terça-feira, 12 de novembro de 2019

Como o golpe na Bolívia abriu caminho para um oportunista de extrema direita


Era difícil imaginar, apenas um mês atrás, que a Bolívia chegaria a meados de novembro sem saber quem comanda o país oficialmente e com o poder na prática nas mãos de militares e policiais. Após manobrar para atropelar a Constituição que ele mesmo promulgou e o resultado de um referendo popular que lhe negou a quarta candidatura consecutiva, Evo Morales era amplo favorito a conquistar mais um mandato.
Hoje, Evo é ex-presidente deposto e a Bolívia vive um vácuo de poder após a renúncia de todos os seus sucessores imediatos na linha definida pela Constituição. O próprio Evo nem está mais em seu país: voou ontem para o México, onde o presidente Andrés Manuel López Obrador concedeu-lhe asilo político diante das ameaças de morte que recebeu. 
Para ler o texto de Lucas Berti e Maurício Brum clique aqui
Leia "Quem é Luis Fernando Camacho, o 'Bolsonaro boliviano' que despontou em meio à renúncia de Evo" de Boris Miranda clicando aqui
Leia "Por que Evo Morales renunciou à Presidência da Bolívia? 5 pontos-chave que explicam a decisão" de Abraham Zamorano e Boris Miranda clicando aqui
Leia "A onda fanática que ascende com a direita" de Bruno Raikdal Lima clicando aqui
Leia "A extrema direita tem uma utopia. Conservadores e sociais-democratas não têm nenhuma" Entrevista com Carolin Emcke clicando aqui

LUKA SULIC - "Thunderstruck"

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Para assistir à interpretação de "Thunderstruck" por LUKA SULIC clique no vídeo aqui

Digitalização, política e inteligência artificial

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“A onipresença do digital está destruindo os tecidos de confiança que mantiveram o conjunto social unido, mas a uma velocidade tal que instituições e tomadores de decisão não conseguem se adaptar. Sendo assim, é pouco o que podem fazer para repará-los. Essas dinâmicas nos conduzem a um futuro que será marcado por uma estrutura tecnológica com capacidades potencialmente absolutas, que precisam ser humanizadas”. 
Para ler o texto de Enzo Giraldi, coordenador do grupo Cibersociedade, Ciberdefesa, Cibersegurança, Proteção de Dados Pessoais (C3PD), da Universidade Nacional de San Martín (UNSAM) clique aqui

Leia "Padrão de consumo atual dos ricos é insustentável para o planeta" de Marcio Pochmannn clicando aqui

Leia "Já ultrapassamos o número de habitantes que o planeta suporta. E agora?" de Bruno Versiani dos Anjos clicando aqui

Yuval Harari: Tecnologia deu aos humanos poderes divinos, e isso é perigoso

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O ser humano está mais próximo de se tornar Deus, por ter um poder gigantesco nas mãos graças à tecnologia, e não necessariamente sabemos lidar com isso. Foi o que disse o historiador e filósofo israelense Yuval Harari, autor dos best seller "Sapiens", "Homo Deus" e "21 Lições para o Século 21", em entrevista que pode ser lida clicando aqui

Angola: a palavra na canção e a emancipação da cultura popular face ao imperialismo

Fotografia de Alexandre Nobre. Arquivo da Rádio Nacional de Angola. Para o documentário Dipanda'75.

Esta segunda-feira faz 44 anos que Angola se tornou independente. Soraia Simões de Andrade reflete sobre o papel da canção no processo de emancipação da cultura popular deste país nos anos entre 1961 e 1975. 
Para ler seu texto clique aqui

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

"Desejo" - Maria Teresa Horta

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Desejo

E se abres os olhos
de manhã
sobre o cansaço morno
dos meus olhos

desfazes o sono
sobre a lã
da sede do meu corpo
que tu colhes

Dos nossos flancos misturados
já se evita então
e tu bem sabes

a calma   a lassidão   e a ternura
que depois de tudo isso
nos invade.

Maria Teresa Horta


Perry Anderson: No Brasil, os segredos de um golpe de Estado judiciário

Fotografia: Perry Anderson/Flickr

A destituição de Dilma em 2016, o processo mediatizado e a prisão do favorito à eleição presidencial fundaram-se no mesmo motivo: a luta contra a corrupção. Muitos observadores aprovaram este afastamento dado em nome da justiça republicana. Antes de perceberem que se tratava de um golpe de Estado judiciário que acabou por beneficiar a extrema-direita. 
Para ler o texto de Perry Anderson clique aqui

Leia "Lula está livre. E agora?" de Talita Bedinelli clicando aqui

Leia "Lula "livre": três cenários e uma suspeitade Mauro Luis Iasi clicando aqui

Leia "Lula desequilibra o jogo. Craque é craquede Ricardo Cappelli clicando aqui

Leia "Livre, Lula faz sombra em Bolsonaro, que finge ignorá-lode  Leonardo Sakamoto clicando aqui

Leia "Ato anti-Lulade Gavin Adams clicando aqui

Leia "Rota do crime: polícia ignorou registro de segundo carro clonado no dia do assassinato de Mariellede Marina Lang clicando aqui

Leia "O diagnóstico de Guedes de que o crescimento da economia é baixo porque o Estado está inchado não se sustenta" Entrevista com José Luis Oreiro clicando aqui

Leia "Liberalismo fora do lugarde Bruno Cava clicando aqui

Leia "A muleta política neoliberalde José de Souza Martins clicando aqui

Leia "Elite brasileira costuma achar que é democrata, mas não gosta de povode Marcos Coimbra clicando aqui

Leia "Entre 'boas intenções' e desfavores: a gestão de Weintraubde  Diego Santos Vieira de Jesus clicando aqui

Leia "Livro faz mergulho profundo e nada em saudáveis provocações da Economia Políticade Gilberto Maringoni clicando aqui

Leia "De olho no STF, governo goiano e indústria do amianto jogam pesado para retomar atividadesde Caio de Freitas Paes clicando aqui

Leia "Guia alimentar do Brasil completa 5 anos de resistênciade João Peres clicando aqui

Thoreau e Onfray: trilhas de dois desobedientes

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No dia 12 de julho de 2017, completaram-se cem anos do nascimento de Henry David Thoreau. Figura central do ensaísmo e da escrita americana, a ocasião do aniversário provocou notas e estudos, dentro de um campo já saturado. Após a Segunda Guerra Mundial, sua figura se inscreveu cada vez com maior força como influência central do movimento beat e do movimento hippie, com dois textos essenciais: Walden, livro que narra a sua vida em uma lagoa ou pequeno lago de Concord e um texto que acabou se chamando Desobediência Civil, no qual levantava a necessidade, por exemplo, de parar de pagar impostos, caso haja total desacordo com alguma medida do governo em exercício.
Para ler o texto de Elvio E. Gandolfo clique aqui

Leia "Para filósofo Yuval Harari, tecnologia do século 21 testará relevância dos seres humanos" clicando aqui

Leia "Organizadores de dados: a face oculta da inteligência artificial" de Gabriela Martínez clicando aqui

Leia "A China lança o plano de desenvolvimento do 6G: o novo desafio tecnológico já começou" de Marco Cimminella clicando aqui

Leia "A crise climática é mais grave e urgente do que dizem os meios de comunicação e os cientistas" de César Rodríguez Garavito clicando aqui

Leia "América Latina: a ultradireita contra-ataca" de Antonio Martins clicando aqui

Leia "Conheça quais são os atores de direita no Golpe de Estado contra Morales na Bolívia" de Stella Calloni clicando aqui

Leia "Como Bolsonaro, oposição da Bolívia usou robôs e milícias digitais para efetivar golpe" de Victor Farinelli clicando aqui

Leia "Cinco lições do golpe na Bolívia que as forças sociais e políticas populares deveriam aprender" de Atilo A. Boron clicando aqui

Leia "Aliança de esquerda na Argentina celebra Fernández e Lula à sombra da crise na Bolívia" de Federico Rivas Molina clicando aqui

Leia "Equador: passada a revolta popular, governo endurece" de Luiza Mançano clicando aqui

Leia "Celebrar a liberdade com ou sem conciliação?" de Léa Maria Aarão Reis clicando aqui

Paula Toller - "Céu Azul"

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Para assistir à interpretação de "Céu Azul" na voz de Paula Toller clique no vídeo aqui

A descolonização do gênero. Uma perspectiva antropológica

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"O estabelecimento de uma perspectiva decolonial em relação às questões de gênero deve ser intrínseco a qualquer formação antropológica e acadêmica em geral, e principalmente de Nossa América, sendo especialmente sensível às dificuldades que os grupos subalternos enfrentam constantemente diante de um sistema capitalista, opressor e excludente". 
Para ler o texto da antropóloga Ivel Urbina clique aqui

Um psiquiatra para os geopolíticos

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“A recusa dos povos equatorianos em se deixar ser utilizados pelo governo de Lenín Moreno ou pelo ex-presidente Rafael Correa, fala dessa nova maneira de se posicionar no mundo. Não aceitam que alguns dos lados políticos se beneficiem de suas lutas, o que revela maturidade e aprendizado”. 
Para ler o texto de Raúl Zibechi clique aqui

As bibliotecárias que entregavam livros a cavalo no interior dos Estados Unidos


Na década de 1930, auge da crise econômica americana conhecida como “Grande Depressão”, muitas pessoas que viviam em regiões afastadas nos Estados Unidos tinham muito pouco acesso a empregos, bem como poucas oportunidades de dar uma boa educação para seus filhos.
No Kentucky, um estado da região sudeste do país, comunidades isoladas nas montanhosas só conseguiam acesso à livros e outros materiais de leitura de uma única maneira: bibliotecárias a cavalo. 
Para ler o texto completo clique aqui

domingo, 10 de novembro de 2019

"Couraçado Potemkin" - Jorge de Sena

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Couraçado Potemkin
Entre a esquadra que aclama
o couraçado passa.
Depois da fila interminável que se alonga
sobre o molhe recurvo na água parda,
depois do carro de criança
descendo a escadaria,
e da mulher de lunetas que abre a boca em gritos mudos,
o couraçado passa.
A caminho da eternidade. Mas
foi isso há muito tempo, no Mar Negro.
Nos cais do mundo, olhando o horizonte,
as multidões dispersas
esperam ver surgir as chaminés antigas,
aquele bojo de aço e ferro velho.
Como os vermes na carne podre que
os marinheiros não quiseram comer,
acotovelam-se sórdidas na sua miséria,
esperando o couraçado.
Uns morrem, outros vendem-se,
outros conformam-se e esquecem e outros são
assassinados, torturados, presos.
Às vezes a polícia passa entre as multidões,
e leva alguns nos carros celulares.
Mas há sempre outra gente olhando os longes, a ver se o
fumo sobe na distância e vem
trazendo até ao cais o couraçado.
Como ele tarda. Como se demora.
A multidão nem mesmo sonha já
que o couraçado passe
entre a esquadra que aclama.
Apenas, com firmeza, com paciência, aguarda
que o couraçado volte do cruzeiro,
venha atracar no cais.
Mas mesmo que ninguém o aguarde já,
o couraçado há-de chegar. Não há
remédio, fuga, rezas, esconjuros,
que possam impedi-lo de atracar.
Há-de vir e virá. Tenho a certeza
como de nada mais. O couraçado
virá e passará
entre a esquadra que o aclama.
Partiu há muito tempo. Era em Odessa,
no Mar Negro. Deu a volta ao mundo.
O mundo é vasto e vário e dividido, e os mares
são largos.
Fechem os olhos,
cerrem fileiras,
o couraçado vem.
Jorge de Sena (1919-1978)

Em 1905 eclode um motim a bordo do Couraçado Potemkin, o principal encouraçado russo. Fato passou quase despercebido na Rússia, mas adquiriu patamar de mito ao ser retratado no filme “O Couraçado Potemkin” por Serguei Eisenstein, um dos maiores diretores da história do cinema.
Se desejar saber mais sobre o que foi essa revolta leia o texto de Max Altman clicando aqui

Para a imprensa 'isenta', vale tudo: do lavajatismo cego ao tapa na cara

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Alguns jornalistas brasileiros entraram em parafuso após as primeiras publicações da Vaza Jato. De repente, um veículo pequeno e independente revelou ao país não apenas um conluio político entre parte do judiciário e do Ministério Público, mas a vassalagem de parte do jornalismo mainstream brasileiro. Ficou escancarado que as arbitrariedades da Lava Jato e os seus sucessivos ataques à Constituição não seriam possíveis sem a cobertura dócil dos grandes meios de comunicação, que ajudaram a impulsioná-la e acabaram se tornando reféns da sua popularidade. Os jornalistas lavajatistas passaram anos comprando acriticamente as versões oficiais, tolerando ilegalidades flagrantes e transformando maus funcionários públicos em heróis nacionais. Prestaram um serviço de assessoria de imprensa que foi fundamental para transformar uma operação policial na maior força política do país. A Vaza Jato jogou luz sobre esse mau jornalismo. 
Para ler o texto de João Filho clique aqui

Leia "Lula provoca Bolsonaro e marca posição como seu maior rival" de Carla Jiménez e Diogo Magri clicando aqui

Leia "Lula convoca campo progressista para reconstruir a nação" de Mariana Serafini clicando aqui

Leia "Agora libertem a democracia brasileira!" de Renata Peixoto de Oliveira clicando aqui

Leia "Autoridades Autoritárias: Arbítrio Para Si, Regra Para Outros Governos" de Fernando Nogueira da Costa clicando aqui

Leia "Réquiem pelo pré-sal" de Luiz Alberto Gomez de Souza clicando aqui

Leia "Fábio Konder Comparato: O Poder Judiciário no Brasil" clicando aqui

Ana Prestes explica o golpe de estado na Bolívia

Presidente da Bolívia, Evo Morales

Golpe. A onda de restauração conservadora chegou na Bolívia. Não de forma muito diferente de como tem se manifestado na América Latina desde o Golpe em Honduras em 2009, mas com um componente de violência acentuado. Não se trata de um golpe jurídico parlamentar como se deu no Paraguai e no Brasil, tem mais semelhança com a onda de violência e desestabilização que abalou a Nicarágua em 2018 ou com a tentativa de sequestro de Correa, no Equador em 2012 ou ainda com o golpe de 2002 na Venezuela, quando os opositores tomaram meios de comunicação e incendiaram as ruas. 
Para ler o texto de Ana Prestes clique aqui

40 Fingers - "Disney Medley"

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Para assistir à interpretação de "Disney Medley" pelos 40 Fingers clique no vídeo aqui

O grupo de dança da família real

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O grupo de dança da família real, da Nova Zelândia, formado por homens e mulheres que encantam com seus ritmos de hip-hop, coreografias originais e sincronia perfeita. Um dos aspectos mais interessantes é que eles contemplam a diversidade étnica e a ausência de padrões de beleza física aos quais estamos acostumados quando o assunto é dança. 
Para assistir a uma das performances do grupo clique aqui


A arte surreal de Vladimir Kush



O pintor e escultor russo Vladimir Kush desenvolve seus talentos artísticos desde os sete anos de idade quando começou a frequentar a escola de arte. Depois de se familiarizar com o trabalho de outros artistas, ele decidiu se interessar mais e continuar estudando arte, até ter que ingressar no treinamento militar.
Isso acabou sendo uma boa notícia para ele, uma vez que ele recebeu o papel de pintor propagandístico na criação de pôsteres. Sua paixão cresceu na medida em que ele finalmente se formou em Belas Artes, após o qual participou de várias exposições de sucesso em todo o mundo que o estabeleceram como um artista surreal.
Sonata Africana

Embora frequentemente comparado ao artista surreal Dali, Kush afirma que o 
"realismo metafórico" é o que melhor descreve a arte em seu trabalho. A ideia 
é fundir fantasia com realismo, tornando suas pinturas imaginativas e de conto 
de fadas, mas com uma forte familiaridade para quem vê.

Chegada do navio das flores

 
Há aspectos realistas em suas pinturas que descrevem uma certa verdade, mas 
com uma natureza de sonho. De fato, olhar para suas esplêndidas pinturas pode 
fazer você adivinhar seus olhos e questionar a realidade.
Nascido para voar

Café da manhã no lago

Borboleta Maçã

Daisy Games

Partida do navio alado

Olho da agulha

Ponte elegante

Fauna em La Mancha

Peixe na cidade

Óculos esquecidos

Aniversário de ouro

Corno de Babel

Viagem ao longo da borda da terra
Última Ceia

Metamorfose

Nascer do sol pelo oceano

Ilha do Tesouro

Para que o peixe estava silencioso?

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