sexta-feira, 1 de novembro de 2019

"Sonata ao luar" - Manoel de Barros

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Sonata ao luar

Sombra boa não tinha e-mail.
Escreveu um bilhete:
Maria me espera debaixo do ingazeiro
quando a lua tiver arta.
Amarrou o bilhete no pescoço do cachorro
e atiçou:
Vai, Ramela, passa!
Ramela alcançou a cozinha num átimo.
Maria leu e sorriu.
Quando a lua ficou arta Maria estava.
E o amor se fez
Sob um luar sem defeito de abril.

Manoel de Barros

1 comentários:

Anônimo 2 de novembro de 2019 17:56  

Manoel é único. Manoel é ímpar. Manoel é Manoel. Feito de "Barros", ganhou vida quando recebeu de algum deus o sopro da poesia.

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