terça-feira, 16 de julho de 2019

"Amo-te porque não me amo inteiramente..." - Casimiro de Brito

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I
Amo-te porque não me amo
inteiramente. O que me falta
é infinito
mas tu és do bem que me falta
o enigma onde se condensam
a terra e o sol o ar as águas
invioladas
e tenho a boca cheia
de música ondulação
do teu silêncio.

II
A tua pele uma praia
onde me deito como se fôssemos
águas nômadas de um rio dois rios
separados por uma espada
cheia de desejo. Abre-me
a pele as bocas do paraíso
a mágica ferida onde eu possa
derramar e derramo
o meu sal
em repouso.

III
O meu corpo
retira-se humilde
do teu corpo. Somos dois
nada a fazer
deslizar apenas
como o rio que se afasta
da fonte.
Talvez eu possa
ocupar
um pouco
da tua sombra.


Casimiro de Brito


Deltan pede, e Moro topa, dinheiro da 13ª Vara para campanha publicitária


Diálogos inéditos mantidos entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol — oficialmente ao menos, coordenador da Lava Jato — evidenciam que nunca existiu uma distinção entre a atuação do magistrado, a dos procuradores da força-tarefa e, pasmem!, a da própria Polícia Federal. As conversas revelam que a promiscuidade era de tal sorte que não poupava nem mesmo recursos — dinheiro! — recolhidos à 13ª Vara Federal de Curitiba, onde Moro se comportava, vê-se agora, não como juiz, mas como imperador absolutista. Moro — aquele que deveria, quando magistrado, ter recebido os elementos dos autos para, então, ouvir com igual atenção os argumentos da acusação e da defesa para formar o seu convencimento — participava do planejamento das operações. 
Para ler o texto completo de Reinaldo Azevedo clique aqui

Leia "#Vazajato: as provas de que os chats são autênticos agora vêm de diversos veículos de comunicação - são definitivas e esmagadoras" de Glenn Greenwald e Leandro Demori clicando aqui

Leia "Mentiras invadindo mentes podem criar maiorias dementesde Jacques Távora Alfonsin clicando aqui

Leia "Paranoia de massas da era digital: os softidiots e a bigbrotherizaçãode  Antonio Quinet clicando aqui

Leia "Movimento Negro denuncia pacote de Moro-Bolsonarode Lucas Veloso clicando aqui

Leia "Sem diálogo com governo, indígenas buscam apoio internacionalde Nádia Pontes clicando aqui

Leia "Nas escolas, retrato de um país empobrecidode Paulo Adamo Idoeta e Mariana Sanches clicando aqui

Leia "Estados investem em vigilância nas escolas e alunos como mediadores para inibir violênciade Beatriz Jucá clicando aqui

Leia ""Trampo na biqueira": a exploração do trabalho infantil pelo tráfico de drogas" Entrevista com Ana Paula Galdeano  clicando aqui

Leia "Antipetismo ainda é uma cegueira que sai das entranhasde Esther Solano clicando aqui

Leia "Frente Parlamentar da Agropecuária compôs 52% dos votos da reforma da Previdênciade Bruno Stankevicius Bassi clicando aqui

Leia "Brasil quer privatizar a Previdência enquanto outros países provam que isso não funcionade Jocelio Henrique clicando aqui

Leia "Pesquisadores denunciam desmonte da Defesa e da soberania nacionalclicando aqui

Leia "A história dos 13 agricultores presos por Moro e depois absolvidosde René Ruschel clicando aqui

Leia "Reinvenção do espaço público e político: o individualismo atual e a possibilidade de uma democraciade Roberto Romano da Silva clicando aqui

Leia "Arrocho orçamentário mutila o Censo de 2020de Carlos Drummond clicando aqui


"Mapa da Violência de Gênero"



Em formato interativo inédito, Mapa da Violência de Gênero reúne dados e leis sobre violência contra mulheres e população LGBT+
 

Criada pela Gênero e Número com apoio da ALTEC, plataforma apresenta registros de agressões por localidade e permite cruzamento online de grande volume de dados

Em média, na última década foram assassinadas por dia no Brasil 12 mulheres – dentre elas, as mulheres negras são as maiores vítimas. Outros tipos de violência recaem especialmente sobre as mulheres: elas foram vítimas de 90% dos 73 estupros cometidos a cada dia em 2017. Dados como esses, que revelam o processo acentuado de violência de gênero no Brasil, estão agora mais acessíveis.

Realizado pela Gênero e Número e apoiado pela Alianza Lationamericana para la Tecnología Cívica (ALTEC), o Mapa da Violência de Gênero, em formato interativo inédito, disponibiliza as duas maiores bases oficiais de dados sobre violência do país - a do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS) e a do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) - abrindo múltiplas possibilidades de pesquisa a partir de um grande volume de dados. A ferramenta de busca é acompanhada por textos e visualizações que ajudam a analisar o cenário de cada uma das 27 Unidades Federativas.

O Mapa é resultado de um trabalho de pesquisa de um ano, com metodologia desenhada pela especialista em violência de gênero Wânia Pasinato e executado por uma equipe multidisciplinar da GN.

 

Até então manuseados principalmente por pesquisadores ou jornalistas dispostos a percorrer o caminho de solicitação via Lei de Acesso à Informação (LAI), os dados estatísticos oficiais mais importantes e abrangentes sobre violência distribuídos por sexo (feminino e masculino) se reúnem, no Mapa, ao alcance de qualquer pessoa interessada em se informar sobre o tema.

As buscas comparativas para homens e mulheres, fundamentais para a compreensão das diferenças da violência quando aplicada a perspectiva de gênero, dão acesso a informações detalhadas, incluindo autoria do crime e encaminhamento judicial do caso, o que permite desenhar a trilha de diferentes tipos de violência praticados contra mulheres e população LGBT+. 

As especificidades do grupo LGBT+ são abordadas em uma seção que destrincha dados de cada região, oferecendo uma leitura mais abrangente sobre as violências que acometem essa minoria. Já na seção Leis é possível conhecer a produção legislativa estadual sobre o tema para além daquelas que significaram importantes marcos nacionais, como a Lei Maria da Penha (2006) e a Lei do Feminicídio (2002). No levantamento, feito pela Gênero e Número, estão destacados os mecanismos legais estaduais com efetivo potencial de impacto na proteção e acolhimento das vítimas e punição dos agressores.

As fragilidades na coleta, produção e divulgação desses dados no Brasil guiaram uma outra frente de trabalho do Mapa, focada em incidência. Com a proposta de fortalecer a sistematização e padronização dos dados de violência contra mulheres, um grupo de formado pela Gênero e Número e as organizações convidadas ONU Mulheres e Artigo 19 abriu diálogo com o Conselho Nacional do Ministério Público para discutir as debilidades do Cadastro Nacional de Violência Familiar e Doméstica contra a Mulher, um dos principais instrumentos para a coleta desse tipo de dado. Os detalhes dessa frente de trabalho do Mapa podem ser conhecidos na página Incidência. 

O Mapa nasce sobretudo com esse propósito: denunciar e exigir a produção de dados cada vez mais qualificados, que apoiem o avanço de políticas de prevenção e enfrentamento à violência. Nesse percurso, o acesso à informação e a reflexão crítica são ferramentas centrais no combate à barbárie. 
Para mais informações: contato@generonumero.media

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Este Portugal é já outro Brasil

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As estatísticas dizem que residem agora em Portugal 105.423 brasileiros. Mas, pelo que vemos e ouvimos, temos a sensação de que serão muitos mais. 
Para ler o texto completo de Arnaldo Saraiva clique aqui

Leia "A preta do prédio da Bonifácio" de Paulo Mendes clicando aqui

Leia "No Ocidente, os campos de vergonha" de Sylvie Kaufmann clicando aqui

Leia "Refugiados: "Um dia vamos ter de explicar por que deixamos morrer milhares de pessoas"" de Miguel Duarte clicando aqui

Leia "Igreja busca fiéis na África e na Ásia para atenuar declínio no Ocidente" de Daniel Verdú clicando aqui

Leia "A igualdade é a única chance do liberalismo" Entrevista com Jan Zielonka  clicando aqui

Leia "Protestos em Hong Kong: uma revolução do século XXI" de Dorian Malovic clicando aqui

Leia "Chegar à Lua foi difícil, mas voltar à Terra, também" de Daniel Mediavilla clicando aqui

Leia "México: O povo está muito contente com a mudança: O inconformismo se reduz às elites" clicando aqui

Leia "Saúde Pública: Reprodução assistida em Cuba e os direitos trabalhistas" de Joel Michel Varona clicando aqui

Leia "Honduras: como refundar um país?" de Rôney Rodrigues clicando aqui


"With Or Without You" - Luca Stricagnoli

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Você já viu uma guitarra assim? Na verdade, é chamado de bandolim duplo e permite que seja tocado como uma guitarra e um bandolim, e até mesmo alcançar um maior número de notas.
Para assistir à interpretação de "With Or Without You" pelo guitarrista italiano Luca Stricagnoli clique no vídeo aqui


Seria a Medicina moderna uma ilusão?


Novo livro sugere: em busca de lucros astronômicos, indústria farmacêutica multiplica drogas e exames, mas é incapaz de avançar no tratamento de doenças que afligem milhões – do Alzheimer a cardiopatias e depressão. 
Para ler o texto completo de John Horgan clique aqui

Incríveis Imagens de Câmera-Rápida

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Os vídeos câmera-rápida (time-lapse) estão entre os mais incríveis do mundo, pois eles podem mostrar horas de existência em meros segundos. Além disso, trazem à vida eventos que não podemos testemunhar em detalhes vívidos e rápidos. Graças à internet, existem milhares de vídeos assim por aí, alguns dos quais mostram os fenômenos mais bonitos do mundo, enquanto outros cobrem momentos mais sombrios e devastadores, como a enchente de Houston. Alguns vídeos podem até mostrar como um feijão cresce do começo ao fim! Admire a beleza da natureza e a progressão da vida neste artigo, começando pelas coisas mais simples, como observar o crescimento da grama, mudanças na natureza, até seguir o olho de uma tempestade imensa (crédito a Douglas Adams).
 

1. A definição precisa de "degelo" 
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2. Esculpindo o bule mais fofo de todos os tempos
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3. Alguém decidiu iluminar a cidade, literalmente
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 4. Não há nada melhor neste mundo do que assistir queijo derretido em uma pizza
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5. É como ver o universo florescer...
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6. A maior abóbora se tornando o maior Jack da Lanterna para o Halloween
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7. Você nunca viu a grama crescer assim
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8. Um momento em que todos os passageiros frequentes quiseram testemunhar
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9. É como descascar as camadas da cebola mais bonita do mundo
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10. Assista a tempestade enquanto ela se move pela cidade e segue para o próximo destino
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11. Oba! Biscoitos!!!
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12. Cada belo estágio do dom da maternidade
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13. Você já viu um satélite sendo lançado?
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14. Nãoooo! Meu picolé!
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15. A cidade que nunca dorme...


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Neurociências. O que resta da liberdade

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Já são bastante famosas as pesquisas conduzidas por Benjamin Libet, o primeiro cientista a aplicar métodos de investigação neurofisiológica para estudar a relação entre a atividade cerebral e a intenção consciente de executar um determinado movimento voluntário. Em seus experimentos, Libet convidava os participantes a moverem quando quisessem ("livremente e como quiser") o pulso da mão direita e, ao mesmo tempo, relatar o momento exato em que haviam tido a impressão de ter decidido iniciar o movimento: o objetivo era, de fato, o de investigar a relação entre a consciência do início de uma ação e a dinâmica neurofisiológica subjacente [...]. 
Para ler o texto completo de Mario De Caro e Andrea Lavazza clique aqui

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