Nunca se ouve, em uma festa ou em mesa-redonda, alguém perguntar pela classificação de “exceto”, ou se “fantasma” é abstrato. Mas todos querem saber se a pronúncia correta é “ibero” ou “ibero” (as letras em negrito representam as sílabas tônicas), se é ou não um sinal do fim do mundo que se diga “Minha bolsa cabe de tudo” e onde vamos parar se os jovens não distinguem mais “ascendência” de “descendência” e se escrevem “ele se difere dela”, em vez de “se diferencia”.
Enfim, as gramáticas não só prescrevem. Elas também descrevem e tentam explicar fatos de linguagem que ocorrem, seja na escrita (que é muito diversificada), seja na fala (ainda mais variada).
Para continuar a ler o texto de Sírio Possenti clique aqui

Ensino à distância



MÍDIA & CRENÇA: mundo cético na esfera religiosa

A imprensa erroneamente é caracterizada, através do senso comum e pelos jornalistas, de imparcial. As teorias jornalísticas comprovam o contrário: a tão sonhada objetividade passa pelo mundo parcial do jornalista através de escolhas na noticiabilidade. O jornalismo e mídia, especialmente as novelas, vêm, ultimamente, deflagrando lados da crendice da população, tornando uma visão parcial e tendenciosa de vermos o mundo. Neste ponto de vista, tanto a imprensa, através de reportagens que visam a dar exclusividades ao misticismo e ao sobrenatural, sobrepondo crenças acima do ato de duvidar, quanto novelas e seriados têm monopolizado crendices e desprezado o lado cético.
Não podemos criar uma imprensa e uma mídia intolerantes, que visem apenas a dar ênfase a religiões, mostrando o poder da crença e do mito, excluindo o ponto de vista cético. Estamos divinizados midiaticamente, mesmo os mais céticos são forçados a assistir à exaltação da fé sem um subterfúgio do meio religioso. A imprensa que congrega a fé das pessoas e o poder da fé na cura, forçando-as a analisar somente um único lado, sem, contudo, haver abordagens ao mundo cético e ateu, atua com sua função social descaracterizada.
Acredito que a espiritualidade está em ascensão noticiosa, em reportagens e documentários, porque oferece uma recompensa eterna aos que nela acreditam, e a mídia explora o lado mais vantajoso disso: a comercialização da fé. Já o ceticismo, que nada oferece de “recompensa” de outra vida além dessa, sofre um descaso midiático. O cético, na minha concepção, é o tipo de pensamento mais coerente que existe e o mais seguro. Duvidar daquilo, pondo em dúvida sua credibilidade, nos torna mais seguros, mais críticos. Não há, entretanto, nesta tão pregada “imparcialidade” da imprensa brasileira, uma abordagem ao mundo cético. Ninguém irá deixar de ser religioso e perder sua fé por ter conhecimento profundo a respeito da esfera cética. Muito pelo contrário, às vezes precisamos de conhecimento para nos tornarmos mais críticos. Pare ler o texto completo de Luis Fernando Manassi Mendez clique aqui

FACEBOOK: o maior espião do mundo

O guia para aplicação da lei e procedimentos para entrega de dados de usuários do Facebook vazou pela web no dia 23 deste mês. Três informativos online trataram do assunto: o TPM, de Washington, o ZDNet e a grande sensação, o site de pesquisadores independentes em defesa da liberdade de informação, Public Intelligence, que foi a fonte original da notícia, colocando à disposição da imprensa e público os vazamentos dos dados sobre as diretrizes de proteção e entrega de dados de usuários da rede social às autoridades judiciárias e governamentais.
Os dados estavam em forma bruta e não-editada no site dos pesquisadores. A organização do site lembra o WikiLeaks dos primeiros tempos, e não apresenta a informação na forma de notícia. Os dados estão lá para download, mas não existem comentários e ninguém desenvolve ou articula nenhuma conexão de sentido noticioso. Apenas um título meio obscuro sobre as recomendações e condições legais do Facebook para a entrega de dados de seus usuários às autoridades de Estado. O material exposto pela Public Intelligence vai desde 2006 até o último vazamento de 18 de novembro deste ano pelo pessoal do Anonymous’s Sec, postado num arquivo torrent no site Pirate Bay, um aliado de primeira hora do WikiLeaks.
O Pirate Bay é o mais antigo site anticopyright em atividade no mundo. Graças a um de seus fundadores, o sueco Per Gottfrid Svartholm (o maior especialista em rastreio e blindagem de sites da Europa), o site vem repelindo cada ataque do Departamento de Defesa dos Estados Unidos ao site até os dias de hoje. Svartholm participou da produção do vídeo “Collateral Murder”, do WikiLeaks. Ficou encarregado da publicidade do filme. O próprio Assange produziu a fita, que mostra um helicóptero de ataque “Cobra” dizimando impiedosamente civis em Bagdá em 2008. Svartholm foi condenado por não comparecer a um tribunal sueco em outubro e está foragido. Mas seu site está ativo e os vazamentos continuam. O programador sueco pode gerar seus próprios IPs, o que torna sua localização virtualmente impossível. O IP é uma série numérica que identifica computadores na web.
O texto completo de Sérgio da Mota e Albuquerque pode ser lido aqui

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Desconstruir o racismo e forjar uma utopia radical negra


No Ano Internacional dos Afrodescendentes, há pouco para ser comemorado sobre a situação de negros e negras no Brasil, a maior nação afrodescendente fora do continente africano. Se houve progresso nos indicadores sociais do país, a precariedade das condições de vida de negros e negras segue sendo o principal empecilho para que o Brasil passe a fazer parte do seleto grupo de nações com alto índice de desenvolvimento humano.
Se dividíssemos o país pela linha da cor e acesso às oportunidades, teríamos entre nós “dois Brasis” distintos: uma Noruega e um Congo.  Isso equivale a dizer que, passados 123 anos da abolição da escravidão, a população negra continua sendo uma dor de cabeça para as elites do país. O que fazer com essa massa de gente feia, pobre e perversa que enche as favelas, polui a paisagem urbana e coloca em risco “nossa” segurança e nosso patrimônio?
Ainda assim, há uma teimosia negra que torna relevante uma outra questão:  como foi possível que, apesar dos projetos raciais de embranquecimento e de extermínio da população negra, esse grupo chegue ao século XXI como a maioria do povo brasileiro? Como resolver o ‘problema’ cultural, religioso, econômico e político, representado pela presença negra no país que se quer “civilizado” e moderno? Quais os principais desafios colocados ao movimento negro e à esquerda, levando em conta os aspectos conjunturais da política brasileira?
Para ler o texto completo de Douglas Belchior e Jaime Amparo Alves clique aqui

A cidade - Konstantinos Kavafis


Dizes: "Vou para outra terra, vou para outro mar.

Noutro lugar, melhor cidade há-de haver certamente.

Será malogro, está escrito, tudo o que aqui tente

E - como morto - o coração sepultado aqui me jaz.

Por quanto tempo há-de ficar minh'alma em tão podre paz?

Pra todo o lado olhei, em todo o lado vi

Ruínas negras desta minha vida aqui,

Que tantos anos eu gastei a estragar, a dissipar."


Novo lugar não vais achar, nem achar novos mares.

Vai-te seguir esta cidade. Ruas vais percorrer,

serão as mesmas, e nos mesmos bairros hás-de viver,

nas mesmas casas ficará de neve o teu cabelo.

Hás-de ir ter sempre ao mesmo sítio, sem qualquer apelo.

Para outro lugar não há navio ou caminho

e estragares a vida tu neste cantinho

é pois igual a nesse largo mundo a dissipares.



Menina-mulher-objeto

Andar pela casa com os sapatos de salto alto da mãe, colocar seus brincos e pulseiras, batom e perfume… Que menina nunca fez isso? Que menina não quis vestir os signos da mulher adulta e imitá-la? É assim que crescemos, nos espelhando nos outros; buscando, por meio dos gestos copiados, um modelo a seguir, uma orientação para ser. A mola mestra da vida está em seguir exemplos. Fazemos isso com pais e mães, mas também com artistas, professores, enfim, com aqueles que chamam a nossa atenção e provocam o nosso interesse.
Para ler o texto completo clique aqui

A rede do poder corporativo mundial

Todos temos acompanhado, décadas a fio, as notícias sobre grandes empresas comprando-se umas as outras, formando grupos cada vez maiores, em princípio para se tornarem mais competitivas no ambiente cada vez mais agressivo do mercado. Mas o processo, naturalmente, tem limites. Em geral, nas principais cadeias produtivas, a corrida termina quando sobram poucas empresas, que em vez de guerrear, descobrem que é mais conveniente se articularem e trabalharem juntas, para o bem delas e dos seus acionistas. Não necessariamente, como é óbvio, para o bem da sociedade.
Controlar de forma organizada uma cadeia produtiva gera naturalmente um grande poder econômico, político e cultural. Econômico através do imenso fluxo de recursos – maior do que o PIB de numerosos países. Político, através da apropriação de grande parte dos aparelhos de Estado. Cultural, pelo fato da mídia de massa mundial criar, através de pesadíssimas campanhas publicitárias – financiadas pelas empresas, que incluem os custos nos preços de venda – uma cultura de consumo e dinâmicas comportamentais que lhes interessa, e que gera boa parte do desastre planetário que enfrentamos.
Para ler o texto completo de Ladislau Dowbor, clique aqui

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A vida em um dia


Em 24 de Julho de 2010, milhares de pessoas em todo o mundo enviarem ao YouTube vídeos sobre suas vidas para participar de “O mundo em um dia”, uma experiência cinematográfica histórica que deu origem a um documentário sobre um único dia na Terra. Dirigido por Kevin Macdonald, vencedor de um Oscar, “O mundo em um dia”, impressionou audiências nos festivais de Sundance, Berlim, SXSW e em sua estreia mundial no YouTube em janeiro. Agora, depois de ser lançado nos cinemas de todo o mundo está disponível de graça no YouTube. Não deixe de o ver para saber mais sobre essa peça incrível da história do cinema, uma aula magistral de Antropologia Cultural. Clique aqui

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

As palavras como imagens

O desafio: criar uma imagem a partir de uma palavra, usando apenas as letras da palavra em si. A regra: usar apenas os elementos gráficos das letras, sem acrescentar elementos exteriores. Veja no vídeo a alta criatividade desta manifestação artística. Clique aqui

Consequências da crise na Grécia



Zeus vende o seu trono para uma multinacional coreana.

Medusa faz bico na ala dos ofídios em um zoológico local.

Narciso vende seus espelhos para pagar a sua dívida do cheque especial.

Aquiles vai tratar o seu calcanhar no SUS.

Eros e Pan inauguram um prostíbulo.

Hércules suspende os seus 12 trabalhos por falta de pagamento.

Medusa transforma pessoas em pedra e vende na Cracolândia.

O Minotauro está puxando carroça para ganhar a vida.

Acrópole é vendida e em seu lugar é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.

Afrodite teve que montar uma banquinha de produtos afrodisíacos para pagar as contas.

Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega: "ela tem minhocas na cabeça".

Sócrates inaugura Cicuta's Bar para tentar ganhar uns trocados.

Dioniso vende seus vinhos na beira da estrada de Marathónas.

Lula recomenda demissão de Zeus e indica Zéus Dirceu para o cargo.

Hermes está entregando o currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.

Caronte anuncia que a partir da próxima semana passará a aceitar o bilhete único.

Afrodite aceitou posar para a Playboy.

Sem dinheiro pra pagar os salários, Zeus libera as ninfas pra trabalharem na Eurozona.

Ilha de Lesbos abre resort hétero.

Para economizar energia, Diógenes apaga sua lanterna.

Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.

Vênus de Milo promete dar uma mãozinha a desempregados.

Áries, deus da guerra, foi pego em flagrante desviando armamento para a milícia carioca.

Sócrates, Aristóteles e Platão negam envolvimento na rebelião da USP: "Estamos na pindaíba, mas ainda não descemos a esse ponto"

A caverna de Platão está abrigando milhares de sem teto.

Descobri o porquê da crise: os economistas estão falando grego!!!

O autor, desconhecido, é, inegavelmente, conhecedor da mitologia grega e um personagem muito divertido.

Educação para a tolerância


Os estudos sociológicos revelam-nos uma paisagem social nada estimulante para a convivência com as diferenças, ou dito de outro modo, com os diferentes étnico-culturais. A realidade sociológica plural não se traduz necessariamente em atitudes e comportamentos de respeito às ideias e crenças do outro, do diferente. Apesar da eclosão das ONGs (Organizações Não Governamentais) que lutam pelo respeito à liberdade das ideias e das distintas manifestações de vida, pela integração das diferenças e o reconhecimento da dignidade “dos outros”; a par da realidade de uma sociedade que cada vez mais se vai configurando como um sistema plural em todos os sentidos não é, sem dúvida, difícil encontrar situações preocupantes na descrição do nosso quadro social: xenofobia, recusa das diferenças culturais e do diferente cultural, tendência à uniformidade a partir de uma visão homogeneizadora da cultura, crescente desenvolvimento de nacionalismos essencialistas que expulsam da comunidade “nacional” todos aqueles que não têm a mesma origem ou raça ou, simplesmente não compartilham as mesmas ideias políticas fundamentalistas. Dir-se-ia que o conflito e o enfrentamento entre os seres humanos decorrentes de convicções sobre o que elas entendem como bom e verdadeiro constitui, provavelmente, um componente imprescindível da história.
Para continuar a ler o artigo de José de Sousa Miguel Lopes clique aqui

O cinema africano entre sonho e realidade

“Será o cinema um modelo acabado? O cinema africano em busca de caminhos alternativos”. Este foi o título do debate promovido pelo festival de cinema Afrikamera, que decorreu em Berlim com o apoio da GIZ (Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit) e da Heinrich-Böll Stiftung, e moderado por Dorothee Werner (Berlinale). Nele participaram os diretores de alguns dos mais importantes festivais de cinema africanos, que falaram dos seus objetivos, glórias e dificuldades.
Os festivais de cinema africanos nasceram nos anos sessenta, num ambiente de revolução cultural e independências políticas, e foram em parte fruto de iniciativas privadas, que foram mais tarde institucionalizadas pelo estado. O festival pioneiro foi o JCC - Jornadas Cinematográficas de Cartago em 1966, seguido três anos depois pelo Festival Pan-africano de Cinema e Televisão de Ouagadougou (FESPACO), no Burkina Faso, e pelo Festival de Cinema de Durban, África do Sul, em 1979. Ao longo dos anos, o cinema africano foi ganhando cada vez mais visibilidade internacional, com alguns expoentes como a Palma de Ouro de Cannes para um filme africano (Chroniques des années de Braise, do argelino Mohammed Lakhdar Amina, em 1975), em 2005 o Urso de Ouro da Berlinale para U-Carmen eKhayelitsha do sul-africano Mark Donford-May, e em 2006 um Óscar para Melhor Filme Estrangeiro com Tsotsi, do sul-africano Gavin Hood.
Para ler o artigo completo de Inês Thomas Almeida clique aqui

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O violento silêncio de um novo começo

Diante das pressões para que os indignados elaborem um projeto alternativo ao capitalismo e deixem de apenas criticá-lo, Slavoj Žižek propõe: é hora de permanecer em silêncio. Uma das principais críticas ao movimento Occupy Wall Street, nos Estados Unidos, e aos Indignados, na Europa, é a falta de propostas concretas para substituir o sistema capitalista que tanto criticam. Os jovens acampados em Nova York, Londres e Madri — e, em menor medida, em outras cidades do mundo, como Rio de Janeiro e São Paulo — parecem ter clareza sobre o que não querem. A lista, que já não era pequena, cresceu ainda mais com o advento da crise financeira. Mas, se não é capitalismo, bancos, ações, corporações… o que será? Para ler o artigo completo  de Tadeu Breda clique aqui

Sobre Guy Debord: nossa sociedade do espetáculo

A Sociedade do Espetáculo é um filme que não iremos encontrar facilmente nas locadoras. Para assistirmos a essa obra, ou a algumas das outras obras cinematográficas do pensador, poeta, cineasta e ativista político Guy Debord, teremos que nos valer da internet, ou mesmo de cópias feitas por integrantes da imensa legião de admiradores que ele tem em todo mundo. Além de seus filmes, também é difícil ter acesso a suas publicações. Só recentemente uma editora em Paris resolveu publicar suas obras completas, num volume de 2.000 páginas. Mas, por incrível que pareça, suas ideias e mesmo sua militância política encontram cada vez mais ressonância no mundo atual.
Segundo o filosofo alemão Anselm Jappe, autor do livro Guy Debord, isto se dá devido ao fato de que sua obra como um todo é inaceitável para aqueles que dominam a mídia, e, quando são divulgadas, suas ideias são banalizadas. “Devemos lamentar essa desinformação?”, pergunta Jappe. “Quando li Marx pela primeira vez fiquei surpreendido por não ter ouvido falar dele nas escolas. Quando comecei a entender Marx, isso deixou de me surpreender.”
No caso de Debord, o entendimento de sua teoria vai muito além da constatação de ser ele um expoente das vanguardas artísticas, como os integrantes do seu grupo, A Internacional Situacionista, que queria superar a própria arte através do detournement (desvio), ou mesmo da “teoria da deriva”, que se tornou famosa e, inclusive, foi aplicada nas escolas de urbanismo em todo o mundo. Detournement seria, então, um procedimento utilizado na maioria de suas obras, inclusive em A Sociedade do Espetáculo, que consistiria na utilização de imagens retiradas de filmes variados, documentários históricos, spots publicitários, que são compartilhados por textos lidos em off, dentro da concepção de que a arte tem um valor universal, não cabendo a privatização de seus elementos por direitos autorais.
Para ler o texto completo de Arlindenor Pedro, seguido do filme de Guy Debord clique aqui.

Noam Chomsky: de cientista provocador a guru

Noam Chomsky é, certamente, um dos intelectuais mais brilhantes do século XX. Suas ideias deram nova configuração a problemas clássicos da linguística e da psicologia. Fez importantes interferências nos debates de filosofias da mente, da linguagem e da ciência. Contribuiu significativamente para o estabelecimento dessa grande área científica a que hoje se dá o nome de Ciências Cognitivas. Envolveu-se em densos debates públicos com outros importantes intelectuais, como Piaget, Foucault, Quine e Putnam entre outros.
Quando suas ideias começaram a circular, houve quem as interpretasse como uma verdadeira revolução científica, nos termos de Thomas Kuhn. Talvez uma avaliação que pecou pelo excesso, considerando que não havia (como continua não havendo) um paradigma dominante nos estudos da linguagem verbal. O que Chomsky fez foi repor no centro do cenário da investigação científica da linguagem, da cognição e do cérebro uma perspectiva racionalista e inatista. Com isso, reformulou os problemas, estimulou novas direções investigativas e se pôs como contraponto a outros arcabouços teóricos. Nada disso, obviamente, é pouca coisa.
Além de cientista brilhante e provocador, Chomsky tem sido um intelectual engajadíssimo nas questões políticas contemporâneas. Tornou-se um crítico feroz do estamento militar-industrial-governamental dos EUA e da política externa de seu país. É hoje a personalidade mais destacada da chamada esquerda estadunidense e referência algo difusa dos muitos movimentos altermundialistas. Tornou-se guru de boa parte da esquerda mundial, apesar de seu credo político não ir muito além de uma retomada dos ideais políticos do Iluminismo, com alguns temperos socialistas libertários. Suas concepções políticas se centram no indivíduo – em seus direitos fundamentais e em sua liberdade. O que Chomsky faz é um reavivamento dos ideais políticos dos fundadores dos Estados Unidos. Nesse sentido, ele é, antes de tudo, um leitor radical da Declaração de Independência e da Constituição de seu país.
Para ler o artigo completo de Carlos Alberto Faraco clique aqui

Máximas de Woody Allen


Nascido no dia 1º de dezembro de 1935, Woody Allen desde pequeno já se envolvia no mundo do entretenimento. Aos 15 anos começou a escrever para colunas de jornais e programas de rádio. Ao mesmo tempo, frequentava a Universidade de Nova York, mas nunca chegou a se formar. Em 1964, Woody já era um respeitável comediante, tanto que um disco chamado Woody Allen, com as gravações de seus shows, foi indicado ao Prêmio Grammy. Sua primeira experiência cinematográfica aconteceu no ano seguinte, quando em uma dessas apresentações conquistou um produtor de cinema que o chamou para escrever e estrelar “O que é que há, gatinha?” Como diretor estreou em 1969, com "Um assaltante bem trapalhão", e de lá para cá foram mais de 30 filmes, mantendo uma média de um filme por ano. É um admirador confesso de Ingmar Bergman, Groucho Marx, Federico Fellini, Cole Porter e Anton Chekhov. Dirigindo, escrevendo e atuando a maioria de seus filmes, Woody Allen encarna, na maioria das vezes, um judeu nova-iorquino neurótico e fracassado. Com alguns filmes otimistas e outros nem tanto, o cineasta consegue repetir os temas sem parecer repetitivo. Além de comediante, diretor, roteirista e ator de cinema, Woody Allen toca clarinete semanalmente num bar de Nova York. Sua ligação com a música, principalmente com o Jazz, pode ser conferida em todos os seus filmes, dos quais é responsável também pela escolha da trilha sonora. Em 2002 participou, pela primeira vez, do Festival de Cannes, onde ganhou uma Palma de Ouro pelo conjunto de sua obra. É também autor de mais de uma dezena de livros. No Brasil são conhecidos os seguintes títulos: Fora de órbita, Cuca fundida e Sem plumas. Woody Allen se descreve da seguinte maneira "As pessoas sempre se enganam em duas coisas sobre mim: pensam que sou um intelectual (porque uso óculos) e que sou um artista (porque meus filmes sempre perdem dinheiro)".

Se quer divertir-se com seu humor, leia as frases abaixo:



As vantagens do nudismo saltam aos olhos.
 
Morrer é como dormir, mas sem levantar-se para fazer xixi.
A inatividade sexual é perigosa e pode produzir cornos.

Hoje em dia a fidelidade só se vê em equipamento de som.  O negócio mais exposto a quebra é a venda de cristaleiras.

Alguns casamentos acabam bem, outros duram a vida toda.  O casamento é como a caderneta de poupança, de tanto por e tirar perdem-se os rendimentos.

Quando tudo sobe, o que baixa é a roupa íntima.  Faça o bem sem olhar a quem.

É curioso chamar-se sexo oral a uma prática em que o que não se pode fazer é falar.  O mágico fez um gesto e desapareceu a fome, fez outro e desapareceu a injustiça, fez um terceiro e desapareceram as guerras. O político fez um gesto e desapareceu o mágico.

A realidade é chata, mas ainda é o único lugar onde se pode comer um bom bife. 
A vocação de um político de carreira é fazer de cada solução um problema.

Às vezes me perguntam por que trabalho tanto. É porque, quando ficar velho, quero pôr meus pais num asilo. 
Certa vez tomei a atitude política mais firme da minha vida: passei 24 horas sem comer uvas.

Certo dia, atrasei-me ao voltar da escola e meus pais pensaram que eu havia sido sequestrado. E aí entraram imediatamente em ação: alugaram meu quarto. 
Como posso acreditar em Deus se, na semana passada, prendi a língua no rolo de minha máquina de escrever?

Discordo de Freud. Não acho que a inveja do pênis seja exclusiva das mulheres. 
Deus não existe e, se existe, não é muito confiável.

É agradável, de tempos em tempos, tentar imaginar o que teria sido a existência se Deus tivesse conseguido um orçamento e roteirista melhores. 
E se tudo for uma ilusão e nada existir? Nesse caso, não há dúvida de que paguei demais por aquele carpete novo.

Em Viena, em 1906, por cinco dólares você podia ser analisado pelo próprio Freud. Por dez dólares, Freud deixaria que você o analisasse. E, por quinze dólares, ele não apenas o analisaria como passaria suas calças a ferro. 
Eu detestaria concluir que, sem Deus, a vida não teria sentido e, depois de dar um tiro nos miolos, ler no jornal no dia seguinte que Ele foi encontrado.

Eu e minha mulher ficamos na dúvida entre tirar férias ou nos divorciarmos. Optamos pela segunda hipótese. Duas semanas no Caribe podem ser divertidas, mas um divórcio dura para sempre. 
Eu era muito jovem para ter um carro. Então transava com as moças no banco de trás de minha bicicleta.

Faço análise há trinta anos e a única frase inteligente que já ouvi do meu analista é a de que preciso de tratamento. 
Finalmente tive um orgasmo. Mas o médico me disse que era do tipo errado.

Fiz um curso de leitura dinâmica e li "Guerra e Paz" em vinte minutos. Tem a ver com a Rússia. 
Fui criado na velha tradição judaica: nunca me casar com uma mulher gentia, nunca me barbear aos sábados e, principalmente, nunca barbear uma mulher gentia aos sábados.

Há uma lei em Nova Iorque segundo a qual só se concede um divórcio no caso de adultério de um dos cônjuges. Bem, eu me ofereci para a tarefa. 
Juro que não sabia que Hitler era nazista. Durante muito tempo pensei que ele trabalhasse para a companhia telefônica.

Mais do que em qualquer outra época, estamos numa encruzilhada. Um dos caminhos leva à catástrofe e ao mais terrível desespero. O outro leva à extinção total. Vamos rezar para que façamos a escolha certa. 
Meu pai trabalhou na mesma empresa durante doze anos. Eles o demitiram e o substituíram por uma maquininha deste tamanho, que faz tudo o que o meu pai fazia, só que muito melhor. O deprimente é que minha mãe também comprou uma igual.

Meus pais não tinham dinheiro para me comprar um cachorro. Então me levaram a uma loja de animais e me compraram uma pulga. Eu a chamava de Manchinha. 
Meus reflexos não são muito bons. Certa vez fui atropelado por um carro que estava sendo empurrado por dois sujeitos.

Minha primeira mulher era muito infantil quando nos casamos. Um dia, eu estava tomando banho na banheira e ela afundou todos os meus barquinhos sem o menor motivo. 
Minhas notas na escola variaram de abaixo da média a abaixo de zero. Fui reprovado no exame de Metafísica. O professor me acusou de estar olhando para a alma do rapaz sentado ao meu lado.

Na Califórnia não se joga o lixo fora. Eles o reciclam na forma de programas de TV. 
Não apenas Deus não existe, como tente encontrar um encanador num fim de semana.

Não despreze a masturbação - é fazer sexo com a pessoa que você mais ama. 
Não que eu esteja com medo de morrer. Eu só não queria estar lá quando isso acontecesse.

O crime organizado na América rende 40 bilhões de dólares. É muito dinheiro, principalmente quando se considera que a Máfia quase não tem despesas de escritório. 
O mundo se divide em pessoas boas e pessoas más. As pessoas boas têm um sono tranquilo. As pessoas más se divertem muito mais.

Por que Deus não fala comigo? Se Ele pelo menos tossisse! 
Por que escovar os dentes quatro vezes ao dia e fazer sexo duas vezes por semana? Por que não o contrário?

Quando comecei a escrever, tentei vender a história de minha vida sexual para uma editora. Eles a compraram e a transformaram num joguinho de armar para crianças. 
Quando eu era pequeno, meus pais descobriram que eu tinha tendências masoquistas. Aí passaram a me bater todo dia, para ver se eu parava com aquilo.

Se Deus existe, por que Ele não me dá um sinal de Sua existência? Como, por exemplo, abrir uma bela conta em meu nome num banco suíço. 
Se eu acho que sexo é sacanagem? Só quando é bem feito.

Sempre achei que iria levar anos para fracassar da noite para o dia. 
Todas as minhas tentativas de suicídio foram um fiasco. Eu vivia abrindo as janelas e fechando o gás.

Você pode viver até os cem anos se abandonar todas as coisas que fazem com que você queira viver até os cem anos. 
A única coisa que lamento na vida é que não sou outra pessoa qualquer.

Não posso escutar muito Wagner. Fico com vontade de invadir a Polônia. 
Na maioria das vezes, sinto-me decepcionado com meus filmes.

Sexo é a coisa mais divertida que eu já fiz sem rir.

As bailarinas de Xangai

Um bailado de espantosa beleza e graciosidade, sustentado pela performance maravilhosa de seus integrantes. Veja no vídeo aqui

Michel Foucault, o Jornal Nacional e a Chevron

Michel Foucault inicia seu extraordinário livro Arqueologia do Saber (1969) questionando algumas identidades fixas que orientam as nossas vidas, na suposição de que elas sejam eternas e que sempre tenhamexistido. O que é o sujeito? O que é uma pessoa, com sua identidade de gênero, étnica, econômica? Existe alguém que seja ele mesmo, uma identidade fixa, definida?
Quem sou eu?
Este é, pois, o primeiro axioma: não existe sujeito integralmente ele mesmo.
Somos muitos, com algumas tendências que prevalecem através das quais me fazem pensar ser eu mesmo um comunista, um poeta, um professor, um homem, um brasileiro, mineiro, com uma biografia marcada pela pobreza e pela ação solidária e socialista de minha mãe, que tem 15 filhos e que isso e isso e isso. Percebo-me a partir desses viveres que vivi, embora não sejam de forma alguma isolados, apenas meus, mas também de muitas outras pessoas: milhares, milhões, bilhões.
E eis que chego ao segundo axioma: eu não sou eu mesmo, mas um arquivo de experiências de vidas, inclusive de vidas antípodas das que acredito ser eu mesmo. Eu sou também ditador, torturador, indiferente, cínico, assassino.
Para ler o texto completo de Luís Eustáquio Soares clique aqui

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Goldman Sachs: como criar uma crise e governar o mundo

O banco de investimentos Goldman Sachs conseguiu uma façanha pouco frequente na história política mundial: colocar os seus homens na direção dos governos europeus e do banco que rege os destinos das políticas económicas da União Europeia.
Para ler o artigo completo de Eduardo Febbro clique aqui

sábado, 19 de novembro de 2011

Ela está viva…Bonita…Finita…Ferida…Podendo morrer


Esta é uma tentativa, não comercial, de destacar o fato de que líderes mundiais, grandes corporações irresponsáveis e consumidores alienados estão contribuindo para destruir a vida na Terra. Este vídeo é dedicado a todos aqueles que morreram lutando pela sobrevivência do planeta e àqueles que, lutando pela mesma causa, estão hoje colocando suas vidas em perigo. O vídeo foi produzido por Vivek Chauhan, junto com ecologistas que trabalham com a rede santuário da Ásia (www.sanctuaryasia.com ) e pode ser visto aqui

A era da grande concentração


Quem considera exagero classificar a nova safra de governantes do euro como prepostos das finanças contra a democracia; ou desdenha do emblema adotado pelos indignados norte-americanos ("nós, os 99% ") talvez mude de opinião diante da estatística revelada agora pela consultoria Wealthx, de Cingapura (http://www.wealthx.com/home/). 
A empresa sabe do que fala. A especialidade da WealthX é prestar serviços aos super-endinheirados do planeta, razão pela qual mapeou o calibre da clientela e concluiu: 185.759 endinheirados dos quatro continentes detém uma fortuna calculada em US$ 25 trilhões, nada menos que 40% do PIB mundial. O seleto clube comporta acentuada divisão interna de camarotes: o nível A é ocupado por 1. 235 mega-ricos que controlam uma dinheirama quase igual a dois PIBs brasileiros: US$ 4, 2 trilhões. Mas a 'desigualdade' entre as classes endinheiradas não é nada perto do abismo que o dinheiro escavou entre elas e os mais pobres. Para ler o artigo completo de Saul Leblon clique aqui

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A história das coisas

Este vídeo mostra os problemas sociais e ambientais criados como consequência do nosso hábito consumista, apresenta os problemas deste sistema e mostra como podemos revertê-lo, porque não foi sempre assim.
Veja-o aqui

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

É urgente destruir certas palavras - Eugénio de Andrade


É urgente destruir certas palavras,

ódio, solidão e crueldade,

alguns lamentos, muitas espadas.

É urgente inventar alegria,

multiplicar os beijos, as searas,

é urgente descobrir rosas e rios

e manhãs claras.

A violência na escola: algumas questões

Notícias sobre a violência na escola têm sido presença mais ou menos constante nos meios de comunicação social, não apenas protagonizadas por alunos mas também por encarregados de educação e outros intervenientes. Sabemos que, embora podendo existir discrepâncias entre a percepção e a realidade, o problema existe e tenderá, infelizmente, a agravar-se, ao ritmo do agravamento das tensões sociais, uma vez que estas se reflectem na vida escolar.
Na verdade, não são os computadores "Magalhães", os quadros electrónicos e toda a tecnologia que se crê necessária – e que eu não discuto, à partida – que constroem as relações humanas, base da escola e da educação. São a proximidade, a comunicação, o compromisso, a capacidade de cada um ser capaz de se sentir responsável pelo outro, sem esperar nada em troca.
É este "sem esperar nada em troca" que, nas sociedades actuais, cada vez mais individualistas e competitivas, parece impossível. Qualquer dia, sem nos darmos conta, mas sem termos feito tudo o que podíamos, a desumanidade tomará o primeiro lugar, em muitos contextos sociais, e também na escola. Agir é, assim, uma obrigação e uma urgência.
A resposta mais óbvia tem sido a de diminuir os efeitos, com maior vigilância, maior segurança, muros mais altos e maior policiamento. Não digo que isto não seja necessário mas devemos ir um pouco mais fundo, questionarmo-nos sobre algumas das razões dessa violência – presente, desde logo, na natureza humana, mas também na sociedade e na própria escola – procurando que a educação para os valores da paz e da convivência pacífica sejam uma preocupação permanente na qual todos se sintam implicados. Par ler o texto completo de Maria Rosa Afonso clique aqui

Infidelidade - Charge de Ivan Cabral


A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico


A parábola do taxista me faz pensar em como a vida dos ateus poderá ser dura num Brasil cada vez mais evangélico – ou cada vez mais neopentecostal, já que é esta a característica das igrejas evangélicas que mais crescem. O catolicismo – no mundo contemporâneo, bem sublinhado – mantém uma relação de tolerância com o ateísmo. Por várias razões. Entre elas, a de que é possível ser católico – e não praticante. O fato de você não frequentar a igreja nem pagar o dízimo não chama maior atenção no Brasil católico nem condena ninguém ao inferno. Outra razão importante é que o catolicismo está disseminado na cultura, entrelaçado a uma forma de ver o mundo que influencia inclusive os ateus. Ser ateu num país de maioria católica nunca ameaçou a convivência entre os vizinhos. Ou entre taxistas e passageiros.
Já com os evangélicos neopentecostais, caso das inúmeras igrejas que se multiplicam com nomes cada vez mais imaginativos pelas esquinas das grandes e das pequenas cidades, pelos sertões e pela floresta amazônica, o caso é diferente. E não faço aqui nenhum juízo de valor sobre a fé católica ou a dos neopentecostais. Cada um tem o direito de professar a fé que quiser – assim como a sua não fé. Meu interesse é tentar compreender como essa porção cada vez mais numerosa do país está mudando o modo de ver o mundo e o modo de se relacionar com a cultura. Está mudando a forma de ser brasileiro.
Para ler o texto completo de Eliane Brum clique aqui

terça-feira, 15 de novembro de 2011

MENSAGEM À VEJA.COM: Uma revista que não permite ver

Não é de hoje que os meios acadêmicos e profissionais reclamam da parcialidade da revista Veja. A imparcialidade, no entanto, se observada por uma óptica mesmo infantil, é um mito. Disso todo jornalista sabe também. O problema está em que, havendo no Brasil poucos veículos de comunicação de grande circulação, há poucas partes que são vistas, uma vez que a mídia sempre tende para um lado (inevitável e felizmente). A revista Veja conquistou grande respeito entre os brasileiros e em todo o mundo ao longo de sua história. Hoje é o quarto periódico mais lido no planeta, dona de um enorme crédito diante de faxineiras e megaempresários. Suas capas parecem querer contar uma história ilustrada do Brasil.
Década vai, década vem, as tecnologias da informação vão nos permitido, em seus avanços, circular informações, opiniões, sentidos, como um todo, em mídias diferentes. A revista Veja, seguindo uma tendência internacional, lançou blogues de seus principais colunistas e articulistas, entre eles Reinaldo Azevedo. O colunista vai sempre fundo em suas opiniões, com um estilo que agrada o leitor e o “compra” de graça.
Na sexta-feira (11/11), li um artigo no blogue do Reinaldo, chamado “Um manifesto dirigido às moças e aos moços livres das universidades brasileiras. A maioria silenciosa começa a dizer o que quer”. Título pomposo e cheio de recursos que evocam direita, esquerda e soa um tanto como homenagem ao filósofo Jean Baudrillard. Como cidadão para quem a editora Abril sempre liga, perguntando se eu desejo assinar alguma de suas revistas por ser um, segundo eles, “leitor diferenciado”, resolvi comentar a matéria.
Para ler o artigo completo de Phellipe Marcel da Silva Esteves clique aqui

Gerald Celente: Acabemos com esta farsa de democracia

Gerald Celente, nascido em 1946 e filho de emigrantes italianos, é um convidado frequente em todos os importantes talk-shows das grandes televisões americanas. Ele dirige uma empresa que se concentra na pesquisa de tendências. Apontando a terrível crise econômica que se abate de forma crescente nos EUA, é na União Europeia, segundo ele, que, provavelmente, as coisas serão piores. Na sua opinião, os cidadãos da União Europeia depressa vão descobrir como foram enganados pela UE. O seu dinheiro, as suas economias, os seus planos de pensão – tudo desapareceu. De repente, depósitos e apólices de seguro não passarão de meros papéis impressos e sem valor. Ricos apenas serão alguns políticos da UE e os que jogaram com o dinheiro de outros, mais aqueles que se garantiram contra a crise comprando ouro e prata. Celente não prevê apenas uma ou duas guerras, mas muitas, que já ninguém consegue travar por suas causas serem diferentes. Guerras entre diferentes camadas da população (no mesmo país, ou seja, pobres contra abastados), guerras de impostos contra governos que não param de os aumentar por estarem falidos; guerras étnicas num país ou entre países vizinhos; guerras civis; guerras por motivações religiosas; guerras territoriais (para conquistar terras aráveis). A lista é interminável. Ele afirma que, pela primeira vez, se tratarão de “guerras totais” em que todas as armas disponíveis serão utilizadas e sem quaisquer escrúpulos. Está convencido que por detrás de tudo isto existe uma mão que tudo controla. Não um poder superior religioso, mas uma oligarquia financeira que especula sobre a guerra e que vai fazer tudo para que as coisas se desenvolvam de uma dada maneira. Esta oligarquia lucra com a subida dos preços do petróleo e dos alimentos, faz tráfico de armas e, sobretudo, lucra com o colapso da bolha monetária. Porque, no fim de contas, quem paga é o cidadão comum, segundo Celente. Os grandes magnatas financeiros apenas ganham e ficam ainda mais ricos.

No vídeo a seguir ele discute como é impossível um modelo econômico sustentado num crescimento contínuo. Os bancos estão estilhaçando a economia e os banqueriros saindo-se muito bem da crise. Que democracias são estas que estão arrastando o mundo para o caos? Nesta  entrevista televisiva a uma TV norte-americana Gerald Celente denuncia a farsa desta democracia, classificando-a mesmo como “fascismo”. Vejam sua entrevista contundente no vídeo aqui

domingo, 13 de novembro de 2011

Busy (For me) - Aurea


Detentora de uma voz poderosa e cativante, apesar dos seus 22 anos, Aurea tomou de assalto as rádios com o single Busy (For Me). A jovem cantora portuguesa domina o top de vendas do iTunes português. Este tema faz parte do seu álbum de estreia. Aurea tem a voz do tamanho do mundo e a sua música também não conhece fronteiras. O seu talento para cantar é imenso. As influências desta cantora, proveniente de uma família que sempre teve ligações ao mundo da música, vão de Aretha Franklin a Joss Stone, passando por John Mayer e Amy Winehouse, estendendo-se a James Morrison e Zero 7. Vejam-na cantando Busy (For me) no vídeo aqui

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