sábado, 16 de novembro de 2019

"De esperas construímos o amor intenso e súbito" - Joaquim Pessoa

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De esperas construímos o amor intenso e súbito
De esperas construímos o amor intenso e súbito
que encheu as tuas mãos de sol e a tua boca de beijos.

Em estranhos desencontros nos amamos. 
Havia o rio mas sempre ficávamos na margem. 
Eu tocava o teu peito e os teus olhos e, nas minhas mãos, 
a tarde projetava as suas grandes sombras 
enquanto as gaivotas disputavam sobre a água
talvez um peixe inquieto, algo que nunca pudemos ver. 
As nossas bocas procuravam-se sempre, ávidas e macias 
E por muito tempo permaneciam assim, unidas, 
Machucando-se, torturando as nossas línguas quase enlouquecidas. 
Depois olhávamo-nos nos olhos 
No mais profundo silêncio. E, sem palavras, 
Partíamos com as mãos docemente amarradas

e os corações estoirando uma alegria breve 

Quando a noite descia apaixonada 
Como o longo beijo da nossa despedida.

Joaquim Pessoa

Como o comércio transatlântico de escravos explica o caminho do óleo até as praias do Nordeste

Mapa do tráfico negreiro no Atlântico

Se o vazamento de óleo que atinge as praias do Nordeste tivesse ocorrido no início do século 19, navegadores que viajavam entre o Brasil e a África seriam capazes de palpitar sobre o local de origem do incidente. Cartas náuticas daquela época já descreviam as principais correntes marítimas que operam na região — e que explicam o caminho percorrido pelo óleo até as praias brasileiras, no maior acidente a atingir o litoral do país em extensão. As correntes permitiram que o Brasil dominasse o tráfico negreiro no Atlântico. Sozinho, o país recebeu 4,8 milhões de africanos escravizados, dez vezes mais do que os Estados Unidos e quase a metade de toda a população transportada à força para as Américas em quatro séculos. 
Para ler o texto de João Fellet clique aqui

Leia "Levantamento inédito: quase metade dos atletas negros das Séries A, B e C sofreu racismo no futebol" de Elton de Castro clicando aqui

Leia "Bolsonarismo passa por teste no STF enquanto clã se cala sobre processos" de Afonso Benites clicando aqui

Assista à fala de "Adélia Sampaio: "Preta, pobre, não vai... mas foi""  clicando no vídeo aqui

Leia "Como eu fundei o PCC" de Flávio Costa e Luís Adorno clicando aqui

A pele branca e o mito da paz racial na América Latina

Simpatizantes de Evo Morales em La Paz em 14 de novembro.

É um mito que na América Latina a questão racial seja menos sangrenta do que na parte anglo-saxã do continente.
Para ler o texto de Enric González clique aqui

Leia "Quando os tiranos do século XX usavam fraldas" de F. Javier Herrero clicando aqui

Dominguinhos + Mayra Andrade + Hamilton de Holanda + Yamandu Costa: "Lamento Sertanejo"

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Para assistir à interpretação de "Lamento Sertanejo" por Dominguinhos + Mayra Andrade + Hamilton de Holanda + Yamandu Costa clique no vídeo aqui

Como dar vida a um defunto autor

A dinamarquesa Tine Lykke Prado
Três especialistas preparam novas versões de obras de Machado de Assis para o inglês, o dinamarquês e o espanhol. 
Para ler o texto de Paula Carvalho clique aqui

Mikhail Sadovnikov cria arte com argila

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Mikhail Sadovnikov não gira apenas argila em círculos; ele transforma os redemoinhos hipnóticos em obras de arte mágicas. Você não vai acreditar nos designs incríveis que este talentoso artista russo cria, usando apenas alguns dedos e uma imaginação vívida. O vídeo é chamado “Dance on the Circle”, e está definido com uma bela música de fundo turca.
Aproveite o show clicando no vídeo aqui


Genética desmascara um brando e desigual passado de infidelidades

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A taxa média da chamada “paternidade extra par” é de apenas 1% no que se refere aos últimos 500 anos na Europa ocidental, conclui um estudo que usou dados genéticos e genealógicos para reconstituir o padrão deste fenômeno. 
Para ler o texto de Andrea Cunha Freitas clique aqui

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