segunda-feira, 15 de agosto de 2022

"Iemandite" - Leonor Scliar-Cabral


 


Iemandite

 

 

 



Emerge em névoa e balança os seios


e sobre a espuma a flotar em flocos


repete múrmura ao seu amante:


Vem, meu amado.




conduz-me firme, a cintura e cinge,


mistura o sémen ao sal e às algas


e ao vai-e-vem em transporte singra,


mar que me afoga




Morrer eu quero, morrer de amor,


cavalgando corcéis fogosos,


colhendo salvas recém jogadas


como oferenda




por quem da praia lançou-me rosas.


O espinho sangra e os deuses choram.


Serão eternas tão breves as ondas


e o seu marulho.



Leonor Scliar-Cabral

 


Brasil (Porto Alegre) 1929


O que precisamos aprender com André Janones

 





Ele é um outsider na elite política; por isso, alguns na esquerda o subestimam. Mas em suas falas há saídas para os três grandes problemas da campanha Lula: salto alto, esquecimento da “pauta do povo” e ausência de apelo à mobilização popular. Para ler o texto de Antonio Martins clique aqui


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Nós não somos a primeira civilização a colapsar, mas provavelmente seremos a última

 





"Os restos arqueológicos das civilizações passadas são sóbrias lembranças do nosso destino", escreve Chris Hedges. Para ler seu texto clique aqui


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Susana Cala: "Domingo"

 



Para assistir à interpretação de "Domingo" na voz de Susana Cala clique no vídeo aqui

HUMOR - Identidade secreta

 




Nem sempre coisas que nunca foram vistas dividindo um mesmo espaço quer dizer que algo está sendo escondido. Sabe o que também nunca estiveram juntos no mesmo lugar? Eu e minha vontade de trabalhar. O Romero Britto e o bom senso. Seu cartão de crédito e o limite. Minha prima e o TCC dela pronto. Divirta-se clicando aqui

Navegando pelo cinema





 "Pegando a Estrada"



São poucos os filmes, como acontece em “Pegando a Estrada”, que se definem por uma breve fala logo no início, lânguida, porém carregada de inquietação: estamos sendo seguidos. Estamos, registre-se, deslizando numa estrada a oeste de Teerã, a caminho de algum lugar, indefinido, que se revela como zona fronteiriça, possivelmente com a Turquia. Para ler o texto de João Lanari Bo clique aqui








 "Crimes of the future"




Podemos perceber em alguns autores veteranos uma tendência a trazer uma reflexão mais explícita sobre o corpo envelhecido, à medida que o peso da idade traz, cada vez mais, uma mudança na maneira como nos comportamos ou sentimos o mundo, devido a insuficiências crescentes. Pedro Almodóvar fez um filme sobre suas doenças em Dor e Glória; Clint Eastwood vem abordando o peso do envelhecer desde pelo menos os anos 1980, mas isso fica ainda mais explícito no mais recente Cry macho – o caminho para a redenção; Jean-Claude Brisseau preferiu aprofundar suas reflexões entre o corpo e o espírito em Que le diable nous emporte; Martin Scorsese usa as novas tecnologias para trabalhar o rejuvenescimento dos corpos (nem sempre com sucesso) em O irlandês; e agora temos o retorno de David Cronenberg, abordando, à sua maneira, as transformações no corpo, especialmente ao apresentar um protagonista tão frágil, vivido pelo ator com quem ele mais trabalhou, Viggo Mortensen. Pra ler o texto de Ailton Monteiro clique aqui








FILME INTEGRAL - "O Pagador de Promessas" (1962), de Anselmo Duarte 



Zé do Burro vive com Rosa, sua mulher, numa pequena propriedade perto de Salvador. Um dia, seu burro é atingido por um raio. Em um terreiro de candomblé, ele faz uma promessa a Santa Bárbara para salvar o animal, que se recupera. Para cumprir sua palavra, Zé doa metade de seu sítio e segue a pé para a capital baiana, carregando uma enorme cruz de madeira. Na cidade, Rosa se apaixona por um cafetão, e padre Olavo, responsável pela igreja de Santa Bárbara, não deixa que Zé entre no templo porque a promessa foi feita em um terreiro de candomblé. O filme é uma adaptação da peça teatral homônima escrita em 1959 por Dias Gomes. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, é até hoje o único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro, prêmio máximo do Festival de Cannes. Para assistir ao filme (1:31:25)clique no vídeo aqui


Caminhos da arte

 





Edyr Augusto: prosa feroz à altura das urgências do presente




É da realidade que fala a ficção de Edyr Augusto: da deterioração da vida nas metrópoles; da aliança firmada entre o crime, o dinheiro e a política; do sexo e da morte. Uma prosa feroz, à altura das urgências do presente. Para ler o texto de Ruan de Sousa Gabriel clique aqui








Os impressionantes desenhos hiper-realistas de Cathy Sheeter 




Muitos não podem acreditar que a arte animal altamente realista de Cathy Sheeter é criada apenas arranhando uma placa revestida de tinta, mas é exatamente assim que ela faz. Ela trabalha usando o incrível Scratchboard, que ajuda a dar vida às suas criações de uma maneira que nenhum outro meio pode. Este é um meio único, pois é subtrativo. Ela começa com uma placa revestida de tinta preta sólida e raspa a tinta com ferramentas afiadas para revelar uma camada de argila branca que está sob a tinta. Quanto mais ela arranhar, mais clara essa área ficará, permitindo que ela crie uma gama de tons. Às vezes, ela aplica tinta transparente sobre os arranhões para criar imagens coloridas. Ela cria animais em scratchboard há quase duas décadas, mas ainda acha emocionante quando um novo trabalho começa a ganhar vida. Então, embora possa ser difícil de acreditar, cada cabelo, ponto e covinha é riscado à mão – seus trabalhos não são fotografias! Grandes obras podem levar muitos meses para serem concluídas, e até mesmo as menores podem levar muitas horas. Confira uma seleção de seu incrível trabalho clicando aqui





Grupo de dança feminina surpreende no Arab's Got Talent 



Para assistir clique aqui


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