segunda-feira, 16 de setembro de 2019

"Tu ensinaste-me a fazer uma casa" - Joaquim Pessoa

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Tu ensinaste-me a fazer uma casa

Tu ensinaste-me a fazer uma casa: 
com as mãos e os beijos. 
Eu morei em ti e em ti meus versos procuraram 
voz e abrigo. 
E em ti guardei meu fogo e meu desejo. Construí 
a minha casa. 
Porém não sei já das tuas mãos. Os teus lábios perderam-se 
entre palavras duras e precisas 
que tornaram a tua boca fria 
e a minha boca triste como um cemitério de beijos. 


Mas recordo a sede unindo as nossas bocas 
mordendo o fruto das manhãs proibidas 
quando as nossas mãos surgiam por detrás de tudo 
para saudar o vento. 


E vejo teu corpo perfumando a erva 
e os teus cabelos soltando revoadas de pássaros 
que agora se recolhem, quando a noite se move, 
nesta casa de versos onde guardo o teu nome.

Joaquim Pessoa

Manuela Carneiro da Cunha: 'Opressão vivida hoje por indígenas é rara'

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O governo de Jair Bolsonaro está chegando ao “topo da lista dos opressores” dos povos indígenas, mesmo diante de um elenco de séculos de arbitrariedades. A avaliação é de Manuela Carneiro da Cunha, professora titular aposentada da USP e professora emérita da Universidade de Chicago, referência internacional na antropologia. “É um pesadelo”, continua, avaliando o aumento do desmatamento e o questionamento do trabalho de pesquisadores em instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 
Para ler sua entrevista clique aqui

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Quatro princípios para a formação política revolucionária


Sabemos bem que sem boa formação política é impossível uma prática política correta e eficiente. Mas o que afinal constitui uma boa formação política? 
Para ler o texto completo de Jones Manoel clique aqui

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Leia "Estamos criando o ciberproletariado, uma geração sem dados, sem conhecimento e sem léxicode Berna González Harbour clicando aqui

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Camané - "Sei de um rio"

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Para assistir à interpretação de "Sei de um rio" na voz de Camané clique no vídeo aqui

Achille Mbembe: Crítica da razão negra

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Segundo Márcia Tiburi “Crítica da razão negra, de Achille Mbembe, publicado em 2013, dificilmente será superada no século 21, seja por seu conteúdo, seja por seu caráter ético-político. Divisor de águas na história do pensamento, de agora em diante, toda a reflexão que se leve a sério está colocada em uma posição inconciliável com a tradição da opressão que se constituiu em nome da lógica da raça por ele analisada. Negar o diálogo com os argumentos de Mbembe, de agora em diante, implica a manutenção da mistificação branca que sustentou o poder e o capital no lugar que conhecemos. Crítica da razão negra puxa o fio de linha podre que sustentava a trama racista na história europeia, da qual nós, brasileiros, bem como todos os habitantes das Américas, somos herdeiros, ora como algozes, ora como vítimas. A história do racismo é a história do capitalismo, uma história de submissão dos corpos, de uso e abuso dos seres nele capturados, por meio de operações eminentemente teóricas e discursivas, com efeitos perversos na prática. Ao procedimento de definir alguém como um outro chamamos de marcação. Ao definir esse outro como um negativo, a marcação é o verdadeiro mal radical enquanto aniquilação da humanidade do outro. Marcados são os sujeitos da diferença, tratados constantemente como objetos, coisas, mercadorias. Assim é com aqueles que são marcados como Negros, reféns da lógica perversa da raça, criada para a manutenção de crenças e preconceitos que serve a uns em detrimento de outros. O mal radical é branco”.
Para ter acesso ao livro completo clique aqui


À espera do próximo futuro

Kanimambo|1998| Ângela Ferreira (cortesia da artista)[]

Estes movimentos visíveis e invisíveis, transparentes ou subterrâneos, levaram a uma nova visão sobre a presença da cultura negra no mundo, em muitos locais para além de África, e do próprio olhar sobre África. A partir de Portugal, que de facto tinha, historicamente, aberto as portas de primeiras globalizações, e olhando o futuro, como realidade e desejo, o programa Próximo Futuro abria com uma interrogação. Nas suas palavras do seu programador-geral: Podemos intervir no futuro, no próximo futuro? Podemos, certamente.
Para ler o texto completo de Margarida Calafate Ribeiro clique aqui


Como a cultura de fãs está engolindo a democracia


Estamos testemunhando uma grande convergência entre política e cultura, valores e estética, cidadania e comercialismo. Aqui, a participação cívica é convertida perfeitamente no hábito do consumidor. As batalhas políticas são travadas por meio de canções pop, velas de oração inovadoras e emoticons sugestivos. 
Para ler o texto completo de Amanda Hess clique aqui

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