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terça-feira, 8 de novembro de 2016

CHARTIER, Roger: O que é um Autor? Revisão de uma genealogia

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Esse artigo trata-se de uma resenha do livro O que é um autor? Revisão de uma genealogia, de Roger Chartier. Neste texto, publicado 30 anos após a conferência de Michel Foucault chamada O que é um autor?, Chartier retoma a discussão genealógica de Foucault, costurando-as e contrapondo-as, por vezes, às informações advindas de seu próprio percurso investigativo na área. Veremos como ambos apontam para a autoria como uma função, cujo desenvolvimento ocorre ao longo de um período histórico e frente a certas condições de possibilidade. Chartier traz para essa discussão uma complexidade ainda maior, indicando, por um lado, que o processos que dá início ao surgimento da função autor seria ainda mais antigo do que o proposto por Foucault. Por outro lado, frente às mudanças nas tecnologias de escrita, que permitem produção e leitura quase simultâneas, Chartier leva-nos questionar se a função autor, tal como descrita 30 anos antes, não tenderia ao desvanecimento. 
Para ler o texto completo de Roger Chartier clique aqui

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

ROGER CHARTIER: A história, entre relato e o conhecimento

Talvez seja conveniente recordar as duas perguntas formuladas nesse texto a fim de compreender melhor a novidade das questões que habitam em nosso presente. A primeira derivava diretamente da evidenciação das dimensões retórica e narrativa da história, designadas com perspicácia em três obras fundacionais publicadas entre 1971 e 1975: Comment on écrit l’histoire (Como se escreve a história), de Paul Veyne (1971), Metahistory (Meta-história), de Hayden White (1973), e L’Écriture de l’Histoire (A escrita da história), de Michel de Certeau (1975). Veyne (1971, p. 67), ao afirmar que a história “é, antes de tudo, um relato e o que se denomina explicação não é mais que a maneira de a narração se organizar em uma trama compreensível”, Hayden White (1973, p. IX), ao identificar “as formas estruturais profundas da imaginação histórica” com as quatro figuras da retórica e da poesia clássica, ou seja, a metáfora, a metonímia, a sinédoque e a ironia, e de Certeau (1975, p. 110), ao afirmar que “o discurso histórico pretende dar um conteúdo verdadeiro (que vem da verificabilidade), mas sob forma de uma narração”, obrigavam os historiadores a abandonar a certeza de uma coincidência total entre o passado tal como foi e a explicação histórica que o sustenta.
Para ler o texto completo de Roger Chartier clique aqui

terça-feira, 3 de julho de 2012

ENTREVISTA / ROGER CHARTIER: Hábito de ler está além dos livros

Um dos maiores especialistas em leitura do mundo, o francês Roger Chartier destaca que o hábito de ler está muito além dos livros impressos e defende que os governos têm papel importante na promoção de uma sociedade mais leitora.

O historiador esteve no Brasil para participar do 2º Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários, realizado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em entrevista à Agência Brasil, o professor e historiador avaliou que os meios digitais ampliam as possibilidades de leitura, mas ressaltou que parte da sociedade ainda está excluída dessa realidade. “O analfabetismo pode ser o radical, o funcional ou o digital”, disse.

Para ler a entrevista de Roger Chartier clique aqui

sábado, 24 de março de 2012

O mundo que lê - Entrevista a Roger Chartier

A humanidade nunca leu tanto quanto hoje. Por um lado, a era digital faz com que os textos estejam mais disseminados. De outro, a população mundial é cada vez mais alfabetizada. Nesse cenário, descrito pelo historiador francês Roger Chartier, é papel da escola ensinar aos jovens que existem diferentes formas de ler para diferentes necessidades. E, se as salas de aula devem incorporar a presença de computadores, internet e tablets como ferramentas, também é fundamental que os professores continuem a trabalhar a leitura de livros clássicos. "Não porque eles são 'clássicos', mas porque, com outros, mas talvez melhor do que outros textos, ajudam a pensar sobre o mundo, natural ou social, a compreender as relações com os outros, a fazer as perguntas essenciais da existência e a desenvolver uma crítica às instituições, às informações, às autoridades", defende Chartier. Profundamente respeitado e estudado no Brasil e no mundo, Chartier é professor da Universidade da Pensilvânia e do Collège de France, diretor de estudos da École des Hautes Études en Sciences Sociales (Ehess), uma das mais importantes faculdades de história do mundo, e é considerado atualmente um dos principais pensadores no que se refere à história do livro e dos hábitos sociais de leitura. Em entrevista à repórter Carmen Guerreiro, o historiador francês fala sobre a importância das diferentes plataformas digitais para a leitura no mundo de hoje, e também frisa sua tese de que o texto muda de acordo com o meio no qual foi publicado - porque mudam também a formatação, a maneira de folhear ou fazer referências, a atenção que se exige. Além disso, o texto está sujeito ao próprio contexto de quem o lê. Para ele, classe social, idade, sexo, religião e outras características são fundamentais para determinar que tipo de leitura uma pessoa fará de um texto. Chartier lembra, no entanto, que na escola a leitura não pode ser reduzida a "exigências utilitárias". "Os livros devem também fazer sonhar, divertir, permitir a reflexão, desenvolver o espírito crítico", afirma.
Leia entrevista de Roger Chartier aqui

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