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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Reencontros com Eduardo Coutinho


Como estão as pessoas retratadas dos documentários “Babilônia 2000”, “Edifício Master”, “Jogo de Cena”, “Moscou”, “As Canções” e “Últimas Conversas” dois anos após a morte do cineasta.
Para ler o texto completo de Anna Virginia Balloussier, Guilherme Genestreti e João Wainer clique aqui

segunda-feira, 10 de março de 2014

Cinco filmes de Eduardo Coutinho para ver na internet

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Uma câmera na mão, ideia na cabeça e uma pergunta no ar: o estilo que consagrou Eduardo Coutinho, um dos maiores documentaristas do Brasil, fica como a maior herança deste legítimo representante do cinema verdade.
De renome internacional, Coutinho se destacou pela sua forma “nua e crua” de documentar diálogos, abordagens e retratos dos mais diversos temas, em filmes como “Edifício Master”, “Jogo de Cena”, “Babilônia 2000”, “Peões”, “Santo Forte” e “Cabra Marcado para Morrer” –  sempre marcados pela espontaneidade das cenas, seja do entrevistado ou entrevistador.
Catraca Livre faz um apanhado de sua obra com  títulos desde o início da carreira, nos anos 60, até produções mais recentes… Confira a homenagem clicando aqui

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

EDUARDO COUTINHO (1933-2014): Um humanista radical, em constante reinvenção

A notícia golpeia e atordoa: Eduardo Coutinho morto a facadas, provavelmente pelo próprio filho. O que fazer diante dessa tragédia, senão silenciar em sinal de respeito ao mistério do mundo?
Sobre o homem que o Brasil perde, há muito, no entanto, para falar. Eduardo Coutinho, nascido em São Paulo, teve suas incursões pelo cinema de ficção. No entanto, é no documentário que se destaca como o mais importante cultor do gênero no País e um dos grandes do mundo.
Difícil dizer qual o ponto alto da carreira de Coutinho, tantos foram eles. Mas uma aposta segura pode ser feita em Cabra Marcado para Morrer, filme que define toda uma época, do início da ditadura até a abertura política.
De fato, Cabra começa como documentário romanceado sobre a morte do líder camponês João Pedro Teixeira, assassinado em 1962. A produção é interrompida com o golpe de 1964 e a família Teixeira, que dela participava, cai na clandestinidade, inclusive a viúva, dona Elizabeth Teixeira. O filme será retomado em 1984, já nos estertores da ditadura, com Coutinho saindo à procura de Elizabeth, que será localizada no Rio Grande do Norte, onde vivia incógnita. Cabra Marcado para Morrer une, assim, duas pontas da história brasileira, o começo e o fim do regime de exceção, devolvendo a dona Elizabeth uma simbólica carta de cidadania que havia lhe sido roubada pelo golpe.
Mas como falar de Coutinho sem evocar a magnífica fase de títulos tão extraordinários como Santo Forte. Babilônia 2000 e Edifício Master
Para ler o texto completo de Luiz Zanin Oricchio clique aqui
Leia o texto "Mestre absoluto, cineasta ainda poderia chegar muito longede Inácio Araujo clicando aqui

terça-feira, 29 de outubro de 2013

"Se o público cheirar documentário, ele foge", diz o cineasta Eduardo Coutinho

Aos 80 anos, Eduardo Coutinho é uma verdadeira estrela na Mostra de São Paulo. Nas telas, seu trabalho no cinema ganha uma respeitada retrospectiva --desde curtas aos longas ficcionais mais raros, como "O Homem que Comprou o Mundo" (1968) e "Faustão" (1970), e das reportagens para o "Globo Repórter" aos documentários clássicos, como "Edifício Master" (2002) e "Jogo de Cena" (2007). As críticas de cinema, escritas para o "Jornal do Brasil" entre 1973 e 1974, também foram organizadas pela Cosac Naify, junto com ensaios sobre seus filmes e entrevistas, e integram o livro que leva seu nome.
A oportunidade de dar um mergulho em uma filmografia rica e incomum é sedutora para qualquer cinéfilo, menos para Coutinho. "Eu nunca revejo meus filmes. Acho obsceno, me sinto mal", disse o diretor ao UOL. "Quando apresento um filme, vejo se o som está bom e vou embora. Às vezes, eu vou a sessões e fico atrás da cortina, vendo a reação das pessoas. Quando há pessoas..."
Para ler o texto completo de Tiago Dias clique aqui

sábado, 20 de julho de 2013

O cinema segundo Eduardo Coutinho

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Este é, para todos os efeitos, o ano de Eduardo Coutinho. Aos 80 anos, o cineasta vive seu apogeu de produtividade e prestígio. Enquanto prepara um novo documentário, foi uma das estrelas maiores da recente Festa Literária de Paraty (Flip) e será homenageado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em outubro, quando virá à luz um grande livro coletivo a seu respeito.
Sua entrevista na Flip, conduzida pelo diretor e montador Eduardo Escorel, seu velho amigo e parceiro, está inteira no YouTube.
Uma espécie de versão compacta do futuro livro acaba de ser publicada pela editora Cosac Naify, com organização de Milton Ohata. No pequeno e precioso volume, intitulado O olhar no documentário, há textos do próprio Coutinho, essenciais para quem quer conhecer sua visão do cinema e da vida.
Para ler o texto completo de José Geraldo Couto clique aqui

sábado, 1 de junho de 2013

EDUARDO COUTINHO: Imagem, prazer e ousadia

Eduardo Coutinho é um dos nossos cineastas mais ativos, mais respeitados, premiados e independente. Veterano jornalista e profissional de tevê, ele encarna a nossa mídia, é seu ícone. Uma de suas obras mais recentes é um documentário de 19 horas, repito 19 horas – um retrato arrasador da tevê brasileira exibido uma única vez numa mostra de cinema para 300 privilegiados espectadores numa versão de apenas 91 minutos.
Diretor de mais de 25 documentários, entre seus principais filmes estão Cabra Marcado para Morrer, Santo Forte, Babilônia 2000 e Edifício Master. Foi roteirista de filmes de ficção e integrou a equipe do Globo Repórter. Crítico atento da qualidade da programação e dos problemas estruturais da radiodifusão, Coutinho é autor do filme Um dia na vida, inédito no circuito comercial por conta de problemas de direitos autorais. A obra é uma compilação em 90 minutos de 19 horas da programação televisiva brasileira com cenas de jornais, novelas, programas de auditório, televendas e proselitismo religioso.
Antes do debate no estúdio, em editorial Dines classificou Eduardo Coutinho como “uma figura extraordinária, uma das vozes mais críticas da cultura nacional”. Para Dines, a postura crítica do cineasta incomoda, mas Coutinho não se deixa abalar. “Eduardo Coutinho é um dos nossos cineastas mais ativos, mais respeitados, premiados e independentes. Veterano jornalista e profissional de TV, ele encarna a nossa mídia, é seu ícone”, disse Dines (ver íntegra abaixo).
Coutinho explicou que a sua ideia inicial ao fazer Um dia na vida era falar sobre um assunto que o incomoda: o plágio no jornal impresso. Por sugestão de um amigo, decidiu focar na televisão. “Nós gravamos 19 horas mudando de um canal para outro. Quando escolhia um, não podia dar o outro no mesmo horário. E ficamos com um panorama de um dia comum, que não teve futebol, não teve nada. Então, fizemos uma edição [do material] que o diretor Leon Cakoff topou incluir no programa [do Festival É Tudo Verdade, em 2010]”. Um advogado orientou o cineasta a exibir o filme apenas em sessões gratuitas e a não divulgar os horários em que seria apresentado para evitar possíveis processos.
O diretor acredita que as emissoras de televisão não processariam a Videofilmes, empresa que produziu a obra, mas poderia haver problemas com as dezenas de pessoas que aparecem nas imagens. Para poupar a produtora de penas envolvendo dinheiro, Coutinho decidiu não exibir o filme para grandes plateias. “Hoje, o direito à imagem tornou-se uma mercadoria, até no mal sentido da palavra”, disse Coutinho. O cineasta contou que mesmo que a produtora saísse vitoriosa seria preciso pagar os advogados, o que implica um custo de pelo menos 10 mil reais a cada processo.
Para ler o texto completo de Lilia Diniz clique aqui

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